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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: A influência Celta no Natal e na LitFan.

No dia 21 de dezembro (no hemisfério Norte) é comemorado o Yule – no calendário festivo Celta.

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É o momento, na Roda do Ano (que é o calendário que simboliza a concepção de tempo dos Celtas. Eles não viam o tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso, mas também o ciclo lunar), que o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega. Ok, tudo bem.

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A história dos Celtas é extremamente representativa.  Mas, é impossível falar do Yule e de outras tradições sem mencionar o Natal (aproveitando, faltam pouquíssimos dias). Muitos dos costumes do Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã – isto se chama “sincretismo”, que é a absorção de um sistema de crenças por outro. Foi quando o cristianismo absorveu e adaptou conceitos das religiões da Europa, moldando-os de acordo com os interesses da Igreja Católica numa tentativa de facilitar a propagação da religião cristã no continente europeu. E o melhor exemplo é a festa cristã do Natal, originalmente a festa pagã do Yule, que celebrava o solstício de inverno e o nascimento anual do Deus Sol, que a Igreja Católica transformou na atual celebração do nascimento de Jesus Cristo.

O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do “Solstício de Inverno” (é um fenômeno da astronomia que marca o início do Inverno. É o instante em que o hemisfério Norte está inclinado cerca de 23,5º na direção do Sol.  O termo solstício tem a sua origem no latim solstitius que significa “ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar”. Consiste em sol + sistere que significa “parado”. No solstício de Inverno ocorre o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa do ano, em termos de iluminação por parte do sol) dos celtas e saxões.

Alguns costumes, também foram absorvidos pelos cristãos.  Por exemplo, a árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas encimada por um pentagrama. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada; alguns ramos verdes; uma tora de madeira – eis a “Tora”. Era utilizada para proteger a casa.  A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.) queimando no fogo são todos costumes pagãos.

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Bem, e já que falamos um pouco da miscigenação dos costumes religiosos, que tal voltarmos a literatura.  E nada melhor que falarmos da obra do grande mestre Tolkien.  Mas desta vez não vamos falar de hobbits e nem orcs.  Vamos falar do bom velhinho.  O livro “Letters from Father Christimas” (Cartas do Papai Noel), que é descrito em sua capa como sendo “as memoráveis cartas e desenhos de Tolkien para os filhos”, tem como protagonistas o Papai Noel, ursos polares, e elfos que vivem na chamada “Casa do Penhasco”, no Polo Norte. Obviamente, os quatro filhos de Tolkien (John, Michael, Christopher e Priscilla) também ocupam papel fundamental nas histórias, uma vez que cada carta escrita e desenho feito por Tolkien durante 1920 a 1943 foram direcionados para as crianças, acompanhando seus crescimentos e estimulando a fantasia em suas vidas, enquanto ainda podiam crer nela.  O livro é um apanhado de todas as correspondências natalinas enviadas por Tolkien para os filhos, quase sempre acompanhadas de um (ou mais de um) desenho. Nas cartas, Tolkien monta seus personagens de forma a facilitar a identificação e a construção de suas personalidades. É impossível, ao fim das cartas, não ter criado uma afeição pelo “Father Nicholas Christmas” ou Papai Noel, ou mesmo não ter se acostumado com os erros e graças do seu fiel escudeiro, o Urso Polar.  Tolkien se mostra tão cuidadoso com as histórias que seriam lidas unicamente pelos filhos quanto com as narrativas que ganharam as estantes de milhares de outras crianças e adolescentes. Em 1976, Baillie Tolkien, a esposa de Cristophen Tolkien, filho do autor, reuniu as cartas e ilustrações de forma cronológica, e as ofereceu para publicação.  A editora inglesa HarperCollins aceitou o desafio de transformar as cartas em um livro.

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Curiosidade 1: A primeira carta fora entregue a John Francis Reuel Tolkien, o primeiro de seus filhos, em 22 de dezembro de 1920 e a última, destinada à sua filha Priscilla Anne Reuel Tolkien, quando ela completou quatorze anos (tempo limite estabelecido pelo pai para o recebimento das cartas).

Curiosidade 2: Paul H. Kocher, enquanto escrevia para o jornal Mythprint, sugeriu que as criaturas em The Father Christmas Letters podem ter sido precursoras daqueles que apareceram nas obras posteriores de Tolkien, como a trilogia do Senhor dos Anéis, uma visão que era compartilhado por Laurence e Martha Krieg em uma revisão na revista Mythlore. Por exemplo, a carta de 1933 apresenta um ataque ao Urso Polar por um bando de duendes. Os Kriegs sugeriram, também, que o mago Gandalf poderia ter sido desenvolvido a partir do Pai Noel criado por Tolkien.

