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Versão em português: O último romance de George Orwell e o surgimento do Grande Irmão

ARCHIVE SCMPOST GEORGE ORWELL **NO SALES**

George Orwell (pen name for Eric Blair), in his wartime role as broadcaster at BBC.

George Orwell, em seu último romance, dá vida a Winston, o herói de “Nineteen Eighty-Four” (Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ou 1984), que vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Nesta sociedade, ninguém escapa à vigilância do “Grande Irmão”, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.

Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa arrepiante distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do âmbito político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita cristalina de Orwell, os personagens fortes, detalhados por um vigoroso criador de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos. Alguns dos pensamentos e tramas centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia “ministérios da defesa” dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o “Ministério do Amor” é o local onde Winston será submetido às mais bárbaras torturas nas mãos de seu suposto amigo O’Brien.

Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômica, voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas – e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.  Impressionante!

George

Eric Arthur Blair nasceu em 25 de junho de 1903 na Índia britânica e mudou-se para a Inglaterra ainda criança. Ao atingir a idade adulta, se alistou na Polícia Imperial indiana, passou por treinamento na Birmânia e voltou à Inglaterra em 1928. Esse retorno protagoniza o primeiro choque na vida de Orwell, que o faz decidir-se pela carreira de escritor.

Em sua primeira obra “Down and Out in Paris and London” (Na Pior em Paris e Londres), que foi publicado em 1933, ele adota o pseudônimo de George Orwell, e relata essa experiência epifânica do retorno à Inglaterra.

Ao comparar a vida social inglesa da época com o que passou na Índia, ele percebe a posição distante que tinha ocupado até então e decide entrar em contato de verdade com a classe trabalhadora. Uma de suas frases que se eternizariam posteriormente é que “nada substitui a experiência direta da vida”. “A escolha do pseudônimo se fez necessária e oportuna, pois sua intenção era contar uma experiência comum a qualquer um, coincidindo com a ruptura de sua própria identidade, agora próxima da realidade, mais experiente, concretizado”, explica Débora Tavares, mestranda da USP e pesquisadora da obra do escritor. Em 1947, com a saúde fragilizada por causa de uma tuberculose, escreve o primeiro rascunho de 1984 num retiro na costa da Escócia. O título do seu livro mais famoso ainda é um mistério. Segundo reportagem publicada pelo jornal inglês Observer, alguns críticos dizem que ele estava fazendo alusão ao centenário da Sociedade Fabiana, fundada em 1884. Há ainda outras hipóteses, como uma aproximação com o romance The Iron Heel, de Jack London (no qual o movimento político veio ao poder em 1984), mas também pode ser uma alusão a uma das histórias de seu escritor favorito, GK Chesterton, The Napoleon of Notting Hill, que se passava em 1984. O livro também chegou a ter um título provisório – O Último Homem da Europa –, mas o editor de Orwell, Fred Warburg, foi quem sugeriu que 1984 teria mais apelo comercial.

O grande George Orwell faleceu em 21 de janeiro de 1950 com apenas 46 anos de idade, não podendo desfrutar do grande sucesso de sua última obra.  Mas deixou-nos um legado. O inglês é considerado um dos maiores escritores de ficção do século XX.  Um dos gênios da nossa LitFan.

O best-seller foi levado às telas em duas oportunidades.  A primeira versão em 1956, dirigido por Michael Anderson com Edmond O’Brien personificando Winston Smith.  Já a segunda versão, foi para as telonas em 1984 (show) sob a direção de Michael Radford. O ator John Hurt representou Winston Smith.  E o detalhe interessante é que este foi o último filme do grande ator Richard Burton que “deu vida” a O’Brien (suposto amigo de Winston).

Curiosidade sobre a vida de G Orwell: Juntou-se à luta no POUM (Partido Operário de Unificação Marxista), uma milícia de tendência trotskista contra Francisco Franco e seus aliados Mussolini e Hitler, na Guerra Civil Espanhola. Foi ferido no pescoço. Uma bala danificou-lhe as cordas vocais, saindo pelas costas, e desde então sua voz ficou ligeiramente afeminada. Mais tarde escreveria o livro Homenage to Catalonia, em que relata sua experiência no conflito.

