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O BLOG PHANTASTICUS, AGORA EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O horror mais repulsivo escorrendo a cada página de H.P.Lovecraft.

Um mundo de monstros gigantescos com braços ou tentáculos saindo da cabeça ou de outras partes do corpo e com milhões de anos de idade. Algo totalmente distante do que podemos chamar de humano. Seres que não podemos classificar, não sabemos se são animais ou se são vegetais, e nem sequer podemos assegurar se estão vivos ou mortos. Gosmas pegajosas, vapores malignos, odores repulsivos, mortes gratuitas. O horror mais repulsivo escorrendo a cada página.  Assim é o mundo nas linhas de Lovecraft.

Howard_Phillips_Lovecraft

Howard Phillips Lovecraft (nascido em Providence, Rhode Island, em 20 de agosto de 1890 — e falecido na mesma Providence, em 15 de março de 1937), mais conhecido como HP Lovecraft, foi um escritor americano que revolucionou o gênero de terror, atribuindo-lhe elementos fantásticos que são típicos dos gêneros de fantasia e ficção científica.  Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram diretamente inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo.

Edgar_Allan_Poe

Lord Dunsany Edward John Moreton Drax Plunkett 1878 1957 English author From the book The Masterpiece Library of Short Stories The War

As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe (https://jotacortizo.wordpress.com/2015/05/23/a-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe-el-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe/), por quem Lovecraft nutria profunda afeição e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inspiraram as suas histórias em terras de sonho. Suas constantes referências, em seus textos, a horrores antigos, monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar algo análogo a uma mitologia, hoje vulgarmente chamada Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extradimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção direta em toda a história do universo.

Lovecraft era uma criança constantemente doente. O jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente, mas lia bastante.  Foi seu avô (Whipple van Buren Phillips Lovecraft) que encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero,  introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico.

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Nos seus dias de juventude, Lovecraft dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, ele publicou seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de Clifford Martin Eddy, Jr., foi um ghostwriter do magazine Weird Tales, inclusive escrevendo uma história, “Sob as Pirâmides” (Under the Pyramids, também conhecida como Imprisoned with the Pharaohs), para o famoso mágico Harry Houdini.  Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período, durante o qual conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar. Ela era judia natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele, o que fez com que suas tias protestassem contra o casamento. O casal mudou-se para o Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade da qual Lovecraft nunca gostou. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde moraria até morrer.

HPL 2

Lovecraft nunca foi muito festejado pelo fato de ser um escritor de fantasia, que funda uma mitologia, assim como J.R.R. Tolkien em “O senhor dos anéis”, mas totalmente ancorada no horror e na estranheza. Em vez de hobbits, elfos e orcs, seres ainda aparentados com os homens, encontramos shoggoths, mi-gos, os grandes antigos — nada que seja vagamente humano. São seres disformes, horríveis e de outras eras geológicas que parecem saídos de um bestiário.  Na ficção de Howard Phillips Lovecraft, apenas coisas inverossímeis acontecem, sem nenhuma referência à trivialidade da vida cotidiana.

O Mito Cthulhu teve sua primeira referencia no conto “O Chamado de Cthulhu” (The Call of Cthulhu), na forma de uma estatueta de argila, representando um híbrido de octópode, ser humano e dragão.  Ele está ligado ao mito dos Grandes Antigos (do inglês Great Old Ones), que surgem constantemente ao longo de toda sua obra, como em Nas Montanhas da Loucura (At the Mountains of Madness), A Sombra Vinda do Tempo (Shadow Out of Time), Um Sussurro nas Trevas (Whisperer in Darkness), entre outros.

