Tags

, , , , , , , , ,

O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Logo PHANTASTICUS 1

Versão em português: Tudo acontece as “Oito horas da manhã”.

O PHANTASTICUS vai falar hoje sobre um conto de SciFi que é impressionante e ao mesmo tempo pouco difundido.  A história em que foi baseado na sociedade da década de 60, época de muitas mudanças – de costumes na sociedade e de comportamentos – e o conto nos mostra exatamente esse sentimento de desconforto com relação ao mundo – tal qual o livro “Laranja Mecânica” romance distópico de Anthony Burgess publicado em 1962.  Bem, estamos falando do conto “Eight O’Clock in the Morning” do autor e cartunista Radell Faraday “Ray” Nelson.  Ray teve seu conto publicado em novembro de 1963, na revista “The Magazine of Fantasy & Science Fiction”.  A obra foi amplamente aceita e foi adaptada para o cinema por John Carpenter (Halloween / Christine / The Fog e muitos outros) e o filme foi para as telonas no ano de 1988 com o título de “They Live” (Eles Vivem).

Capa revista Ray Nelson

RODDY-PIPER-THEY-LIVE-4

A história é basicamente de uma rapaz chamado George Nada (isto mesmo), que um dia “acorda” e vê que a sociedade está dominada por seres alienígenas que controlam  população por meio de mensagens subliminares, sendo no caso do conto após ir a um mágico e no filme ele encontra uns óculos especiais que quando colocados, o faz ver os alienígenas e as mensagens –  por exemplo em um outdoor, após colocar óculos a propaganda se torna uma frase dando ordens, ditando regras e ações, tais como ter filhos, trabalhar, casar, etc… As criaturas (chamadas de Fascinadores) hipnotizam a humanidade, a fim de literalmente consumi-las. Isto mesmo, a população era utilizada como alimento para estes aliens.  Então após acordar para a verdadeira realidade ele parte para acabar com essa invasão, que tem como ponto de irradiação das mensagens uma rede de TV.  Nada não sobrevive a revolução que provocou.

they_live_maske-sie_leben_maske-trick_or_treat_maske-john_carpenter_maske-front-21663-01

Um Fascinador, disfarçado de policial, disse que seu coração pararia exatamente às oito da manhã, e é exatamente isso o que acontece.

A história nos traz a uma “realidade”.  Somos uma sociedade de dominadores e dominados.  O sentimento de estarmos sendo manipulados por alguma força, sobre não termos opções, sobre o novo homem que nasce após enxergar a realidade, a ideia da TV (e quem sabe agora as Redes Sociais”) como o centro de controle, além, claro, do nome do protagonista: “Nada”. Tudo, absolutamente tudo, parece uma metáfora de nossas vidas, de muitas vezes fazermos algo sem saber direito o porquê e quando percebemos e questionamos o que está a nossa volta acabamos nos revoltando, mas também ficamos sozinhos.  O conto passa uma mensagem de uma forma “menos hard” em elementos de ficção científica, mas passada melhor que outros livros/filmes, tais como Matrix, por exemplo. Um questionamento da TV (e seus anúncios) que nos levam a um consumo irresponsável.  Enfim, para pensar!

nada-comic-ray-nelson-bill-wray-page-1

Ray Nelson, junto com o artista Bill Wray, adaptaram o conto a uma história em quadrinhos com o título de “Nada”, publicada em abril de 1986 na revista “Alien Encounters” (tradução literal “Encontros Alienígenas”).

Aos que se interessarem, segue o conto de Ray Nelson:

No final da exibição o hipnotizador disse aos seus subordinados, “Acordem”.

Algo inusitado aconteceu.

Um dos subordinados acordou completamente. Isso nunca tinha acontecido antes. Seu nome era George Nada e ele piscou para o mar de gente no anfiteatro, a princípio sem notar qualquer coisa fora do comum. Então ele notou, pontos aqui e ali na multidão, rostos não-humanos, os rostos dos Fascinadores. Eles tinham estado lá durante todo o tempo, claro, mas somente George estava realmente acordado, portanto somente George os reconheceu pelo que eles eram. Ele compreendeu tudo em um instante, incluindo o fato de que se ele estivesse a dar qualquer sinal aparente, os Fascinadores instantaneamente lhe ordenariam retornar ao seu estado anterior, e ele obedeceria.

