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O BLOG PHANTASTICUS, AGORA EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: A arte de aterrorizar por Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe, americano, nascido em 19 de Janeiro de 1809 foi autor, poeta, editor e crítico literário americano, integrante do movimento romântico americano.  Estabeleceu um estilo do qual seu nome passaria a ser sinônimo de terror e mistério na literatura. Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Ele foi o primeiro escritor americano conhecido por tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difíceis.

E A Poe 1

Edgar Allan Poe poderia muito bem ser um personagem de Edgar Allan Poe. Muitas de suas histórias sombrias têm um viés autobiográfico. O pai de Poe abandonou a família, sua mãe faleceu quando ele ainda era criança e ele foi adotado por um comerciante chamado Allan, descendente de ciganos e vendedor de escravos e cadáveres.  Graças ao contato com os escravos africanos, Poe conheceu os rituais do vodu e magia negra, tão presentes em suas histórias. Outro tema recorrente em sua obra é a guerra, vivenciada durante os anos como soldado. Teve uma vida das mais intrigantes, com direito a um final ainda hoje não solucionado.  A morte de Edgar Allan Poe ocorreu no dia 7 de outubro de 1849, quando o escritor tinha quarenta anos de idade. Cercada de mistério, sua causa ainda é discutida. Quatro dias antes de falecer, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, Maryland, em um estado delirante. Segundo Joseph W. Walker, a pessoa que o encontrou, o escritor estava “muito angustiado, e (…) precisava de ajuda imediata”. Poe foi levado ao hospital da Universidade Washington (Washington College Hospital), onde morreu num domingo, às 5 horas de 7 de outubro. Em nenhum momento o escritor contou com a lucidez necessária para explicar de forma coerente como havia chegado àquele estado.  Grande parte da informação existente sobre os últimos dias de sua vida provém do médico John Joseph Moran, que o tratou no hospital. Depois de um pequeno funeral, Poe foi enterrado no cemitério anexo à igreja de Westminster (Westminster Hall and Burying Ground) mas, anos mais tarde, em 1875, seus restos mortais foram transferidos para um monumento maior. Este último marca também o lugar de enterro de sua esposa, Virginia, e o de sua sogra, Maria Clemm.  As teorias sobre as causas da morte do escritor incluem suicídio, assassinato, cólera, raiva, sífilis e ter sido capturado por agentes eleitorais que o teriam forçado a beber para fazê-lo votar e abandonaram-no, já em estado de embriaguez, à sua sorte. Contudo, a evidência a respeito da influência do álcool é incerta.  Dois dias depois da morte de Poe, apareceu um obituário assinado por “Ludwig”, que logo se revelou sendo, na verdade, o crítico e antologista Rufus Wilmot Griswold, que mais tarde se converteu no executor literário efetivo das obras de Poe, apesar de ter sido um de seus rivais, e que posteriormente publicou a sua primeira biografia completa, retratando-o como um depravado, bêbado e louco tomado pelas drogas, chegando inclusive a falsificar cartas do poeta como prova disso. Acredita-se que grande parte das evidências utilizadas para construir essa imagem foram forjadas por Griswold e, apesar de muitos amigos de Poe terem denunciado o biógrafo, foi a interpretação que teve um impacto mais duradouro no meio popular.

E A Poe 2

A literatura de Edgar Allan Poe inspirou autores de histórias de detetive, como Arthur Conan Doyle – o criador de Sherlock Holmes -; de ficção científica, como Julio Verne, H.G. Wells, H.P. Lovecraft e Ray Bradbury; e também mestres latino-americanos do realismo fantástico, como Julio Cortázar e Jorge Luis Borges.  Já na telona, Poe é um dos autores mais adaptados para o cinema: são mais de 200 filmes, o que coloca o norte-americano atrás apenas de William Shakespeare e Charles Dickens.  Vejam abaixo alguns destes filmes:

“A Queda da Casa de Usher” (1928) – Mesmo sem som, o cineasta polonês Jean Epstein parece ter feito a tradução definitiva do desespero e decadência da história de Poe;

“Os Assassinatos da Rua Morgue” (1932) – Livremente inspirado no conto macabro, Béla Lugosi interpreta um cientista maluco que faz experimentos com sangue de macaco; bizarro e divertido;

