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O BLOG PHANTASTICUS, AGORA EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Quando os livros são considerados ilegais, por Ray Bradbury.

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Era uma vez, uma América Hedonista (Hedonismo consiste em uma doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida) e anti-intelectual que perdeu totalmente o controle das coisas. Muita ilegalidade e violência gratuita. Uma América em que os livros são ilegais, em que o simples fato de ser pego lendo é, no mínimo, penalizado ao confinamento em um hospício. Estes são o tempo e lugar em que vive Guy Montag, o protagonista do romance “Fahrenheit 451” – livro de maior sucesso, de um grande escritor de fantasia.

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Em 22 de agosto de 1920 nascia Ray Douglas Bradbury em Waukegan, Los Angeles, Estados Unidos. Ray foi um escritor que atuou como romancista e contista de ficção-científica e fantasia.  Seu trabalho mais famoso, “Fahrenheit 451” (que citamos acima), publicado em 1953, é considerado uma das mais renomadas obras de ficção do século XX, uma das histórias precursoras do gênero de distopia/ficção especulativa. Além desta, temos outras obras famosas do autor que são “Crônicas Marcianas” (1950) e “The Illustrated Man” (1951).

Os primeiros rascunhos e manuscritos de contos e histórias desenvolvidas pelo autor datam de 1931, quando este tinha cerca de onze anos de idade. Leitor voraz desde cedo, Bradbury sempre creditou nomes como Edgar Allan Poe, Edgar Rice Burroughs e Júlio Verne como suas primordiais influências.  Ao longo de sua carreira, adotou alguns pseudônimos tais como: Doug Rogers, Ron Reynolds, Guy Amory, Omega, Anthony Corvais, E. Cunningham, Brian Eldred, Cecil Cunningham, D. Lerium Tremaine, Edward Banks, D.R.Banet, Willian Elliot, Brett Sterling, Leonard Spaulding, Leonard Douglas, Douglas Spaulding.

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Em seu “Fahrenheit 451”, Ray reflete importantes e inquietantes temas da época de sua escrita, deixando que muitos interpretem diferentemente do que pretendia. Entre os temas atribuídos para o romance, o que Bradbury chamou de “força destruidora de pensamentos” da censura nos anos 50, os incêndios de livros na Alemanha Nazista que começaram em 1933 e as horríveis consequências da explosão de uma arma nuclear.  Uma circunstância particularmente irônica é que, sem o conhecimento de Ray Bradbury, foi publicada uma edição censurada em 1967, omitindo as palavras “droga” e “inferno”, para a distribuição em escolas. Edições posteriores (com todas as palavras, sem omissões) incluíram um epílogo do autor descrevendo este evento e outros pensamentos adicionais sobre censura e revisionismo “bem-intencionados”.

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Mas por que este título? Uma pequena curiosidade: Fahrenheit é uma medida de temperatura – assim como a escala Celsius, utilizada no Brasil. Em Fahrenheit 451, o número indica exatamente a temperatura a partir da qual os livros começam a pegar fogo: 451ºF (o equivalente a 233ºC). Ficou claro?

“Fahrenheit 451” fala de violência, desde jovens jogando carros contra pessoas apenas por divertimento, ao bombeiro ajustando seu cão de caça mecânico para caçar animais em suas tocas, apenas pelo simples e grotesco prazer de assisti-los morrer.  O protagonista do livro Guy Montag é um bombeiro – uma vez que livros venham a ser encontrados na posse de alguém, são queimados pelos “bombeiros”.  Ele está seguindo a profissão de seu pai e de seu avô e tem certeza de que seu trabalho (queimar livros e a casa que os abrigam, bem como perseguir as pessoas que os detêm) – é a coisa mais certa a fazer. Sua “metamorfose” é ilustrada através da história mostrando claramente a distopia aos olhos, ora de um leal trabalhador, ora de um homem em conflito e outro já totalmente liberto psicologicamente.

