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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: O futuro nas linhas avassaladoras de PKD e Blade Runner.

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Quando Philip Kindred Dick escreveu e publicou “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?) em 1968, talvez não contasse com a projeção que sua obra tomou.  Falei um pouco sobre o livro e muito sobre o autor – PKD – no meu post de 27/09/2015 (há pouco mais de dois anos).  Mas, seria uma injustiça não explorar um pouco mais o livro que deu origem ao filme “Blade Runner” (no Brasil “Blade Runner – O Caçador de Androides”) exibido nos cinemas no ano de 1982.

Observação: Para os que quiserem rever o post, segue o link: jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

Vamos voltar aos androides e as ovelhas.  Vivendo em um mundo pós-apocalíptico de 2021 (1992 na primeira edição) – depois da “Guerra Mundial Final”, com a atmosfera do planeta coberta por poeira, o que acaba levando as Nações Unidas a encorajar emigrações em massa para colônias fora do mundo para preservar a integridade genética da humanidade, com o incentivo de androides pessoais gratuitos: serviçais robôs idênticos aos humanos – encontramos Rick Deckard, que é um policial do Departamento de Polícia de San Francisco, no início do século XXI, responsável por matar (eufemisticamente, “retirar”) os androides que escapam das colônias do mundo.

Deckard

O caçador recebe uma nova missão, que vai garantir dinheiro suficiente para comprar um animal vivo – para substituir sua ovelha elétrica, buscando uma maior realização existencial para ele e sua esposa deprimida.

Importante: Na Terra pós-apocalíptica, possuir animais vivos reais era um símbolo de status, por causa das extinções em massa e do impulso cultural para uma maior empatia que motivou uma religião baseada em tecnologia chamada “Mercerismo”. As pessoas pobres só podem pagar animais elétricos de aparência realista. O de Deckard, por exemplo, é uma ovelha robótica de face negra. O mercerismo usa “caixas de empatia” para vincular os usuários simultaneamente a uma realidade virtual coletiva do sofrimento comunal, centrada em um personagem semelhante a um mártir, Wilbur Mercer, que eternamente subiu uma colina enquanto estava sendo atingido por pedras acidentadas.

Science-fiction

A missão envolve caçar (“aposentar”) seis violentos androides Nexus-6 criados pela Associação “Rosen” e que fugiram de Marte para a Terra. Deckard visita a sede da “Rosen” em Seattle para confirmar a validade de um teste de empatia de perguntas e respostas: um método para identificar qualquer androide que se apresenta como humano. Deckard é saudado por Rachael Rosen, que rapidamente falha em seu teste. Rachael tenta subornar Deckard para manter o silêncio, mas ele verifica que ela é realmente um modelo Nexus-6 usado por Rosen para tentar desacreditar o teste.

O livro também contém menção passageira de “órgãos de humor de Penfield”, que preenchem o papel desempenhado por drogas que alteram a mente em outras histórias de Dick. A tecnologia pode induzir qualquer humor desejado nas pessoas próximas, como “uma atitude de negócio otimista” ou “o desejo de assistir a televisão, não importa o que esteja acontecendo”. Uma passagem ligeiramente irônica no capítulo de abertura tem Deckard e sua esposa, Iran, discutindo quais configurações usar para começar o dia. Ela anuncia que programou seis horas de “desespero existencial” para mais tarde, para lidar com sua solidão em um prédio de apartamentos quase deserto.  E… Bem, chega de spoilers.

O cenário de “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?” é seco, um mundo tomado pela poeira radioativa e pelo entulho, com as coisas criadas pelo homem assumindo o espaço deixado pela humanidade, que fugira para as colônias espaciais.

A obra de Dick teve sequência com mais três publicações, todas escritas por Kevin Wayne Jeter, mais conhecido como K. W. Jeter, um conhecido escritor americano.  São elas: Blade Runner 2: The Edge of Human (publicado em 1995); Blade Runner 3: Replicant Night (publicado em 1996); Blade Runner 4: Eye and Talon (publicado em 2000).

A relação de P.K. Dick com a adaptação de “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”, porém, nem sempre fora otimista.  Em 1970, passados dois anos da publicação do livro, o produtor Herb Jaffe comprou os direitos para o cinema e foi ameaçado pelo escritor ao mostrar o roteiro criado por seu filho Robert: “Devo bater em você aqui no aeroporto ou no meu apartamento?”. Anos depois, em 1977, o produtor Michael Deeley se interessou pela versão de Hampton Fancher para o livro, dando início a odisseia que resultou no filme lançado por Ridley Scott em 25 de junho de 1982.

