Tags

, , , , , , ,

O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O Moderno Prometeu – Frankenstein – de Mary Shelley

frankenstein começo jpg

Victor Frankenstein, após sair de sua cidade natal rumo à universidade, passa alguns anos estudando ciências naturais e decide empenhar-se na construção de um ser humano gigantesco, de aparência assustadora. Ao perceber a força e a grandeza de sua criação, o cientista perde o controle e a abandona. Daí, uma série de acontecimentos desastrosos começa a desenrolar-se. Victor construiu em seu laboratório o que seria a grande revolução da literatura fantástica. Um monstro.  Um retalho de corpos.  O moderno Prometeu, mas que fora chamado pelo povo – simplesmente – Frankenstein. Foi publicado em 1818 (sem crédito de autor na primeira edição). O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental, desde então.

E seu autor?

Melhor, sua autora.

mary_shelley_image

A britânica Mary Wollstonecraft Shelley, que a escreveu o romance com apenas 19 anos, nasceu em Londres, em 30 de agosto de 1797, escreveu Frankenstein para participar de um concurso de histórias de terror realizado na intimidade do castelo de Lord Byron. Mesmo competindo com grandes gênios da literatura universal, acabou redigindo esta que é uma das mais impressionantes histórias de horror de todos os tempos. E como falamos a algumas linhas atrás, tudo começou em uma única noite dedicada à narração de histórias de horror. Em 1816, o Dr. John Polidori acompanhou seu paciente Lord Byron em uma viagem à Itália e Suíça. Naquele verão se hospedaram no Villa Diodati próximo ao Lago de Genebra onde foram visitados pelo poeta Percy Bysshe Shelley, por sua futura esposa, Mary, e sua meia-irmã Jane “Claire” Claremont. Quando a chuva incessante manteve os cinco amigos dentro de casa, começaram a ler em voz alta um livro de contos de fantasmas. De acordo com Mary Shelley, Byron sugeriu que cada um escrevesse uma história de fantasmas para os rivais no livro. Seu marido nada escreveu em resposta ao desafio; Byron começou em uma história, mas supostamente abandonou.  Os esforços de Mary Shelley nesse jogo contra a monotonia se converteram numa obra impar: Frankenstein, publicado dois anos mais tarde. O conto do cientista Victor Frankenstein e sua criatura ilegítima tornaram-se extremamente populares.

mary_shelley_by_rjrazar1-d6mqygw (fina)l

Um critico anônimo, em 1818, cortejou “Frankenstein” pela sua originalidade, a excelência da língua, o seu interesse peculiar, e classificou de bold, que segundo o palavreado da época quis dizer, possivelmente, obra ímpia, audaz, vigorosa.

A história do Dr. Victor Frankenstein e da monstruosa criatura por ele concebida, vem fascinando gerações desde que foi publicada há mais de cem anos. Brilhante história de horror, escrita com fervor quase alucinatório, Frankenstein representa um dos mais estranhos florescimentos da imaginação romântica.  Entretanto, o livro de Shelley foi mais um devaneio sobre a responsabilidade moral do que uma previsão da ciência-dando-errado, gerações leram-no como o conto de horror final, uma severa advertência sobre a arrogância da humanidade.

Frankenstein aborda diversos temas ao longo do texto, sendo o mais gritante a relação da criatura e de seu criador, com óbvias implicações religiosas. Uma influência notável na obra é o poema “Paraíso Perdido” de John Milton, que aborda a criação do homem e sua subsequente queda. A influência torna-se explícita tanto através da epígrafe que cita três versos do poema, quanto aparecendo diretamente em Frankenstein: é um dos livros que a criatura lê.

A queda, ou a ruína, está bastante presente no livro de Shelley, que traça a destruição física e moral de Victor Frankenstein, e é aludida não só nas citações de “Paraíso Perdido”, como no próprio título da obra: “O Moderno Prometeu”. Prometeu é um personagem da mitologia grega, um titã que, ao roubar o segredo do fogo, o qual era reservado aos deuses, para doá-lo a humanidade, é severamente punido por Zeus. O paralelo com a trajetória de Victor Frankenstein é direto, e o livro deixa claro que o segredo da criação da vida a partir de matéria inanimada é de natureza divina.

