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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: A Eternidade do eterno Issac Asimov.

Sem uma data correta, mas com uma grande possibilidade, estaremos comemorando 98 anos do nascimento do gênio da LitFan, Issac Asimov.  Foi um mestre da futurologia e que nos deixou um grande legado.  O PHANTASTICUS já escreveu sobre o mestre e o principal post foi em 13/02/2015.  Nele, exploramos a obra “I, Robot” (Eu, Robô) publicada 2 de Dezembro de 1950.  A principal referência na obra foi a abordagem de Asimov com relação a criação das “Três leis da Robótica” – lembrando que corria o ano de 1950.  Muito em função deste livro, Asimov é tido como o homem que introduziu o termo robótica em nosso dia a dia.

Tríade

Ele compunha a “Tríade da Ficção Científica”: Asimov junto com Robert A. Heinlein (Stranger in a Strange Land) e Arthur C. Clarke 2001: (A Space Odyssey [2001 – Uma Odisseia no Espaço]).

Se quiser dar mais uma “lidinha” no post segue o link.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/13/isaac-asimov-o-visionario-e-um-exercicio-de-futurologia-litfan/

Mas, desta vez, vamos falar de outra grande obra do autor russo.  “The End of Eternity” (O Fim da Eternidade) e que foi publicada em 1955.  O livro aborda o problema dos paradoxos temporais de uma forma muito original.

A ideia surgiu quando Asimov folheava uma cópia da edição de 28 de março de 1932 da revista “Time” e ele viu o que parecia ser à primeira vista o desenho de uma nuvem de cogumelo típica de uma explosão nuclear. Uma olhada melhor lhe assegurou que era apenas o desenho do gêiser “Old Faithful”, que fica localizado no Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming, nos Estados Unidos. Porém, ele começou a pesar a questão de quais seriam as implicações caso realmente houvesse sido o desenho de um cogumelo atômico numa revista de 1932, e daí …. surgiu “O Fim da Eternidade”.

SINOPSE: “Andrew Harlan é um Eterno: membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho.  Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo: o amor. Agora ele terá de arriscar tudo – não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.”

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A “Eternidade” do título do livro é uma organização que existe fora do tempo. Ela se compõe de, na maioria, homens chamados “Eternos” (vale ressaltar que não passa de um título, e que eles não são de fato imortais) que são recrutados de diferentes eras da história humana, a começar pelo século XXVII. Os “Eternos” são capazes de viajar “aoravante” e “aoutrora” (compare: acima e abaixo; doravante e outrora) através da “Eternidade” e entrar no mundo de tempo convencional em quase qualquer lugar e hora que quiserem, exceto uma seção do futuro distante na qual eles não conseguem entrar. Coletivamente, eles formam um exército de guardiões platónicos que executam ações calculadas e planejadas com extremo cuidado, chamadas “Mudanças de Realidade”, sobre o mundo convencional a fim de minimizar o sofrimento humano ao longo da História toda. Eles executam suas operações sob o disfarce de comerciar produtos diversos entre os vários séculos (exemplo, madeira para séculos que já desmataram todas as suas florestas).

Um dos pontos importantes é a misteriosa força que impede os “Eternos” de adentrar o mundo convencional entre os séculos LXX (70) e CL (150), chamados de Séculos Ocultos. Vamos começar a entender, a partir do momento que se descobre que Twissell (chefe de Harlan) é de “um século na faixa do XXX”, mas mesmo num futuro tão distante o corpo, a sociedade e a tecnologia do homem parecem não ter avançado um passo.

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No livro, encontramos alguns exemplos de paradoxo temporal*: quando Harlan encontra a si mesmo (paradoxo da duplicação); quando a “Eternidade” envia Cooper ao passado, para que Cooper crie a “Eternidade”, para que a “Eternidade” envie Cooper ao passado, para que Cooper crie a… (paradoxo do ovo e da galinha); e quando Harlan viaja no tempo para destruir a viagem no tempo (paradoxo do avô).

*Observação: Em ficção científica, o paradoxo temporal é um fenômeno derivado das viagens no tempo para o passado. Quando o viajante do tempo vai para o passado, sua presença perturbadora, na maioria das vezes, gera resultados logicamente impossíveis, ou seja, um paradoxo.  Um clássico exemplo é o paradoxo da causa e efeito: se o viajante altera algum evento passado com o objetivo de mudar o futuro, assim que o fizesse deixaria de existir o motivo original e consequentemente a própria viagem. O motivo da viagem é a sua causa, se ele desaparecer, a viagem, que é seu efeito, também desaparece. Os autores de ficção buscam resolver os paradoxos admitindo a coexistência de universos paralelos possibilitando que as alterações nos fatos passados possam gerar futuros alternativos.

