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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Clássicos III – Moby Dick, a fúria branca.

O PHANTASTICUS continua com o projeto de valorização dos clássicos da literatura de fantasia/aventura.  É primordial reforçar a importância destes grandes livros, para muitas gerações – até os dias de hoje.

O livro de hoje, foi um dos grandes livros que li em minha vida. Recheado de ação e realismo, trouxe uma narrativa importante na minha visão de mundo – até então.  É válido ressaltar que para muitos esta pode ser uma leitura ultrapassada, mas ultrapasse este preconceito e mergulhe nas páginas do livro e tenho certeza absoluta que quem o fizer, não vai se arrepender.  E que tal começar com nosso clássico de hoje.  Com vocês….

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Moby-Dick_Cover

“Moby-Dick; or, The Whale” (Moby-Dick ou A Baleia).

Este livro tem como autor o estadunidense Herman Melville e foi publicado em 1851.  Uma peculiaridade sobre o autor é que ele faleceu – em 1891 – quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, que estamos abordando hoje, alcançaria no século XX. O livro, foi dividido em três volumes, e quando publicado em 1851 com o título de “A baleia” não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor.

Moby-Dick

O nome da obra é o do cachalote enfurecido, de cor branca, “Moby Dick” que havendo sido ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destruí-los.  O livro foi revolucionário para a época, com descrições intrincadas e imaginativas das aventuras do narrador – Ismael – suas reflexões pessoais e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a brancura do “protagonista” Moby Dick, detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias.

Curiosidade: O romance foi inspirado no naufrágio do navio “Essex”, comandado pelo capitão George Pollard, quando este foi atingido por uma baleia e afundou. Outra fonte de inspiração foi o cachalote albino Mocha Dick, supostamente morta na década de 1830 ao largo da ilha chilena de Mocha, que atacava os navios com premeditada ferocidade.

Ahab

Um dos grandes personagens do livro é o capitão Ahab – capitão do navio baleeiro “The Pequod”. É um sujeito instruído, que o difere dos seus marujos, mas é extremamente ranzinza e teimoso e devido ao seu caráter difícil tem muitos problemas de relacionamento com seus tripulantes. Ainda assim, mesmo com este temperamento, todos o respeitam muito, muito em parte por seu jeito autoritário e explosivo. Ahab é um experiente capitão e tem uma personalidade forte, normalmente odeia ser contrariado e escuta muito pouco as opiniões.  Ahab nutri um ódio profundo pela baleia branca devido ao fato dela ter arrancado sua perna que o obriga a substituir o membro por uma “prótese” de osso de baleia, deixando-o coxo.

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Já Moby Dick, era a cachalote branca temida por todos os baleeiros.  Extremamente inteligente e muito mais forte e de maior tamanho que as outras baleias – diversos relatos apresentavam o gigante branco como defensor das demais e que ela ao ver suas companheiras serem caçadas as ajudava e destruía os baleeiros.

O livro pode despertar rancores quanto a crueldade para com as baleias.  Fato.  Não entenda estes marujos e seus capitães nem como vilões e nem sequer como heróis.  Entenda apenas o fato de que em pleno século XIX esta era uma atividade essencial, dada a dependência do óleo das baleias para fornecer combustível para iluminação das casas e ruas, como lubrificante, e na fabricação de sabão e até mesmo margarina.  Outros produtos de valor eram o espermacete, utilizado na indústria de cosméticos, o âmbar e as barbatanas para fazer espartilhos.

Curiosidade: O autor da obra, realmente trabalhou como marinheiro em navios de caça à baleia. Ele descreve as atividades com minúcia, o papel de cada homem naquele trabalho, os detalhes, tudo com um notável conhecimento de causa.