cthulhu capa

Segundo os Mitos, a Terra teria sido habitada, há bilhões de anos, por criaturas que aqui teriam chegado antes que nosso planeta fosse capaz de gerar ou sustentar vida. Eles, e não Deus, teriam criado a vida: o próprio Homem seria uma criação deles, gerada unicamente por escárnio e servitude. Em contos posteriores, fica implícito que os Grandes Antigos seriam criadores do próprio universo e de todos os seres nele presentes. Isso foi suficiente para que Lovecraft fosse considerado pelas igrejas fundamentalistas do mundo inteiro, que acreditam na versão da criação bíblica, como blasfémio. Os Grandes Antigos teriam Cthulhu como um de seus líderes (de acordo com os contos, seria o Alto Sacerdote, responsável pelo ressurgimento de todos os outros quando as estrelas estivessem alinhadas devidamente), embora existam outros monstros na “Literatura Lovecraftiana” ainda mais estranhos e cruéis, como o Demônio-Sultão Azathoth. Os Mitos são uma metáfora para a insignificância humana diante da magnitude do Universo: mais do que malevolentes, os monstros dos Mitos são, na verdade, friamente indiferentes à existência e sofrimento humanos, encarnando as verdadeiras forças da Natureza.

Vários deuses são citados nas histórias que compõem o Mito, dentre os quais se destacam: Cthulhu; Azathoth; Hastur; Nyarlathotep; Shub-Niggurath; Tsathoggua; Yog-Sothoth; Dagon e Hydra.  Após a morte de Lovecraft, Derleth se tornou o mais famoso escritor a incorporar os “Mitos” em suas histórias. Mas Derleth o fez segundo sua própria visão, incorporando propriedade do cristianismo e do dualismo aos Mitos, tornando-os uma batalha do Bem contra o Mal, ao invés do universo caótico, cruel e desprovido de sentido que caracterizava os contos lovecraftianos. Muitos leitores de Lovecraft consideram a intervenção de Derleth prejudicial à obra original. Lovecraft era ateu e afirmava que os valores éticos ocidentais, pregados por Kant, eram uma piada. Os Mitos, na visão de Lovecraft, não foram criados como uma mitologia coesa, e sim como uma coletânea de ideias que poderiam ser usadas para provocar as mesmas emoções. Colocá-los como parte de uma batalha entre bem e mal seria tirar deles o que os tornava, incomparavelmente, hediondos: um propósito além de nossa compreensão, e uma brutal e cruel indiferença em relação a condição humana.

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O Necronomicon (“Al Azif”, no original árabe) é um livro fictício criado por Lovecraft que, segundo o próprio, teria sido escrito em Damasco por volta de 730 d.C. por Abdul Alhazred, um poeta árabe louco originário de Sanaa, no Iémen.  Até hoje é popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários falsos Necronomicons e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.

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Importante: O nome Abdul Alhazred é um pseudónimo que Lovecraft criou na sua juventude, que adotou após ter lido As Mil e uma Noites aos cinco anos de idade. O nome terá sido inventado pelo próprio Lovecraft ou pelo advogado da família Phillips, Albert Baker. Abdul é um nome árabe comum, mas Alhazred poderá estar relacionado com “hazard” (em português: perigo, risco), em referência à natureza destrutiva e perigosa do Necronomicon, ou aos antepassados de Lovecraft com esse nome. Pode ainda ser um trocadilho com a expressão “all has read” (em português: que tudo leu), uma vez que Lovecraft foi um leitor ávido na sua juventude. Outra possibilidade, apresentada num ensaio do escritor e editor sueco Rickard Berghorn, é que o nome Alhazred foi influenciado por referências a dois autores históricos cujos nomes foram latinizados como Alhazen: Alhazen ben Josef, que traduziu Ptolomeu para árabe, e Abu Ali al-Hasan Ibn Al-Haitham, que escreveu sobre ótica, matemática e física. Diz-se que Ibn al-Haytham fingiu ser louco para escapar à fúria de um governante.

Heroes of Newerth Metalica

Algumas curiosidades de HPL com relação aos Mitos: O jogo Heroes of Newerth (HoN) tem um personagem jogável que se chama Cthulhuphant. Além de ele ser maligno, ainda apresenta características físicas que lembram ao Cthulhu.  No mangá Soul Eater aparecem personagens que fazem referência aos “Grandes Antigos”.  Em South Park o personagem Cartman ganha o controle de Cthulu e o usa para deixar o mundo um lugar melhor para si próprio.  A banda de Heavy Metal Norte-Americana Metallica compôs uma canção do album Ride The Lightning com o nome de The Call of the Cthulhu.

