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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Uma justa homenagem.

O PHANTASTICUS, hoje, pretende render uma justa homenagem a um grande autor que perdemos neste ano de 2018.

Em junho de 2016 o blog fez um post sobre o autor e quando releio o post, acho que faltou algo – dada a grandeza do nosso “homenageado”.

Ursula 3

Vamos falar um pouco sobre Ursula K. Le Guin, escritora americana, que veio a falecer em janeiro deste ano.  Como disse, em junho de 2016 fizemos uma postagem sobre a obra de Le Guin.  No post, falamos um pouco sobre Earthsea (Terramar) – a terra criada pela escritora.  Caso você queira reler o post segue o link:

//jotacortizo.wordpress.com/2016/06/11/o-descobrimento-de-terramar-e-a-genialidade-de-ursula-k-le-guin/

Ursula K. Le Guin tem um cartel de prêmios invejável.  Vejam só:

Margaret Edwards Award, Prêmio Prometheus na categoria Hall of Fame, Grand Prix de l’Imaginaire, Anexo:Prêmio Hugo de Melhor Conto, Hugo Award for Best Novelette, Janet Heidinger Kafka Prize, Prêmio Prometheus, Prémio PEN/Malamud, James Tiptree Jr. Award, Locus Award for Best Short Story, James Tiptree Jr. Award, Locus Award for Best Short Story, Locus Award for Best Short Story, Anexo:Prêmio Hugo de Melhor Romance, Anexo:Prêmio Hugo de Melhor Romance, Locus Award for Best Science Fiction Novel, Prêmio Nebula de Melhor Romance, Prêmio Nebula de Melhor Romance, Prêmio Nebula de Melhor Romance, Pilgrim Award, World Fantasy Award for Life Achievement, Prêmio Nebula de Melhor Romance, World Fantasy Award for Best Novella, Hugo Award for Best Novella, Endeavour Award, Endeavour Award, Locus Award for Best Novel, Locus Award for Best Novel, Damon Knight Memorial Grand Master Award, Nebula Award for Best Novelette, Locus Award for Best Fantasy Novel, Prêmio Nebula de Melhor Conto, Medalha Newbery, Locus Award for Best Fantasy Novel, World Fantasy Award for Best Novel, Library of Congress Living Legend, Programa Fulbright, James Tiptree Jr. Award

Literalmente, FANTÁSTICO!

Ursula 2

Ursula era considerada por muitos como a rainha da Literatura Fantástica e serviu de inspiração para diversos autores de LitFan, dentre eles, alguns medalhões da fantasia atual, tais como: George R. R. Martin, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.  Foi uma escritora que seguiu nas corredeiras da contracultura (jornal “O Globo).

Nascida em 1929, viveu muitos momentos de nossa história e sentiu na pele seus efeitos.  Tudo lhe dizia respeito: paz, armas químicas, vida das mulheres, formas de organização social, descobertas de planetas, possibilidades de vida e muito, muito mais.

Ficção

Compreendia perfeitamente o que era ser uma mulher no meio literário – principalmente na LitFan. Acompanhou a própria mãe, Theodora Kroeber, tornar-se escritora somente depois dos 60 anos pois mesmo que sempre quisesse escrever, esperou os filhos crescerem para então se dedicar à escrita, fato que marcou a jovem Le Guin. Ursula então, escreve obras que colocam o feminismo no centro das indagações, como em “The Left Hand of Darkness” (A Mão Esquerda da Escuridão e “The Dispossessed: An Ambiguous Utopia” (Os Despossuídos).

Livros

Os livros de Le Guin são incríveis.  Os enredos são cativantes e nos fazem refletir – por vezes, muito tempo depois da leitura.  Ursula K. Le Guin nos apresentou “Earthsea” em livros curtos, por vezes com poucos detalhes e nem tão repletos de personagens épicos, mas que fazem o leitor pensar.  Pensar muito!

Le Guin desbravou o mundo da LitFan de muitas formas.  Um dos grandes momentos foi na noite de 19 de abril de 2003, num salão de festas do Radisson-Warwick Plaza Hotel, na Filadélfia, uma dúzia de convidados aguardava o sinal com máscaras na mão – cada um deles havia se infiltrado numa das mesas da cerimônia de entrega do Prêmio Nebula daquele ano, repleta de membros desavisados da Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), a organização que reúne os escritores de ficção científica dos Estados Unidos. Naquela noite, a grande Ursula K. Le Guin, embora ausente, seria homenageada como a segunda mulher a receber o título de Grande Mestre, concedido anualmente (com poucas exceções) pela SFWA desde 1975.

