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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Segregação e Dor – Todo o sofrimento nas linhas Octavia Butler.

Olá para todos.  Hoje o blog tem duas pautas.

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A primeira, é explorar as linhas da brilhante Octavia Estelle Butler.  Butler foi uma escritora afro-americana consagrada por seus livros de ficção científica feminista e por inserir a questão do preconceito e do racismo em suas histórias.  Nascida em Pasadena, na Califórnia, no ano de 1947.  Neste ano, a escritora teria completado 71 anos se não tivesse sido “levada” tão cedo – no ano de 2006

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Dentre muitos livros, Octavia Butler nos presenteou com “Kindred” (Kindred – Laços de Sangue) publicado em 1979.

A escrita de Butler em “Kindred” é diferente da usual dos livros de ficção.  É um livro diferente. É aquele livro que possui uma aura majestosa, aquele espírito que somente poucas leituras como “Guerra e Paz” ou “Ulisses” possuem.  Os diálogos são o ponto alto da narrativa porque comprovam a diferença de vocabulário e tratamento, entre alguém de 1976 e pessoas de 1816.

Curiosidade: A tradução de Kindred é parentes ou parentesco.

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E com vocês, um pouco de “Kindred”: Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.  Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda, apontada por Alice, uma das escravas da fazenda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo.  Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.  Horrorizada, percebe que aquela é a casa dos seus antepassados.

Dana percebe a ligação com Rufus (filho de um fazendeiro), o garoto a quem salvou de se afogar e cada vez que ele está em perigo ela misteriosamente volta ao passado.  Muitas coisas acontecem pelo simples fato de Dana ser negra e Rufus ser branco.  Até que…  Para! Sem spoillers! Kindred, assim, descreve a escravidão de forma honesta: Butler não hesita, por exemplo, em chamar de estupro a relação entre Rufus e Alice. “Eu devia levá uma faca comigo e cortá a garganta daquele maldito”, diz a personagem quando descobre que o dono da fazenda quer ter relações sexuais com ela. O fato de a autora ser negra em um contexto de lutas antirracistas nos Estados Unidos é essencial para este efeito.

Apesar de pintar um quadro realista do sistema escravocrata, Butler não se limita a criticar o passado, e faz questão de apontar como as raízes da escravidão permaneceram intactas até a época em que escrevia, os anos 1970.

Butler abre o romance com uma frase simples e honesta: “Comecei a escrever sobre poder porque era algo que eu tinha muito pouco”. Conhecida como “a grande dama da ficção científica”, Butler foi a primeira autora mulher e negra a ganhar, ainda nos anos 1970, notoriedade no gênero que até hoje é predominantemente masculino – e branco.

IMPORTANTE: Certa vez, Butler escutou de sua tia: “Querida, negros não podem ser escritores”.  Mas ela teimou.  E para nossa alegria nos premiou com livros maravilhosos.  Escreveu 15 livros. Diversos contos e ensaios. Firmou-se como uma grande referência do movimento cultural afro futurista. Ganhou diversos prêmios, entre eles, Hugo Award e Nebula Award.  Além de histórias fantásticas, Octavia Butler deixou, para todos nós, uma trajetória inspiradora.

Que Octavia Estelle Butler sirva de inspiração para todos nós.

A segunda pauta do post de hoje é uma menção “NADA HONROSA” do que ocorreu em nosso país – mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro – nesta última semana.

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Anos de descaso, de abandono, de ignorar a importância histórica e cultural se fizeram presentas em um incêndio que consumiu centenas de anos (se não milhares) de história e cerca de 20 milhões de itens.

O Brasil perdeu! Não!! O mundo perdeu! Perdemos o Museu de História Nacional situado na a Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.  A antiga residência oficial dos Imperadores do Brasil foi-se em algumas horas de muito fogo e pouquíssima água.  Perdemos muito e sentimos que foram calados, para sempre, palavras e cantos indígenas ancestrais, de línguas que não existem mais no mundo. O acervo do local continha gravações de conversas, cantos e rituais de dezenas de sociedades indígenas, muitas feitas durante a década de 1960 em antigos gravadores de rolo e que ainda não haviam sido digitalizadas. Alguns dos registros abordavam línguas já extintas, sem falantes originais ainda vivos.

