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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O Ciberespaço e a Matrix de William Gibson.

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Você já ouviu falar de “Ficção especulativa”? Não! Bem, é um termo que tem sido usado para classificar um gênero de ficção que especula sobre mundos que diferem do mundo real de várias e importantes maneiras. Neste gênero, são geralmente incluídas a ficção científica, a fantasia e o horror. Há, também, quem inclua o gênero “História Alternativa” como integrante deste termo. Bem, dentro deste termo, no gênero “Ficção Científica” encontramos o subgênero “Cyberpunk” onde o ponto forte é o enfoque na “Alta tecnologia e baixa qualidade de vida” (“High tech, Low life”) e toma seu nome da combinação de cibernética e punk. Mescla ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética junto com algum grau de desintegração ou mudança radical na ordem social. E falamos isto tudo para chegar no autor escolhido para o post de hoje.

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Com vocês….. William Gibson chamado de “profeta noir” do cyberpunk.  Foi ele que lançou o termo “ciberespaço”.  Gibson cunhou o termo em seu conto “Burning Chrome” e posteriormente popularizou o conceito em seu romance de estréia e obra mais conhecida, Neuromancer, de 1984, primeiro volume da aclamada trilogia “Sprawl”.  Gibson revolucionou o gênero ficção científica, tirando as viagens espaciais e a descoberta de novos planetas do foco e colocando a própria sociedade em seu lugar.

Gibson teve sua primeira grande influência literária sólida quando comprou, escondido de sua mãe, uma antologia de literatura beatnik (movimento ligado aos hippies e a contracultura). Se encantou com os personagens transgressores e marginalizados, vivendo vidas alheias à opressora e complexa sociedade capitalista, retratados por grandes autores como Jack Kerouac, Allen Ginzberg e William Burroughs.  Assim começou.

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Sobre “Sprawl” podemos falar que é uma leitura delirante – um marco do revigoramento da ficção científica na era da informação.  A série foi aberta pelo conceituado “Neuromancer”, publicado em 1984, e que se tornou o primeiro romance a ganhar a “tríplice coroa” da ficção científica (os prêmios Nebula, Hugo e Philip K. Dick).  O livro introduzia novos conceitos para a época, como inteligências artificiais avançadas e um cyberespaço quase que “físico”, conceitos que mais tarde foram explorados por Masamune Shirow em seu mangá “Ghost in the Shell” e no filme homônimo (no Brasil, “O Fantasma do Futuro”), dirigido por Mamoru Oshii, este serviu de inspiração às irmãs Wachowski (Lilly Wachowski – nascida com o nome Andrew Paul “Andy” Wachowski em 29 de dezembro de 1967 – e Lana Wachowski – nascida com o nome Laurence “Larry” Wachowski em 21 de junho de 1965 – irmãs transgênero coletivamente conhecidas como “The Wachowskis” são cineastas, produtoras e roteiristas dos EUA) na criação da trilogia Matrix.

O PHANTASTICUS já fez uma postagem que possuia um breve comentário sobre o livro.  Foi em 20/09/2015 no post “O Admirável Mundo criado por Aldous Huxley” que citamos a obra de Gibson.  Se quiser segue o link para uma (re)leitura:

https://jotacortizo.wordpress.com/2015/09/20/o-admiravel-mundo-criado-por-aldous-huxley-el-mundo-feliz-creado-por-aldous-huxley/.

Voltando a “Neuromancer” o livro conta a história de Case, um ex-hacker (cowboy, como são chamados os hackers em Neuromancer) que foi impossibilitado de exercer sua profissão, graças a um erro que cometeu ao tentar roubar seus patrões. Eles então envenenaram Case com uma micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), que danificou seu sistema neural e o impossibilitou de se conectar à Matrix. Antes deixaram uma quantia de dinheiro com ele, pois “iria precisar dele”. Case então procura as clínicas clandestinas de medicina de Chiba City, onde gasta todo seu dinheiro com exames, sem conseguir encontrar uma cura. Drogado, sem dinheiro, desempregado – é nessa condição que Molly o encontra e a trama se inicia com uma cura para os danos de Case à vista.  Diversos personagens interessantes são introduzidos durante a trama (Molly, Armitage, Wintermute) e vai se descobrindo o passado obscuro de cada um deles no desenrolar da história, que possui um final surpreendente.