“O Caso de Charles Dexter Ward” (The Case of Charles Dexter Ward) é um breve romance escrito no início de 1927, mas que não foi publicado durante a vida do autor.  O romance conta a história do jovem Charles Dexter Ward, apreciador da arqueologia, que em 1918 se envolveu no passado, devido à sua fascinação com a história de seu tetravô, Joseph Curwen (que havia deixado Salem para Providence em 1692, e adquirido notoriedade por sua assombração de cemitérios, a sua aparente falta de envelhecimento, e suas experiências químicas). Ward se assemelha fisicamente com Curwen, e tenta imitar as façanhas cabalísticas e alquímicas do seu ancestral, eventualmente localizando os restos mortais de Curwen e por meio de seus “sais essenciais”, ressuscitá-lo. O médico de Ward, Marinus Bicknell Willett, torna-se envolvido nas ações de Ward, investigando o antigo bangalô de Curwen em Pawtuxet que Ward restaurou. Os horrores que Willett encontra e o cerne da identidade de Ward e Curwen, formam a articulação de horror em que o romance se move.

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As primeiras adaptações cinematográficas de Lovecraft datam dos anos 60, da produtora AIP de Roger Corman. O primeiro é “O Castelo Assombrado” (The Haunted Palace), adaptação disfarçada de “O Caso de Charles Dexter Ward” tendo Vincent Price como ator principal e o próprio Corman como diretor, trata-se de um nobre obcecado pelas experiências de um antepassado com alquimia, e o modo como ele retoma as experiências deste. Apesar de ser bem fiel à narrativa lovecraftiana, não conseguiu captar a essência do livro, o clima violento e perverso da obra do escritor. O mesmo pode ser dito das duas adaptações seguintes da AIP, “Morte para um Monstro (Die Monster Die)”, com Boris Karloff, adaptação de “A Shadow out of time”, “A maldição do Altar Escarlate (Crimsom Cult)”, tirada de “Dreams in the Witch House” e “The Dunwich Horror”, este uma história de casa mal-assombrada com elementos “roubados” do conto de mesmo nome.

Os melhores resultados obtidos nos anos 70 foram na série de TV “Galeria do Terror”. Criada para ser uma espécie de continuação de “Além da Imaginação”, acabou servindo para Rod Serling fazer adaptações de contos que sempre gostou, como “Cool Air”. A escassez de recursos e  a pobreza de produção são compensadas pelo clima desenvolvido pelo diretor Jeannot Schwartz e pelo roteirista Richard Matheson.  Como a produção não tinha como providenciar os tais monstros descritos nos livros, eles eram apenas sugeridos, ou mostrados em distorções de câmera, forçando a imaginação do espectador a funcionar.

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Já nos anos 80, uma febre de Lovecraft é detonada por Stuart Gordon, num dos filmes de terror mais atrevidos desta época, “Re Animator”, de 1985. É a primeira adaptação cinematográfica de sua obra desde 1970. Uma variação de Frankestein, em que um cientista obcecado pela vida após a morte fica brincando de reviver o necrotério de uma universidade, acendeu numa geração inteira de espectadores a vontade de conhecer a obra deste escritor, de um modo jamais visto antes. O filme tem pouco do livro, mas cenas polêmicas (como quando um cadáver faz sexo oral numa mulher amarrada) lhe valeram uma imensa reputação entre os fãs de horror. Teve uma continuação, dirigida por Brian Yuzna, quase do mesmo nível (A noiva do Re-Animator).  Foi seguido por “Do Além”, com praticamente o mesmo elenco. Desta vez trata de um cientista envolvido em experiências com o mundo dos espíritos. Tem pouco a ver com a obra no qual se baseou, mas é climático e envolvente. O mesmo não pode ser dito de “Necronomicom”, do mesmo Gordon. Financiado por japoneses, utiliza-se de três episódios para falar sobre os perigos do livro secreto descrito por Lovecraft em vários de seus contos.  Várias obras, mesmo não tendo nada a ver com o escritor, fazem referências ao Necronomicom. “Succubus”, de Jess Franco, foi lançado na França e no Canadá com este nome.