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Perdemos cerca de 200 indivíduos fossilizados que integravam o que os pesquisadores chamam de “o grupo de Luzia”, em referência ao nome dado ao mais antigo esqueleto já encontrado nas Américas, descoberto em 1974, e com idade aproximada de 11.500 anos.  Luzia era a “joia da coroa” do museu.  Mas a perdemos.

Perdemos 40 esqueletos de índios botocudos, grupo já extinto, datados do período de contato com os portugueses – um material que não existe em nenhum outro museu do mundo.

O abandono se manifestava ao longo de décadas e de diversos governos com N prioridades que não a cultura e a manutenção da história.  O orçamento do museu era menos da metade do destinado pela Câmara dos Deputados – segurem seu queixo – para LAVAR os 83 veículos oficiais.  É verdade!  Enfim, este é o país que vivemos.  Este é o país que TEMOS que mudar. Lembrem-se do Museu e de tantos acontecimentos recentes na hora de votar.  Um povo sábio não permite ser governado por corruptos.  Um povo sábio não se engana com migalhas (ou “bolsas”) ou se arrasta atrás destas.  PENSE!

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LUTO – Sentimento de tristeza profunda por uma perda.  Ou se você preferir: LUTO – “Eu luto” Esforçar-se por vencer um obstáculo, por atingir um fim: lutar por uma causa, lutar por uma posição.  Combater.

A escolha é sua.

Bem, terminamos! Que tal, gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: Segregación y Dolor – Todo el uso en las líneas Octavia Butler.

Hola para todos. Hoy el blog tiene dos pautas. La primera, es explorar las líneas de la brillante Octavia Estelle Butler. Butler fue una escritora afroamericana consagrada por sus libros de ficción científica feminista y por insertar la cuestión del prejuicio y del racismo en sus historias. Nacida en Pasadena, California, en el año 1947. Este año, la escritora habría cumplido 71 años si no hubiera sido “llevada” tan temprano – en el año 2006

Entre muchos libros, Octavia Butler nos regaló con “Kindred” (Kindred – Lazos de Sangre) publicado en 1979.

La escritura de Butler en “Kindred” es diferente de la usual de los libros de ficción. Es un libro diferente. Es aquel libro que posee un aura majestuosa, aquel espíritu que sólo pocas lecturas como “Guerra y Paz” o “Ulises” poseen. Los diálogos son el punto culminante de la narrativa porque comprueban la diferencia de vocabulario y trato, entre alguien de 1976 y personas de 1816.

Curiosidad: La traducción de Kindred es parientes o parentesco.

Y con ustedes, un poco de “Kindred”: En su vigésimo sexto aniversario, Dana y su marido están de mudanza a un nuevo apartamento. En medio de pilas de libros y cajas abiertas, ella comienza a sentirse tonta y cae de rodillas, nauseada. Entonces, el mundo se rompe. Dana repentinamente se encuentra al borde de un bosque, cerca de un río. Un niño se ahoga y ella corre para salvarla. Pero, así que arrastra al niño fuera del agua, se ve delante del cañón de una antigua escopeta, apuntada por Alicia, una de las esclavas de la hacienda. En un abrir y cerrar de ojos, está de vuelta en su nuevo apartamento, completamente empapado. Es la experiencia más aterradora de su vida … hasta que suceda de nuevo. Y de nuevo. Cuanto más tiempo pasa en el siglo XIX, en una Preguerra Civil – un lugar peligroso para una mujer negra-, más consciente Dana queda de que su vida puede acabar antes de haber comenzado. Horrorizada, percibe que esa es la casa de sus antepasados.

Dana percibe la conexión con Rufus (hijo de un granjero), el chico a quien salvó de ahogarse y cada vez que está en peligro ella misteriosamente vuelve al pasado. Muchas cosas suceden por el simple hecho de que Dana sea negra y Rufus ser blanco. Hasta que … ¡Para! ¡Sin spoiler! Kindred, así, describe la esclavitud de forma honesta: Butler no duda, por ejemplo, en llamar de violación la relación entre Rufus y Alice. “Debería llevar un cuchillo conmigo y cortar la garganta de aquel maldito”, dice el personaje cuando descubre que el dueño de la hacienda quiere tener relaciones sexuales con ella. El hecho de que la autora sea negra en un contexto de luchas antirracistas en Estados Unidos es esencial para este efecto.

