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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O Oceano Inteligente de Stanisław Lem.

O Phantasticus já citou um dos ótimos livros do autor polonês Stanisław Lem.  No post de julho de 2016 falamos sobre “Kongres futurologiczny” (The Futurological Congress/O Congresso Futurológico) publicado em 1971.

Se você que relembrar o post, segue o link ….   (https://jotacortizo.wordpress.com/2016/07/24/stanislaw-lem-e-seu-congresso-futurologihco/).

Hoje, vamos falar sobre um dos maiores sucessos do autor: Solaris.  O romance de ficção científica, nos leva ao planeta Solaris (que dá título a obra) e começa com a chegada do psicólogo Kris Kelvin a Solaris, buscando esclarecer problemas recentes da conduta da tripulação na única estação – flutuante – de observação do planeta. Logo ele percebe que as coisas não estão indo bem, observando a desordem e abandono das instalações e o comportamento errático dos dois tripulantes sobreviventes. O primeiro tripulante, Snaut, o recebe com medo e suspeita; e o segundo, Sartorius, se recusa a deixar seu laboratório. O que deveria ser o terceiro membro da tripulação, Gibarian, havia cometido suicídio alguns dias antes da chegada do doutor. Snaut enigmaticamente adverte sobre “visitantes”. Buscando entender o que acontece com os tripulantes, Kelvin elabora uma hipótese de envenenamento pela infiltração de gases tóxicos da atmosfera do planeta.

Logo Kelvin descobre que as coisas realmente estranhas acontecem em Solaris, vendo pessoas que não deveriam estar lá. Sem muita demora, o seu próprio visitante aparece: ao despertar da primeira noite de sono, Harey, sua mulher morta por suicídio há mais de uma década aparece ao lado dele, aparentemente sem se lembrar de nada além de sua vida com Kelvin. Em tremendo pânico, o doutor leva a mulher a um foguete, lança-o e coloca-o em órbita. No entanto, Harey retorna em um curto espaço de tempo, sem memória do que aconteceu. Kevin nota que o seu “visitante” não é capaz de estar fisicamente longe dele e, quando é separado, fica tomado por um pânico inexplicável, adquire força sobre-humana e quebra qualquer barreira física que venha a separá-los.

Ele logo chega a conclusão de que não se trata de fantasmas ou algo sobrenatural. Os visitantes estão vivos, são cópias perfeitas e interagem até mesmo com os demais tripulantes.

O doutor vai mudando de estágios, do pânico, estupor e, depois, resignação para ver como a falsa Harey se torna cada vez mais humana.  Apesar de ser uma cópia, ela, sem muita dificuldade, novamente se apaixona por ela. No entanto, logo se torna consciente de quem ele realmente é, e quem não é, e novamente tenta cometer suicídio, mas não consegue, e, portanto, revela que as criações solarianas são praticamente indestrutíveis.  E…

Bem, o livro tornou-se um sucesso estrondoso não só na Polônia, mas em outros países da antiga “Cortina de Ferro”. Por conta da Guerra Fria, alguns anos se passariam até que surgisse uma edição no ocidente. A primeira, francesa, de 1964, serviu de base para a versão em inglês, de 1970, duramente criticada por Lem por não fazer jus às expressões criadas por ele.

Solaris é um livro que extrapola a ficção. Sai do lugar comum e nos trás uma produção incrível.  O planeta coberto por um oceano, que apresenta um comportamento incomum.  O planeta orbita um sistema duplo de estrela (sistema binário) e sua órbita só é regular graças a misteriosa ação do oceano (olha ele aí de novo).  O livro nos presenteia com um organismo vivo singular e… Vamos parar, pois não quero contar detalhes mais significantes do livro.

Está maravilha, teve duas adaptações para o cinema.  A primeira versão de Solaris (em russo Солярис) foi uma produção soviética de 1972, realizada por Andrei Tarkovski – para os críticos, foi um filme extremamente lento, difícil, introspectivo ao extremo em suas mais de duas horas e meia de projeção. Já a segunda de 2002, foi dirigida por Steven Soderbergh, produzido por James Cameron e tendo como protagonista George Clooney – nesta releitura americana, a trama foi “enxugada” para menos de 100 minutos e o visual ganhou um caprichado desenho.  Resultado: Um filme mais empolgante e com mais ação.