No final, Dick redige uma empolgada carta à produtora de Blade Runner.  Nela,  Dick disse que via a sua vida e seu trabalho criativo justificados e completados pelo filme. A realidade não chega a ser bem assim, mas a adaptação levou o nome de Philip K. Dick a outro público e abriu caminho para o seu futuro filosófico no cinema, criando clássicos como “O Vingador do Futuro” (1990) e “Minority Report” (2002).

Observação: P.K. Dick morreu em 2 de março de 1982 depois de sofrer um acidente vascular cerebral e nunca chegou a ver o filme completo.

Agora, outubro de 2017 nos trouxe “Blade runner 2049”.  Todas as críticas são extremamente positivas ao novo filme.  Talvez a melhor seja a do “The Guardian”: É um espetáculo narcótico de vastidão misteriosa e impiedosa, por sua vez satírica, trágica e romântica.  O novo BR foi dirigido por Denis Villeneuve e produzido por Ridley Scott.  O longa traz Harrison Ford novamente ao papel de Rick Deckard, contracenando com Ryan Gosling.

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Ryan Gosling é o Officer K, um Blade Runner a serviço da Polícia de Los Angeles encarregado de caçar e exterminar replicantes sem tempo de vida pré-determinado, frutos de uma tiragem mais recente que a de Roy Batty e os outros humanos bio-projetados vistos no filme original. Quando não está trabalhando, K está em sua casa, interagindo com um programa de realidade virtual chamado Joi. Fica logo claro que este é um homem focado, de poucas palavras, gestos e sorrisos, mas que guarda um tipo de nobreza, esperança e romantismo que o fazem diferente.

Diferente porque o mundo de Blade Runner 2049 é um lugar frio, distante, cruel. Tão ou mais que o do filme original. Pouca coisa mudou, mas muita coisa aconteceu nos 30 anos que separam uma trama da outra mas, em resumo, é o seguinte: com um atentado organizado por replicantes e uma consequente proibição aos ditos, as indústrias Tyrell foram varridas do mapa. Isso fez com que o que restou do mundo mergulhasse numa grave crise econômica, até que Niander Wallace começou a produzir comida bio-projetada. Começando a sentir o gosto do poder, Niander decidiu esticar a produção para novos replicantes, de vida virtualmente ilimitada, mais força física e muito menos livre arbítrio – passando por cima da proibição e, assim, começando a realmente ditar as regras do jogo.  Os caminhos de K e Wallace enfim se cruzam quando o Blade Runner da LAPD descobre uma caixa, e…. Vamos parar! Assim o filme perde a graça.

O livro de Dick e o filme de Scott incentivaram um novo movimento literário, o cyberpunk, cujo ideólogo, William Gibson, sinalizava seu fundacional Neuromante pouco antes da estreia dessa produção, que deixou de ser um fracasso de bilheteria para adquirir status de culto.  E, também, afetaram a maneira como as pessoas se vestiam, o modo de decorar os lugares noturnos. Os arquitetos começaram a projetar edifícios de escritórios como os do filme.  Enfim, o futuro.

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Com 44 romances e 121 contos, o trabalho de Philip K. Dick já inspirou 12 longas-metragem.  PKD nos deixou um grande legado na LitFan.  Neste ano, o filme “Blade Runner” faz 35 anos desde a sua primeira exibição e no próximo ano, o livro de Dick completa 50 anos de publicação.  Não é necessário falar mais nada.  Vamos encerrar com a frase dita pelo androide Roy Batty, interpretado pelo ator Rutger Hauer.  Até!

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Jota Cortizo

Versión española: El futuro en las líneas avasalladoras de PKD y Blade Runner.

¿Cuándo Philip Kindred Dick escribió y publicó “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (Androides Sueñan con Ovejas Eléctricas?) En 1968, tal vez no contara con la proyección que su obra tomó. He hablado un poco sobre el libro y mucho sobre el autor – PKD – en mi post de 27/09/2015 (hace poco más de dos años). Pero, sería una injusticia no explotar un poco más el libro que dio origen a la película “Blade Runner” (en Brasil “Blade Runner – El Cazador de Androides”) exhibido en los cines en el año 1982.