Em 1986, foi publicado “Count Zero” (tradução literal “Contagem Zero”) que nos mostra que no futuro, passados oito anos após os eventos de Neuromancer, existe a matrix – uma espécie de alucinação coletiva digital na qual a humanidade se conecta para, virtualmente, saber de tudo sobre tudo. Mas algo estranho está acontecendo. Pelo ciberespaço se espalham agora diversas novas vidas artificiais. Por isso, as grandes corporações do planeta precisam se mobilizar, cada vez mais e a qualquer custo, para proteger suas informações e obter outras. A bola da vez é o biochip, tecnologia capaz de oferecer grandes vantagens à empresa que dele se apossar. Envolvido por esse cenário, Bobby Newmark acaba entrando de gaiato nessa história. E por causa disso, Bobby – o “Count Zero” – se torna uma pessoa valiosa. É quando a caçada começa.

Em 1988 nos brinda com a derradeira história, que fecha a trilogia. “Mona Lisa Overdrive” ocorre oito anos após os eventos de “Count Zero”.  O livro é formado a partir de interconexões diversas, e também possui personagens de obras anteriores (como Molly Millions, a mercenária com dedos de navalha de Neuromancer).  Uma das conexões nos traz Mona, uma prostituta adolescente que tem uma semelhança física bastante notável com a famosa superstar de Simstim Angie Mitchell. Mona é contratada por indivíduos ocultos para um “trabalho”, que mais tarde descobre ser parte de uma conspiração para sequestrar Angie.  Uma outra conexão, tem foco em uma jovem garota japonesa  chamada Kumiko, filha de um chefe da Yakuza,  enviada para Londres para permanecer em segurança enquanto seu pai se envolve em uma guerra de gangues com demais líderes da máfia. Em Londres, ela é protegida por um dos capangas de seu pai, que é também um poderoso membro da Máfia londrina. Ela conhece Molly Millions (que mudou de aparência e adotou o nome “Sally Shears” para ocultar sua identidade de teceiros que a perseguem), que decide proteger a jovem garota.  Já a terceira conexão segue um recluso artista chamado Slick Henry, que vive em um lugar chamado Fábrica; uma grande e envenenada vastidão deserta de fábricas e aterros, talvez em Nova Jersey. Slick Henry é um ladrão de carros condenado. Como resultado das repetidas lavagem cerebral que compõem sua punição, ele passa seus dias criando grandes esculturas robóticas e, periodicamente, sofre de episódios de perda de memória, retornando à consciência depois com nenhuma lembrança do que fez durante o apagão. Ele é contratado por um conhecido para cuidar de um “Count” comatoso (Bobby Newmark que, a partir do segundo romance, Count zero, ligou a si mesmo em um cyber-disco rígido de alta capacidade chamado Aleph). Um “Aleph” teórico teria a capacidade de memória RAM suficiente, literalmente, para conter toda a realidade, o bastante para que uma memória do constructo de uma pessoa pudesse conter também a personalidade do indivíduo e permitir que ele continue a aprender, crescer e agir de forma independente.

O final do enredo segue Angela Mitchell, estrela de Simstim e personagem principal do livro Count Zero. Angie, graças às manipulações cerebrais realizadas por seu pai quando ela era criança, sempre teve a capacidade de acessar o ciberespaço diretamente (sem utilizar um deck como interface), mas as drogas fornecidas por sua empresa de produção Sense/Net diminuíram severamente essa capacidade.

Demais! Muito bom.  Genial.  Gibson criou uma “realidade” impressionante. O Sprawl que nomeia a trilogia, também chamado às vezes de BAMA, é uma mega cidade que abrange a área de Boston a Atlanta, incluindo os territórios de Washington e Nova York. A história dos livros, entretanto, não fica restrita àquilo que conhecemos como EUA. A trama se expande para Tóquio, Londres, Rio de Janeiro, Nova Deli, Bruxelas, Paris, Istambul, Malibu, Hamburgo, México, Panamá, passando por estações espaciais e cidades em órbita (cuidado com a SAE – Síndrome de Adaptação Espacial – o jet lag em gravidade zero, o mal-estar do viajante do futuro).