Ele deixou o anfiteatro, trespassando para fora na noite iluminada, evitando cuidadosamente qualquer indicação de que ele viu a carne verde e reptliana ou os múltiplos olhos amarelos dos governantes da Terra. Um deles perguntou-lhe, “Tem fogo, amigo?” George deu o isqueiro, então saiu andando.

Nas pausas ao longo da rua, George viu os anúncios suspensos com fotografias dos múltiplos olhos dos Fascinadores e vários comandos impressos sobre eles, tais como “Trabalhe oito horas, goze oito horas, durma oito horas” e “Case e Reproduza”. Um aparelho de TV na vitrine de uma loja atraiu a atenção de George, mas ele desviou o olhar em cima da hora. Enquanto ele não olhava o Fascinador na tela, ele poderia resistir o comando, “Permaneça sintonizado neste canal.”

George vivia sozinho em um pequeno quarto de dormir, e assim que ele chegou em casa, a primeira coisa que ele fez foi desconectar o aparelho de TV. Embora em outros quartos ele pudesse ouvir os aparelhos de TV dos vizinhos dele. Na maior parte do tempo as vozes eram humanas, mas de vez em quando ele ouvia os crocitos de pássaros arrogantes e estranhos dos alienígenas. “Obedeça ao governo”, disse um crocito. “Nós somos o governo”, disse outro. “Nós somos seus amigos. Você faria qualquer coisa por um amigo, não faria?”

“Obedeça!”

“Trabalhe!”

De repente, o telefone tocou.  George atendeu. Era um dos Fascinadores.

“Alô”, ele grasniu. “Aqui é a sua supervisão, Chefe de Polícia Robinson. Você é um homem velho, George Nada. Amanhã de manhã, às oito horas da manhã, o seu coração vai parar. Por favor, repita.”

“Eu sou um homem velho”, disse George. “Amanhã de manhã, às oito horas da manhã, o meu coração vai parar”.

A supervisão desligou.

“Não, não vai”, sussurrou George. Ele se perguntou por que eles o queriam morto. Eles suspeitaram de que ele estava acordado? Provavelmente. Alguém poderia ter lhe detectado, notado que ele não respondia do modo que os outros respondiam. Se George estiver vivo no minuto após às oito de amanhã de manhã, então eles estariam certos.

“Não adianta esperar aqui pelo fim”, ele pensou.

Ele saiu de novo. Os anúncios, a TV, os comandos ocasionais dos alienígenas transitórios não pareciam ter poder absoluto sobre ele, embora ele ainda se sentia fortemente tentado a obedecer, para ver as coisas do modo que o seu dominador quisesse que ele os visse. Ele passou por um beco e parou. Um dos alienígenas estava sozinho ali, inclinado contra a parede. George se aproximou dele.

“Vai andando”, grunhiu a coisa focando seus olhos mortais em George.

George sentiu vacilar o seu domínio sobre a consciência. Por um momento, a cabeça do reptiliano se desfez na face de um simpático bêbado velho. Claro, o bêbado seria simpático. George pegou um bloco e o botou em pedaços na cabeça do bêbado velho com toda a sua força. Por um momento, a imagem se ofuscou, então o sangue verde azulado escoou do rosto e o lagarto caiu, se contraindo e contorcendo. Depois de um momento ele estava morto.

George arrastou o corpo para as sombras e o examinou. Havia um rádio muito pequeno em seu bolso e uma faca e um garfo curiosamente moldados no outro. O rádio minúsculo disse algo em uma língua incompreensível. George o pôs ao lado do corpo, mas guardou os utensílios de comer.

“Talvez, eu não consigo fugir,” pensou George. “Por que lutar contra eles?”

Contudo, talvez ele conseguisse.

E se ele conseguisse acordar os outros? Isso poderia valer a pena tentar.