A pesar de pintar un cuadro realista del sistema esclavócrata, Butler no se limita a criticar el pasado, y apunta a apuntar cómo las raíces de la esclavitud permanecieron intactas hasta la época en que escribía, los años 1970.

Butler abre el romance con una frase simple y honesta: “Empecé a escribir sobre poder porque era algo que yo tenía muy poco”. “La gran dama de la ficción científica”, Butler fue la primera autora mujer y negra que ganó, aún en los años 1970, notoriedad en el género que hasta hoy es predominantemente masculino y blanco.

IMPORTANTE: Una vez, Butler escuchó de su tía: “Querida, negros no pueden ser escritores”. Pero ella teó. Y para nuestra alegría nos premió con libros maravillosos. Escribió 15 libros. Diversos cuentos y ensayos. Se firmó como una gran referencia del movimiento cultural afrofuturista. Ganó varios premios, entre ellos, Hugo Award y Nebula Award. Además de historias fantásticas, Octavia Butler ha dejado, para todos nosotros, una trayectoria inspiradora.

Que Octavia Estelle Butler sirva de inspiración para todos nosotros.

La segunda pauta del post de hoy es una mención “NADA HONROSA” de lo que ocurrió en nuestro país – más precisamente en la ciudad de Río de Janeiro – esta última semana.

Años de descaso, de abandono, de ignorar la importancia histórica y cultural se hicieron presentadas en un incendio que consumió cientos de años (si no miles) de historia y cerca de 20 millones de ítems.

¡Brasil perdió! ¡¡Sin!! ¡El mundo ha perdido! Perdimos el Museo de Historia Nacional situado en la Quinta da Boa Vista, Río de Janeiro. La antigua residencia oficial de los Emperadores de Brasil se fue en algunas horas de mucho fuego y poquísima agua. Perdimos mucho y sentimos que fueron callados, para siempre, palabras y cantos indígenas ancestrales, de lenguas que ya no existen en el mundo. El acervo del lugar contenía grabaciones de conversaciones, cantos y rituales de decenas de sociedades indígenas, muchas realizadas durante la década de 1960 en antiguos grabadores de rollo y que aún no habían sido digitalizadas. Algunos de los registros abordaban lenguas ya extinguidas, sin hablantes originales todavía vivos.

Perdimos cerca de 200 individuos fosilizados que integraban lo que los investigadores llaman “el grupo de Luzia”, ​​en referencia al nombre dado al más antiguo esqueleto ya encontrado en las Américas, descubierto en 1974, y con una edad aproximada de 11.500 años. Lucía era la “joya de la corona” del museo. Pero la perdimos.

Hemos perdido 40 esqueletos Botocudos indios, ahora desaparecido grupo, que data del período de contacto con los portugueses – un material que no existe en ningún otro museo del mundo.

El abandono se manifestaba a lo largo de décadas y de diversos gobiernos con N prioridades que no la cultura y el mantenimiento de la historia. El presupuesto del museo era menos de la mitad de lo destinado por la Cámara de Diputados – agarran su barbilla – para LAVAR a los 83 vehículos oficiales. ¡Es verdad! En fin, este es el país que vivimos. Este es el país que tenemos que cambiar. Recuerden el Museo y de tantos acontecimientos recientes a la hora de votar. Un pueblo sabio no permite ser gobernado por corruptos. Un pueblo sabio no se equivoca con migajas (o “bolsas”) o se arrastra detrás de éstas. ¡PIENSE!

LUTO – Sentimiento de tristeza profunda por una pérdida. O si prefiere:

LUTO – “Yo luto” Esforzarse por vencer un obstáculo, por alcanzar un fin: luchar por una causa, luchar por una posición. Combate.

La elección es suya.

¡Bien, terminamos! ¿Qué tal, le gustó el post? Aprovechar el blog y leer la cantidad de mensajes que desea. Y deje su comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, deje una sugerencia. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – pinterest.pt/pin/317574211210331427/

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brasil.elpais.com/brasil/2018/09/05/politica/1536160858_009887.html

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momentumsaga.com/2017/03/resenha-kindred-de-octavia-butler.html

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