“O Solar Maldito” (1960) – O diretor de filmes-B Roger Corman fez oito adaptações da obra de Poe; esta, uma versão de “A Queda da Casa de Usher”, é a primeira, capitaneada pelo excelente Vincent Price;

“A Mansão do Terror” (1961) – Corman e Prince se uniram novamente para essa história de horror envolvendo uma câmara de tortuta, um sádico incontrolável e uma lâmina acoplada em um pêndulo;

“Muralhas do Pavor” (1962) – A parceria de Roger Corman e Vincent Price teve a ajuda valiosa de Peter Lorre e Basil Rathbone (famoso como Sherlock Holmes) no longa de episódios que tem talvez a melhor adaptação de “O Gato Preto”;

“A Dança Macabra” (1964) – A produção italiana coloca Poe (Silvano Tranquilli) numa mansão mal-assombrada, enfrentando fantasmas sedentos por sangue, querendo pagar uma aposta;

“A Orgia da Morte” (1964) – Sobrou mais uma vez para o diretor Roger Corman e Vincent Prince, que agora interpreta um príncipe sádico e satanista na Idade Média;

“Histórias Extraordinárias” (1968) – Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim dirigem cada um episódio baseado nos contos de Poe, com estrelas como Brigitte Bardot, Alain Delon, Jane Fonda e Terence Stamp;

“Vincent” (1982) – Um dos primeiros filmes dirigidos por Tim Burton, o curta de animação é estrelado por um garotinho que sonha ser Vincent Price e tem Edgar Allan Poe como seu autor favorito;

E A Poe 3

Ja “O Corvo” (The Raven) é um filme americano de 1963 do gênero comédia de horror, produzido e dirigido por Roger Corman. Esse filme teve roteiro de Richard Matheson baseado no poema “The Raven”.  Três décadas antes havia sido lançado filme com o mesmo nome e com Boris Karloff no elenco (que reaparece aqui), mas não há ligações entre ambas as produções. Em 2012, é lançado um filme americano homônimo, de suspense, dirigido por James McTeigue. Roteiro de Ben Livingston e Hannah Shakespeare. Este último filme, ficcionaliza os últimos dias de vida do escritor Edgar Allan Poe, que teria morrido de causas misteriosas em 1849. O título refere-se ao famoso poema de Poe, mas não tem relação com produções anteriores com o mesmo nome, de 1935 e 1963.

E porque este poema faz tanto sucesso?  Publicado no jornal New York Evening Mirror em 29 de janeiro de 1845, “The Raven” foi seu poema de maior sucesso.  Curiosidade: Ele só recebeu 9 dólares pela publicação do poema.  Poe ganhou fama rapidamente com a publicação chegando a ser apelidado – com o nome da ave – em sua cidade. “O Corvo” narra o insólito e mórbido encontro entre um homem desiludido e a ave do título. Interrogado pelo homem, o corvo limita-se a dizer uma única palavra, talvez a mais célebre da história da poesia: “Nevermore” (nunca mais).  Postamos, abaixo, o poema em uma tradução feita por Machado de Assis em 1883.

E A Poe capa

O CORVO

Em certo dia, à hora, à hora.

Da meia-noite que apavora,

Eu caindo de sono e exausto de fadiga,

Ao pé de muita lauda antiga,

De uma velha doutrina, agora morta,

Ia pensando, quando ouvi à porta

Do meu quarto um soar devagarinho

E disse estas palavras tais:

“É alguém que me bate à porta de mansinho;

Há de ser isso e nada mais.”

Ah! bem me lembro! bem me lembro!

Era no glacial dezembro;

Cada brasa do lar sobre o chão refletia

A sua última agonia.

Eu, ansioso pelo sol, buscava

Sacar daqueles livros que estudava

Repouso (em vão!) à dor esmagadora

Destas saudades imortais

Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,

E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,

Das cortinas ia acordando

Dentro em meu coração um rumor não sabido

Nunca por ele padecido.

Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,

Levantei-me de pronto e: “Com efeito

(Disse) é visita amiga e retardada

Que bate a estas horas tais.

É visita que pede à minha porta entrada:

Há de ser isso e nada mais.”

