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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: As Viagens Extraordinárias e Fantásticas de J. Verne

Tudo começou quando o garoto de pouco mais de 11 anos fugiu de casa, para ser grumete em um navio, de um comerciante, que viajou para a Índia, chamado “Coralie”, com a intenção de comprar um colar de pérolas para sua prima Caroline (por quem ele estava apaixonado). Localizado pelo pai e “recuperado”, retornou ao lar paterno. Aí, em um furioso ataque de vergonha por sua breve e efêmera aventura, jurou solenemente (para a sorte de seus milhões de leitores) não voltar a viajar senão em sua imaginação e através de sua fantasia.  E a partir daí ele começou a escrever histórias.

jules-verne

Hoje, este menino é considerado o inventor da ficção científica (um subgênero da Literatura Fantástica). Ele é Jules Gabriel Verne (conhecido nos países de língua portuguesa por Júlio Verne). Em sua infância e adolescência, Verne estava muito interessado em poesia e ciência. Ele vivia lendo artigos científicos, mostrando uma curiosidade quase mórbida que duraria uma vida. Sua adolescência transcorreu entre contínuos choques com o pai, para quem os desejos exploratórios e literários de Júlio pareciam totalmente ridículos.

Sempre interessado pelas letras e pelo teatro, iniciou sua carreira literária após conhecer os grandes nomes da época, Alexandre Dumas (“Os Três Mosqueteiros”) e Victor Hugo (“Os miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”).

Mas foi o amigo e editor Pierre-Jules Hetzel (que seria seu editor in eternum) que o incentivou e converteu um relato descritivo da África na obra “Cinq semaines en ballon” (Cinco semanas em um balão) publicada em 1863. Obteve êxito imediato. Firmou um contrato de vinte anos com Hetzel, para o qual, por 20.000 francos anuais, teria de escrever duas novelas de novo estilo por ano. O contrato foi renovado por Hetzel e, mais tarde, por seu filho. E assim, por mais de quarenta anos, as “Voyages Extraordinaires” (Viagens Extraordinárias), como são chamadas as obras desse período do escritor apareceram em capítulos mensais na Magasin D’éducation et de Récréation (Revista de Educação e Recreação).

As “Extraordinaires Voyages” são uma sequência de cinquenta e quatro romances de Verne, publicados originalmente entre 1863 e 1918. De acordo com o editor de Verne, Pierre-Jules Hetzel, o objetivo da Voyages foi “para delinear todo o conhecimento geográfico, geológico, física e astronomia acumulado pela ciência moderna e contar, em um formato divertido e pitoresco… a história do universo”.

Veja todos os títulos das viagens extraordinárias:

Cinq semaines en ballon (1863), Cinco Semanas em um Balão;

Les Aventures du capitaine Hatteras (1864-1866), As aventuras do capitão Hatteras;

Voyage au centre de la Terre (1864), Viagem ao Centro da Terra;

É considerado como um dos maiores clássicos do gênero. Uma obra que leva o leitor dentro de uma emocionante aventura narrada em primeira pessoa, por Axel, um garoto que participa do percurso ao centro da terra, realizado graças a um manuscrito decifrado pelo próprio.

De la Terre à la Lune (1865), From the Earth to the Moon;

Les Enfants du capitaine Grant (1867-1868), Os Filhos do Capitão Grant;

Vingt mille lieues sous les mers (1869-1870), Vinte Mil Léguas Submarinas;

Verne, em Vinte Mil Léguas Submarinas, consegue criar um submarino, o Náutilus, completamente autónomo do meio terrestre, movido somente a eletricidade. O engenheiro, dono e capitão de tal feito, é o capitão Nemo, que com sua tripulação cortaram todas as relações com os continentes e com a humanidade. Vivem somente do que o mar lhes dá, a comida, a matéria prima que necessitam para a produção de eletricidade, tudo vem do mar.

Mas a humanidade não conhece a existência desta obra prima de engenharia que o capitão Nemo criou em segredo, e, quando este com ou sem intenção, começou a provocar estragos em navios e embarcações, o mundo começou a temê-lo, imaginando-o como um monstro marinho, um narval gigante, começando assim a caça à quimera.