Como já mencionamos em “Fahrenheit 451” a sociedade está sob o comando de um governo totalitário, segue em um futuro incerto, e o principal é: qualquer livro ou tipo de leitura é terminantemente proibido, e quem o fizer irá preso e terá sua casa incendiada. Assim, o “entretenimento” disponível para essa sociedade eram seus aparatos tecnológicos conhecidos como “radioconchas”, que se assemelham bastante com os fones de ouvido atuais, e os aparelhos de TV, onde informações responsáveis pela construção crítica da sociedade eram mostradas para as famílias, qualquer semelhança com nossas novelas, não é mera coincidência.  O livro, por tudo que dissemos, é extremamente atual, apesar dos seus 62 anos de publicação.

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Mas Ray Bradbury não é um escritor de um único trabalho.  Em 1950, antes de F451, publica “The Martian Chronicles” (Crônicas Marcianas), uma obra que engloba 26 contos e com ela ganha sua reputação de escritor de ficção científica.  Nesta obra, o autor descreve um planeta Marte bem diferente (lembrem-se que o livro foi escrito no final da década de 40 do século passado) – com rios, ruínas de cidades ancestrais e uma decadente civilização de humanoides telepatas – recebendo a visita dos primeiros exploradores e colonos terráqueos e, apesar de o cenário hoje parecer absurdo, os contos ainda permanecem instigantes e profundos.  Bradbury, apelidado de “o poeta da ficção científica”, nos conta histórias singelas, em que foguetes voam para Marte carregados de tábuas e pregos para construir as primeiras cidades, desbravadores percorrem as planícies marcianas plantando sementes de árvores e padres missionários constroem um altar para catequizar os últimos nativos sobreviventes no Planeta Vermelho. Mas também há dramas que abrangem temas pesados como a destruição da natureza, o racismo e a guerra. As Crônicas Marcianas são uma grande alegoria da humanidade, e a moral da história traduz a ideia, presente em toda a obra do autor, de que o mundo poderia dar certo se começássemos tudo de novo, em outro lugar, com um pequeno grupo de pessoas puras.  O livro é dividido em três partes, pontuadas por duas catástrofes: a extinção recente dos marcianos e os paralelos com a iminente extinção da raça humana. A primeira parte (período de janeiro a abril de 2000) detalha as tentativas dos terrestres de explorarem Marte. Na história-chave “—And the Moon be Still as Bright” (E a Lua ainda brilha) é revelado que a Quarta Exploração descobriu o perecimento dos marcianos por uma praga causada por germes trazidos por uma das explorações anteriores. A segunda parte (dezembro de 2001-novembro de 2005) é quando os terrestres colonizam o desértico planeta e ocasionalmente fazem contato com poucos marcianos sobreviventes. Mas os colonizadores estão mais preocupados em transformar o planeta em uma segunda Terra. Contudo, com a ameaça de guerra na Terra, a maioria volta ao lar. Com a guerra nuclear, o contato entre Marte e Terra é interrompido. Na terceira parte (dezembro de 2005-outubro de 2026) há os efeitos do pós-guerra e os poucos sobreviventes humanos se tornam os novos marcianos.

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The Illustrated Man (Uma Sombra Passou por aqui) publicado em 1951 mostra uma série de 18 contos que, embora explorem o tema do conflito entre a tecnologia e a natureza humana, não têm conexão entre si.  Cada história tem como ponto de partida uma das tatuagens que cobrem todo o corpo do “homem ilustrado” feitas por uma mulher do futuro, segundo ele, que vagueia de cidade em cidade. Quando alguém fixa o olhar numa delas, as figuras se tornam animadas, e a história começa.  Todos os contos, exceto um, já haviam sido publicados antes, mas Bradbury revisou-os, todos, antes de tomarem a forma de livro.