Os intrusos tinham um plano, mas deviam esperar secretamente pelo anúncio do título de Grande Mestre antes de levantarem as máscaras – que reproduziam o rosto da autora – para produzir algo especial: Ursula K. Le Guin estaria em todas as partes do recinto.

Eileen Gunn, amiga de Le Guin e também escritora de ficção, receberia o prêmio em nome dela. O sinal para que os divertidos intrusos entrassem em ação seria uma frase do discurso de Gunn (“Você pode pedir qualquer coisa a Ursula”). Logo em seguida, eles deveriam puxar conversa com os convidados, fazendo o papel da escritora. Era como se mais de dez Le Guins fossem homenageadas, em vez de apenas uma. Mais de dez mulheres. Como se a própria ficção científica estivesse dialogando com todas elas. Aquela noite, com sua generosidade e provocação, foi a síntese de uma carreira que misturou esses dois aspectos de forma brilhante.  A ausência de Le Guin não foi uma forma de protesto, embora tenhamos motivos para pensar o contrário.

Le Guin não tinha meias-palavras para mostrar o que pensava, especialmente quando o assunto era seu trabalho. A autora era conhecida por esbravejar quando sentia que a queriam enquadrar em determinado gênero. “Não quero ser reduzida a ‘escritora de ficção científica'”, disse ao The New York Times, em 2016. “As pessoas sempre tentam me tirar da cena literária, e estou de saco cheio disso.” Ela também era plenamente consciente da desigualdade de gênero num campo como a ficção científica. Em 1987, Le Guin se recusou a apoiar uma antologia toda de homens, escrevendo: “Não posso me imaginar ajudando a promover um livro… que, além de não conter nenhum texto de mulheres, possui um tom tão autocomplacente e exclusivamente masculino quanto o de um clube ou vestiário.”

Ursula

RIP

Enfim, Le Guin era Le Guin.  Sua mensagem ficará para sempre em suas linhas e em nossas mentes.  Sempre será lembrada e reverenciada.  Sempre será a desbravadora.  “God save the queen Le Guin”.

Que tal, gostou do post? Leia, leia, leia muito.

Te encontro no próximo post.

Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: Un justo homenaje.

El PHANTASTICUS, hoy, pretende rendir un justo homenaje a un gran autor que perdimos en este año de 2018.

En junio de 2016 el blog hizo un post sobre el autor y cuando reí el post, creo que faltó algo – dada la grandeza de nuestro “homenajeado”.

Vamos a hablar un poco sobre Ursula K. Le Guin, escritora estadounidense, que falleció en enero de este año. Como dije, en junio de 2016 hicimos un post sobre la obra de Le Guin. En el post, hablamos un poco sobre Earthsea (Tierramar) – la tierra creada por la escritora. En el caso de que usted quiera releer el post sigue el enlace:

//jotacortizo.wordpress.com/2016/06/11/o-descobrimento-de-terramar-e-a-genialidade-de-ursula-k-le-guin/

Ursula K. Le Guin tiene un cartel de premios envidiable. Ver sólo:

En la categoría de Salón de la Fama, Grand Prix de l’Imaginaire, Anexo: Premio Hugo de Mejor Cuento, Hugo Award para Best Novelette, Janet Heidinger Kafka Prize, Premio Prometheus, Premio PEN / Malamud, James Tiptree Jr. La película se estrenará en el mes de mayo de este año, en la que participará en el Festival Internacional de Cine de Cannes. La película se estrenará en el mes de mayo de este año, en la que participará en el Festival Internacional de Cine de Cannes. , El Premio de la premiere, el Premio de la premiere, el Premio del Premio para la mejor novela, el premio al mejor álbum, el premio al mejor álbum, La Medalla de Newbery, el Premio de los premios para la mejor película de la fantasía, el premio de los premios de la historia de Hollywood, Biblioteca del Congreso de la Vida, Programa Fulbright, James Tiptree Jr. Award

¡Literalmente, FANTÁSTICO!

En los últimos años, la mayoría de las veces, la mayoría de las veces, la mayoría de las veces, la mayoría de las veces, la mayoría de las veces, Fue una escritora que siguió en las correderas de la contracultura (diario “O Globo).

Nacida en 1929, vivió muchos momentos de nuestra historia y sintió en la piel sus efectos. Todo le decía: paz, armas químicas, vida de las mujeres, formas de organización social, descubrimientos de planetas, posibilidades de vida y mucho, mucho más.