Solaris versão tv russa

Curiosidade: Houve mais uma versão de “Solaris” – na verdade está é a primeira – datada de 1968, dividida em duas partes para a televisão soviética – que foi dirigida por Boris Nirenburg.

stanislawlem

Na obra de Lem encontram-se diversos temas recorrentes. Na maior parte de seus livros encontramos os elementos que tradicionalmente definem o gênero de ficção científica, com espaçonaves, especulações e extrapolações tecnológicas e mundos alienígenas. Em Eden (1959), The Invincible (1964) e Tales of Pirx the Pilot (1968), os elementos mencionados servem para criar um clima aventuresco.  Em outros livros eles são usados para dar suporte a críticas sociais, especulações filosóficas e futurologia “séria”: este é o caso de Solaris.

Em resumo: Solaris trata do contato humano com formas de vida alienígenas e se poderíamos uma vez encontrado um organismo extraterrestre, ultrapassar o antropomorfismo (que atribui características e sentimentos humanos a objetos inanimados ou a animais irracionais) inerente ao nosso conhecimento, na tentativa de compreendê-lo. A saga do psicólogo Kris Kelvin e de seus companheiros solaristas, Sartorius e Snow, demonstra a dificuldade que nossa espécie tem de se despir dos seus preconceitos e enxergar o lado do outro, alheio à nosso referencial e concepções prévias.

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Jota Cortizo

Versión española: El Océano Inteligente de Stanisław Lem.

El Phantasticus ya citó uno de los grandes libros del autor polaco Stanisław Lem. En el post de julio de 2016 hablamos sobre “Kongres futurologiczny” (The Futurological Congress / El Congreso Futurológico) publicado en 1971.

Si usted que recuerda el post, sigue el link …. (jotacortizo.wordpress.com/2016/07/24/stanislaw-lem-e-seu-congresso-futurologico/).

Hoy, vamos a hablar de uno de los mayores éxitos del autor: Solaris. La novela de ciencia ficción, nos lleva al planeta Solaris (que da título a la obra) y comienza con la llegada del psicólogo Kris Kelvin a Solaris, buscando esclarecer problemas recientes de la conducta de la tripulación en la única estación – flotante – de observación del planeta. Luego se da cuenta de que las cosas no van bien, observando el desorden y abandono de las instalaciones y el comportamiento errático de los dos tripulantes sobrevivientes. El primer tripulante, Snaut, lo recibe con miedo y sospechosa; Y el segundo, Sartorius, se niega a dejar su laboratorio. Lo que debería ser el tercer miembro de la tripulación, Gibarian, había cometido suicidio unos días antes de la llegada del doctor. Snaut enigmaticamente advierte sobre los visitantes. En busca de entender lo que sucede con los tripulantes, Kelvin elabora una hipótesis de envenenamiento por la infiltración de gases tóxicos de la atmósfera del planeta.

Luego Kelvin descubre que las cosas realmente extrañas suceden en Solaris, viendo a personas que no deberían estar allí. Sin demora, su propio visitante aparece: al despertar de la primera noche de sueño, Harey, su mujer muerta por suicidio hace más de una década aparece al lado de él, aparentemente sin recordar nada más allá de su vida con Kelvin. En un tremendo pánico, el doctor lleva a la mujer a un cohete, lo lanza y lo pone en órbita. Sin embargo, Harey regresa en un corto espacio de tiempo, sin memoria de lo que sucedió. Kevin nota que su “visitante” no es capaz de estar físicamente lejos de él y, cuando es separado, se toma por un pánico inexplicable, adquiere fuerza sobrehumana y rompe cualquier barrera física que los separe.

En seguida llega la conclusión de que no se trata de fantasmas o algo sobrenatural. Los visitantes están vivos, son copias perfectas e interactúan incluso con los demás tripulantes.