O poder exercido pela humanidade sobre a Natureza através da ciência e da tecnologia é outro tema principal da obra, e encaixa-se no espírito da época, o estágio inicial da Revolução Industrial.

Mary Shelley foi reconhecida como grande romancista ainda em vida. Além disto, era tida como uma das grandes feministas de seus tempos. Conta-se que em 1827, Mary Shelley foi parte de um esquema que permitiu que a amiga Isabel Rodrigues e sua companheira, Mary Diana Dods, que escrevia sob o nome de David Lyndsay, embarcassem para uma vida a dois na França como homem e mulher. Notável.

Curiosidade: Mary Shelley afirmou que se inspirou para o nome de “Frankenstein” durante um sonho. Apesar de suas afirmações públicas de originalidade, o significado do nome tem sido uma fonte de especulação.

200px-Frank-1910bis

A obra de M Shelley foi parar nas telonas em vários momentos e filmes. A primeira adaptação foi feita em 1910 e foi produzida por Thomas Edison (sim, o homem que inventou a lâmpada incandescente, o fonógrafo e tantas outras coisas sensacionais que revolucionaram sua época) e trazia Charles Ogle no papel da criatura.

Mas uma das melhores adaptações foi a de 1931, sob a direção de James Whale, com a brilhante atuação de Boris Karloff como a criação do Dr. Viktor, interpretado por Colin Clive. Este filme continua a receber elogios da crítica e é amplamente considerado como um dos melhores filmes de 1931, bem como um dos maiores filmes de todos os tempos. Ele recebeu o reconhecimento do Instituto Americano de Cinema (AFI) e está em 87° na lista de melhor filme de todos os tempos 100 Years … 100 Movies. Show!!!

Frank 1994

Tivemos em 1994 “Mary Shelley’s Frankenstein” com a direção (e atuação) de Kenneth Branagh e tendo Robert De Niro como protagonista.

Em janeiro de 2014 tivemos mais uma adaptação com o título de “Frankenstein – Entre Anjos e Demônios” sob a direção de Stuart Beattie e no elenco Aaron Eckhart, Bill Nighy e Yvonne Strahovsk.  O último filme foi para as telas em novembro de 2015 sob a direção de Paul McGuigan e encabeçando o elenco Daniel Radcliffe (sim, ele, Harry Potter), James McAvoy e Jessica Brown Findlay.

Curiosidade sobre a obra de M Shelley: Ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: “(…) Sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustroso; seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâncias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (…)”.

E então, gostou do post de hoje? Aproveite e deixe seu comentário.

Termino aqui com uma frase da autora escolhida para o post de hoje: “Então vem sempre àquela voz me dizer que: O começo é sempre hoje”.  Até o próximo post.

Avatar Jota Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: El Moderno Prometeo – Frankenstein – por Mary Shelley

Victor Frankenstein, después de salir de su ciudad natal hacia la universidad, pasar unos años al estudio de las ciencias naturales y decide participar en la construcción de un ser humano gigantesco, la apariencia de miedo. Al darse cuenta del poder y la grandeza de su creación, el científico pierde el control y se va. Por lo tanto, una serie de acontecimientos desastrosos comienza a desplegarse. Viktor construido en su laboratorio que sería la gran revolución de la literatura fantástica. Un monstruo. A los cuerpos al por menor. El moderno Prometeo, sino que fue llamado por el pueblo – simplemente – Frankenstein. Fue publicado en 1818 (sin autor de crédito en la primera edición). La novela tuvo mucho éxito y generó todo un nuevo género de terror, que tiene gran influencia en la literatura y la cultura popular occidental desde entonces.

Y su autor?

Más bien su autora.