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Embora grande parte da reputação de Gibson permanecer associada com Neuromancer, seu trabalho continuou a evoluir. Após a da distópica trilogia Sprawl, Gibson se tornou um importante autor de outro subgênero da ficção científica, o steampunk, com o romance de história alternativa “The Difference Engine” (A Máquina Diferencial) em 1990, escrita com Bruce Sterling. Na década de 1990, ele compôs a trilogia Bridge, que se concentrou em observações sociológicas de um futuro próximo de ambientes urbanos e capitalismo tardio. Seus mais recentes romances, “Pattern Recognition” (Reconhecimento de Padrões) (2003), “Spook Country” (2007) e “Zero History” (2010) são definidos em um mundo contemporâneo e o colocaram pela primeira vez nas listas mainstream (cultura da massa) dos mais vendidos.

No quesito premiações, Gibson é “figurinha” fácil em diversos grandes prêmios. Ganhou o Nebula e o Hugo com Neuromancer e teve mais de trinta nomeações aos prêmios já citados e outros como o John W. Campbell Memorial Award, o Philip K. Dick Award, Arthur C. Clarke Award e mais outros tantos.

O legado de Gibson é a grande influência que exerceu e tem exercido.  Veja três obras de ficção científica influenciadas por William Gibson:

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Bem, espero que tenham gostado do post.  Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: El Ciberespacio y la Matriz de William Gibson.

¿Has oído hablar de “Ficción especulativa”? ¡No! Bueno, es un término que ha sido usado para clasificar un género de ficción que especula sobre mundos que difieren del mundo real de varias e importantes maneras. En este género, se incluyen generalmente la ficción científica, la fantasía y el horror. Hay, también, quien incluya el género “Historia Alternativa” como integrante de este término. En el término “Ficción Científica” encontramos el subgénero “Cyberpunk” donde el punto fuerte es el enfoque en la “Alta tecnología y baja calidad de vida” (“High Tech, Low life”) y toma su nombre de la combinación De cibernética y punk. Combina ciencia avanzada, como las tecnologías de información y la cibernética junto con algún grado de desintegración o cambio radical en el orden social. Y hablamos todo esto para llegar al autor elegido para el post de hoy. Con ustedes … William Gibson llamado “profeta noir” del cyberpunk. Fue él quien lanzó el término “ciberespacio”. Gibson acuñó el término en su cuento “Burning Chrome” y posteriormente popularizó el concepto en su novela de estreno y obra más conocida, Neuromancer, de 1984, primer volumen de la aclamada trilogía “Sprawl”. Gibson revolucionó el género ficción científica, sacando los viajes espaciales y el descubrimiento de nuevos planetas del foco y colocando a la propia sociedad en su lugar.

Gibson tuvo su primera gran influencia literaria sólida cuando compró, escondido de su madre, una antología de literatura beatnik (movimiento ligado a los hippies y la contracultura). Se encantó con los personajes transgresores y marginados, viviendo vidas ajenas a la opresora y compleja sociedad capitalista, retratados por grandes autores como Jack Kerouac, Allen Ginzberg y William Burroughs. Así comenzó.

Sobre “Sprawl” podemos hablar de que es una lectura delirante – un marco de la revitalización de la ciencia ficción en la era de la información. La serie fue abierta por el conceptuado “Neuromancer”, publicado en 1984, y que se convirtió en el primer romance en ganar la “triple corona” de la ciencia ficción (los premios Nebula, Hugo y Philip K. Dick). El libro introducía nuevos conceptos para la época, como inteligencias artificiales avanzadas y un ciberespacio casi que “físico”, conceptos que más tarde fueron explorados por Masamune Shirow en su manga “Ghost in the Shell” y en la película homónima (en Brasil, “O , Que fue inspirado por las hermanas Wachowski (Lilly Wachowski), nacida con el nombre de Andrew Paul “Andy” Wachowski el 29 de diciembre de 1967 – y Lana Wachowski – nacida con el nombre Laurence “Larry “Wachowski el 21 de junio de 1965 – hermanas transgénero colectivamente conocidas como “The Wachowskis” son cineastas, productoras y guionistas de EEUU) en la creación de la trilogía Matrix.