Está obra de Verne já teve mais de 10 adaptações para o cinema.  A mais famosa feita pela Disney em 1954.

Autour de la Lune (1870), Ao redor da Lua;

Une Ville flottante (1871), Uma cidade flutuante;

Les forceurs de blocus (1871), Os corredores de bloqueio;

Aventures de trois Russes et de trois Anglais dans l’Afrique australe (1872), Aventuras de três russos e três ingleses na África do Sul;

Le Pays des fourrures (1873), O País das peles;

Le Tour du monde en quatre-vingts jours (1873), A Volta ao Mundo em Oitanta dias;

A obra retrata a tentativa do cavalheiro inglês Phileas Fogg e seu valete, Passepartout, de circum-navegar o mundo em 80 dias.

Sr. Fogg recebe em sua casa o seu novo criado particular, o francês Passepartout. Nesse mesmo dia, enquanto jogava whist com outros membros do Reform Club e discutiam o recente assalto ao Banco de Inglaterra, Fogg afirmou que seria possível ao ladrão em fuga dar a volta ao mundo em em oitenta dias. Esta afirmação causou uma acesa discussão entre os jogadores que acabam por fazer uma aposta com Phileas Fogg: Stuart, Fallentin, Sullivan, Flanagan e Ralph apostaram quatro mil libras contra vinte mil libras de Fogg em como este não conseguiria dar a volta ao mundo em oitenta dias. Feita a aposta.  E assim segue outra grande obra de Verne que, também, teve várias adaptações para o cinema.

L’Île mystérieuse (1875), A Ilha Misteriosa;

Le Chancellor (1875), O Chanceler;

Martin Paz (1875), Martin Paz;

Michel Strogoff (1876), Michael;

Hector Servadac (1877), Hector Servadac;

Les Indes noires (1877), As Índias Negras;

Un Capitaine de quinze ans (1878), Um capitão de quinze anos;

Les Cinq Cents Millions de la Bégum (1879), Os Quinhentos Milhões de Begum ;

Les révoltés de la “Bounty” (1879), Os Revoltosos do Bounty ;

Les Tribulations d’un Chinois en Chine (1879), As tribulações de um chinês na China ;

La Maison à vapeur (1880), A Casa à Vapor ;

La Jangada (1881), A Jangada ;

L’École des Robinsons (1882), A Escola dos Robinsons ;

Le Rayon vert (1882), O Raio Verde ;

Dix heures en chasse (1882), Dez Horas de Caça ;

Kéraban-le-têtu (1883), Kéraban O Teimoso ;

L’Étoile du sud (1884), A Estrela do Sul ;

L’Archipel en feu (1884), O Arquipélago de Fogo ;

Mathias Sandorf (1885), Sandorf ;

Robur le Conquérant (1886), Robur o Conquistador ;

Un billet de loterie (1886), Um Bilhete de Loteria ;

Frritt-Flacc (1886), Frritt-Flacc

Nord contre Sud (1887), Norte contra o Sul ;

Le Chemin de France (1887), O Caminho da França;

Gil Braltar (1887), Gil Braltar;

Deux ans de vacances (1888), Férias a Dois;

Famille sans nom (1889), Família sem Nome;

Sans dessus dessous (1889), De Cabeça para Baixo;

César Cascabel (1890), Cascabel;

Mistress Branican (1891), Branica a amante;

Le château des Carpathes (1892), O Castelo dos Cárpatos;

Claudius Bombarnac (1892), Claudius Bombarnac;

P’tit Bonhomme (1893), P’tit Bonhomme ;

Mirifiques aventures de maître Antifer (1894), Captain Antifer;

L’Île à hélice (1895), A Ilha de Hélice;

Face au drapeau (1896), Em Frente da Bandeira;

Clovis Dardentor (1896), Clovis Dardentor;

Le Sphinx des glaces (1897), A Esfinge da Antártida;