Por último, não podemos deixar de explora – um pouco – um dos protagonistas.  Ismael, o único tripulante sobrevivente do “Pequod”, é o narrador do livro. Como personagem, ele é alguns anos mais jovem que um narrador. Como ele era o narrador em primeira pessoa, a maioria das críticas de Moby Dick confundiu Ishmael com o próprio autor ou o desconsiderou. A partir de meados do século XX, os críticos distinguiram Ismael de Melville, estabelecendo a consciência mística e especulativa do personagem como uma força central em contraste com a força de vontade monomaníaca do capitão Ahab.  O leitor não é informado quanto tempo depois da viagem Ismael começa a contar sua aventura, a segunda frase “alguns anos atrás” é a única pista. Ele é o narrador, “a sensibilidade envolvente do romance” e “a imaginação através da qual todos os assuntos do livro passam”. Ele molda sua narrativa com o uso de muitos gêneros diferentes, incluindo sermões, peças teatrais, solilóquios, leituras emblemáticas. E há um segundo Ismael, que é o jovem que parte em busca de sustento e aventuras, e entra em uma aventura sombria do qual se torna o único sobrevivente.

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O clássico teve muitas adaptações, seja para cinema, tv e até para HQ’s.  Mas uma das principais foi para as telonas em 1956 e foi dirigido por John Huston, com roteiro de Ray Bradbury. O filme teve Gregory Peck (como Capitão Ahab), Richard Basehart (como Ismael) e Orson Welles (como Mapple) como principais estrelas.  Em 1998 a USA Network produziu a minissérie homônima ao livro e que teve como protagonistas Patrick Stewart (Capitão Ahab), Henry Thomas (Ismael) e Gregory Peck (Mapple).

Bem, terminamos.  Espere aí! Vale fechar com uma frase do nosso escritor de hoje.  Herman Melville: “Aquele que nunca falhou não pode ser um grande homem”.

Bem, gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: Clases III – Moby Dick, la furia blanca.

El PHANTASTICUS continúa con el proyecto de valorización de los clásicos de la literatura de fantasía / aventura. Es primordial reforzar la importancia de estos grandes libros, para muchas generaciones, hasta los días de hoy.

El libro de hoy, fue uno de los grandes libros que leí en mi vida. Recogido de acción y realismo, trajo una narrativa importante en mi visión de mundo – hasta entonces. Es válido resaltar que para muchos esta puede ser una lectura superada, pero sobrepase este preconcepto y sumérge en las páginas del libro y estoy segura absoluta que quien lo haga, no se arrepentirá. Y que tal comenzar con nuestro clásico de hoy. Con ustedes….

“Moby-Dick; o The Whale “(Moby-Dick o La Ballena).

Este libro tiene como autor al estadounidense Herman Melville y fue publicado en 1851. Una peculiaridad sobre el autor es que él falleció-en 1891- casi completamente olvidado, sin conocer el éxito que su más importante obra, que estamos abordando hoy, alcanzaría en el siglo XX. El libro, fue dividido en tres volúmenes, y cuando fue publicado en 1851 con el título de “La ballena” no obtuvo éxito de crítica, siendo considerado el principal motivo para el declive de la carrera del autor.

El nombre de la obra es el del cachalote enfurecido, de color blanco, “Moby Dick” que habiendo sido herido varias veces por balleneros, logró destruirlos. El libro fue revolucionario para la época, con descripciones intrincadas e imaginativas de las aventuras del narrador – Ismael – sus reflexiones personales y grandes extractos de no ficción, sobre variados asuntos, como ballenas, métodos de caza a ellas, arpones, la blancura del ” protagonista “Moby Dick, detalles sobre las embarcaciones, funcionamientos y almacenamiento de productos extraídos de las ballenas.

Curiosidad: La novela fue inspirada en el naufragio del barco “Essex”, comandado por el capitán George Pollard, cuando éste fue alcanzado por una ballena y se hundió. Otra fuente de inspiración fue el cachalote albino Mocha Dick, supuestamente muerta en la década de 1830 frente a la isla chilena de Mocha, que atacaba a los barcos con premeditada ferocidad.