El PHANTASTICUS ya hizo un post que tenía un breve comentario sobre el libro. En el post “El Admirable Mundo creado por Aldous Huxley” que citamos la obra de Gibson. Si desea seguir el enlace a una (re) lectura: jotacortizo.wordpress.com/2015/09/20/o-admiravel-mundo-criado-por-aldous-huxley-el-mundo-feliz-creado- Por-aldous-huxley /.

En el caso de “Neuromancer”, el libro cuenta la historia de Case, un ex hacker (cowboy, como se llaman los hackers en Neuromancer) que no pudo ejercer su profesión, gracias a un error que cometió al intentar robar a sus patrones. Entonces envenenaron a Case con una micotoxina (sustancias químicas tóxicas producidas por hongos), que dañó su sistema neural y lo imposibilitó de conectarse a Matrix. Antes dejaron una cantidad de dinero con él, pues “lo necesitaría”. Después, busca las clínicas clandestinas de medicina de Chiba City, donde gasta todo su dinero con exámenes, sin conseguir encontrar una cura. Drogado, sin dinero, desempleado – es en esa condición que Molly lo encuentra y la trama se inicia con una cura para los daños de Case a la vista. Varios personajes interesantes son introducidos durante la trama (Molly, Armitage, Wintermute) y se va descubriendo el pasado oscuro de cada uno de ellos en el desarrollo de la historia, que tiene un final sorprendente.

En 1986, se publicó “Count Zero”, que nos muestra que en el futuro, pasados ​​ocho años después de los eventos de Neuromancer, existe la matriz – una especie de alucinación colectiva digital en la que la humanidad se conecta a la humanidad , Virtualmente, saber de todo sobre todo. Pero algo extraño está sucediendo. Por el ciberespacio se extienden ahora diversas nuevas vidas artificiales. Por eso, las grandes corporaciones del planeta necesitan movilizarse cada vez más a cualquier costo, para proteger su información y obtener otras. La pelota de la vez es el biochip, tecnología capaz de ofrecer grandes ventajas a la empresa que de él se apoder. En este contexto, Bobby Newmark acaba entrando de gaiato en esa historia. Y a causa de eso, Bobby – el “Count Cero” – se convierte en una persona valiosa. Es cuando la caza comienza.

En 1988 nos brinda la última historia, que cierra la trilogía. “Mona Lisa Overdrive” ocurre ocho años después de los eventos de “Count Cero”. El libro está formado a partir de interconexiones diversas, y también posee personajes de obras anteriores (como Molly Millions, la mercenaria con dedos de navaja de Neuromancer). Una de las conexiones nos trae a Mona, una prostituta adolescente que tiene una similitud física bastante notable con la famosa superestrella de Simstim Angie Mitchell. Mona es contratada por individuos ocultos para un “trabajo”, que más tarde descubre ser parte de una conspiración para secuestrar a Angie. Otra conexión, se centra en una joven japonesa llamada Kumiko, hija de un jefe de Yakuza, enviada a Londres para permanecer en seguridad mientras su padre se involucra en una guerra de pandillas con demasiados líderes de la mafia. En Londres, ella está protegida por uno de los capataces de su padre, que es también un poderoso miembro de la mafia londinense. Ella conoce a Molly Millions (que cambió de aspecto y adoptó el nombre “Sally Shears” para ocultar su identidad de tereiros que la persiguen), que decide proteger a la joven chica. La tercera conexión sigue a un recluso artista llamado Slick Henry, que vive en un lugar llamado Fábrica; Una gran y envenenada amplitud desierta de fábricas y vertederos, tal vez en Nueva Jersey. Slick Henry es un ladrón de coches condenado. Como resultado de las repetidas blanqueamientos de cerebro que componen su castigo, pasa sus días creando grandes esculturas robóticas y, periódicamente, sufre de episodios de pérdida de memoria, retornando a la conciencia después con ningún recuerdo de lo que hizo durante el apagón. Él es contratado por un conocido para cuidar de un “Count” comatoso (Bobby Newmark que, a partir de la segunda novela, Count cero, se ligó a sí mismo en un cyber-disco duro de alta capacidad llamado Aleph). Un “aleph” teórico tendría la capacidad de memoria RAM suficiente, literalmente, para contener toda la realidad, suficiente para que una memoria del constructo de una persona pudiera contener también la personalidad del individuo y permitirle seguir aprendiendo, crecer y actuar De forma independiente.