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Mesmo ainda longe de ser unanimidade na crítica literária, Lovecraft despertou nos pensadores a necessidade de refletir sobre novas questões cada vez mais urgentes. Não mais pelo espanto, sentimento associado desde os gregos com esse “despertar”, mas pelo horror.  HP influenciou diversos autores, entre eles Neil Gaiman, Robert E. Howard, Stephen King, Alan Moore, Bentley Little, Brian Lumley, Caitlín R. Kiernan, F. Paul Wilson, Joe R. Lansdale, Junji Ito e Ramsey Campbell.

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Terminamos com uma frase do nosso escolhido para o post: “A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido.”

Um grande abraço para todos e até o próximo post.

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Versión española: El horror más repulsivo que gotea de cada página de H.P.Lovecraft.

Un mundo de monstruos gigantes con brazos o tentáculos que salen de la cabeza u otras partes del cuerpo y millones de años de antigüedad. Algo totalmente alejado de lo que llamamos humano. Los seres que no pueden clasificar, no sabemos si son animales o plantas, y ni siquiera pueden asegurarse de que están vivos o muertos. Rezuma, vapores malignos pegajosas, olores desagradables, muertes gratuitas. El horror más repulsivo que gotea cada página. Tal es el mundo en las líneas de Lovecraft.

Howard Phillips Lovecraft (nació en Providence, Rhode Island, el 20 de agosto, 1890 – y murió en la misma Providence, el 15 de marzo, 1937), más conocido como HP Lovecraft fue un escritor estadounidense que revolucionó el género de terror, con elementos fantásticos que son típicas de la fantasía y la ciencia ficción. Muchos de los trabajos de Lovecraft fueron inspirados directamente por sus pesadillas constantes, lo que contribuyó a la creación de una obra marcada por el subconsciente y el simbolismo. Sus mayores influencias fueron Edgar Allan Poe (https://jotacortizo.wordpress.com/2015/05/23/a-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe-el-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe/), por quien Lovecraft albergaba un profundo afecto y Lord Dunsany, cuyos relatos de fantasía inspirado en sus historias en la tierra de ensueño. Sus constantes referencias en sus escritos, los viejos horrores, monstruos y dioses ancestrales han generado algo análogo a una mitología, ahora comúnmente llamada de Cthulhu Mythos, que contiene diversos panteones de esos poderosos seres extradimensional que estuvieron o podrían ser considerados dioses, que reinaron en la Tierra hace millones de años. Entre otras cosas, algunos de los seres habría sido responsable de la creación de la raza humana y tendría una intervención directa en la historia del universo.

Lovecraft era un niño constantemente enfermo. Joven Howard sufrió poikilotherm, una rara enfermedad que le causó la piel siempre estaba frío al tacto. Debido a sus problemas de salud asistió a la escuela sólo esporádicamente pero leer lo suficiente. Fue su abuelo (Whipple Van Buren Phillips Lovecraft) que animó a los hábitos de lectura, y dispuso que las versiones de él los niños de la Ilíada y la Odisea de Homero, presentándole a la literatura de terror, presentarles a cuentos clásicos de horror gótico.

En su juventud, Lovecraft se dedicó a escribir poesía, la inmersión en la ficción de terror sólo desde 1917. En 1923, publicó su primer trabajo profesional, Dagón, los cuentos extraños de la revista. Lovecraft junto Clifford Martin Eddy, Jr., fue un escritor fantasma los cuentos extraños de la revista, incluso escribir una historia, “Bajo las Pirámides” (Bajo las pirámides, también conocido como Encarcelado con los faraones), el famoso mago Harry Houdini. Lovecraft trabajó como periodista durante un corto período, durante el cual conoció a Sonia Greene, con quien más tarde se casaría. Era natural de Ucrania judía, ocho años mayor que él, lo que hizo que sus tías protestaron en contra del matrimonio. La pareja se mudó a Brooklyn en la ciudad de la ciudad de Nueva York que Lovecraft nunca le gustó. El matrimonio duró un par de años y después del divorcio amistoso, Lovecraft volvió a Providence, donde viviría hasta su muerte.