Ele caminhou vinte quarteirões até o apartamento de sua namorada, Lil, e bateu na porta dela. Ela veio até a porta em seu roupão de banho.

“Eu quero que você acorde,” disse ele.

“Eu estou acordada,” ela disse. “Vamos, entre.”

Ele entrou. A TV estava ligada. Ele desligou-a.

“Não,” ele disse. “Quero dizer, acorde de verdade.” Ela olhou para ele sem compreensão, então ele estalou seus dedos e gritou, “Acorde! Os dominadores ordenam que você acorde!”

“Você está com um parafuso a menos, George?” ela perguntou suspeitosamente. “Com certeza você está agindo de forma engraçada.” Ele deu um tapa no rosto dela. “Deixa disso!”, ela exclamou, “Que diabos você está querendo fazer?”

“Nada”, disse George, frustrado. “Eu só estava brincando.”

“Dar tapa em meu rosto não foi apenas brincar!”, ela bradou.

Houve uma batida na porta.

George a abriu.

Era um dos alienígenas.

“Você não pode diminuir o barulho e discutir em silêncio?”, ele disse.

Os olhos e a carne reptiliana desvaneceram um pouco e George viu a imagem oscilante de um homem gordo de meia idade de camisa. Era ainda um homem quando George cortou-lhe a garganta com a faca de comer, mas era um alienígena antes dele atingir o chão. Ele o arrastou até o apartamento e chutou a porta fechada. “O que você lá?”, ele perguntou para Lil, apontando para a coisa de cobra de muitos olhos no chão.

“Senhor… senhor Coney,” ela murmurou, seus olhos arregalados de terror. “Você… acabou de matá-lo, como se não fosse nada.”

“Não grite,” avisou George, aproximando-se dela.

Eu não vou, George. Eu juro que não vou. Só que por favor, pelo amor de Deus, abaixe essa faca.” Ela recuou até que ela tivesse suas omoplatas pressionadas à parede.

George percebeu que isso era inútil.

“Eu vou te amarrar,” disse George. “Primeiramente, conte-me em qual quarto o senhor Coney vivia.”

“A primeira porta à sua esquerda como indo em direção às escadas,” ela disse. “Georgie… Georgie. Não me torture. Se você vai me matar, faça de modo honesto. Por favor Georgie, por favor.”

Ele amarrou-a com lençóis e a amordaçou, então examinou o corpo do Fascinador. Havia um outro dos pequenos rádios que falava uma língua estrangeira, outro conjunto de utensílios de comer e nada mais.

George foi para a próxima porta.

Quando ele bateu na porta, uma daquelas coisas-cobra respondeu, “Quem está aí?”.

“Amigo do senhor Coney. Eu quero vê-lo,” disse George.

“Ele saiu por um instante, mas ele estará de volta.” A porta abriu uma fresta e quatro olhos amarelos espiaram. “Você quer entrar e esperar?”

“Certo,” disse George, sem olhar nos olhos.

“Você está sozinho aí?”, ele respondeu conforme fechava a porta, de costas para George.

“Sim, por quê?”

Ele cortou-lhe a garganta por detrás, então examinou o apartamento.

Encontrou ossos e crânios humanos, uma metade de uma mão comida.

Encontrou tanques com enormes lesmas gordas flutuando neles.

“Os filhos,” ele pensou, e matou todas eles.

Havia armas também, de um tipo que ele nunca tinha visto antes. Ele descarregou uma por acidente, mas felizmente era silencioso. Parecia atirar pequenos dardos envenenados.

Ele embolsou a arma assim como muitas das caixas de dardos ele que pôde e retornou para a casa de Lil. Quando ela o viu, se contorceu em pavor desamparado.

“Relaxa, docinho,” ele disse, abrindo a bolsa dela. “Eu só quero pegar emprestado as chaves do seu carro.”

Ele pegou as chaves e saiu escada abaixo para a rua.

