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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: O Horror absoluto dos Livros de Sangue.

Você já escutou falar ou – melhor – já leu os “Livros de Sangue” (no original “Books of Blood”)?

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Um clássico dos anos 80, que elevou seu autor ao pódio dos “mestres do terror”.  Existem seis livros no total, cada um tem como subtítulo simplesmente “Volume 1” e segue até o “Volume 6”, e posteriormente foi republicado em duas edições omnibus (na tradução literal, seria tudo, mas aqui o sentido seria um “consolidado dos volumes – tal qual nos mangás) contendo três volumes em cada livro. Cada volume contém quatro ou cinco histórias.

O autor deste (e de muitos outros) livros é originário da cidade inglesa de Liverpool e além de escritor é cineasta, roteirista, ator, produtor de cinema, artista plástico e dramaturgo.  Hoje vive nos EUA há quase trinta anos. Nasceu em 1952, filho de um escriturário e de uma pintora e assistente social. Vale ressaltar que sua mãe, também, tinha muito talento para contar histórias, o que o marcou profundamente desde os primeiros anos de vida.  Estamos falando de …. Clive Barker.

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Barker publicou os livros de sangue entre 1984 e 1985. Com a publicação do primeiro volume, o escritor tornou-se uma sensação da noite para o dia e foi saudado por Stephen King como “o futuro do horror”.  O livro ganhou o “British and World Fantasy Awards”.  O trabalho de Barker, mistura as histórias de terror e horror (para quem estranha, vejam a diferença – TERROR: qualidade do que é terrível , estado de pavor, pessoa ou coisa que amedronta, aterroriza. HORROR: forte impressão de repulsa ou desagrado, acompanhada ou não de arrepio, gerada pela percepção, intuição, lembrança de algo horrendo, ameaçador, repugnante; pavor) com temas de fantasia. As histórias implacavelmente sombrias acontecem invariavelmente em um ambiente contemporâneo, geralmente com pessoas comuns que se envolvem em eventos aterrorizantes ou misteriosos. Barker afirmou em “Faces of Fear” que uma inspiração para “Books of Blood” foi quando ele leu “Dark Forces” (Histórias de suspense e horror sobrenatural: é uma antologia de 23 histórias de terror originais, publicada pela primeira vez pela “The Viking Press” em 1980. Ganhou o prêmio “World Fantasy” pela melhor antologia /coleção em 1981) no início da década de 1980 e percebeu que uma coleção de história de terror não precisa ter nenhum tema estreito, tom ou restrições consistentes. As histórias podem variar do humorístico para o verdadeiramente horrível.

“Books of Blood” pode, em algumas edições, ter a capa de cada livro ilustrada pelo próprio Clive Barker.

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A espinha dorsal da série é uma pesquisadora psíquica, Mary Florescu, que contrata um médium charlatão chamado Simon Mcneal para investigar uma casa supostamente assombrada. Sozinho em um quarto no segundo andar, Mcneal inicialmente fingia ter visões. Mas, então fantasmas realmente vêm ate ele. O atacam e escrevem palavras em sua carne, e essas palavras, afirma o narrador, contam o resto das historias, historias escritas em um livro de sangue vivo literalmente. Este prólogo, juntamente com a historia final “On Jerusalem street” do Volume Seis, foi adaptado para o filme “Book of Blood” (Livro de sangue).  Escrito e dirigido por John Harrison, protagonizado por Jonas Armstrong  e Sophie Ward e que foi para as telonas em 2009.