Le Superbe Orénoque (1898), O Soberbo Orenoco;

Le Testament d’un excentrique (1899), O Testamento de um Excêntrico;

Seconde patrie (1900), A Segunda Pátria;

Le Village aérien (1901), A Aldeia Aérea;

Les Histoires de Jean-Marie Cabidoulin (1901), Histórias de Jean-Marie Cabidoulin ;

Les Frères Kip (1902), Os Irmão Kip;

Bourses de voyage (1903), Bolsas de Viagem;

Un Drame en Livonie (1904), Um Drama na Livônia;

Maître du monde (1904), O Senhor do Mundo;

L’Invasion de la mer (1905), A Invasão do Mar;

Le Phare du bout du monde (1905), O Farol do Fim do Mundo;

Le Volcan d’or (1906), O Vulcão Dourado;

L’Agence Thompson and Co. (1907), A Agência Thompson and Co.;

La Chasse au météore (1908), A Caça ao Meteóro;

Le Pilote du Danube (1908), O Piloto do Danúbio;

Les Naufragés du «Jonathan» (1909), Os Náufragos do Jonathan;

Le Secret de Wilhelm Storitz (1910), O Segredo de Wilhelm Storitz;

L’Étonnante Aventure de la mission Barsac (1919), A espantosa aventura da missão Barsac

Obs.: A “A espantosa aventura da missão Barsac” foi publicada em 1919 sob o nome de Jules Verne, mas escrito por seu filho Michel Verne a partir de um manuscrito de seu pai nomeou “Visita de estudo”.

Verne sempre foi interessado por ciências e inovação e incluía em seus livros tecnologias que só viriam a ser inventadas décadas depois. Veja algumas, depois de um século.

el-nautilus-de-verne

Submarino – A obra mais famosa de Verne, “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de 1870, apresenta o submarino Nautilus, movido à eletricidade. Dezesseis anos depois seria construído o Gymnote, primeiro veículo submarino equipado com motor elétrico.

Arma de choque – No mesmo livro, aparece uma espécie de arma que dispara projéteis carregados de energia estática. O taser arma de eletrochoque, começou a ser produzido em 1993.

Cabo Canaveral – Nos livros “Da Terra à Lua”, de 1865, e “Ao Redor da Lua”, de 1869, Júlio Verne dá as coordenadas geográficas para o lançamento da primeira nave a fazer uma viagem à Lua. Um século depois, a Nasa concluiu que o melhor lugar do planeta para fazer os lançamentos da Missão Apollo estava a poucos quilômetros da posição definida por Verne. O funcionamento dos módulos lunares e até a espessura e o material de construção das naves também estavam descritos nos livros de Verne.

pouso na terra

O pouso na água do módulo lunar – A volta do módulo lunar pousando no oceano foi algo também previsto por J. Verne em À Volta da Lua, tal qual aconteceu com os módulos idealizados pela NASA. Aliás, na obra, o pouso do módulo ficou a apenas 4 quilómetros do local da amaragem do módulo da Apollo 11 em 1969.

Automóveis – No romance “Paris no Século 21”, escrito em 1863, Júlio Verne narra como seria a vida na França na década de 1960. Uma das novidades seriam os carros que se moveriam sem cavalos, impulsionados pela força invísivel de um motor.

Computador – “Paris no Século 21” é o livro de Verne que traz mais previsões tecnológicas. Uma delas, o Casmodage, é um aparelho com teclas que, pressionadas, fornecia o resultado de somas, subtrações e multiplicações.

Monotrilho – Ainda em “Paris no Século 21”, os meios de transporte têm grande destaque, antecipando o sucesso dos trens subterrâneos. Outro meio de transporte citado no livro são os trens que flutuam no ar.

Internet – O livro “A Ilha de Hélice”, de 1895, há um equipamento que contém livros iconográficos que não precisam ser lidos – basta apertar um botão e o aparelho os lê para nós. Além disso, “a Ilha toma conhecimento das novidades pelas telecomunicações telefónicas com a baía Magdalena, onde se unem os cabos submarinos na profundidade do Pacífico.”. Exatamente como, hoje, a internet chega de um país a outro.