E então, gostaram do post de hoje? Aproveite e deixe seu comentário e até o próximo.

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Jota Cortizo

Versión española: La última novela de George Orwell y la aparición de Gran Hermano

George Orwell, en su última novela, da vida a Winston, el héroe de “novecientos ochenta y cuatro” (novecientos ochenta y cuatro o 1984), que vive encerrado en la marcha totalitaria de una sociedad completamente dominado por el estado, en el que todo es hicieron colectivamente, pero cada uno vive solo. En esta sociedad, nadie escapa a la vigilancia del “Gran Hermano”, el más famoso modalidad literaria de un cínico y cruel con el poder infinito y vacío de sentido histórico. De hecho, la ideología del partido en el poder en Oceanía no busca nada nada a nadie, ahora o en el futuro. O’Brien, jerarca del partido, que se dice a Winston que “sólo está interesado en sí mismo no la riqueza o de lujo o de larga vida o la felicidad :. Sólo el poder por el poder, el poder puro poder.”

Cuando se publicó en 1949, pocos meses antes de la muerte del autor, esta distopía escalofriante fecha arbitrariamente un futuro peligrosamente a experimentar pronto un enorme éxito de taquilla. Sus ingredientes principales – un hombre desafiando una tremenda dictadura; Slinky y sexo liberadora; horrores letales – atrajeron a los lectores de todas las edades, a la izquierda ya la derecha de la esfera política, más o menos educados. Aparte de eso, la escritura cristalina Orwell, personajes fuertes, detallados por unos fuertes personalidades creativas, terreno seco y crudo y el tono de sátira oscura garantizada la entrada principios de 1984 en el panteón restringido de grandes clásicos modernos. Algunos de los pensamientos y la trama central del libro dan mucho que pensar hoy en día, al igual que la neolengua contradictorias impuestas por la Parte a cambiar el nombre de las cosas, las instituciones y el mundo mismo, manipulación de la realidad. Después de todo, ¿quién no conoce hoy en día, “Ministerio de Defensa”, dedicado a la promoción de los ataques bélicos en otros países, al igual que en el libro de Orwell, el “Ministerio del Amor” es el lugar donde Winston será sometido a las torturas más bárbaras en manos de su supuesto amigo O’Brien.

Muchos han leído 1984 como una devastadora crítica del totalitarismo belicosa Europa nazi-fascista, de cuyos crímenes terribles del mundo todavía está tratando de recuperarse cuando el libro salió a la luz. En los Estados Unidos, se ha visto como una fantasía del horror casi cómica, se volvió contra el comunismo de la desaparecida Unión Soviética, a continuación, bajo el mando de Stalin y su único e indiscutible del partido. Sin embargo, la superación de todas las coyunturas históricas – y hasta la fecha futurista del título – la obra maestra de George Orwell sigue en pie como un poderoso reflejo de ficción sobre los excesos delirantes, pero posible perfectamente a cualquier forma de poder indiscutible, si dónde. Increíble!

Eric Arthur Blair, nació el 25 de junio de 1903 en la India británica y se trasladó a Inglaterra como un niño. Al llegar a la edad adulta, se unió a la Policía Imperial India, sometió a un entrenamiento en Birmania y volvió a Inglaterra en 1928. Este regreso actuó en la primera crisis en la vida de Orwell, que lo hace decidir ser un escritor. En su primer libro “Sin blanca en París y Londres” (la peor en París y Londres), que fue publicado en 1933, adoptó el seudónimo de George Orwell, y los informes de esta experiencia epifánico de volver a Inglaterra.