Minha alma então sentiu-se forte;

Não mais vacilo e desta sorte

Falo: “Imploro de vós – ou senhor ou senhora –

Me desculpeis tanta demora.

Mas como eu, precisando de descanso,

Já cochilava, e tão de manso e manso

Batestes, não fui logo prestemente,

Certificar-me que aí estais.”

Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,

Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,

Que me amedronta, que me assombra,

E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,

Mas o silêncio amplo e calado,

Calado fica; a quietação quieta:

Só tu, palavra única e dileta,

Lenora, tu como um suspiro escasso,

Da minha triste boca sais;

E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;

Foi isso apenas, nada mais.

Entro com a alma incendiada.

Logo depois outra pancada

Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:

“Seguramente, há na janela

Alguma coisa que sussurra. Abramos.

Ela, fora o temor, eia, vejamos

A explicação do caso misterioso

Dessas duas pancadas tais.

Devolvamos a paz ao coração medroso.

Obra do vento e nada mais.”

Abro a janela e, de repente,

Vejo tumultuosamente

Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.

Não despendeu em cortesias

Um minuto, um instante. Tinha o aspecto

De um lord ou de uma lady. E pronto e reto

Movendo no ar as suas negras alas.

Acima voa dos portais,

Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;

Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,

Naquela rígida postura,

Com o gesto severo – o triste pensamento

Sorriu-me ali por um momento,

E eu disse: “Ó tu que das noturnas plagas

Vens, embora a cabeça nua tragas,

Sem topete, não és ave medrosa,

Dize os teus nomes senhoriais:

Como te chamas tu na grande noite umbrosa?”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Vendo que o pássaro entendia

A pergunta que lhe eu fazia,

Fico atônito, embora a resposta que dera

Dificilmente lha entendera.

Na verdade, jamais homem há visto

Coisa na terra semelhante a isto:

Uma ave negra, friamente posta,

Num busto, acima dos portais,

Ouvir uma pergunta e dizer em resposta

Que este é o seu nome: “Nunca mais.”

No entanto, o Corvo solitário

Não teve outro vocabulário,

Como se essa palavra escassa que ali disse

Toda sua alma resumisse.

Nenhuma outra proferiu, nenhuma,

Não chegou a mexer uma só pluma,

Até que eu murmurei: “Perdi outrora

Tantos amigos tão leais!

Perderei também este em regressando a aurora.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Estremeço. A resposta ouvida

É tão exata! é tão cabida!

“Certamente, digo eu, essa é toda a ciência

Que ele trouxe da convivência

De algum mestre infeliz e acabrunhado

Que o implacável destino há castigado

Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,

Que dos seus cantos usuais

Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,

Esse estribilho: “Nunca mais.”

Segunda vez, nesse momento,

Sorriu-me o triste pensamento;

Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;

E mergulhando no veludo

Da poltrona que eu mesmo ali trouxera

Achar procuro a lúgubre quimera.

A alma, o sentido, o pávido segredo

Daquelas sílabas fatais,

Entender o que quis dizer a ave do medo

Grasnando a frase: “Nunca mais.”

Assim, posto, devaneando,

Meditando, conjecturando,

Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,

Sentia o olhar que me abrasava,

Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,

Com a cabeça no macio encosto,

Onde os raios da lâmpada caiam,

Onde as tranças angelicais

De outra cabeça outrora ali se desparziam,

E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,

Todo se enchia de um incenso.

Obra de serafins que, pelo chão roçando

Do quarto, estavam meneando

Um ligeiro turíbulo invisível;

E eu exclamei então: “Um Deus sensível

Manda repouso à dor que te devora

Destas saudades imortais.

Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno

Onde reside o mal eterno,

Ou simplesmente náufrago escapado

Venhas do temporal que te há lançado

Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo

Tem os seus lares triunfais,

Dize-me: “Existe acaso um bálsamo no mundo?”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta, ou o que quer que sejas!

Ave ou demônio que negrejas!

Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!

Por esse céu que além se estende,

Pelo Deus que ambos adoramos, fala,

Dize a esta alma se é dado inda escutá-la

No Éden celeste a virgem que ela chora

Nestes retiros sepulcrais.

Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Ave ou demônio que negrejas!

Profeta, ou o que quer que sejas!

Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!