Voltando ao autor, dois fatos o influenciaram durante a infância. Um deles foi a boarding house (uma espécie de pensão) que os pais mantinham para complementar a renda: muitos dos hóspedes eram atores de teatro, e o convívio com eles animou o interesse pelos palcos no pequeno Clive, que futuramente também se tornaria dramaturgo.  O outro fato foi o testemunho de uma tragédia. Quando tinha cerca de três anos, Barker foi com os pais a uma festa na cidade, durante a qual assistiu a um homem saltar de um avião portando asas improvisadas. Tratava-se de Léo Valentin, famoso paraquedista da época. Mas uma das asas quebrou-se e o “birdman” projetou-se com tudo rumo ao chão. Forçado a olhar para o lado no momento do choque, o menino passou a desenvolver um fascínio por imagens mórbidas, “proibidas”.  Essa atração só fez crescer quando, no início da adolescência, Barker travou contato com a literatura de horror. Contato intenso, por sinal, já que era ávido leitor de Edgar Allan Poe. O conto “Novos Assassinatos na Rua Morgue” (publicado em 1985), que está no segundo volume dos Livros de Sangue, dá a medida da influência exercida pelo autor americano.

Barker explora temáticas diferentes e convida o leitor a gravitar entre o sublime e o ofensivo, entre o irresistível e o medonho.  Nos Livros de Sangue, observamos uma operação que se tornaria marca do autor: o uso de seduções das mais diversas naturezas (muitas vezes sexuais) como isca, enquanto a toda a temática dos horrores permanece oculta, até surgir absoluta e com força sobre os personagens e os leitores.

Barker escreveu dezenas de livros e dirigiu, escreveu e produziu cerca de vinte filmes.  Um gênio da LitFan.

Terminamos com a frase do grande mestre do Horror – Stephen King.

“I have seen the future of Horror Fiction, and his name is … (Eu vi o futuro do Horror… E seu nome é) Clive Barker”.

Então, gostou do post? Faça uma visita ao blog e leia quantos posts você quiser.  Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: El horror absoluto de los Libros de Sangre.

¿ ¿Has escuchado hablar o – mejor – has leído los “Libros de Sangre” (en el original “Books of Blood”)?

Un clásico de los años 80, que elevó a su autor al podio de los “maestros del terror”. Hay seis libros en total, cada uno tiene como subtítulo simplemente “Volumen 1” y sigue hasta el “Volumen 6”, y posteriormente fue republicado en dos ediciones omnibus (en la traducción literal, sería todo, pero aquí el sentido sería un “consolidado de los” volúmenes – tal cual en los mangas) conteniendo tres volúmenes en cada libro. Cada volumen contiene cuatro o cinco historias.

El autor de este (y de muchos otros) libros es originario de la ciudad inglesa de Liverpool y además de escritor es cineasta, guionista, actor, productor de cine, artista plástico y dramaturgo. Hoy vive en Estados Unidos hace casi treinta años. Nació en 1952, hijo de un escriturario y de una pintora y asistente social. Es importante resaltar que su madre, también, tenía mucho talento para contar historias, lo que lo marcó profundamente desde los primeros años de vida. Estamos hablando de …. Clive Barker.

Barker publicó los libros de sangre entre 1984 y 1985. Con la publicación del primer volumen, el escritor se convirtió en una sensación de la noche a la mañana y fue saludado por Stephen King como “el futuro del horror”. El libro ganó los “British and World Fantasy Awards”. El trabajo de Barker, mezcla las historias de terror y horror (para quien extraña, vean la diferencia – TERROR: calidad de lo que es terrible, estado de pavor, persona o cosa que amedrenta, aterroriza HORROR: fuerte impresión de repulsa o desagrado, que es una de las más grandes de la historia de la humanidad. Las historias implacablemente sombrías ocurren invariablemente en un ambiente contemporáneo, generalmente con personas comunes que se involucra en eventos aterrorizantes o misteriosos. Barker afirmó en “Faces of Fear” que una inspiración para “Books of Blood” fue cuando leyó “Dark Forces” (Historias de suspenso y horror sobrenatural: es una antología de 23 historias de terror originales, publicada por primera vez por “The” “Viking Press” en 1980. Ganó el premio “World Fantasy” por la mejor antología / colección en 1981) a principios de la década de 1980 y percibió que una colección de historia de terror no necesita tener ningún tema estrecho, tono o restricciones consistentes. Las historias pueden variar del humorístico a lo verdaderamente horrible.

“Books of Blood” puede, en algunas ediciones, tener la portada de cada libro ilustrado por el propio Clive Barker.