Nota: Para los que quieran revisar el post, sigue el enlace:

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

Vamos a volver a los androides y las ovejas. Vivir en un mundo post-apocalíptico de 2021 (1992 en la primera edición) – después de la “guerra mundial final”, con la atmósfera del planeta cubierta por polvo, lo que acaba llevando a las Naciones Unidas a alentar emigraciones masivas a colonias fuera del mundo para preservar la integridad genética de la humanidad, con el incentivo de androides personales gratuitos: sirvientes robots idénticos a los humanos – encontramos a Rick Deckard, que es un policía del Departamento de Policía de San Francisco, a principios del siglo XXI, responsable de matar (eufemísticamente, “retirar”) los androides que escapan de las colonias del mundo.

El cazador recibe una nueva misión, que va a garantizar suficiente dinero para comprar un animal vivo – para sustituir su oveja eléctrica, buscando una mayor realización existencial para él y su esposa deprimida.

Importante: En la tierra post apocalíptica, poseer animales vivos reales era un símbolo de status, a causa de las extinciones masivas y del impulso cultural hacia una mayor empatía que motivó una religión basada en tecnología llamada “Mercerismo”. Las personas pobres sólo pueden pagar animales eléctricos de apariencia realista. El de Deckard, por ejemplo, es una oveja robótica de cara negra. El mercerismo utiliza “cajas de empatía” para vincular a los usuarios simultáneamente a una realidad virtual colectiva del sufrimiento comunal, centrada en un personaje semejante a un mártir, Wilbur Mercer, que eternamente subió una colina mientras estaba siendo golpeado por piedras accidentadas.

La misión involucra cazar (“jubilarse”) seis violentos androides Nexus-6 creados por la Asociación Rosen y que huyeron de Marte a la Tierra. Deckard visita la sede de Rosen en Seattle para confirmar la validez de una prueba de empatía de preguntas y respuestas: un método para identificar cualquier androide que se presenta como humano. Deckard es saludado por Rachael Rosen, que rápidamente falla en su prueba. Rachael intenta sobornar a Deckard para mantener el silencio, pero él verifica que es realmente un modelo Nexus-6 usado por Rosen para intentar desacreditar la prueba.

El libro también contiene mención pasajera de “órganos de humor de Penfield”, que llenan el papel desempeñado por las drogas que alteran la mente en otras historias de Dick. La tecnología puede inducir cualquier humor deseado en las personas cercanas, como “una actitud de negocio optimista” o “el deseo de ver la televisión, no importa lo que esté pasando”. Un paso ligeramente irónico en el capítulo de apertura tiene Deckard y su esposa, Irán, discutiendo qué configuraciones utilizar para comenzar el día. Ella anuncia que programó seis horas de “desesperación existencial” para más tarde, para lidiar con su soledad en un edificio de apartamentos casi desierto. Y … Bueno, llega de spoilers.

El escenario de “Androides Sueña con Ovejas Eléctricas” es seco, un mundo tomado por el polvo radiactivo y el escombro, con las cosas creadas por el hombre asumiendo el espacio dejado por la humanidad, que huyó a las colonias espaciales.

La obra de Dick tuvo secuencia con otras tres publicaciones, escritas por Kevin Wayne Jeter, más conocido como K. W. Jeter, un conocido escritor estadounidense. En el caso de que se trate de una película, Blade Runner 3: Replicant Night (publicado en 1996); Blade Runner 4: Eye and Talon (publicado en 2000).

La relación de P.K. Dick con la adaptación de “Androides Sueñan con Ovejas Eléctricas?”, Sin embargo, no siempre era optimista. En 1970, después de dos años de la publicación del libro, el productor Herb Jaffe compró los derechos para el cine y fue amenazado por el escritor al mostrar el guión creado por su hijo Robert: “¿Debo golpearle aquí en el aeropuerto o en mi apartamento?” . Años después, en 1977, el productor Michael Deeley se interesó por la versión de Hampton Fancher para el libro, dando inicio a la odisea que resultó en la película lanzada por Ridley Scott el 25 de junio de 1982.