La británica Mary Wollstonecraft Shelley, que escribió la novela con sólo 19 años, nació en Londres el 30 de agosto de 1797, ella escribió Frankenstein para asistir a un concurso de cuentos de terror que tuvo lugar en el castillo privado de Lord Byron. Incluso competir con los grandes genios de la literatura universal, simplemente escribiendo esto es uno de los más impresionantes historias de terror de todos los tiempos. Y ya que hablamos de unas líneas atrás, todo comenzó en una sola noche dedicado a contar historias de terror. En 1816, el Dr. John Polidori acompañó a su paciente Lord Byron en un viaje a Italia y Suiza. Ese verano nos quedamos en la Villa Diodati cerca del lago de Ginebra, donde fueron visitados por el poeta Percy Bysshe Shelley, para su futura esposa, María, y su media hermana Jane “Claire” Claremont. Cuando la lluvia incesante mantuvo a los cinco amigos en la casa, comenzaron a leer en voz alta un libro de historias de fantasmas. Según Mary Shelley, Byron sugirió que cada uno escribe una historia de fantasmas para rivalizar con los de la cartera. Su marido ha escrito nada en respuesta al desafío; Byron comenzó en una historia, pero supuestamente abandonado. los esfuerzos de Mary Shelley en ese partido contra la monotonía se convirtió en una obra extraña: Frankenstein, publicado dos años más tarde. El cuento del científico Víctor Frankenstein y su criatura ilegítima se hizo muy popular.

Un crítico anónimo en 1818 cortejó Frankenstein por su originalidad, el idioma de la excelencia, su peculiar interés, y se describe como negrita, que de acuerdo con la redacción de las veces significaba posiblemente malvados trabajo, audaz y vigoroso.

La historia del Dr. Victor Frankenstein y la criatura monstruosa concebido por él ha fascinado a generaciones desde que se publicó hace más de cien años. historia de terror brillante, escrito fervor casi alucinatorio, Frankenstein es una de las flores más extrañas de la imaginación romántica. Sin embargo, el libro de Shelley era más un sueño acerca de la responsabilidad moral que una predicción de la ciencia que da mal, las generaciones que han visto como el cuento de terror definitiva, una severa advertencia acerca de la arrogancia de la humanidad.

Frankenstein se tratan diversos temas en todo el texto, la más evidente la relación de la criatura y su creador, con evidentes implicaciones religiosas. Una influencia notable en la obra es el poema “El paraíso perdido” por John Milton, que abarca la creación del hombre y su posterior caída. La influencia se hace explícita a través tanto del epígrafe citar tres versos del poema, como aparecer directamente en Frankenstein: es uno de los libros que lee la criatura.

La caída, o la ruina, está muy presente en el libro de Shelley, que traza la destrucción física y moral de Víctor Frankenstein, y se alude no sólo las citas de “Paradise Lost”, como el propio título de la obra: “El moderno Prometeo “. Prometeo es un personaje de la mitología griega, un titán que al robar el secreto del fuego, que estaba reservado para los dioses para darle a la humanidad, está severamente castigado por Zeus. El paralelo con la trayectoria de Víctor Frankenstein es directa, y el libro deja claro que el secreto de la creación de la vida a partir de materia inanimada es de naturaleza divina.

El poder ejercido por el hombre sobre la naturaleza a través ciencia y la tecnología es otro de los temas principales de la obra, y se inscribe en el espíritu de la época, la etapa inicial de la revolución industrial.

Mary Shelley fue reconocido como un gran novelista aún con vida. Por otra parte, se ha considerado uno de los grandes feministas de su época. Se dice que en 1827, Mary Shelley era parte de un plan que permitió a su amiga Isabel Rodrigues y su acompañante, Mary Diana Dods, que escribió bajo el nombre de David Lyndsay, embarcarse para una vida juntos en Francia como el hombre y la mujer . Notable.

La curiosidad: Mary Shelley dijo que se inspiró en el nombre de “Frankenstein” en un sueño. A pesar de sus afirmaciones públicas de la originalidad, el significado del nombre ha sido fuente de especulación.

El trabajo de M Shelley terminó en la gran pantalla en varias ocasiones y películas. La primera adaptación fue hecha en 1910 y fue producido por Thomas Edison (sí, el hombre que inventó la bombilla, el fonógrafo y muchas otras cosas emocionantes que han revolucionado su tiempo) y se llevó Charles Ogle en el papel de la criatura.