Que tal verificarmos as inovações (alguns até chamam de “profecias”) que Ray indicou em seus livros:

  • Headphones – Em Fahrenheit 451, as pessoas usam rádio conchas com microfone para conversarem entre si. É uma prévia dos fones de ouvido e do telefone com Bluetooth.
  • Telas planas – No mesmo romance, a sociedade futurista está obcecada com suas grandes TVs finas. Sim, como atualmente eles estão correndo para o shopping para comprar a última tela plana.
  • The Wall – O livro também menciona que as pessoas se comunicam com seus amigos através de uma parede digital, a mesma terminologia e método o Facebook usa em seu “muro” (wall).
  • Carros que andam sem condutores – No conto “The Pedestrian”, aparece um veículo que se conduz e que pensa e leva o protagonista a um hospital psiquiátrico. A comparação seria com o carro criado pelo Google (protótipo), que não precisa de um motorista.
  • A vigilância eletrônica – A ideia é mostrada na obra de Bradbury, em que as cidades em todo o mundo possuem um circuito fechado de câmeras. Isto parece familiar?
  • Caixas eletrônicos de bancos – Bradbury era um visionário no conceito de caixas eletrônicos de bancos, afirmando que, em vez de dinheiro, você poderia obter (sacar) informações financeiras de usuários 24 horas por dia.
  • Inteligência Artificial – Em Martian Chronicles e Ghosts of the New, o escritor explorou inteligência artificial e robótica. Ele até pensou que as máquinas poderiam ter sentimentos.
  • Os livros eletrônicos ou e-books – “E-books cheiraram como combustível queimado”, disse o escritor. Seu medo era que as edições em papel deixassem de existir, uma analogia com o que aconteceu com Fahrenheit. Apesar de Ray ser um grande fã da tecnologia e dos avanços tecnológicos, em sua casa ele nunca teve um computador. Da mesma forma, sempre preferiu os livros físicos.

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Na telona, os livros de Ray inspiraram algumas adaptações.  Existe uma dirigida por François Truffaut, em 1966. No elenco estavam Oskar Werner (Guy Montag), Julie Christie (Clarisse / Linda Montag), Cyril Cusack (Capitão).  Em 1969, “The Illustrated Man” foi levado para a grande tela, estrelado Rod Steiger, Claire Bloom e Robert Drivas.

No dia 6 de junho de 2012 em Los Angeles, Bradbury nos deixa.  Mas deixou um grande legado para a LitFan.  Ele tem o credito de ter escrito 27 romances e mais de 600 contos com mais de oito milhões de cópias de seus trabalhos, publicados em mais de 36 idiomas, foram vendidos ao redor do mundo. Maravilhoso!

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Acho que podemos nos despedir com uma frase de Ray, em uma de suas obras: “Temos tudo de que precisamos para ser felizes, mas não somos felizes. Falta alguma coisa. Já procurei, olhei a minha volta. A única coisa que realmente falta são os livros que eu queimei nesses dez anos ou vinte anos. Então achei que os livros poderiam ajudar.” – Fahrenheit 451, pág. 72.

Um grande abraço para todos e até o próximo post.

Avatar Jota Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: Cuando los libros son considerados ilegales por Ray Bradbury.

Era una vez una América hedonista (Hedonismo consta de una doctrina moral que la búsqueda del placer es el único propósito de la vida) y anti-intelectual que pierde por completo el control de las cosas. Mucho anarquía y violencia gratuita. Una América donde los libros son ilegales, que el mero hecho de la lectura de ser capturado es al menos penalizado al confinamiento en un hospital psiquiátrico. Estos son el tiempo y el lugar en el que vive Guy Montag, el protagonista de la novela “Fahrenheit 451” – el libro de mayor éxito, un gran escritor de fantasía.

El 22 de agosto 1920 Ray Douglas Bradbury nació en Waukegan, Los Angeles, Estados Unidos. Ray era un escritor que trabajaba como novelista y cuentista de la ciencia ficción y la fantasía. Su obra más famosa, “Fahrenheit 451” (que hemos citado más arriba), publicado en 1953, es considerada una de las obras más famosas de la ficción del siglo XX, uno de los precursores de historias distopía de género / ficción especulativa. Aparte de esto, tenemos otras famosas obras del autor son “Crónicas marcianas” (1950) y “El hombre ilustrado” (1951).