Telejornal – No texto infantil “O Dia de Um Jornalista Americano No Ano 2889”, escrito “mil anos antes”, Júlio Verne conta que o jornal não seria impresso, mas que as notícias do dia seriam lidas todas as manhãs para seus assinantes. Verne errou feio na data.

Chamada com vídeo – Ainda em “No Ano 2889”, era citado o “fonetelefoto”, que permitiria conversas à distância. Serviços de teleconferência populares, como o Skype, surgiram no começo dos anos 2000.

Mergulho autônomo – Ainda em “Vinte Mil Léguas”, os mergulhadores usam um equipamento autônomo, com um reservatório de ar preso às costas. Até então, só era possível mergulhar em profundidade com um tubo ligado a uma bomba de ar na superfície. Em 1943, Jacques Costeau e a empresa Air Liquid inventam o escafandro autônomo.

satelite

Satélite – Em “Os Quinhentos Milhões da Begum”, escrito em 1879, Verne fala do lançamento de um satélite de comunicações artificial. O primeiro satélite artificial, o Sputnik, foi lançado pela União Soviética em 1957.

Coincidência terrível – Este item está mais para profecia de Nostradamus do que para previsão científica: no livro “Os Quinhentos Milhões da Begum”, há um personagem chamado Herr Schultze, que pretendia destruir a cidade de France-Ville. Setenta anos depois, Adolf Hitler, que era chamado de Herr Fuhrer, decidiu invadir a França durante a Segunda Guerra Mundial.

bomba

Bomba atômica – No livro “Em Frente da Bandeira”, de 1896, Verne descreve uma arma com dispositivo auto-propulsivo, carregado de substâncias explosivas, que não se inflama ao se chocar com o alvo, com capacidade para destruir tudo o que estivesse num raio de 10 mil metros do ponto de impacto. A bomba atômica foi usada pelos Estados Unidos para destruir cidades japonesas em 1945.

Esquadrilha da Fumaça – Em 1889, Júlio Verne vislumbrou veículos aéreos que poderiam escrever no céu com fumaça, para que todos pudessem ler. Hoje, esses anúncios até já saíram de moda, mas naquela época ainda não havia sequer os aviões.

Cerca elétrica – Em “O Castelo dos Cárpatos”, publicado em 1892, Verne descreve quando um personagem escala um muro, grita e tem suas mãos agarradas a uma corrente, para depois cair no fundo de um poço, “como se tivesse sido ferido por uma mão invisível”. A ação poderia ter sido causada por uma cerca elétrica, criada apenas na década de 1930.

Incrível!!!!

Poster de Verne

Júlio Verne é um dos autores mais lidos de todos os tempos. E um dos mais populares, também.  O francês soube como ninguém perceber o desenvolvimento das ciências e produziu belíssimas obras em que antecipou muitos feitos da ciência moderna – como os que citamos acima.  Como sempre, sempre tem quem procure “chifre em cabeça de cavalo”. Ao invés de aceitarem a genialidade de Verne, muitos acham que ele foi uma espécie de “iluminado” ou “profeta”.  Exemplo: J.J. Benitez chega a afirmar categoricamente em seu livro “Meus enigmas favoritos” que tem certeza absoluta que Verne fazia parte da Golden Dawn ou de alguma outra sociedade secreta. Mas ele não apresenta provas do que diz.  Temos que admitir que existem algumas coincidências entre o que Verne escreveu e o que aconteceu posteriormente. Essas coincidências são, no mínimo, desconcertantes. Mas daí a acreditar que Verne tinha contato com alguma “força sobrenatural” a distância é enorme. Ainda assim, mais de 100 anos após sua morte, suas obras continuam a fascinar muitas pessoas, sejam na forma dos seus livros originais, sejam na forma de filmes baseados nessas histórias.  Então, aproveitemos toda a genialidade do nosso Jules e vamos viajar no fantástico.