E falando em futuro, nosso autor previu em suas linhas algumas das inovações que nos acostumamos hoje.  Seus livros eram “recheados” de adventos tecnológicos.  E, mesmo que algumas das suas tecnologias futurísticas nunca tenham chegado ao público, como a casa submarina e o carro voador, ao olhar mais de perto as previsões de Asimov, percebemos que sua “bola de cristal” era bastante precisa.  Assim ele via o ano de 2014 (isto em 1964):

“As comunicações serão audiovisuais e uma pessoa poderá não só escutar, mas também ver a pessoa que a telefona.”. A primeira chamada de vídeo transcontinental foi feita em 20 de abril de 1964 usando uma tecnologia desenvolvida pela empresa Bell Systems (que depois se converteria nos Laboratórios Bell). Isso pode ter inspirado a Asimov.

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Asimov também esteve perto de prever o que hoje é um componente crucial da vida moderna: os “minicomputadores”, também conhecidos como smartphones, que ele pensou que serviriam como “cérebros” para os robôs.  Qualquer pessoa que tenha tentado conhecer uma cidade estrangeira sem um mapa digital pode se perguntar se Asimov não quis dizer cérebros “humanos”.

“Os móveis de cozinha prepararão refeições, esquentarão água e a transformarão em café.”.  As máquinas de café automáticas realmente existem.  As previsões de Asimov de que leveduras e algas seriam processadas para simular diversos sabores, como “peru falso” ou “pseudobife”, se concretizaram quando em 2013, os cientistas anunciaram o primeiro hambúrguer feito em laboratório.

“Haverá um grande esforço para projetar veículos com cérebros robóticos.”.  Sem dúvida, esse veículo com cérebro robótico pode ser o automóvel que se dirige sozinho (os carros autônomos criados pelo Google).  E muito mais.

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Vamos nos despedindo com uma das frases de Asimov: “Nunca deixe seu senso moral impedir você de fazer o que é certo!”.  Te encontro no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: La Eternidad del eterno Isaac Asimov.

Sin una fecha correcta, pero con una gran posibilidad, estaremos conmemorando 98 años del nacimiento del genio de LitFan, Issac Asimov. Fue un maestro de la futurología y que nos dejó un gran legado. El PHANTASTICUS ya escribió sobre el maestro y el principal post fue el 13/02/2015. En él, exploramos la obra “I, Robot” (Yo, Robot) publicada el 2 de diciembre de 1950. La principal referencia en la obra fue el enfoque de Asimov con relación a la creación de las “Tres leyes de la Robótica” – recordando que corría el año 1950. Mucho en función de este libro, Asimov se considera como el hombre que introdujo el término robótico en nuestro día a día. En el caso de que se trate de una película de ciencia ficción, la película se estrenará en el mes de mayo.

Si quieres dar una “más” en el post sigue el enlace.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/13/isaac-asimov-o-visionario-e-um-exercicio-de-futurologia-litfan/

Pero, esta vez, vamos a hablar de otra gran obra del autor ruso. “El fin de la eternidad” y que fue publicada en 1955. El libro aborda el problema de las paradojas temporales de una forma muy original. La idea surgió cuando Asimov hojeaba una copia de la edición del 28 de marzo de 1932 de la revista Time y vio lo que parecía ser a primera vista el diseño de una nube de seta típica de una explosión nuclear. Una mirada mejor le aseguró que era sólo el diseño del géiser “Old Faithful”, que se encuentra en el Parque Nacional de Yellowstone, en Wyoming, en Estados Unidos. Pero él empezó a pesar la cuestión de cuáles serían las implicaciones si realmente hubiera sido el diseño de un hongo atómico en una revista de 1932, y de ahí … surgió “El Fin de la Eternidad”.

“Andrew Harlan es un Eterno: miembro de una organización que monitorea y controla el Tiempo. Un Técnico leído diariamente con el destino de miles de millones de personas en todo el mundo: su función es iniciar Cambios de Realidad, o sea, alterar el curso de la Historia. Acondicionado por un entrenamiento riguroso y por una rígida autodisciplina, Harlan aprendió a dejar las emociones a un lado a la hora de hacer su trabajo. Todo va bien hasta el día en que conoce a la atractiva Noÿs Lambent, una mujer que sacude sus estructuras y hace que pase a revisar sus conceptos, en nombre de algo tan antiguo como el propio tiempo: el amor. Ahora él tendrá que arriesgar todo – no sólo su empleo, sino su vida, la de Noÿs e incluso el curso de la Historia.

La “Eternidad” del título del libro es una organización que existe fuera del tiempo. Ella se compone de, en la mayoría, hombres llamados “Eternos” (vale resaltar que no pasa de un título, y que ellos no son de hecho inmortales) que son reclutados de diferentes eras de la historia humana, empezando por el siglo XXVII. Los “Eternos” son capaces de viajar “aorvante” y “aouvora” (compare: arriba y abajo, en adelante y otrora) a través de la “Eternidad” y entrar en el mundo de tiempo convencional en casi cualquier lugar y hora que quieran, excepto una sección del futuro lejano en el que no pueden entrar. Colectivamente, ellos forman un ejército de guardianes platónicos que realizan acciones calculadas y planificadas con extremo cuidado, llamadas “Cambios de Realidad”, sobre el mundo convencional a fin de minimizar el sufrimiento humano a lo largo de toda la historia. Ellos ejecutan sus operaciones bajo el disfraz de comerciar diversos productos entre los varios siglos (ejemplo, madera para siglos que ya deforestaron todos sus bosques).