Regressa ao temporal, regressa

À tua noite, deixa-me comigo.

Vai-te, não fica no meu casto abrigo

Pluma que lembre essa mentira tua,

Tira-me ao peito essas fatais

Garras que abrindo vão a minha dor já crua.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado

No branco mármore lavrado

Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.

Parece, ao ver-lhe o duro cenho,

Um demônio sonhando. A luz caída

Do lampião sobre a ave aborrecida

No chão espraia a triste sombra; e fora

Daquelas linhas funerais

Que flutuam no chão, a minha alma que chora

Não sai mais, nunca, nunca mais!

Bem, vamos encerrando e espero que tenham gostado do post.  Um grande abraço para a todos.

Versión española: El arte de aterrorizar por Edgar Allan Poe.

Edgar Allan Poe, estadounidense, nacido 19 de enero 1809 fue autor, poeta, editor y crítico literario estadounidense, miembro del movimiento romántico americano. Establecido un estilo que su nombre se convertiría en sinónimo de terror y de la literatura de misterio. Poe fue uno de los primeros escritores estadounidenses de cuentos y generalmente se considera el inventor del género de la novela policíaca, también obtener crédito por su contribución al género emergente de la ciencia ficción. Fue el primer escritor estadounidense conocido por tratar de ganarse la vida a través de la escritura solamente, dando como resultado una vida económicamente difícil y carrera.

Edgar Allan Poe bien podría ser un personaje de Edgar Allan Poe. Muchas de sus historias tienen un sesgo autobiográfico oscuro. El padre de Poe abandonó a la familia, su madre murió cuando él era un niño y fue adoptado por un comerciante llamado Allan, descendiente de gitanos y vendedor de esclavos y cadáveres. A través del contacto con los esclavos africanos, Poe sabía que los rituales de vudú y la magia negro, tan presente en sus historias. Otro tema recurrente en su obra es la guerra experimentado a lo largo de los años como un soldado. Tenía una vida de lo más intrigante, con una final aún sin resolver. La muerte de Edgar Allan Poe tuvo lugar el 7 de octubre de 1849, cuando el escritor tenía cuarenta años. Envuelto en el misterio, su causa es aún objeto de debate. Cuatro días antes de su muerte, Poe fue encontrado en las calles de Baltimore, Maryland, en un estado delirante. Según Joseph W. Walker, la persona que lo encontró, el escritor era “muy angustiado, y (…) necesita ayuda inmediata” Poe fue llevado al hospital de la Universidad de Washington (Washington College Hospital), donde murió el domingo a las 5 de la mañana del 7 de octubre. En ningún momento el escritor tuvo la lucidez necesaria para explicar coherentemente cómo llegó a ese estado. Gran parte de la información existente sobre los últimos días de su vida viene de Dr. John Joseph Moran, quien lo trató en el hospital. Después de un pequeño funeral, Poe fue enterrado en el cementerio anexo a la iglesia de Westminster (Westminster Hall y entierra la tierra), pero, años después, en 1875, sus restos fueron trasladados a un monumento más grande. Este último también marca el lugar del entierro de su esposa, Virginia, y su madre, Maria Clemm. Las teorías sobre las causas de la muerte del escritor incluyen el suicidio, el asesinato, la ira, la ira, la sífilis y han sido capturados por los funcionarios electorales que han obligado a beber para hacerlo votar e izquierdo él, que ya están en un estado de intoxicación, su suerte. Sin embargo, la evidencia sobre los efectos del alcohol es incierto. Dos días después de la muerte de Poe, apareció un obituario firmado por “Ludwig”, que pronto será revelado, de hecho, el crítico y antólogo Rufus Wilmot Griswold, quien más tarde se convirtió en el albacea literario efectiva de las obras de Poe, aunque han sido uno de sus rivales, y más tarde publicó su primera biografía completa, que lo señala como un depravado, borracho y loco tomada por las drogas, las cartas de algunos poetas, incluso falsa para demostrarlo. Se cree que gran parte de la evidencia utilizada para construir esta imagen fue forjada por Griswold y aunque muchos amigos retirada de Poe del biógrafo, fue la interpretación que tuvo un impacto más duradero en medio popular.

