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Neste post de hoje vamos buscar relembrar alguns clássicos da literatura fantástica.  Alguns deles foram verdadeiros fiascos de crítica e público, mas abriram caminho para as safras posteriores.  Temos livros que deram base a muitas obras recentes e que ampliaram os horizontes da literatura fantástica – ou se preferirem, a fantasia.

“Frankenstein ou o Moderno Prometeu” (Frankenstein: or the Modern Prometheus) – de Mary Shelley.  A obra mescla ficção científica com terror foi publicada em 1818 e obteve grande sucesso.  Com isto, gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental.  Já seu romance “O Último Homem” (The Last Man) foi escrito em 1826 e publicado na Inglaterra em três volumes.  A escritora busca construir uma visão do futuro e se aventura pelas terras do Apocalíptico, descrita a partir de um manuscrito profético, onde é apresentado o final da humanidade.  Este livro não conseguiu repercutir o mesmo sucesso do anterior.

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“Admirável Mundo Novo” (Brave New World) – de Aldous Huxley. Foi publicado em 1932 e narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas.  Neste livro, Huxley mostra um grande contraste entre moderno e atrasado e faz muitas críticas aos caminhos da ciência e toca, de forma profunda, no assunto “reprodução artificial” algo até então tabu.

“Alice no País das Maravilhas” (Alice’s Adventures in Wonderland) – de Charles Lutwidge Dodgson (cujo pseudônimo é Lewis Carroll).  Foi publicada a 4 de julho de 1865.  O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares, revelando uma lógica do absurdo, característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas, frequentemente, através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação, pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.  Eternizada pelo cinema e pela televisão em dois filmes: Um lançado pela NBC (canal britânico) em 1999 sob a direção de Nick Willing e outro para o cinema, em 2010, e dirigido por Tim Burton.

“Crônicas Marcianas” (The Martian Chronicles) – de Ray Bradbury.  Livro de contos de ficção científica publicado em 1950.  O tema é a colonização de Marte pelos humanos, muitos com problemas e oriundos de uma Terra sob a iminência de ser devastada por uma guerra atômica. Há também conflitos entre aborígenes marcianos com os novos colonizadores.  Podemos até fazer uma pequena comparação às colonizações do Novo Mundo (a partir do século XIV).

Vale uma leitura, buscando entender a mensagem de cada escritor.

Base da informação do post:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Frankenstein

http://raccoon.com.br/2010/10/14/5-classicos-da-literatura-fantastica-originalmente-considerados-como-um-fiasco/

http://www.avblog.nl/woordenboek/t/thx/

http://crvling.com/2013/04/10/resenha-de-o-ultimo-homem-de-mary-shelley/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Admirável_Mundo_Novo

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-analise-sobre-o-livro-admiravel-mundo-novo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_no_País_das_Maravilhas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Crônicas_Marcianas

Abraços a todos, e até o próximo post.

Jota Cortizo

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