Uno de los puntos importantes es la misteriosa fuerza que impide a los “Eternos” de adentrar el mundo convencional entre los siglos LXX (70) y CL (150), llamados Siglos Ocultos. “Vamos a empezar a entender, a partir del momento en que se descubre que Twissell (jefe de Harlan) es de” un siglo en la franja del XXX “, pero incluso en un futuro tan lejano el cuerpo, la sociedad y la tecnología del hombre parecen no haber avanzado un paso.

En el libro, encontramos algunos ejemplos de paradoja temporal: cuando Harlan se encuentra a sí mismo (paradoja de la duplicación); cuando la “Eternidad” envía a Cooper al pasado, para que Cooper cree la “Eternidad”, para que la “Eternidad” envíe a Cooper al pasado, para que Cooper cree la … (paradoja del huevo y de la gallina); y cuando Harlan viaja en el tiempo para destruir el viaje en el tiempo (paradoja del abuelo).

* Nota: En la ciencia ficción, la paradoja temporal es un fenómeno derivado de los viajes en el tiempo para el pasado. Cuando el viajero del tiempo va al pasado, su presencia perturbadora, la mayoría de las veces, genera resultados lógicamente imposibles, o sea, una paradoja. Un clásico ejemplo es la paradoja de la causa y efecto: si el viajero cambia algún acontecimiento pasado con el objetivo de cambiar el futuro, tan pronto como lo hiciera dejaría de existir el motivo original y consecuentemente el propio viaje. El motivo del viaje es su causa, si desaparece, el viaje, que es su efecto, también desaparece. Los autores de ficción buscan resolver las paradojas admitiendo la coexistencia de universos paralelos posibilitando que las alteraciones en los hechos pasados ​​puedan generar futuros alternativos.

Y hablando en futuro, nuestro autor previó en sus líneas algunas de las innovaciones que nos acostumbramos hoy. Sus libros eran “rellenos” de advenimiento tecnológico. Y, aunque algunas de sus tecnologías futurísticas nunca llegar al público, como la casa submarina y el coche volador, al mirar más de cerca las previsiones de Asimov, percibimos que su “bola de cristal” era bastante precisa. Así que él veía el año 2014 (esto en 1964):

“Las comunicaciones serán audiovisuales y una persona podrá no sólo escuchar, sino también ver a la persona que la llama.”. La primera llamada de vídeo transcontinental fue hecha el 20 de abril de 1964 usando una tecnología desarrollada por la empresa Bell Systems (que luego se convertiría en los Laboratorios Bell). Esto puede haber inspirado a Asimov.

Asimov también estuvo cerca de prever lo que hoy es un componente crucial de la vida moderna: los “minicomputadores”, también conocidos como smartphones, que él pensó que servirían como “cerebros” para los robots. Cualquier persona que haya intentado conocer una ciudad extranjera sin un mapa digital puede preguntarse si Asimov no quiso decir cerebros “humanos”. “Los muebles de cocina prepararán comidas, calentarán agua y la transformarán en café.”. Las máquinas de café automáticas realmente existen. Las previsiones de Asimov de que las levaduras y algas serían procesadas para simular diversos sabores, como “pavo falso” o “pseudobife”, se concretizaron cuando en 2013 los científicos anunciaron la primera hamburguesa hecha en laboratorio. “Habrá un gran esfuerzo para proyectar vehículos con cerebros robóticos.” Sin duda, ese vehículo con cerebro robótico puede ser el automóvil que se dirige solo (los autos autónomos creados por Google). Es mucho más.”

Vamos a despedirnos con una de las frases de Asimov: “¡Nunca dejes que tu sentido moral te impone hacer lo que es correcto!”. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/The_End_of_Eternity

blog.estantevirtual.com.br/2016/04/06/seis-livros-isaac-asimov-2/

planocritico.com/wp-content/uploads/2015/10/paradoxo-lista-plano-critico-600×400.jpg

livrismos.wordpress.com/2013/07/11/fim-da-eternidade-asimov/

pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_temporal

sfreviews.com/graphics/Isaac%20Asimov_1955_The%20End%20Of%20Eternity.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov

geekculture.com/nitrozacpaintings/images/NP00343536GCBlog.jpg

storage0.dms.mpinteractiv.ro/media/1/186/15786/11283719/1/asimov.jpg?height=400

pt.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein

livingwithmyancestors.files.wordpress.com/2013/06/007-2.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_C._Clarke

gazetadopovo.com.br/caderno-g/o-legado-de-asimov-bqwpg9n3iaw9we25b9mioxaha

bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140422_isaac_asimov_previsoes_rb

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