Los primeros borradores y manuscritos de cuentos e historias desarrolladas por el autor se remonta a 1931, cuando tenía unos once años. Lector voraz desde una edad temprana, Bradbury siempre atribuye la talla de Edgar Allan Poe, Edgar Rice Burroughs y Jules Verne como sus principales influencias. A lo largo de su carrera, tomó algunos seudónimos como: Doug Rogers, Ron Reynolds, Guy Amory, Omega, Anthony Corvais, E. Cunningham, Brian Eldred, Cecil Cunningham, D. Lerium Tremaine, Edward Bancos, DRBanet, William Elliot, Brett Sterling, Leonard Spaulding, Leonard Douglas, Douglas Spaulding.

En su “Fahrenheit 451”, Ray refleja cuestiones importantes y preocupantes del día de su escritura, dejando muchos interpretan de manera diferente de lo previsto. Entre los temas asignados a la novela, que Bradbury llamó “el poder destructivo de los pensamientos” de la censura en los años 50, los libros de fuego en la Alemania nazi que se iniciaron en 1933 y las horribles consecuencias de la explosión de un arma nuclear. Una circunstancia particularmente irónico es que, sin el conocimiento de Ray Bradbury, una edición censurada fue publicado en 1967, la omisión de las palabras “drogas” y el “infierno” para su distribución en las escuelas. Ediciones posteriores (en pocas palabras, sin omisiones) incluyen un epílogo el autor describe este evento y pensamientos adicionales sobre la censura y el revisionismo “bien intencionados”.

¿Pero por qué este título? Un poco de curiosidad: Fahrenheit es una medición de la temperatura -, así como la escala de Celsius, que se utiliza en Brasil. En Fahrenheit 451, el número indica la temperatura exacta de la que los libros están empezando a coger el fuego: 451ºF (equivalente a 233ºC). Tenemos claro?

“Fahrenheit 451” habla de la violencia de los jóvenes en contra de jugar los coches sólo por diversión, el bombero ajustando su perro mecánico para cazar animales en sus madrigueras, por el placer simple y grotesca a verlos morir. El protagonista del libro de Guy Montag es un bombero – porque los libros se encuentran en posesión de uno, son quemados por los “bomberos”. Él está siguiendo la profesión de su padre y su abuelo y asegúrese de que su trabajo (libros quemados y la casa esa casa y perseguir las personas que los tienen) – es lo que hay que hacer. Su “metamorfosis” se ilustra a través de la historia que muestra claramente la distopía a la vista, ahora un trabajador leal, ahora un hombre en conflicto y la otra ya está totalmente liberado psicológicamente.

Como se menciona en “Fahrenheit 451” la sociedad está bajo el mando de un gobierno totalitario, sigue en un futuro incierto, y lo principal es: cualquier libro o tipo de lectura está estrictamente prohibido, y los que lo hacen será arrestado y tienen su hogar prendieron fuego. Por lo tanto, el “entretenimiento” a disposición de esta sociedad eran sus dispositivos tecnológicos conocidos como “radioconchas”, que es muy similar a los auriculares actuales, y los aparatos de TV donde la información responsable de la sociedad crítico edificio llevaron a las familias cualquier parecido con nuestras novelas, no es casualidad. El libro, por todo lo que dijo, es muy actual, a pesar de sus 62 años de publicación.