Lovecraft nunca fue muy celebrado porque es un escritor de fantasía que fundó una mitología, así como JRR Tolkien en “El Señor de los Anillos”, pero totalmente anclado en el horror y extrañeza. En lugar de hobbits, elfos y orcos, todavía se está en relación con los hombres, encontramos Shoggoths, mi-gos, el gran viejo – todo lo que es vagamente humana. Son seres anormales, horribles y otras eras geológicas que parecen que salen de bestiario. En Howard Phillips Lovecraft ficción, cosas increíbles ocurren sin ninguna referencia a las trivialidades de la vida cotidiana.

El mito de Cthulhu tuvo su primera referencia en la historia de “La llamada de Cthulhu” (La llamada de Cthulhu), en forma de una figura de arcilla, lo que representa un híbrido de pulpo, humana y dragón. Se inserta en el mito de los Antiguos (Ones Inglés Grandes Antiguos) que aparecen constantemente en toda su obra, como en montañas de la locura (En las montañas de la locura), La Sombra Coming Tiempo (Shadow Out of Time ) El Whisperer in Darkness (Whisperer in Darkness), entre otros. Según los mitos, la Tierra habría sido habitado, hace miles de millones de años, por criaturas que han venido aquí antes de nuestro planeta fue capaz de generar o mantener la vida. Ellos, no Dios, han creado la vida: el hombre mismo estaríamos creando ellos, generada únicamente por el desprecio y la servidumbre. En historias posteriores, se da a entender que los Grandes Antiguos haría creadores del universo mismo y todos los seres presentes en ella. Bastaba con que Lovecraft fue considerado por las iglesias fundamentalistas de todo el mundo, que creen en la versión bíblica de la creación como blasfémio. Los los Grandes Antiguos haría Cthulhu como uno de sus líderes (de acuerdo a los cuentos, sería el Sumo Sacerdote, responsable del resurgimiento de todos los demás cuando las estrellas se alinearon correctamente), aunque hay otros monstruos en la “literatura de Lovecraft” aún más extraño y crueles, como el Demonio-Sultan Azathoth. Los mitos son una metáfora de la insignificancia humana ante la magnitud del Universo: más malévola, los monstruos de los mitos son en realidad frialdad indiferente a la vida y el sufrimiento humano, que contiene las verdaderas fuerzas de la naturaleza.

Varios dioses son mencionados en las historias que componen el mito, entre los cuales se encuentran: Cthulhu; Azathoth; Hastur; Nyarlathotep; Shub-Niggurath; Tsathoggua; Yog-Sothoth; Dagón e Hydra. Tras la muerte de Lovecraft, Derleth se convirtió en el escritor más famoso de incorporar los “mitos” en sus historias. Pero Derleth hizo de acuerdo a su propia visión, incorporando dualismo de propiedades del cristianismo y los mitos, por lo que una batalla del bien contra el mal, en lugar del universo caótico, sin sentido y cruel que caracterizó los cuentos lovecraftianos. Muchos lectores de Lovecraft consideran la intervención Derleth perjudicial para la obra original. Lovecraft era ateo y afirmó que los valores éticos occidentales predicados por Kant, eran una broma. Los mitos en vista de Lovecraft, no fueron creados como una mitología cohesionada, sino como un conjunto de ideas que podrían ser utilizados para activar las mismas emociones. Ponerlos como parte de una batalla entre el bien y el mal los llevaría que les hizo incomparablemente horrible: un propósito más allá de nuestra comprensión, y una indiferencia brutal y cruel a la condición humana.

