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Quem de nós nunca “saboreou” uma história em que houvesse um grande e temido dragão?  E quem de nós nunca se “defrontou” com o ser alado em memoriáveis sonhos (ou pesadelos)?  No post de hoje, quero escrever um pouco sobre o enigmático ser que nos emociona ou atormenta, que hora é vilão, hora é mocinho – o dragão.

Dragões ou dragos (do grego drákon) são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente, semelhantes a imensos lagartos ou serpentes, muitas vezes com asas, poderes mágicos e/ou hálito de fogo. A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado para definir grandes serpentes.

No zodíaco chinês, o dragão é um dos animais, com ciclo de 12 anos, que perfila no calendário do povo oriental. O nativo de dragão é magnânimo, cheio de vitalidade e de força. A vida para ele é uma chama de cores. É egoísta, excêntrico, dogmático, terrivelmente exigente e pouco razoável, no entanto sempre com uma grande faixa de admiradores. Orgulhoso, aristocrático e muito direto, o nativo do dragão estabelece os seus ideais cedo na vida e exige os mesmos padrões elevados da outra pessoa que viva com ele. No Oriente, o dragão simboliza o imperador ou o grande macho. Representa o poder.

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A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de ser uma presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou do noroeste europeu, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras.  Novamente, vilão ou mocinho?

Os dragões se mostram em nosso dia-a-dia sem que possamos inferir ou aferir na plenitude.  Quer ver um exemplo? A bandeira da Inglaterra é composta por uma cruz vermelha sobre um fundo branco. A cruz vermelha representa São Jorge, o patrono da Inglaterra, que de acordo com a lenda, lutou e matou o dragão para salvar uma princesa. Após matar o animal mitológico, São Jorge fez uma cruz em seu escudo com o sangue do dragão.  Este é só um pequeno exemplo.

Já na literatura fantástica, há uma profusão de nathair-sgiathach (dragão no idioma gaélico).  Vejamos alguns muito conhecidos:

Glaurung: Foi o primeiro dos dragões, e por isso é conhecido como “pai dos dragões”. De acordo com Tolkien, ele é o pai do resto de sua raça, ou pelo menos da ninhada de Urulóki , dragões cuspindo fogo, sem asas. Ele foi criado por Morgoth na busca por romper o cerco dos elfos e foi o primeiro dragão a aparecer fora de Angband. Personagens de J.R.R. Tolkien em uma de suas obras – O Silmarillion;

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Smaug: O dragão que roubou o tesouro dos anões e ficou tanto tempo deitado em cima das jóias que em sua barriga se formou uma armadura de diamantes. Smaug foi morto por Bard, o Arqueiro, com uma flecha certeira nesse ponto fraco;

Saphira: O dragão que, ainda no ovo, surgiu para Eragon, que se descobre como um “Cavaleiro de Dragões”, que governavam as terras de Alagaësia. O universo criado por Christopher Paolini tem a sua particularidade – o tratamento entre dragões e humanos, mostrando que nem todos podem ser, de fato, a representação do mal.;

Romaniam Longhorn: É uma das criaturas mitológicas da saga “Harry Potter”. Tem escamas verde-escuras e longos chifres dourados faiscantes com os quais ele fura sua presa antes de assá-la. Quando moídos, os chifres desse dragão se tornam muito valiosos como ingredientes para poções. Na saga escrita por J.K. Rowling ainda temos: Norberto, um dragão norueguês que estava sob os cuidados de Hagrid.  E, também, o ucraniano que estava preso em Gringotes;

Drogon, Rhaegal e Viserion: Os três dragões que foram “chocados” na fornalha que cremou Khal Drogo, e a bruxa que – supostamente – o matou.  Nesta grande fogueira, Daenerys Targaryen se submeteu a força do fogo e de lá saiu com suas crias e onde passou a ser conhecida como “Mãe dos dragões”.  Eles são personagens de uma, se não a principal, saga de fantasia da última década, As crônicas de Gelo e Fogo, tem um narrativa fortíssima em torno dos dragões — desde sua extinção até o seu ressurgimento. Após séculos sem existir nas terras de Westeros, os dragões ressurgem e, junto com eles, a magia das terras criadas por George R. R. Martin também reaparece. Daenerys é descendente da família Targaryen que outrora domava as bestas aladas e, por conta desta habilidade, conseguiu tomar posse do Trono de Ferro e reinar por toda a região (ate perde-lo para os Baratheons).

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Vale lembrar que ainda temos muitos outros dragões.  Quais? Que tal mais um exemplo? Batiza a trilogia nacional “Dragões de Éter” e é sobrenome do autor – Raphael Draccon.

Acredito que ficaríamos aqui por muitas e muitas linhas falando sobre os gigantes alados “cuspidores” de fogo que tanto nos encantam (e assustam), mas…  Abraços a todos, e até o próximo post.

Base da informação do post:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragão

http://listasliterarias.blogspot.com.br/2010/12/10-dos-inesqueciveis-e-melhores-dragoes.html

http://olhardodragao.blogspot.com.br/2011/03/10-dos-inesqueciveis-e-melhores-dragoes.html

http://wiki.gameofthronesbr.com/index.php

http://livrodecapadura.blogspot.com.br/2014/11/os-dragoes-da-literatura.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragão_%28zodíaco%29

http://www.raphaeldraccon.com/blog/?p=1713

http://literalmente.blog.br/dragoes-1-origens-mitologias/

http://literalmente.blog.br/dragoes-2-aparicoes-na-literatura-fantastica/

http://literaturafantasiavuthar.blogspot.com.br/2014/02/classico-antiquidade-dos-dragoes.html

http://wallpaper.ultradownloads.com.br/287808_Papel-de-Parede-Targaryen-Brasao-Game-of-Thrones_1920x1080.jpg

http://covildosdragoes.blogspot.com.br/2013_09_01_archive.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Glaurung

http://lotr.wikia.com/wiki/Glaurung

Jota Cortizo

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