El doctor va cambiando de etapas, del pánico, estupor y luego resignación para ver cómo la falsa Harey se vuelve cada vez más humana. A pesar de ser una copia, ella, sin mucha dificultad, nuevamente se apasiona por ella. Sin embargo, pronto se vuelve consciente de quién es realmente, y quién no es, y nuevamente intenta cometer suicidio, pero no lo logra, y por lo tanto, revela que las creaciones solares son prácticamente indestructibles. Y …

Bueno, el libro se ha convertido en un éxito estruendoso no sólo en Polonia, sino en otros países de la antigua “Cortina de Hierro”. Por la Guerra Fría, algunos años se pasaría hasta que surgiera una edición en occidente. La primera, francesa, de 1964, sirvió de base para la versión en inglés, de 1970, duramente criticada por Lem por no hacer justicia a las expresiones creadas por él.

Solaris es un libro que extrapola la ficción. Sale del lugar común y nos da una producción increíble. El planeta cubierto por un océano, que presenta un comportamiento inusual. El planeta orbita un sistema doble de estrella (sistema binario) y su órbita sólo es regular gracias a la misteriosa acción del océano (mira ahí de nuevo). El libro nos regala con un organismo vivo singular y … Vamos a parar, pues no quiero contar detalles más significantes del libro.

Es una maravilla, tuvo dos adaptaciones para el cine. La primera versión de Solaris (en ruso Солярис) fue una producción soviética de 1972, realizada por Andrei Tarkovski – para los críticos, fue una película extremadamente lenta, difícil, introspectiva al extremo en sus más de dos horas y media de proyección. La segunda de 2002, fue dirigida por Steven Soderbergh, producido por James Cameron y teniendo como protagonista a George Clooney – en esta relectura americana, la trama fue “secada” a menos de 100 minutos y el visual ganó un caprichoso diseño. Resultado: Una película más emocionante y con más acción.

Curiosidad: Hubo otra versión de “Solaris” – en realidad es la primera, fechada en 1968, dividida en dos partes para la televisión soviética – que fue dirigida por Boris Nirenburg.

En la obra de Lem se encuentran varios temas recurrentes. En la mayor parte de sus libros encontramos los elementos que tradicionalmente definen el género de ciencia ficción, con naves espaciales, especulaciones y extrapolaciones tecnológicas y mundos alienígenas. En Eden (1959), The Invincible (1964) y Tales of Pirx the Pilot (1968), los elementos mencionados sirven para crear un clima aventurero. En otros libros se utilizan para dar soporte a críticas sociales, especulaciones filosóficas y futurología “seria”: este es el caso de Solaris.

En resumen: Solaris trata del contacto humano con formas de vida alienígenas y si podríamos una vez encontrado un organismo extraterrestre, sobrepasar el antropomorfismo (que atribuye características y sentimientos humanos a objetos inanimados o a animales irracionales) inherente a nuestro conocimiento, en el intento de comprender. La saga del psicólogo Kris Kelvin y de sus compañeros solistas, Sartorius y Snow, demuestra la dificultad que nuestra especie tiene de deshacerse de sus prejuicios y ver el lado del otro, ajeno a nuestro referencial y concepciones previas.

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Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(novel)

en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(novel)#/media/File:SolarisNovel.jpg

entrecontos.com/2015/08/18/solaris-resenha-gustavo-araujo/

momentumsaga.com/2014/11/por-que-voce-deve-ler-solaris.html

pt.wikipedia.org/wiki/Solaris_(Tarkovski)

br.web.img3.acsta.net/c_215_290/medias/nmedia/18/97/26/02/20518877.jpg

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litreactor.com/sites/default/files/images/column/2013/11/solaris-cover.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Stanis%C5%82aw_Lem

joesgeekfest.files.wordpress.com/2013/11/stanislawlem.jpg

charlesmorphy.blogspot.com.br/2013/01/oceanos-inteligentes-e-flores.html

filmow.com/solaris-t83962/

 

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