El Necronomicón (“Al Azif”, en el original árabe) es un libro de ficción creado por Lovecraft que, según él, habría sido escrito en Damasco en alrededor de 730 dC por Abdul Alhazred, un poeta árabe loco nacido en Sanaa, Yemen. A día de hoy es el mito popular de la existencia real de este libro, impulsado especialmente por la publicación de varios Necronomicones falsa y un texto, escrito por el propio Lovecraft, explicando su origen y antecedentes históricos.

Importante: El nombre Abdul Alhazred es un seudónimo que Lovecraft creó en su juventud, que adoptó después de leer Las mil y una noches de cinco años de edad. El nombre ha sido inventado por él mismo o el abogado de la familia Phillips, Albert Panadero Lovecraft. Abdul es un nombre árabe común, pero Alhazred puede estar relacionado con “peligro” (en portugués: peligro, riesgo) en referencia a la naturaleza destructiva y peligrosa del Necronomicon, Lovecraft o los antepasados ​​con ese nombre. También puede ser un juego de palabras con la frase “todo ha de leer” (en portugués: todos leemos), ya que Lovecraft era un ávido lector en su juventud. Otra posibilidad, presentado en un escritor de ensayo y editor sueco Rickard Berghorn, es que el nombre Alhazred fue influenciado por las referencias a dos autores históricos cuyos nombres latinizado como Alhazen: Alhazen ben Josef, que tradujo a Ptolomeo al árabe, y Abu Ali al-Hasan Ibn al-Haitham, que escribió sobre la óptica, las matemáticas y la física. Se dice que Ibn al-Haytham fingió estar loco para escapar de la furia de un gobernante

Algunas curiosidades de HPL con respecto a los Mitos: Los Héroes juego de Newerth (Hon) es un personaje jugable llamado Cthulhuphant. Además de que siendo malos, todavía tiene características físicas similares a los de Cthulhu. En el manga Soul Eater aparecen personajes que hacen referencia a los “Grandes Antiguos”. Personaje de South Park Cartman gana el control de Cthulu y lo utiliza para hacer del mundo un lugar mejor para sí mismo. La banda de heavy metal Metallica estadounidense compuso una canción del álbum Ride The Lightning bajo el nombre de La llamada de la Cthulhu.

“El caso de Charles Dexter Ward” (El caso de Charles Dexter Ward) es una novela corta escrita a principios de 1927, pero que no se publicó durante la vida del autor. La novela cuenta la historia del joven Charles Dexter Ward, amante de la arqueología, que en 1918 participó en el pasado debido a su fascinación por la historia de su bisabuelo, Joseph Curwen (que había salido de Salem a Providence en 1692, y ganó notoriedad por sus cementerios inquietantes, su aparente falta de envejecimiento, y sus experimentos químicos). Ward, se asemeja físicamente Curwen, y trata de imitar el cabalístico y hazañas alquímicos de su antepasado, posiblemente, la localización de los restos de Curwen ya través de sus “sales esenciales” resucitarlo. El doctor Ward, Marinus Bicknell Willett, se involucra en acciones de Ward, que investiga el viejo bungalow Curwen en Pawtuxet sala restaurada. Los horrores y Willett es el núcleo de la identidad y Ward Curwen forman el horror de la articulación de los nuevos movimientos.

Las primeras adaptaciones cinematográficas de Lovecraft se remontan a los años 60, el productor AIP Roger Corman. La primera es “El Castillo Encantado” (The Haunted Palace), adaptación disfrazada de “El caso de Charles Dexter Ward” con Vincent Price como el actor principal y el propio Corman como director, es un noble obsesionado por las experiencias de un antepasado con la alquimia, y la forma en que toma las experiencias de este. A pesar de ser muy fiel a Lovecraft historia, no logró captar la esencia del libro, el clima violento y perverso de la obra del escritor. Lo mismo puede decirse de las dos siguientes adaptaciones AIP, “La muerte de Monster (Die Die Monster)”, con Boris Karloff, adaptación de “La Sombra fuera de tiempo”, “La maldición del escarlata Altar (Carmesí Cult)” tomado de “Sueños de la Casa de la Bruja” y “El horror de Dunwich”, esta una historia casa embrujada con elementos “robados” de la historia del mismo nombre.