La espina dorsal de la serie es una investigadora psíquica, Mary Florescu, que contrata a un médium charlatán llamado Simon Mcneal para investigar una casa supuestamente embrujada. Sólo en una habitación en el segundo piso, Mcneal inicialmente fingía tener visiones. Pero entonces los fantasmas realmente vienen a él. Lo atacan y escriben palabras en su carne, y esas palabras, afirma el narrador, cuentan el resto de las historias, historias escritas en un libro de sangre vivo literalmente. Este prólogo, junto con la historia final “On Jerusalem street” del Volumen Seis, fue adaptado para la película “Book of Blood” (Libro de sangre). Escrito y dirigido por John Harrison, protagonizado por Jonas Armstrong y Sophie Ward y que fue a las pantallas en 2009.

Volviendo al autor, dos hechos lo influenciaron durante la infancia. Una de ellas fue la boarding house (una especie de pensión) que los padres mantenían para complementar la renta: muchos de los huéspedes eran actores de teatro, y la convivencia con ellos animó el interés por los escenarios en el pequeño Clive, que en el futuro también se convertiría en dramaturgo. El otro hecho fue el testimonio de una tragedia. Cuando tenía cerca de tres años, Barker fue con los padres a una fiesta en la ciudad, durante la cual asistió a un hombre saltar de un avión portando alas improvisadas. Se trataba de Léo Valentín, famoso paracaidista de la época. Pero una de las alas se rompió y el “birdman” se proyectó con todo hacia el suelo. Forzado a mirar hacia el lado en el momento del choque, el niño pasó a desarrollar una fascinación por imágenes mórbidas, “prohibidas”. Esta atracción sólo hizo crecer cuando, al inicio de la adolescencia, Barker trabó contacto con la literatura de horror. Contacto intenso, por cierto, ya que era ávido lector de Edgar Allan Poe. El cuento “Nuevos Asesinatos en la Calle Morgue” (publicado en 1985), que está en el segundo volumen de los Libros de Sangre, da la medida de la influencia ejercida por el autor americano.

Barker explora temáticas diferentes e invita al lector a gravitar entre lo sublime y lo ofensivo, entre lo irresistible y lo horrible. En los Libros de Sangre, observamos una operación que se convertiría en el autor: el uso de seducciones de las más diversas naturalezas (a menudo sexuales) como cebo, mientras que toda la temática de los horrores permanece oculta, hasta que surge absoluta y con fuerza sobre los personajes y los lectores.

Barker escribió decenas de libros y dirigió, escribió y produjo cerca de veinte películas. Un genio de LitFan.

Terminamos con la frase del gran maestro del Horror – Stephen King. “He visto el futuro del horror, y su nombre es … Clive Barker”.

Entonces, ¿le gustó el post? Haga una visita al blog y leer la cantidad de mensajes que desea. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/999379-conheca-obras-de-6-mestres-da-literatura-de-horror.shtml

traca.com.br/capas/1002/1002421.jpg

horrornovelreviews.files.wordpress.com/2014/08/clive_barker_honda020212.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Clive_Barker

en.wikipedia.org/wiki/Books_of_Blood

2.bp.blogspot.com/-ojVTbUBtJuQ/U88PIkHSWlI/AAAAAAAAOoI/3gX6JHUPI9Q/s1600/Dark-Forces.jpg

jornalciencia.com/wp-content/uploads/2016/12/porque-algumas-pessoas-tem-medo-de-sangue.jpg

revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2017/07/um-passeio-pela-perigosa-mente-de-clive-barker-criador-de-hellraiser.html

pt.wikipedia.org/wiki/Livros_de_Sangue

upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/0b/Book_of_Blood_Omnibus%2C_Volumes_1-3.jpg

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filmxy.info/wp-content/uploads/2016/04/Book-Of-Blood-2009-280×390.jpg

en.wikipedia.org/wiki/Book_of_Blood

playstorm.com.br/livros-de-sangue-clive-barker/

stephenking.com.br/dicas-do-tio-king-clive-barker/

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