Comprendía perfectamente lo que era ser una mujer en el medio literario – principalmente en LitFan. En el caso de que se trate de una persona que no sea su padre, su madre, Theodora Kroeber, se convertirá en escritora sólo después de los 60 años, aunque siempre quisiera escribir, esperó a los hijos a crecer para entonces dedicarse a la escritura, hecho que marcó a la joven Le Guin. En el caso de las mujeres, en el caso de las mujeres, se trata de una de las más antiguas del mundo.

Los libros de Le Guin son increíbles. Los enredos son cautivantes y nos hacen reflexionar – a veces, mucho tiempo después de la lectura. Ursula K. Le Guin nos presentó “Earthsea” en libros cortos, a veces con pocos detalles y ni tan repletos de personajes épicos, pero que hacen pensar al lector. ¡Pensar mucho!

Le Guin desbravó el mundo de LitFan de muchas maneras. Uno de los grandes momentos fue la noche del 19 de abril de 2003, en un salón de fiestas del Radisson-Warwick Plaza Hotel, en Filadelfia, una docena de invitados aguardaba la señal con máscaras en la mano – cada uno de ellos se había infiltrado en una de las mesas la ceremonia de entrega del Premio Nebula de aquel año, repleta de miembros desaventados de la ciencia ficción y los escritores de América (SFWA), la organización que reúne a los escritores de ciencia ficción de Estados Unidos. En aquella noche, la gran Ursula K. Le Guin, aunque ausente, sería homenajeada como la segunda mujer a recibir el título de Gran Maestro, concedido anualmente (con pocas excepciones) por la SFWA desde 1975.

Los intrusos tenían un plan, pero debían esperar secretamente por el anuncio del título de Gran Maestro antes de levantar las máscaras – que reproducían el rostro de la autora – para producir algo especial: Ursula K. Le Guin estaría en todas partes del recinto.

Eileen Gunn, amiga de Le Guin y también escritora de ficción, recibiría el premio en su nombre. La señal para que los divertidos intrusos entrar en acción sería una frase del discurso de Gunn (“Usted puede pedir cualquier cosa a la Ursula”). Luego, ellos debían tirar conversación con los invitados, haciendo el papel de la escritora. Era como si más de diez Le Guins fueran homenajeados, en vez de una sola. Más de diez mujeres. Como si la propia ficción científica estuviera dialogando con todas ellas. Aquella noche, con su generosidad y provocación, fue la síntesis de una carrera que mezcló esos dos aspectos de forma brillante. La ausencia de Le Guin no fue una forma de protesta, aunque teníamos motivos para pensar lo contrario.

Le Guin no tenía medias palabras para mostrar lo que pensaba, especialmente cuando el asunto era su trabajo. La autora era conocida por romperse cuando sentía que la querían encuadrar en determinado género. “No quiero ser reducida a la escritora de ciencia ficción”, dijo a The New York Times en 2016. “La gente siempre intenta sacarme de la escena literaria, y estoy de saco lleno de eso. También era plenamente consciente de la desigualdad de género en un campo como la ciencia ficción. En 1987, Le Guin se negó a apoyar una antología de hombres, escribiendo: “No puedo imaginarme ayudando a promover un libro … que, además de no contener ningún texto de mujeres, tiene un tono tan autocomplacente y exclusivamente masculino, el de un club o un vestuario.

En fin, Le Guin era Le Guin. Su mensaje quedará para siempre en sus líneas y en nuestras mentes. Siempre será recordada y reverenciada. Siempre será la conquista. “God save the Queen Le Guin”.

¿Qué tal, le gustó el post? Lea, lea, lea mucho.

Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – pinterest.pt/pin/317574211210331427/

wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8d/Ursula_K._Le_Guin_signature.svg/1896px-Ursula_K._Le_Guin_signature.svg.png

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garotasgeeks.com/morre-autora-ursula-k-le-guin-aos-88-anos/

oglobo.globo.com/cultura/livros/artigo-ursula-le-guin-nos-deixou-tarefa-de-sonhar-22326163

huffpostbrasil.com/2018/02/02/a-noite-em-que-ursula-k-le-guin-pregou-uma-peca-no-patriarcado_a_23350531/

dragonmountbooks.wordpress.com/2015/11/29/resenha-tales-from-earthsea/#jp-carousel-5304

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d28hgpri8am2if.cloudfront.net/book_images/cvr9781442459922_9781442459922_hr.jpg

i.vimeocdn.com/video/497698498.jpg?mw=500&mh=281

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