Los mejores resultados fueron en los años 70 en la serie de televisión “Galería del Terror”. Creado para ser una especie de continuación de “The Twilight Zone”, acabó sirviendo para Rod Serling haciendo adaptaciones de cuentos que siempre le gustó, así como “aire fresco”. La escasez de recursos y la generación de pobreza están compensadsa por climas desarrollados por el director Jeannot Schwartz y guionista Richard Matheson. Dado que la producción no podía proporcionar tales monstruos descritos en los libros, no eran más que sugirieron, o aparecen en las distorsiones de la cámara, obligando a la imaginación del espectador va. Ya en los años 80, uno de fiebre Lovecraft se detona por Stuart Gordon, una de las películas de terror más atrevidas de esta época, “Re Animador” de 1985. Es la primera adaptación cinematográfica de su obra desde 1970. Una variación de Frankenstein en un científico obsesionado con el más allá está jugando revivir la morgue de una universidad, se desató toda una generación de espectadores se llega a conocer la obra de este escritor, de una manera nunca antes vista. La película tiene poco libro, pero las escenas polémicas (por ejemplo, cuando un cadáver es el sexo oral a una mujer atada) le valió una inmensa reputación entre los fans del horror. Tuvimos una secuela, dirigida por Brian Yuzna, casi el mismo nivel (Bride of Re-Animator). Fue seguido por “From Beyond”, con prácticamente el mismo elenco. Esta vez es un científico involucrado en experiencias con el mundo espiritual. Tiene poco que ver con el trabajo en el que se basa, pero es el clima y el medio ambiente. Lo mismo no puede decirse de “Necronomicom”, acaba de Gordon. Financiado por el japonés, que utiliza tres episodios para hablar sobre los peligros del libro secreto descrito por Lovecraft en muchos de sus cuentos. Varias obras, ni siquiera tener nada que ver con el escritor, hacer referencias a Necronomicom. “Súcubo”, Jess Franco, fue lanzado en Francia y Canadá con este nombre.

Incluso aún lejos de ser unánime en la crítica literaria, pensadores Lovecraft despertado en la necesidad de reflexionar sobre nuevas cuestiones cada vez más urgentes. No más por sorpresa, ya que los griegos sensación asociada con este “despertar”, pero el horror. HP influenciado varios autores, entre ellos Neil Gaiman, Robert E. Howard, Stephen King, Alan Moore, Bentley Little, Brian Lumley, Caitlin R. Kiernan, F. Paul Wilson, Joe R. Lansdale, Junji Ito y Ramsey Campbell.

Terminamos con una frase de nuestro elegido para el cargo: “La emoción más antigua y fuerte de la humanidad es el miedo, y el más antiguo y el más fuerte de todos los miedos es el miedo a lo desconocido.”

Un fuerte abrazo a todos y hasta el próximo post.

Base da informação do post:
http://oglobo.globo.com/cultura/livros/ignorada-por-decadas-obra-de-hp-lovecraft-renasce-com-novas-edicoes-no-brasil-14955626

https://pt.wikipedia.org/wiki/H._P._Lovecraft

https://jotacortizo.wordpress.com/2015/05/23/a-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe-el-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitos_de_Cthulhu

http://cer-mmorpg.com/medias/2015/06/39218_fantasy_cthulhu.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_obras_de_H._P._Lovecraft

http://www.carcasse.com/sepia/lovecraft.htm

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Necronomicon

http://www.sobrenatural.org/upload/Site/Materias/Necronomion/nec1.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/H._P._Lovecraft#/media/File:Howard_Phillips_Lovecraft.jpg

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https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Case_of_Charles_Dexter_Ward

http://pensador.uol.com.br/autor/h_p_lovecraft/

http://www.hplovecraft.com/

http://www.terracotabolsas.com/rato/imagens-blog/stephen%20king.jpg

https://catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2013/08/Neil-Gaiman-3-Sm.jpg

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Abdul_Alhazred

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Jota Cortizo

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