Pero Ray Bradbury no es un escritor de un solo trabajo. En 1950, antes de F451, publica “The Martian Chronicles” (Crónicas marcianas), una obra que incluye 26 cuentos y ella gana su reputación como un escritor de ciencia ficción. En este trabajo, el autor describe un planeta muy diferente de Marte (recordemos que el libro fue escrito a finales de los años 40 del siglo pasado) – con ríos, ciudades antiguas de ruinas y una civilización decadente de humanoides telepáticos – recibir la visita de Los primeros exploradores y colonos terrícolas y aunque el escenario de hoy parecen absurdas, los cuentos siguen siendo emocionante y profunda. Bradbury, apodado “el poeta de la ciencia ficción”, cuenta historias simples, donde los cohetes vuelan a Marte cargados tablas y clavos para construir las primeras ciudades, los exploradores recorren las llanuras marcianas plantando semillas de árboles y sacerdotes misioneros construyen un altar catequizar a los últimos indígenas que sobreviven en el planeta rojo. Pero también hay dramas pesados ​​que cubren temas tales como la destrucción de la naturaleza, el racismo y la guerra. Las crónicas marcianas son una gran alegoría de la humanidad y la moral traduce la idea, presente en todas sus obras, que el mundo funcionaría si empezamos de nuevo en otro lugar, con un pequeño grupo de personas puro. El libro está dividido en tres partes, interrumpidas por dos desastres: la reciente extinción de los marcianos y los paralelismos con la extinción inminente de la raza humana. La primera parte (período enero-abril de 2000) detalla los intentos de terreno para explorar Marte. La historia clave “, y que la Luna esté Sigue tan brillante” (Y la luna todavía brilla) se revela que la Cuarta Exploración descubrió la extinción de los marcianos por una plaga causada por gérmenes traídos por una de las exploraciones anteriores. La segunda parte (diciembre 2001 a noviembre 2005) es cuando la tierra colonizar el planeta desierto y de vez en cuando hacer contacto con marcianos pocos sobrevivientes. Pero los colonos están más preocupados con la vuelta al planeta en una segunda Tierra. Sin embargo, con la amenaza de guerra en la Tierra, la mayoría de regreso a casa. Con la guerra nuclear, se detiene el contacto entre Marte y la Tierra. En la tercera parte (diciembre 2005-octubre 2026) para los efectos de la posguerra y los pocos humanos supervivientes se convierten en los nuevos marcianos.

El hombre ilustrado (Una sombra pasó por aquí), publicado en 1951 muestra una serie de 18 cuentos que, mientras se explora el tema del conflicto entre la tecnología y la naturaleza humana, no tienen ninguna relación entre sí. Cada historia tiene como punto de partida uno de los tatuajes que cubren todo el cuerpo “hombre ilustrado” hecha por una mujer del futuro, dijo, yendo de pueblo en pueblo. Cuando alguien mira a uno de ellos, las cifras se animan, y comienza la historia. Todos los cuentos, pero uno se habían publicado antes, pero Bradbury todos ellos revisados ​​antes de tomar la forma de libro.

¿Qué tal verificarmos innovaciones (algunos lo llaman las “profecías”) que Ray se indica en sus libros:

  • Auriculares – En Fahrenheit 451, las personas llevan unos particulares audífonos con micrófono con el que hablan unas con otras. Son una previa a los ahora auriculares de teléfonos y al Bluetooth.
  • Pantallas planas En la recordada novela de Bradbury, la sociedad futurística está obsesionada con sus grandes televisores delgados. Sí, como en la actualidad que corren a los centros comerciales para adquirir la última pantalla.
  • El muro – El libro también menciona que los ciudadanos se comunican con sus amigos a través de un muro digital, la misma terminología y método que usa Facebook para su “wall”.
  • Autos que se manejan solos – En El Peatón, aparece un vehículo que se conduce, y piensa, solo el cual lleva al protagonista a un hospital mental. El símil hoy en día es el coche creado por Google, que no necesita de un conductor.
  • Vigilancia electrónica – La idea se refleja en los trabajos de Bradbury, en los que se describe un circuito cerrado de cámaras en las principales ciudades del mundo. ¿Les parece familiar?
  • Cajeros automáticos – Bradbury fue un visionario en el concepto de cajeros automáticos de los bancos al plantear que de éstos, en lugar de dinero, se podía sacar información financiera de los usuarios las 24 horas del día.
  • Inteligencia artificial – En Crónicas Marcianas y Fantasmas de lo Nuevo, el escritor exploró la inteligencia artificial y la robótica. Incluso pensó en que las máquinas pudieran tener
  • Libros electrónicos o e-books – “Los e-books huelen a combustible quemado”, dijo el escritor. Su temor era que las ediciones en papel dejaran de existir, una analogía a lo que ocurría con Fahrenheit. A pesar de ser un gran seguidor de la tecnología y los avances tecnológicos, en su casa nunca tuvo una computadora. De igual manera, siempre prefirió los libros físicos.