Bem, de volta aos Celtas, eles foram um dos povos culturalmente mais ricos, e precederam os gregos e romanos. Infelizmente são pouco lembrados, devido a inexistência de dados e documentos originais, sendo hipotética grande parte da sua história. Sabe-se que foram um povo muito místico com uma cultura repleta de simbologias e lendas, e existiram por 19 séculos desde 1800 a.C. até o século I d.C. com a invasão romana, ocupando boa parte da Europa ocidental. A Idade do Ferro também é marcada pelos celtas, que teriam trazido pela primeira vez à Europa a técnica da fundição, a maneira de moldar o ferro bruto em outras formas desejáveis.  Já falamos bastante deste grande povo aqui no PHANTASTICUS, e se você quiser relembrar vá até o post de 01 de novembro de 2015.

jotacortizo.wordpress.com/2015/11/01/a-importancia-dos-celtas-para-a-litfan-la-importancia-de-los-celtas-a-litfan/

Os celtas influenciaram muitos autores da LitFan, sendo uma das mais importantes a escritora americana Marion Zimmer Bradley, com a série “As Brumas de Avalon”.  Os celtas nos envolveram com suas lendas e crendices, que  se transformaram em linhas que nos remetem a recantos espetaculares deste mundo muito especial.

Amigos.  No próximo dia 27 o blog completa três anos.  Só isto já me deixa feliz.  Estou empolgado com tudo que pretendo para o próximo ano do blog.  Agradeço a todos que acompanham estas linhas e conto com o apoio de todos para mais um ano fantástico.

Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: La influencia celta en Navidad y en la LitFan.

El 21 de diciembre (en el hemisferio norte) se conmemora el Yule – en el calendario festivo Celta. Es el momento, en la Rueda del Año (que es el calendario que simboliza la concepción de tiempo de los Celtas, que no veían el tiempo de forma lineal, sino circular, cíclico, y sus calendarios tenían en cuenta no sólo el ciclo solar, (el Rey del Sol, el Niño de la Promesa) que venga el Rey del Carbón (el Rey del Sol, el Niño de la Promesa). OK todo bien. La historia de los Celtas es extremadamente representativa. Pero, es imposible hablar del Yule y de otras tradiciones sin mencionar la Navidad (aprovechando, faltan muy pocos días). Muchas de las costumbres del Yule fueron absorbidas por la Iglesia Cristiana – esto se llama “sincretismo”, que es la absorción de un sistema de creencias por otro. Fue cuando el cristianismo absorbió y adaptó conceptos de las religiones de Europa, moldeándolos de acuerdo con los intereses de la Iglesia Católica en un intento de facilitar la propagación de la religión cristiana en el continente europeo. Y el mejor ejemplo es la fiesta cristiana de la Navidad, originalmente la fiesta pagana del Yule, que celebraba el solsticio de invierno y el nacimiento anual del Dios Sol, que la Iglesia Católica transformó en la actual celebración del nacimiento de Jesucristo.

La Navidad cristiana ya fue festejada en varias fechas diferentes en el transcurso del siglo, pero se estableció el 25 de diciembre, pues asoció muchas de las costumbres de la antigua y milenaria celebración del solsticio de invierno, que se produce alrededor del 21 de diciembre en el hemisferio norte . Las tradiciones cristianas dicen que María dio a luz a Jesús en el vigésimo quinto día, pero no confirma de qué mes. Finalmente en el 320 dC, la Iglesia Católica decidió marcar el nacimiento de Cristo en diciembre para absorber el culto sagrado del “Solsticio de Invierno” (es un fenómeno de la astronomía que marca el inicio del Invierno, es el instante en que el hemisferio norte está inclinado que se encuentra en el latín solstitius que significa “punto donde la trayectoria del sol aparenta no se desplaza.” Consiste en sol + hermana que significa “parado”. En el solsticio de invierno se produce el día más corto del año y consecuentemente la noche más larga del año, en términos de iluminación por parte del sol) de los celtas y sajones.

Algunas costumbres, también fueron absorbidas por los cristianos. Por ejemplo, el árbol de Navidad, decorado con bolas y una estrella en la cima, no es nada más que el antiguo árbol que los paganos decoraban en los tiempos ancestrales con velas, comidas y bolas de colores encimadas por un pentagrama. Los guirnaldas, el acebo, la Tora de Yule (una cinta roja, una cinta verde y una cinta dorada, algunas ramas verdes, una tora de madera – he aquí la “Tora”, que se utilizó para proteger la casa. era quemada en la chimenea, mientras una nueva era decorada y colocada en el lugar de la antigua.) quemando en el fuego son todas las costumbres paganas.