La literatura de Edgar Allan Poe inspira escritores de historias de detectives, como Arthur Conan Doyle – creador de Sherlock Holmes -; ciencia ficción, como Julio Verne, HG Wells, HP Lovecraft y Ray Bradbury; y también maestros latinoamericanos de realismo mágico, como Julio Cortázar y Jorge Luis Borges. En la pantalla grande, Poe es uno de los autores adaptados para el cine: más de 200 películas, lo que pone el segundo solamente Estados Unidos a William Shakespeare y Charles Dickens. Vea a continuación algunas de estas películas:

“La caída de la casa Usher” (1928) – Incluso sin sonido, el cineasta polaco Jean Epstein parece haber hecho la traducción definitiva de la desesperación y la decadencia de la historia de Poe;

“Los crímenes de la calle Morgue” (1932) – Basado libremente en el cuento macabro, Béla Lugosi juega un científico loco que experimenta con sangre de mono; bizarro y divertido;

“El Maldito Solar” (1960) – Director de películas de serie B Roger Corman hizo ocho adaptaciones de la obra de Poe; esto, una versión de “La caída de la casa Usher”, es el primero, dirigido por el gran Vincent Price;

“El Terror Mansion” (1961) – Corman y el Príncipe se reunieron de nuevo para esta historia de horror que implica una cámara tortuta, un sádico incontrolable y una hoja adjunta a un péndulo;

“Paredes de asombro” (1962) – Una asociación de Roger Corman y Vincent Price tuvieron la valiosa ayuda de Peter Lorre y Basil Rathbone (famoso como Sherlock Holmes) en los episodios largos que tienen tal vez la mejor adaptación de “El Gato Negro”;

“La Danse Macabre” (1964) – Producción italiana pone Poe (Silvano Tranquilli) en una mansión embrujada, frente a los fantasmas hambrientos de sangre, con ganas de llamar a una apuesta;

“La orgía de la muerte” (1964) – fue de nuevo para el director Roger Corman y Vincent Prince, que ahora juega un príncipe sádica y satánico en la Edad Media;

“Historias extraordinarias” (1968) – Federico Fellini, Louis Malle y Roger Vadim dirigen cada episodio basado en cuentos de Poe, con estrellas como Brigitte Bardot, Alain Delon, Jane Fonda y Terence Stamp;

“Vincent” (1982) – Una de las primeras películas dirigidas por Tim Burton, el corto de animación protagonizada por un joven que sueña con ser Vincent Price y cuenta con Edgar Allan Poe como su autor favorito;

Ja “The Raven” (El cuervo) es una película americana echa en 1963, el género de la comedia de terror, producida y dirigida por Roger Corman. Esta película tuvo guión Richard Matheson basado en el poema “El Cuervo”. Tres décadas antes habían sido liberados película del mismo nombre y con Boris Karloff en el elenco (que reaparece aquí), pero no existe ninguna relación entre las dos producciones. En 2012, se lanzó una película americana del mismo nombre, de suspenso, dirigida por James McTeigue. Guión de Ben Livingston y Hannah Shakespeare. Esta última película, ficcionaliza los últimos días del escritor Edgar Allan Poe, que habría muerto por causas misteriosas en 1849. El título hace referencia al famoso poema de Poe, pero no tiene relación con las producciones anteriores del mismo nombre de 1935 y 1963.

Y debido a que este poema es tan exitoso? Publicada en el espejo de la tarde de Nueva York el 29 de enero de 1845, “el cuervo” fue su poema más exitoso. Curiosidad: El solo recibió U$ 9 para la publicación del poema. Poe se hizo famoso con la publicación viene rápidamente a llamarse – llamado así por el ave – en tu ciudad. “El Cuervo” dice el encuentro inusual y morboso entre un hombre desilusionado y el título del ave. Preguntó el hombre, el cuervo se limita a decir una sola palabra, tal vez la más famosa poesía de la historia: “Nunca más” (sin más). Publicado por debajo del poema en una traducción de Machado de Assis (gran escritor brasileño) en 1883.

CUERVO

En un día, la hora, la hora.