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Jota Cortizo

Versión española: Las Viajes Extraordinarios y Fantásticos viajes de J. Verne

Todo comenzó cuando el niño de más de 11 años se escapó de casa para ser grumete en un barco, un comerciante que viajó a la India, llamado “Coralie” con la intención de comprar un collar de perlas de su prima Caroline (para quien se encontraba en el amor). Situado por el padre y “recuperó”, regresó a su padre. Luego, en un ataque de vergüenza furiosa por su breve y efímera aventura, juró solemnemente (a la suerte de sus millones de lectores) no volver a viajar, salvo en su imaginación ya través de su fantasía. Y desde allí comenzó a escribir historias.

Hoy en día este niño es considerado el inventor de la ciencia ficción (un subgénero de la literatura fantástica). Es Jules Gabriel Verne (conocido en los países de habla portuguesa de Julio Verne). En su infancia y adolescencia, Verne estaba muy interesado en la poesía y la ciencia. Siguió la lectura de artículos científicos, mostrando una curiosidad casi morbosa que duraría toda la vida. Su adolescencia pasando por medio de continuos enfrentamientos con su padre, a quien la exploración y deseos literarias de Julio parecían totalmente ridículo.

Siempre interesado en las letras y el teatro, comenzó su carrera literaria después de conocer a los grandes nombres de la época, Alexandre Dumas ( “Los tres mosqueteros”) y Victor Hugo ( “Los Miserables” y “El Jorobado de Notre Dame”). Pero fue su amigo y editor Pierre-Jules Hetzel (lo que sería su redactor en Eternum) que animó y convirtió una cuenta descriptiva de África en el libro “Cinq semaines en ballon” (Cinco semanas en globo), publicado en 1863. Obtuvo un éxito inmediato . Él firmó un contrato por veinte años con Hetzel, para lo cual, por 20.000 francos, tendría que escribir dos novelas nuevo estilo de un año. El contrato fue renovado por Hetzel y más tarde por su hijo. Y así, durante más de cuarenta años, “Viajes Extraordinarios” (Viaje extraordinario), como se les llama las obras de este escritor del periodo apareció en capítulos mensuales en Magasin d’éducation et de recreación (Revista de Educación y Recreación).

El “Viajes Extraordinarios” son una secuencia de cincuenta y cuatro novelas de Verne, publicada originalmente entre 1863 y 1918. De acuerdo con el editor de Verne, Pierre-Jules Hetzel, el objetivo de los viajes era “para perfilar todos los conocimientos geográficos, geológicos , la física y la astronomía acumulados por la ciencia moderna y contar, en un formato entretenido y pintoresco … la historia del universo. ”

Ver todos los títulos de los viajes extraordinarios:

Cinq semaines en ballon (1863), Cinco semanas en globo;

Les Aventures du Capitaine Hatteras (1864-1866), Las aventuras del capitán Hatteras;

Voyage au centre de la Terre (1864), Viaje al centro de la Tierra;

Se considera como uno de los grandes clásicos del género. Una obra que lleva al lector en una aventura fascinante narrada en primera persona por Axel, un niño que participa en el viaje al centro de la tierra, se dio cuenta gracias a un manuscrito descifrado por sí mismo.

De la Terre à la Lune (1865), De la Tierra a la Luna;

Les Enfants du Capitaine de Grant (1867-1868), El capitán Grant niños;

Vingt mille lieues sous les mers (1869-1870), Veinte mil leguas de viaje submarino;

Verne en Veinte mil leguas de viaje submarino, puede crear un submarino, el Nautilus, completamente independiente de la electricidad terrestre, única potencia. El ingeniero, propietario y capitán de tal hazaña, es el capitán Nemo, que con su pelo de cepillo todas las relaciones con el continente y la humanidad. Sólo que el mar les da viven, los alimentos, las materias primas que necesitan para producir electricidad, todo viene del mar.

Pero la humanidad no conoce la existencia de esta obra maestra de la ingeniería que el capitán Nemo creado en secreto, y cuando esto intencionalmente o no, empezó a causar estragos en los barcos y buques, el mundo empezó a temer, imaginándolo como un monstruo marino, un narval gigante, comenzando así la búsqueda de la quimera.