El final de la trama sigue a Angela Mitchell, estrella de Simstim y personaje principal del libro Count Cero. Angie, gracias a las manipulaciones cerebrales realizadas por su padre cuando era niño, siempre tuvo la capacidad de acceder al ciberespacio directamente (sin utilizar un deck como interfaz), pero las drogas suministradas por su empresa de producción Sense / Net disminuyeron severamente esa capacidad.

¡Más! Muy bien. Genial. Gibson creó una “realidad” impresionante. El Sprawl que nombra la trilogía, también llamado a veces de BAMA, es una mega ciudad que abarca el área de Boston a Atlanta, incluyendo los territorios de Washington y Nueva York. La historia de los libros, sin embargo, no queda restringida a lo que conocemos como EEUU. La trama se expande a Tokio, Londres, Río de Janeiro, Nueva Delhi, Bruselas, París, Estambul, Malibu, Hamburgo, México, Panamá, pasando por estaciones espaciales y ciudades en órbita (cuidado con la SAE – Síndrome de Adaptación Espacial – Jet lag en gravedad cero, el malestar del viajero del futuro).

Aunque gran parte de la reputación de Gibson permanece asociada con Neuromancer, su trabajo continuó evolucionando. Después de la distópica trilogía Sprawl, Gibson se convirtió en un importante autor de otro subgénero de la ciencia ficción, el steampunk, con la novela de historia alternativa “The Difference Engine” (1990), escrita con Bruce Sterling. En la década de 1990, compuso la trilogía Bridge, que se concentró en observaciones sociológicas de un futuro próximo de ambientes urbanos y capitalismo tardío. Sus más recientes novelas, “Patrón de reconocimiento” (2003), “Spook Country” (2007) y “Zero History (2010) se definen en un mundo contemporáneo y lo colocaron por primera vez en las listas de corriente (cultura De la masa) de los más vendidos.

En los premios, Gibson es “figurita” fácil en varios grandes premios. Y en el caso de que no se conozca el nombre de la persona que se encuentra en la lista.

El legado de Gibson es la gran influencia que ha ejercido y ha ejercido. Ver tres obras de ciencia ficción influenciadas por William Gibson:

Bueno, espero que les haya gustado el post. En el blog y lee cuántos posts quieres. Y deje su comentario. Si lo prefiere, deje una sugerencia. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/Ficção_especulativa

pt.wikipedia.org/wiki/Cyberpunk

terra.com.br/noticias/tecnologia/internet/obra-que-inspirou-matrix-completa-25-anos,2ca8887dc5aea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

blog.estantevirtual.com.br/2017/03/17/william-gibson-o-profeta-noir-ciberespaco/

pt.wikipedia.org/wiki/William_Gibson

lounge.obviousmag.org/sandalias_magneticas/2012/07/a-trilogia-do-sprawl-de-william-gibson.html

pt.wikipedia.org/wiki/Lilly_e_Lana_Wachowski

pt.wikipedia.org/wiki/Neuromancer

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pt.wikipedia.org/wiki/Mona_Lisa_Overdrive

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project.cyberpunk.ru/lib/mona_lisa_overdrive/mona_lisa_overdrive_cover.gif

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en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_William_Gibson

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revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/03/entrevistamos-william-gibson-o-pai-do-ciberpunk.html

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