Desde la medianoche de entrar en pánico,

Yo quedarse dormido, agotado por la fatiga,

Al pie de un montón de viejos Lauda,

Una doctrina de edad, ahora muerto,

Yo estaba pensando cuando me enteré de la puerta

Desde mi habitación un sonido lentamente

Dijo estas palabras como:

“¿Es que alguien me pega a la puerta con suavidad;

Debe ser eso y nada más “.

¡Ah! Recuerdo! Recuerdo!

Era glacial en diciembre;

Cada casa caliente en el suelo reflejado

Su última agonía.

Espero que el sol, busqué

Retirar esos libros que estudian

Inicio (sin éxito!) Para el dolor abrumador

Estos anhelo inmortal

Al orar ángeles en el cielo llaman Lenora,

Y nunca nadie llamó.

Y la triste rumor, vaga, soso,

La cortina estaba despertando

En el corazón de un rumor no se conoce

Nunca he sufrido por ello.

De todos modos, ¿por aplacarlo aquí en el pecho,

Me levanté a la vez y, “En efecto

(Said) es una visita amigo y retraso

Golpear estas horas tal.

Se ve que llama a mi puerta de entrada:

Debe ser eso y nada más “.

Mi alma se sintió tan fuerte;

No más dudas y este tipo

Hablo: “Yo ruego – o señor o señora –

Me Desculpeis tanta demora.

Pero como yo, en la necesidad de descanso,

Ya dormido, y tan suave y manso

Batestes, estaba pronto prestemente,

Haz de mí no eres “.

Dijo que la puerta escancaro, creo que sólo la noche,

Sólo la noche, y nada más.

Con larga mirada escruto la sombra,

Lo que me asusta, que me persigue,

Y el sueño de que ningún mortal está siempre soñó,

Pero la gran silencio silencioso,

Es silencioso; la quietud tranquila:

Sólo tú, palabra y querido,

Lenora, me gusta un pequeño suspiro,

Mis sales boca tristes;

Y el eco, que habéis oído, susurró a usted en el espacio;

Eso es justo, nada más.

Me voy con la quema de alma.

Poco después otro golpe

Suena un poco más tarde; Yo, dirigiéndose a ella:

“Claro, hay la ventana

Susurra algo. Abramos.

Ella, el miedo a cabo, bueno, vamos a ver

La explicación de la misterioso caso

Estos dos golpes tales.

Damos vuelta la paz al corazón asustado.

Trabajo del viento y nada más “.

Abro la ventana y de repente,

Veo tumultuosamente

Un cuervo noble, digno de los tiempos antiguos.

No se gasta en los servicios

Un minuto, un segundo. Tenía la mirada

Un señor o una señora. Y listo y recta

Moverse en el aire sus alas negras.

Las moscas por encima de los portales,

Subir en la parte superior de la puerta, un busto de Palas;

Subió es, y nada más.

Ante el pájaro feo y oscuro,

Esa postura rígida,

Con gesto grave – el pensamiento triste

Me sonrió por un momento,

Y yo dije: “Tú que las orillas nocturnos

Venga, aunque la cabeza descubierta traes,

Sin penacho, no son aves temeroso,

Dile a tus nombres señoriales:

A medida que se llama a la gran noche umbrosa? ”

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

Al ver que el pájaro entender

La pregunta que me fue,

Estoy sorprendido, aunque la respuesta tenía

Apenas entendido a él.

De hecho, el hombre nunca es visto

Cosa en la tierra de esta manera:

Un pájaro negro, con frialdad puso,

Un busto, por encima de los portales,

Oye una pregunta y decir como respuesta

Esta es su nombre: “Nunca más.”

Sin embargo, la solitaria del cuervo

No tenía otra vocabulario,

Como si esta pequeña palabra no dijo

Resumir toda tu alma.

Ninguna otra pronunciada, no,

Error al mover una sola pluma,

Hasta murmuré: “He perdido una vez

Tantos amigos tan leales!

Esto también pierde en la devolución de la aurora “.

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

Estremecimiento. La respuesta oyó

Es tan exacto! Es así que en forma!

“Ciertamente, digo, todo esto es la ciencia

Él trajo la coexistencia

Algunos amo infeliz y abrumado

El destino implacable es castigado

Así tenaz, así que sin pausa o fatiga,

Que sus rincones habituales

Sólo le consiguió en el canto amargo y final,

Este estribillo: “Nunca más.”