Es la obra de Verne ha tenido más de 10 adaptaciones cinematográficas. El más popularizada por Disney en 1954.

Autour de la Lune (1870), alrededor de la luna;

Une Ville flottante (1871), una ciudad flotante;

Les forceurs de blocus (1871), los corredores de bloqueo;

Aventures de Trois Russes et trois Anglais dans l’Afrique australe (1872), tres rusos y tres Inglés aventuras en África del Sur;

Le Pays des fourrures (1873), El País de las pieles;

Le Tour du monde en quatre-vingts días (1873), La vuelta al mundo en días Oitanta;

La obra retrata el intento del Inglés caballero Phileas Fogg y su criado, Picaporte, dar la vuelta al mundo en 80 días.

Phileas Fogg se mete en su casa su nuevo ayuda de cámara, Picaporte francés. Ese mismo día, mientras jugaba al whist con otros miembros del club de la reforma y discutido el reciente asalto al Banco de Inglaterra, Fogg dijo que sería posible para el ladrón a la carrera la vuelta al mundo en ochenta días. Esta declaración provocó una fuerte discusión entre los jugadores que terminan haciendo una apuesta con Phileas Fogg: Stuart, Fallentin, Sullivan, Flanagan y Ralph apuesta de cuatro mil libras a veinte mil libras de Fogg de cómo esto no podía dar la vuelta al mundo en ochenta día. Hecha la apuesta. Y así sigue otra gran obra de Verne, que también tuvo varias adaptaciones cinematográficas.

Mystérieuse L’Île (1875), La isla misteriosa;

Le Chancellor (1875), canciller;

Martin Paz (1875), Martin Paz;

Michel Strogoff (1876), Michael;

Héctor Servadac (1877), Héctor Servadac;

Les Indes noires (1877), Las Indias negras;

Un Capitaine quince ans (1878) Un capitán de quince años;

Les Cinq Cents millones de la Begum (1879), La quinientos millones de Begum;

Les revueltas de la “Bounty” (1879), los alborotadores de Bounty;

Les Tribulaciones d’un Chinois en Chine (1879), Las tribulaciones de un chino en China;

La Maison à Vapeur (1880), La casa de vapor;

La Jangada (1881), La balsa;

La Escuela de Robinson (1882), La Escuela de Robinson;

Le Rayon vert (1882), El rayo verde;

Dix heures en chasse (1882), de diez horas de caza;

Kéraban-le-têtu (1883), El Cabezón Kéraban;

L’Étoile du Sud (1884), La Estrella del Sur;

L’Archipel en feu (1884), Archipiélago de fuego;

Mathias Sandorf (1885), Sandorf;

Robur le Conquérant (1886), Robur el Conquistador;

Un billet de loterie (1886), un billete de lotería;

Frritt-FLACC (1886), Frritt-FLACC

Nord contre Sud (1887), el Norte contra el Sur;

Le Chemin de Francia (1887), El Camino de Francia;

Gil Braltar (1887), Gil Braltar;

Deux ans de vacances (1888), de vacaciones para dos;

Famille sans nom (1889), Sin Nombre de la familia;

Sans dessus dessous (1889), cabeza abajo;

César Cascabel (1890), Cascabel;

Branican Ama (1891), Branica señora;

Le château des Carpathes (1892), El castillo de los Cárpatos;

Bombarnac Claudio (1892), Claudio Bombarnac;

P’tit Bonhomme (1893), P’tit Bonhomme;

Mirifiques Aventures de Maître Antifer (1894), capitán Antifer;

L’Ile a la hélice (1895), La isla de hélice;

Face au Drapeau (1896), En frente de la bandera;

Clovis Dardentor (1896), Clovis Dardentor;

Le Sphinx de los Espejos (1897), La Esfinge de la Antártida;

Le Superbe Orénoque (1898), el soberbio Orinoco;

El testamento d’un excentrique (1899), El testamento de un loco;

Seconde patrie (1900), La segunda patria;