En la pantalla grande, los libros de Ray han inspirado a algunos ajustes. Hay una dirigida por François Truffaut en 1966. En el elenco eran Oskar Werner (Guy Montag), Julie Christie (Clarisse / Linda Montag), Cyril Cusack (capitán). En 1969, “El hombre ilustrado” fue llevado a la pantalla grande, protagonizada por Rod Steiger, Claire Bloom y Robert Drivas.

El 6 de junio de 2012 en Los Ángeles, Bradbury nos deja. Pero dejó un gran legado para LitFan. Él tiene el crédito de haber escrito 27 novelas y más de 600 historias cortas con más de ocho millones de copias de sus obras, publicadas en más de 36 idiomas, se han vendido en todo el mundo. Maravilloso!

Creo que podemos decir adiós con una frase Ray, en una de sus obras: “Tenemos todo lo que necesitamos para ser felices, pero no estamos contentos. Falta algo. He mirado, miré a mi alrededor. La única cosa que realmente falta son los libros que me quemé estos diez años o veinte años. Así que pensé que los libros ayudarían. “- Fahrenheit 451, p. 72.

Un fuerte abrazo a todos y hasta el próximo post.

Base da informação do post:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ray_Bradbury

http://www.significados.com.br/hedonismo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fahrenheit_451

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2013/11/os-10-ou-mais-livros-fundamentais-de-ficcao-cientifica-4333547.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Martian_Chronicles

http://o-livreiro.com/2014/02/resenha/resenha-as-cronicas-marcianas-ray-bradbury/

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Planet_stories_195311.jpg

https://coolturalblog.wordpress.com/2014/03/03/fahrenheit-451-de-ray-bradbury/

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/c/c7/Fahrenheit_four_fifty_one.jpg/200px-Fahrenheit_four_fifty_one.jpg

https://jotacortizo.files.wordpress.com/2015/11/b9443-fahrenheit451_450.jpeg

http://www.livrosebolinhos.com/wp-content/uploads/2013/01/Fahrenheit-451.jpg

http://www.garuyo.com/arte-y-cultura/ray-bradbury-curiosidades

http://listasliterarias.blogspot.com.br/2012/12/7-livros-de-ray-bradbury-para-ter-na.html

http://wallpaper.ultradownloads.com.br/148465_Papel-de-Parede-Explosao–148465_1280x720.jpg

http://www.elresumen.com/autores/libros_de_ray_bradbury.htm

http://imgc.allpostersimages.com/images/P-473-488-90/67/6715/J2KA100Z/posters/the-illustrated-man-rod-steiger-1969.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Illustrated_Man

http://s2.glbimg.com/8GaoMLd3l9xQ5CdYSHVvzRNkwbU=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2015/02/25/4141069138_4371286d7e_o.jpg

http://d202m5krfqbpi5.cloudfront.net/books/1333349737l/13259261.jpg

https://paulords.files.wordpress.com/2011/04/arvore-pegando-fogo.jpg

http://img2.timeinc.net/people/i/2012/news/120521/ray-bradbury-300.jpg

http://d28hgpri8am2if.cloudfront.net/book_images/cvr9781451678192_9781451678192_hr.jpg

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Jota Cortizo

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