O carro dela ainda estava estacionado na mesma área usual em que ela sempre estacionava. Ele reconheceu pelo chanfro no para-lama direito. Ele entrou, ligou e começou a dirigir sem rumo. Ele dirigiu por horas, pensando – desesperadamente buscando por alguma saída. Ele ligou o rádio do carro para ver se poderia ouvir alguma música, mas não havia nada senão notícias e era tudo sobre ele, George Nada, o maníaco homicida. O locutor era um dos dominadores, mas ele parecia um pouco assustado. Por que ele deveria estar? O que um homem poderia fazer?

George não estava surpreso quando viu o bloqueio na estrada, e desligou o rádio em uma rua lateral antes dele chegar no bloqueio. Nenhum passeio pelo país para ti, jovem Georgie, ele pensou para si.

Eles já tinham descobertos o que ele tinha feito lá atrás na casa de Lil, então eles provavelmente estariam procurando pelo carro dela. Ele o estacionou em um beco e pegou o metrô. Não havia alienígenas no metrô, por alguma razão. Talvez eles fossem bons demais para tal coisa, ou talvez fosse apenas porque era muito tarde da noite.

Quando um finalmente entrou, George saiu.

Ele subiu para a rua e entrou em um bar. Um dos Fascinadores estava na TV falando e falando novamente, “Nós somos seus amigos. Nós somos seus amigos. Nós somos seus amigos.” O lagarto estúpido parecia assustado. Por quê? O que um homem poderia fazer contra todos eles?

George pediu uma cerveja, então, de repente, ele deu por si de que o Fascinador na TV não parecia mais ter qualquer poder sobre ele. Ele olhou novamente para ele e pensou, “Ele tem que acreditar que pode me controlar a fazer isso. A menor insinuação de medo nesta parte e o poder de hipnotizar está perdido.” Eles mostraram rapidamente a foto de George na tela da TV e ele se refugiou para a cabine telefônica. Ligou para a sua supervisão, o Chefe de Polícia.

“Alô, Robinson?”, ele perguntou.

“É ele.”

“Aqui é George Nada. Eu descobri como acordar as pessoas.”

“O que? George, espere. Onde você está?” Robinson soava quase histérico.

Ele desligou, pagou e deixou o bar. Eles provavelmente iriam rastrear sua ligação.

Pegou outro metrô e foi para o centro da cidade.

Era de madrugada quando ele entrou no edifício que abrigava os maiores estúdios de TV da cidade. Ele consultou o diretor do edifício e então subiu no elevador. A polícia em frente do estúdio o reconheceu. “Ora, você é Nada!”, ele arfou.

George não desejava atirar nele com a arma de dardo venenoso, mas ele tinha que atirar.

Ele teve que matar vários outros antes que ele entrasse no próprio estúdio, incluindo todos os engenheiros de plantão. Havia muitas sirenes de polícia do lado de fora, gritos agitados, e marcha de passos nas escadas. O alienígena estava sentado diante da câmera de TV e dizendo, “Nós somos seus amigos. Nós somos seus amigos,” e não viu George entrar. Quando George atirou nele com a arma de agulha, ele simplesmente parou no meio da frase e sentou-se ali, morto. George chegou perto dele e disse, imitando o crocito alienígena, “Acordem. Acordem. Vejam-nos como nós somos e matem-nos!”

Era a voz de George que a cidade ouvia naquela manhã, mas era a imagem do Fascinador, e a cidade acordou pela primeiríssima vez e a guerra se iniciou.

George não viveu para ver a vitória que finalmente chegou. Ele morreu de um ataque de coração exatamente às oito horas.

giphy

E aí!! Gostou? Aproveite e entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te vejo no próximo post.

cortizo

Jota Cortizo

Versión española: Todo sucede a las “Ocho horas de la mañana”.