Le Village aérien (1901), The Village Aire;

Les Histoires de Jean-Marie Cabidoulin (1901), Historias de Jean-Marie Cabidoulin;

Les Frères Kip (1902), El hermano Kip;

Bourses de voyage (1903), bolsos de viaje;

Un Drame en Livonie (1904), un drama en Livonia;

Maître du monde (1904), El Señor del Mundo;

L’Invasión de la mer (1905), la invasión del Mar;

Le Phare du bout du monde (1905), El Faro fin del mundo;

Le Volcan d’or (1906), El Volcán de oro;

L’Agence Thompson y Co. (1907), La Agencia Thompson y Co.;

La Chasse au météore (1908), La caza del Meteor;

Le Pilote du Danubio (1908), El Danubio piloto;

Les Naufrages du “Jonathan” (1909), Los náufragos del Jonathan;

Le Secret de Wilhelm Storitz (1910), El secreto de Wilhelm Storitz;

L’Aventure étonnante de la misión Barsac (1919), The Amazing Adventure misión Barsac

Obs: “. La increíble aventura de la misión Barsac”, fue publicado en 1919 bajo el nombre de Julio Verne, pero escrito por su hijo Michel Verne del manuscrito de su padre llamado “visita de estudio”.

Verne siempre estuvo interesado en la ciencia y la innovación, y se incluye en sus tecnologías de libros que sólo se inventaron décadas más tarde. Aquí están algunos, después de un siglo.

Submarino – La más famosa obra de Verne, “Veinte mil leguas de viaje submarino”, de 1870, muestra el submarino Nautilus, impulsado por la electricidad. Dieciséis años más tarde se construyó el primer vehículo submarino Gymnote equipado con un motor eléctrico.

Pistola de aturdimiento – En el mismo libro, aparece un tipo de arma que dispara proyectiles cargados de energía estática. La pistola de electrochoque Taser, comenzó la producción en 1993.

Cabo Cañaveral – En los libros “De la Tierra a la Luna”, 1865, y “alrededor de la luna”, 1869, Julio Verne da las coordenadas geográficas para el lanzamiento de la primera nave espacial que hacer un viaje a la Luna Un siglo más tarde, a. NASA llegó a la conclusión de que el mejor lugar del mundo para hacer el lanzamiento de la misión Apolo estaba a pocos kilómetros de la posición definida por Verne. El funcionamiento de los módulos lunares e incluso el espesor y el material de construcción de barcos también se describen en los libros de Verne.

El aterrizaje en el agua del módulo lunar – El retorno del aterrizaje del módulo lunar en el océano era algo también proporcionada por J. Verne en alrededor de la luna, como sucedió con los módulos idealizadas por la NASA. Por cierto, el trabajo, el aterrizaje del módulo era tan sólo 4 kilómetros del lugar de amaraje el módulo de Apolo 11 en 1969.

Coches – En la novela “París en el siglo 21”, escrito en 1863, Julio Verne cuenta cómo sería la vida en Francia en la década de 1960. Una de las novedades serían los coches que moverían sin caballos, impulsados por la fuerza invisible de un motor.

Informática – “París en el siglo 21” es el libro de Verne que trae más pronósticos tecnológicos. Uno de los Casmodage es un dispositivo con botones de presión, que suministran el resultado de la suma, resta y multiplicación.

Monorraíl – También en “París en el siglo 21”, los medios de transporte tienen un gran protagonismo, anticipando el éxito de los trenes subterráneos. Otro medio de transporte mencionado en el libro son los trenes que flotan en el aire.

Internet – El libro “La isla de hélice” de 1895, existe un dispositivo que contiene los libros iconográficos que no necesitan ser leído – sólo apretar un botón y el dispositivo de ellas nos lee. Por otra parte, “la isla se da por enterado de la noticia de telecomunicaciones telefónicas con la bahía de Magdalena, donde se encuentran con el cable submarino en el fondo del Pacífico.”. Al igual que hoy en día, internet proviene de un país a otro.

noticias de la televisión – en el texto de los niños “El periodista estadounidense Un día en el año 2889” escrito “de mil años antes,” Julio Verne dice que el periódico no se imprimiría, pero las noticias del día todas las mañanas iba a leer a sus suscriptores. Verne estaba mal feo en el momento.

videollamada – Todavía en “The Year 2889”, fue citado el “fonetelefoto” que permitiría a las conversaciones a distancia. servicios de conferencia populares como Skype, surgieron en la década de 2000.