Cuando se compara la vida social Inglés del tiempo con lo que sucedió en la India, se da cuenta de la posición distante que había ocupado hasta entonces y decide entrar en contacto real con la clase obrera. Una de sus frases que más tarde eternizariam es que “no hay sustituto para la experiencia directa de la vida.” “La elección del seudónimo era necesario y oportuno, ya que su intención era contar una experiencia común a cualquier persona, coincidiendo con un descanso de su propia identidad, ahora cercano a la realidad, con más experiencia, realizado,” dijo Deborah Tavares, estudiante de maestría de la USP y el trabajo del investigador escritor. En 1947, con una mala salud a causa de la tuberculosis, escribió el primer borrador en 1984 un refugio en la costa de Escocia. El título de su libro más famoso es todavía un misterio. De acuerdo con un informe publicado por el Observador diario británico, algunos críticos dicen que él estaba aludiendo al centenario de la Fabian Society, fundada en 1884. También hay otras opciones, como un acercamiento a la novela El talón de hierro, de Jack London (donde el movimiento político llegó al poder en 1984), pero también puede ser una alusión a una de las historias de su escritor favorito, GK Chesterton, el Napoleón de Notting Hill, que fue establecido en 1984. el libro también llegó a tener un título de trabajo – el último hombre Europa – pero el editor de Orwell, Fred Warburg, fue quien sugirió que 1984 sería tener más atractivo comercial.

El gran George Orwell murió el 21 de enero, 1950, con sólo 46 años de edad y no puedo disfrutar el gran éxito de su última obra. Pero nos ha dejado un legado. Inglés es considerado uno de los más grandes escritores de ficción del siglo XX. Uno de los genios de nuestra LitFan.

El éxito de ventas fue llevado a la pantalla en dos oportunidades. La primera versión en 1956, dirigida por Michael Anderson con Edmond O’Brien hacerse pasar por Winston Smith. La segunda versión fue a la gran pantalla en 1984 (feria) bajo la dirección de Michael Radford. El actor John Hurt jugó Winston Smith. Y el detalle interesante es que esta fue la última película del gran actor Richard Burton que “dio la vida” a O’Brien (supuesto amigo de Winston).

La curiosidad sobre la vida de Orwell G: Se incorporó a la lucha en el POUM (POUM), una milicia de tendencia trotskista contra Francisco Franco y sus aliados Mussolini y Hitler, la guerra civil española. Fue herido en el cuello. Una bala dañado sus cuerdas vocales, dejando la parte de atrás, y desde entonces su voz era un poco afeminado. Más tarde escribió el libro Homenaje a Cataluña, que relata su experiencia en el conflicto.

Y luego, que les gusta el post de hoy? Disfruta y deja tu comentario y hasta el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12562

https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Orwell

http://educacao.uol.com.br/biografias/george-orwell.htm

http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/48796

http://images.livrariasaraiva.com.br/imagemnet/imagem.aspx/?pro_id=4111417&qld=90&l=370&a=-1

https://fundojornalistico.files.wordpress.com/2010/11/6napiorparislondres.jpg

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http://www.literature-se.com/2014/06/resenha-1984.html

http://www.momentumsaga.com/2015/01/resenha-1984-de-george-orwell.html

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http://www.distrito13.com.br/wp-content/uploads/2012/10/capa1984.jpg

http://isoladipatmos.com/wp-content/uploads/2014/12/1984-George-Orwell.jpg

https://greeneyedmuse.files.wordpress.com/2009/05/shepard_fairey_george_orwell_1984.jpg

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https://zaboujojo.files.wordpress.com/2012/01/1984.jpg

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http://media.salon.com/2005/06/orwells_burmese_days-293×307.jpg

https://www.scmp.com/sites/default/files/2014/07/02/go-bbc.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/1984_(filme_de_1956)

https://pt.wikipedia.org/wiki/1984_(filme_de_1984)#/media/File:1984_(filme).jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/1984_(filme_de_1956)#/media/File:1984_(filme_de_1956).jpg

https://theburningbloggerofbedlam.files.wordpress.com/2014/12/richard-burton-014.jpg

 

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