El PHANTASTICUS va a hablar hoy sobre un cuento de SciFi que es impresionante y al mismo tiempo poco difundido. La historia en que se basó en la sociedad de la década de los 60, época de muchos cambios – de costumbres en la sociedad y de comportamientos – y el cuento nos muestra exactamente ese sentimiento de incomodidad con relación al mundo – tal cual el libro “Naranja Mecánica” romance, que se estrenó en 1962. Bueno, estamos hablando del cuento “Eight O’Clock in the Morning” del autor y dibujante Radell Faraday “Ray” Nelson. Ray tuvo su cuento publicado en noviembre de 1963, en la revista “The Magazine of Fantasy & Science Fiction”. La obra fue ampliamente aceptada y fue adaptada para el cine por John Carpenter (Halloween / Christine / The Fog y muchos otros) y la película fue para las pantallas en el año 1988 con el título de “They Live” (Ellos viven).

La historia es básicamente de un chico llamado George Nada (esto mismo), que un día “despierta” y ve que la sociedad está dominada por seres alienígenas que controlan población por medio de mensajes subliminales, siendo en el caso del cuento después de ir a un mago y en la película él encuentra unas gafas especiales que cuando están colocadas, lo hace ver los alienígenas y los mensajes – por ejemplo en un outdoor, después de colocar gafas la propaganda se convierte en una frase dando órdenes, dictando reglas y acciones, tales como tener hijos, trabajar , casar, etc … Las criaturas (llamadas de Fascinadores) hipnotizan a la humanidad, a fin de literalmente consumirlas. Esto mismo, la población era utilizada como alimento para estos aliens. Entonces después de despertar a la verdadera realidad él parte para acabar con esa invasión, que tiene como punto de irradiación de los mensajes una red de televisión. Nada no sobrevive la revolución que provocó. Un Fascinador, disfrazado de policía, dijo que su corazón pararía exactamente a las ocho de la mañana, y eso es exactamente lo que pasa.

La historia nos trae a una “realidad”. Somos una sociedad de dominadores y dominados. El sentimiento de estar siendo manipulados por alguna fuerza, sobre no tener opciones, sobre el nuevo hombre que nace después de ver la realidad, la idea de la TV (y quién sabe ahora las Redes Sociales “) como el centro de control, además, por supuesto, del nombre del protagonista: “Nada”. Todo, absolutamente todo, parece una metáfora de nuestras vidas, de muchas veces hacer algo sin saber derecho por qué y cuando percibimos y cuestionamos lo que está a nuestro alrededor nos acabamos revoltando, pero también nos quedamos solos. El cuento pasa un mensaje de una forma “menos duro” en elementos de ciencia ficción, pero pasada mejor que otros libros / películas, como Matrix, por ejemplo. Un cuestionamiento de la televisión (y sus anuncios) que nos llevan a un consumo irresponsable. ¡En fin, para pensar!

Ray Nelson, junto con el artista Bill Wray, adaptaron el cuento a un cómic con el título de “Nada”, publicada en abril de 1986 en la revista “Alien Encounters” (traducción literal “Encuentros Alienígenas”).

A los que se interesen, sigue el cuento de Ray Nelson:

Al final de la exhibición el hipnotizador dijo a sus subordinados, “Acorda”.

Algo inusitado sucedió.

Uno de los subordinados se despertó completamente. Eso nunca había ocurrido antes. Su nombre era George Nada y él parpadeó al mar de gente en el anfiteatro, al principio sin notar cualquier cosa fuera de lo común. Entonces él notó, puntos aquí y allá en la multitud, rostros no humanos, los rostros de los Fascinadores. Ellos habían estado allí durante todo el tiempo, claro, pero sólo George estaba realmente despierto, así que George los reconoció por lo que eran. Él comprendió todo en un instante, incluyendo el hecho de que, si él estaba dando cualquier señal aparente, los Fascinadores instantáneamente le ordenar regresar a su estado anterior, y él obedecer.

Él dejó el anfiteatro, traspasando hacia fuera en la noche iluminada, evitando cuidadosamente cualquier indicación de que él vio la carne verde y reptliana o los múltiples ojos amarillos de los gobernantes de la Tierra. Uno de ellos le preguntó, “¿Tiene fuego, amigo?” George dio el encendedor, entonces salió caminando.