Al final, Dick redacta una emocionante carta a la productora de Blade Runner. En ella, Dick dijo que veía su vida y su trabajo creativo justificados y completados por la película. La realidad no llega a ser así, pero la adaptación llevó el nombre de Philip K. Dick a otro público y abrió el camino a su futuro filosófico en el cine, creando clásicos como “El Vengador del futuro” (1990) y “Minority Report “(2002).

Nota: P.K. Dick murió el 2 de marzo de 1982 después de sufrir un accidente cerebrovascular y nunca llegó a ver la película completa.

Ahora, octubre de 2017 nos trajo “Blade runner 2049”. Todas las críticas son extremadamente positivas a la nueva película. Tal vez la mejor sea la del “The Guardian”: Es un espectáculo narcótico de vasteda misteriosa y despiadada, a su vez satírica, trágica y romántica. El nuevo BR fue dirigido por Denis Villeneuve y producido por Ridley Scott. El largometraje trae a Harrison Ford nuevamente al papel de Rick Deckard, junto a Ryan Gosling.

Ryan Gosling es el Oficial K, un Blade Runner al servicio de la Policía de Los Ángeles encargado de cazar y exterminar replicantes sin tiempo de vida predeterminado, frutos de una tirada más reciente que la de Roy Batty y los otros humanos bio-proyectados vistos en la película original. Cuando no está trabajando, K está en su casa, interactuando con un programa de realidad virtual llamado Joi. Es claro que este es un hombre enfocado, de pocas palabras, gestos y sonrisas, pero que guarda un tipo de nobleza, esperanza y romanticismo que lo hacen diferente.

Diferente porque el mundo de Blade Runner 2049 es un lugar frío, distante, cruel. Tan o más que el de la película original. Poco ha cambiado, pero muchas cosas suceden en los 30 años que separan una trama de la otra, pero, en resumen, es lo siguiente: con un atentado organizado por replicantes y una consiguiente prohibición a los dichos, las industrias Tyrell fueron barridas del mapa. Esto hizo que lo que quedaba del mundo se sumergía en una grave crisis económica, hasta que Niander Wallace comenzó a producir alimentos bio-proyectados. Comenzando a sentir el gusto del poder, Niander decidió estirar la producción para nuevos replicantes, de vida virtualmente ilimitada, más fuerza física y mucho menos libre albedrío – pasando por encima de la prohibición y, así, comenzando a realmente dictar las reglas del juego. Los caminos de K y Wallace finalmente se cruzan cuando el Blade Runner de la LAPD descubre una caja, y …. ¡Vamos a parar! Así la película pierde la gracia.

El libro de Dick y la película de Scott incentivaron un nuevo movimiento literario, el cyberpunk, cuyo ideólogo, William Gibson, señalaba su fundacional Neuromante poco antes del estreno de esa producción, que dejó de ser un fracaso de taquilla para adquirir status de culto. Y, también, afectaron la manera en que la gente se vestía, el modo de decorar los lugares nocturnos. Los arquitectos comenzaron a diseñar edificios de oficinas como los de la película. En fin, el futuro.

Con 44 romances y 121 cuentos, el trabajo de Philip K. Dick ya inspiró 12 largometrajes. PKD nos dejó un gran legado en LitFan. En este año, la película “Blade Runner” hace 35 años desde su primera exhibición y el próximo año, el libro de Dick completa 50 años de publicación. No es necesario hablar más. Vamos a terminar con la frase dictada por el androide Roy Batty, interpretado por el actor Rutger Hauer. ¡Hasta!

¿Te gustó el post? Aprovecha el blog y lee la cantidad de mensajes que desea. Y deja tu comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, dejar una sugerencia. Nos veremos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/Do_Androids_Dream_of_Electric_Sheep%3F

omelete.uol.com.br/filmes/artigo/androides-sonham-com-ovelhas-eletricas-conheca-o-livro-que-deu-origem-blade-runner/

observatoriodocinema.bol.uol.com.br/listas/2017/10/as-maiores-curiosidade-sobre-blade-runner-que-voce-nao-sabia

upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ee/DoAndroidsDream.png

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pt.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick

oglobo.globo.com/cultura/filmes/blade-runner-2049-veja-que-critica-vem-dizendo-sobre-filme-21887832

judao.com.br/blade-runner-2049-resenha/

jovemnerd.com.br/wp-content/uploads/2016/12/blade-runner-2049-poster.jpg

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