Pero una de las mejores adaptaciones fue el 1931 bajo la dirección de James Whale, con la brillante actuación de Boris Karloff como la creación del Dr. Viktor, interpretado por Colin Clive. Esta película sigue recibiendo buenas críticas y es ampliamente considerado como una de las mejores películas de 1931 y una de las mejores películas de todos los tiempos. Recibió el reconocimiento de la American Film Institute (AFI) y es de 87 ° en la mejor lista de películas de todos los tiempos 100 Años … 100 Películas. Increíble!!!

Tuvimos en 1994 “Frankenstein de Mary Shelley” con la dirección (y actuar) Kenneth Branagh y que tiene Robert De Niro como protagonista.

En enero de 2014 tuvimos otra adaptación con el título de “Frankenstein – Entre Ángeles y Demonios” bajo la dirección de Stuart Beattie y echemos Aaron Eckhart, Bill Nighy y Yvonne Strahovsk. La última película fue a las pantallas en noviembre de 2015 con arreglo al dirección de Paul McGuigan y el rumbo del reparto Daniel Radcliffe (sí, él, Harry Potter), James McAvoy y Jessica Brown Findlay.

La curiosidad por la obra de Shelley M: A diferencia de la forma en que se dio a conocer en el cine, la criatura de Frankenstein no era verde, pero de color amarillo, como la propia autora describe en el capítulo 5 de la obra: “(…) Su piel amarilla apenas cubría el alivio de los músculos y arterias que había debajo, se ejecutó el pelo y un negro brillante ;. tenía los dientes blancos como perlas Todos estos exuberancia, sin embargo, no se forman sino una terrible contraste con sus ojos débiles, casi el mismo color gris de las tomas de corriente donde excavados, y la piel arrugada y los labios negros y rectas. (…) ”

¿Te gustó el post de hoy? Disfruta y deja tu comentario

Termino aquí con una frase del autor elegido para el post de hoy: “Así que siempre viene esa voz me dice: El principio es siempre hoy.” Hasta el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

http://www.lpm.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=906271

https://pt.wikipedia.org/wiki/Frankenstein

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Shelley

http://www.estantedelivros.com/2012/11/top-100-fantastico-e-ficcao-cientifica.html

http://listasliterarias.blogspot.com.br/2013/08/10-curiosidades-sobre-mary-shelley.html

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/prometeu.jpg

https://jotacortizo.files.wordpress.com/2016/05/51e2f-the_torment_of_prometheus_by_dasaod-d32uobx.jpg

https://jotacortizo.wordpress.com/2015/01/31/a-literatura-fantastica-e-seus-classicos/

https://nemtaoobvioassim.files.wordpress.com/2011/08/frankenstein.jpg

https://nemtaoobvioassim.wordpress.com/page/3/

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-197064/

http://br.web.img3.acsta.net/pictures/13/12/10/20/55/595140.jpg

http://ecx.images-amazon.com/images/I/51-Zq1pnpAL.jpg

http://s2.dmcdn.net/PTr7U.jpg

http://cinemalivre.net/filme_frankenstein_1931.php

http://www.doblu.com/wp-content/uploads/2013/01/frankenstein3230.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/73/Frankenstein_engraved.jpg

http://fortalezavermelha.com.br/wp-content/uploads/2016/03/frankenstein_darkside_books_capa.jpg

http://homoliteratus.com/horror-um-genero-mais-velho-do-que-voce-pensa/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Para%C3%ADso_Perdido#/media/File:Houghton_EC65.M6427P.1667aa_-_Paradise_Lost,_1667.jpg

https://neokunst.files.wordpress.com/2014/05/dore.jpeg

https://laestirgaburlona.files.wordpress.com/2015/01/1001.jpg

http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/shelley.htm

http://img02.deviantart.net/2f59/i/2013/260/6/6/mary_shelley_by_rjrazar1-d6mqygw.jpg

http://www.donegaldiaspora.ie/sites/donegaldiaspora.ie/files/styles/large/public/mary_shelley_image.jpg?itok=ArlayPt0

http://kdfrases.com/autor/mary-shelley

https://assimerahollywood.files.wordpress.com/2013/02/frankenstein36.jpg

 

Anúncios