Uno de los grandes personajes del libro es el capitán Ahab – capitán del buque ballenero “The Pequod”. Es un sujeto instruido, que lo diferencia de sus marujos, pero es extremadamente ranzinza y terco y debido a su carácter difícil tiene muchos problemas de relación con sus tripulantes. Aún así, incluso con este temperamento, todos lo respetan mucho, muy en parte por su manera autoritaria y explosiva. Ahab es un experimentado capitán y tiene una personalidad fuerte, normalmente odia ser contrariado y escucha muy poco las opiniones. Ahab nutri un odio profundo por la ballena blanca debido a que ella ha arrancado su pierna que le obliga a sustituir al miembro por una “prótesis” de hueso de ballena, dejándolo cojo.

Moby Dick, era el cachalote blanco temido por todos los balleneros. Extremadamente inteligente y mucho más fuerte y de mayor tamaño que las otras ballenas – diversos relatos presentaban el gigante blanco como defensor de las demás y que ella al ver a sus compañeras ser cazadas las ayudaba y destruía a los balleneros.

El libro puede despertar rencores como la crueldad hacia las ballenas. Hecho. No entienda estos marujos y sus capitanes ni como villanos ni siquiera como héroes. Entiende sólo el hecho de que en pleno siglo XIX esta era una actividad esencial, dada la dependencia del aceite de las ballenas para suministrar combustible para iluminación de las casas y calles, como lubricante, y en la fabricación de jabón e incluso margarina. Otros productos de valor eran el esperma, utilizado en la industria de cosméticos, el ámbar y las aletas para hacer corsés.

Curiosidad: El autor de la obra, realmente trabajó como marinero en buques de caza de ballenas. Él describe las actividades con minucia, el papel de cada hombre en aquel trabajo, los detalles, todo con un notable conocimiento de causa.

Por último, no podemos dejar de explotar -un poco, uno de los protagonistas. Ismael, el único tripulante sobreviviente del “Pequod”, es el narrador del libro. Como personaje, él es algunos años más joven que un narrador. Como él era el narrador en primera persona, la mayoría de las críticas de Moby Dick confundió a Ishmael con el propio autor o lo desconsideró. A partir de mediados del siglo XX, los críticos distinguieron a Ismael de Melville, estableciendo la conciencia mística y especulativa del personaje como una fuerza central en contraste con la fuerza de voluntad monomaníaca del capitán Ahab. El lector no es informado cuánto tiempo después del viaje Ismael comienza a contar su aventura, la segunda frase “algunos años atrás” es la única pista. Él es el narrador, “la sensibilidad envolvente de la novela” y “la imaginación a través de la cual todos los asuntos del libro pasan”. Él moldea su narrativa con el uso de muchos géneros diferentes, incluyendo sermones, piezas teatrales, sololones, lecturas emblemáticas. Y hay un segundo Ismael, que es el joven que parte en busca de sustento y aventuras, y entra en una aventura sombría del que se convierte en el único sobreviviente.

El clásico tuvo muchas adaptaciones, ya sea para cine, televisión e incluso para HQ’s. Pero una de las principales fue para las pantallas en 1956 y fue dirigido por John Huston, con el guión de Ray Bradbury. La película tuvo Gregory Peck (como Capitán Ahab), Richard Basehart (como Ismael) y Orson Welles (como Mapple) como principales estrellas. En 1998 la USA Network produjo la miniserie homónima al libro y que tuvo como protagonistas Patrick Stewart (Capitán Ahab), Henry Thomas (Ismael) y Gregory Peck (Mapple). Bien, terminamos. ¡Espera! Vale cerrar con una frase de nuestro escritor de hoy. Herman Melville: “Aquel que nunca falló no puede ser un gran hombre”.

¿Bueno, le gustó el post? Aprovechar el blog y leer la cantidad de mensajes que desea. Y deje su comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, deje una sugerencia. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – pinterest.pt/pin/317574211210331427/

en.wikipedia.org/wiki/Moby-Dick pt.wikipedia.org

pt.wikipedia.org/wiki/Herman_Melville

br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110224142349AA45WBh&guccounter=1

pt.wikipedia.org/wiki/Moby_Dick

en.wikipedia.org/wiki/Ishmael_(Moby-Dick)

alinevalek.com.br/blog/2015/01/moby-dick-e-a-crueldade/

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