Bien, y ya que hablamos un poco del mestizaje de las costumbres religiosas, que tal volver a la literatura. Y nada mejor que hablar de la obra del gran maestro Tolkien. Pero esta vez no vamos a hablar de hobbits ni orcos. Vamos a hablar del buen viejito. El libro “Letters from Father Christimas”, que se describe en su portada como “las memorables cartas y dibujos de Tolkien para los hijos”, tiene como protagonistas a Papá Noel, osos polares, y elfos que viven en la llamada “Casa del Acantilado”, en el Polo Norte. Obviamente, los cuatro hijos de Tolkien (John, Michael, Christopher y Priscilla) también desempeñan un papel fundamental en las historias, ya que cada carta escrita y dibujo hecha por Tolkien durante 1920 a 1943 fueron dirigidos a los niños, acompañando sus crecimientos y estimulando fantasía en sus vidas, mientras todavía podían creer en ella. El libro es un recogido de todas las correspondencias navideñas enviadas por Tolkien a los hijos, casi siempre acompañadas de uno (o más de uno). En las cartas, Tolkien monta a sus personajes para facilitar la identificación y la construcción de sus personalidades. Es imposible, al final de las cartas, no haber creado un afecto por el “Father Nicholas Christmas” o Papá Noel, o aún no haberse acostumbrado a los errores y gracias de su fiel escudero, el Oso Polar. Tolkien se muestra tan cuidadoso con las historias que serían leídas únicamente por los hijos como con las narrativas que ganaron las estanterías de miles de otros niños y adolescentes. En 1976, Baillie Tolkien, la esposa de Cristophen Tolkien, hijo del autor, reunió las cartas e ilustraciones de forma cronológica, y las ofreció para publicación. La editorial inglesa HarperCollins aceptó el desafío de transformar las cartas en un libro.

La primera carta fue entregada a John Francis Reuel Tolkien, el primero de sus hijos, el 22 de diciembre de 1920 y la última, destinada a su hija Priscilla Anne Reuel Tolkien, cuando cumplió catorce años (tiempo límite establecido por el padre para la recepción de las cartas).

Curiosidad 2: Paul H. Kocher, mientras escribía para el periódico Mythprint, sugirió que las criaturas en The Father Christmas Letters podrían haber sido precursoras de aquellos que aparecieron en las obras posteriores de Tolkien, como la trilogía del Señor de los Anillos, una visión que era compartida por Laurence y Martha Krieg en una revisión en la revista Mythlore. Por ejemplo, la carta de 1933 presenta un ataque al Oso Polar por una banda de duendes. Los Kriegs sugirieron, también, que el mago Gandalf podría haber sido desarrollado a partir del Padre Noel creado por Tolkien.

Bien, de vuelta a los Celtas, ellos fueron uno de los pueblos culturalmente más ricos, y precedieron a los griegos y romanos. Desafortunadamente son poco recordados, debido a la inexistencia de datos y documentos originales, siendo hipotética gran parte de su historia. Se sabe que fueron un pueblo muy místico con una cultura repleta de simbologías y leyendas, y existieron por 19 siglos desde 1800 a. C. hasta el siglo I d.C. con la invasión romana, ocupando buena parte de Europa occidental. La Edad del Hierro también está marcada por los celtas, que habrían traído por primera vez a Europa la técnica de la fundición, la manera de moldear el hierro bruto en otras formas deseables. Ya hemos hablado bastante de este gran pueblo aquí en el PHANTASTICUS, y si usted desea recordar vaya hasta el post del 01 de noviembre de 2015.

jotacortizo.wordpress.com/2015/11/01/a-importancia-dos-celtas-para-a-litfan-la-importancia-de-los-celtas-a-litfan/

Los celtas influenciaron a muchos autores de LitFan, siendo una de las más importantes la escritora estadounidense Marion Zimmer Bradley, con la serie “Las Brumas de Avalon”. Los celtas nos envolvieron con sus leyendas y creencias, que se transformaron en líneas que nos remiten a rincones espectaculares de este mundo muy especial.

Amigos. En el próximo día 27 el blog completa tres años. Sólo eso ya me deja feliz. Estoy emocionado con todo lo que quiero para el próximo año del blog. Agradezco a todos los que acompañan estas líneas y cuento con el apoyo de todos para un año fantástico.

Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

fabianavianna.wordpress.com/2011/12/21/origem-do-natal-pagao-yule-ou-natal-o-nascimento-da-crianca-da-promessa/

homoliteratus.com/a-religiao-celta-e-sua-influencia-na-literatura/

pt.wikipedia.org/wiki/Sincretismo#Sincretismo_religioso_cat.C3.B3lico

pt.wikipedia.org/wiki/Natal

significados.com.br/solsticio-de-inverno/

pt.wikipedia.org/wiki/Roda_do_Ano

tarotreadingsonline.co.uk/wp-content/uploads/2014/12/The-2-Kings.jpg

nathalie-pachecomoradadadeusa.blogspot.com.br/2012/08/fazendo-uma-tora-de-yule.html

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tolkienbrasil.com/artigos/o-natal-com-tolkien/

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apilgriminnarnia.files.wordpress.com/2015/07/tolkiens-father-christmas-letters-page.jpg?w=640

ochaplin.com/2013/12/cartas-do-papai-noel-um-fragmento-da-intimidade-de-j-r-r-tolkien.html

pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien

templodeapolo.net/imagens/figuras/templodeapolo.net_yggdrasil-tree-mythology.jpg

en.wikipedia.org/wiki/The_Father_Christmas_Letters

en.wikipedia.org/wiki/The_Father_Christmas_Letters#/media/File:FatherChristmasLetters.JPG

2.bp.blogspot.com/-bzeh9sOBzLE/V39Bm7H8GCI/AAAAAAAACFs/gi8TxuXPjl8ONnbgTQGvWpEoQuAzVeWjwCLcB/s1920/790197-artwork-gandalf-gandalf-.jpg

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