La segunda vez en ese momento,

Me sonrió al pensamiento triste;

Me sentaré frente al cuervo finas y el ruido;

Y inmersión en terciopelo

La silla me trajo el lugar

Trato de encontrar quimera espeluznante.

El alma, el sentido, el pavido secreto

Esas sílabas fatales,

Entender lo que significaba el ave de miedo

Graznando la frase: “Nunca más.”

Por lo tanto, publicar, soñar despierto,

Meditar, especulando,

No hablar con él nunca más; pero si no hablas,

Sentí la mirada que me quemaba,

Yo estaba adivinando, tranquilo, a gusto,

Su cabeza en el respaldo suave,

Cuando la caída de rayos de luz,

Cuando las trenzas angelical

Otra cabeza una vez que hay desparziam,

Y ahora no esparzem más.

Entonces asumido que el aire, más denso,

Todo estaba lleno de incienso.

Serafín de trabajo que el descremado piso

De la habitación temblaban

Una ligera incensario invisible;

Y entonces exclamé: “Un Dios sensibles

Envíe a casa el dolor que usted come

Estos anhelo inmortal.

Venga, olvidar, bueno, olvida esta extinta Lenora “.

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

“Profeta, o lo que sea que estés!

Pájaro o demonio que negrejas!

Profeta siempre escuchando: Que seas tú el infierno

¿Dónde reside el mal eterno,

O simplemente escapado naufragio

El mayest tú temporal ir allí liberado

En esta casa donde el horror, el horror profundo

Tiene sus hogares triunfales

Dime: “Hay un bálsamo en el mundo ha pasado?”

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

“Profeta, o lo que sea que estés!

Pájaro o demonio que negrejas!

Profeta siempre, escucha, asistir, escuchar, asistir!

Para este cielo que se extiende más allá,

Por Dios que ambos culto, expresión,

Dile a esta alma se da inda oírlo

La virgen Edén celestial llora

Estos retiros sepulcrales.

Este rezando ángeles en el cielo llaman Lenora! ”

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

“negrejas Ave o demonio!

Profeta, o lo que sea que estés!

Cesa, no cesa! -exclamó, Poniéndose de pie, cesar!

Devuelve a los retornos temporales

Para tu noche, yo me deje.

Vaya, no te quedes en mi refugio casta

Plume recordar esta mentira suya,

Llévame al pecho tan fatal

Garras apertura será mi dolor ya prima “.

Dijo el cuervo: “Nunca más.”

Y está el cuervo; aquí se subió

En mármol blanco tallado

El ex Palas; oye, inmutable, firme.

Me parece a ver a su dura frente,

Un demonio soñando. La luz caído

La lámpara en el ave aburrida

La planta se propaga la triste sombra; y fuera

Esas líneas funerales

Flotando en el suelo, mi alma llora

No deja de nuevo, nunca, nunca!

Bueno, vamos a terminar y espero que hayan disfrutado el post. Un fuerte abrazo a todos.

Base da informação do post:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe

http://pensador.uol.com.br/autor/edgar_allan_poe/

https://animusmundus.wordpress.com/2014/03/12/edgar-allan-poe-o-corvo/

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/05/19/filme-e-livros-celebram-edgar-allan-poe-mestre-do-terror.jhtm

http://blog.poemese.com/dica-filmes-baseados-nas-obras-de-edgar-allan-poe/

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2012-05-20/os-10-melhores-filmes-baseados-em-edgar-allan-poe.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Raven_%281963%29#/media/File:RavenPoster.jpg

http://www.eapoe.org/

http://id.discoverybrasil.uol.com.br/a-vida-conturbada-e-os-contos-goticos-de-edgar-allan-poe/

http://literatortura.com/2014/01/205-anos-de-poe-confira-205-curiosidades-sobre-o-escritor/

http://biografia.ahistoria.com.br/wp-content/uploads/2013/03/edgar-allan-poe-terror-obras.jpg

http://fc05.deviantart.net/fs71/f/2014/208/5/4/the_black_cat_by_frrruuussstraation-d7sl6u1.jpg

http://mckellasawyer.com/wp-content/uploads/2014/10/Scanned-Image-11.jpeg

Jota Cortizo

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