Submarinismo – Todavía en “Veinte mil leguas de viaje”, los buzos utilizan un autónomo, con un tanque de aire a la espalda. Hasta entonces, sólo era posible bucear profundo con un tubo conectado a una bomba de aire en la superficie. En 1943, Jacques Cousteau y Aire Líquido empresa inventa escafandra autónoma.

Satélite – En “Los Quinientos Millones de Begum”, escrito en 1879, Verne habla sobre el lanzamiento de un satélite de comunicaciones artificiales. El primer satélite artificial, el Sputnik, fue lanzado por la Unión Soviética en 1957.

coincidencia terrible – Este artículo es más como Nostradamus profecía que para la predicción científica: en el libro “Los Quinientos Millones de Begum”, hay un personaje llamado Herr Schultze, que tenía la intención de destruir la ciudad de France-Ville. Setenta años después, Adolf Hitler, que fue llamado Herr Führer decidió invadir Francia durante la Segunda Guerra Mundial.

bomba – En “frente a la bandera”, 1896, Verne describe un arma con un dispositivo de autopropulsión, cargado con explosivos, que no se inflama al chocar con el objetivo, con la capacidad de destruir todo lo que estaba en ray 10 mil metros del punto de impacto. La bomba atómica fue utilizada por los Estados Unidos para destruir ciudades japonesas en 1945.

El humo de la escuadrilla – En 1889, Julio Verne imaginó vehículos aéreos que podrían escribir en el cielo con el humo, para que todos puedan leer. Hoy en día, este tipo de anuncios que incluso han pasado de moda, pero que el tiempo no ha tenido siquiera la aeronave.

Cerca eléctrica – En “El castillo de los Cárpatos”, publicado en 1892, Verne describe cuando un personaje que sube una pared, gritos y tiene sus manos agarrando una cadena que se caen de la parte inferior de un pozo “, como si hubiera sido herido por una mano invisible “. La acción podría haber sido causado por una cerca eléctrica, creado sólo en la década de 1930.

Increíble !!!!

Julio Verne es uno de los autores más leídos de todos los tiempos. Y uno de los más populares, también. Los franceses saben que nadie lo note el desarrollo de la ciencia y produce hermosas obras que anticiparon muchos logros de la ciencia moderna – como los citados anteriormente. Como siempre, siempre aquellos que buscan la “cabeza de caballo cuerno”. En lugar de aceptar el genio de Verne, muchos creen que era una especie de o “iluminado” “profeta”. Ejemplo: JJ Benítez incluso afirma categóricamente en su libro “Mis favoritos” rompecabezas que son absolutamente seguro de que Verne era parte de la Golden Dawn o alguna otra sociedad secreta. Pero no tiene pruebas de lo que dice. Tenemos que admitir que hay algunas similitudes entre lo que escribió Verne y lo que ocurrió después. Estas coincidencias son al menos confuso. Pero creer que Verne había tenido contacto con alguna “fuerza sobrenatural” la distancia es enorme. Aún así, más de 100 años después de su muerte, sus obras siguen fascinando a mucha gente, ya sea en la forma de los libros originales, ya sea en la forma de estas historias basadas en películas. Así que aprovechamos todo el genio de nuestra Jules y viajamos en el fantástico.

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Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

https://jotacortizo.wordpress.com/2015/02/05/julio-verne-e-o-nascimento-da-ficcao-cientifica/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Júlio_Verne

http://juliovernebrasil.blogspot.com.br/p/quem-foi-julio-verne.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinq_semaines_en_ballon

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https://depokafe.wordpress.com/2007/07/09/julio-verne-genio-ou-profeta/

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