En las pausas a lo largo de la calle, George vio los anuncios suspendidos con fotografías de los múltiples ojos de los Fascinadores y varios comandos impresos sobre ellos, tales como “Trabajar ocho horas, goce ocho horas, duerme ocho horas” y “Case y Reproduzca”. Un aparato de TV en la vitrina de una tienda atrajo la atención de George, pero él desvió la mirada sobre la hora. Mientras él no miraba al Fascinador en la pantalla, él podría resistir el mando, “Permanezca sintonizado en este canal.”

George vivía solo en un pequeño cuarto de dormir, y tan pronto como llegó a casa, lo primero que hizo fue desconectar el televisor. Aunque en otras habitaciones podía escuchar los aparatos de televisión de sus vecinos. En la mayor parte del tiempo las voces eran humanas, pero de vez en cuando oía los crocitos de pájaros arrogantes y extraños de los alienígenas. “Obedezca al gobierno”, dijo un croito. “Nosotros somos el gobierno”, dijo otro. “Nosotros somos sus amigos. ¿Usted haría cualquier cosa por un amigo, no haría? “

“Obedecen?”

“El trabajo!”

De repente, el teléfono tocó. George respondió. Era uno de los Fascinadores.

“Aló”, él gruñó. “Aquí es su supervisión, Jefe de Policía Robinson. Usted es un hombre viejo, George Nada. Mañana por la mañana, a las ocho de la mañana, su corazón se detendrá. Por favor, repita.

“Soy un hombre viejo”, dijo George. “Mañana por la mañana, a las ocho de la mañana, mi corazón se detendrá”.

La supervisión se apagó.

“No, no va”, susurró George. Él se preguntó por qué lo querían muerto. ¿Ellos sospechar que estaba despierto? Probablemente. Alguien podría haberle detectado, notado que él no respondía de la manera que los demás respondían. Si George está vivo en el minuto después de las ocho de mañana por la mañana, entonces ellos estarían seguros.

“No hay que esperar aquí por el final”, pensó.

Él salió de nuevo. Los anuncios, la televisión, los comandos ocasionales de los alienígenas transitorios no parecían tener poder absoluto sobre él, aunque él todavía se sentía fuertemente tentado a obedecer, para ver las cosas de la manera que su dominador quisiera que él los viera. Él pasó por un callejón y se detuvo. Uno de los alienígenas estaba solo allí, inclinado contra la pared. George se acercó a él.

“Va caminando”, gruñó la cosa enfocando sus ojos mortales en George.

George sintió vacilar su dominio sobre la conciencia. Por un momento, la cabeza del reptiliano se deshizo en la cara de un simpático borracho viejo. Por supuesto, el borracho sería simpático. George cogió un bloque y lo puso en pedazos en la cabeza del borracho viejo con toda su fuerza. Por un momento, la imagen se oscureció, entonces la sangre verde azulada se despojó de la cara y el lagarto cayó, se contrayendo y contorsionando. Después de un momento estaba muerto.

George arrastró el cuerpo a las sombras y lo examinó. Había una radio muy pequeña en su bolsillo y un cuchillo y un tenedor curiosamente moldeados en el otro. La radio minúscula dijo algo en una lengua incomprensible. George lo puso al lado del cuerpo, pero guardó los utensilios de comer.

“Tal vez, no puedo huir,” pensó George. “¿Por qué luchar contra ellos?”

Sin embargo, tal vez lo consiguiera.

¿Y si consiguiera despertar a los demás? Esto podría valer la pena intentarlo.

Él caminó veinte cuadras hasta el apartamento de su novia, Lil, y golpeó su puerta. Ella vino a la puerta en su bata de baño.

“Quiero que usted despierte,” él dijo.

“Estoy despierta,” ella dijo. “Vamos, entre.”

Él entró. El televisor estaba encendido. Se apagó.

“No,” él dijo. “Quiero decir, despierta de verdad.” Ella le miró sin entender, entonces él chasqueó sus dedos y gritó, “¡Despierta! ¡Los dominadores ordenan que usted despierte! “

“¿Estás con un tornillo menos, George?” Ella preguntó sospechosamente. “Seguro que estás actuando de forma divertida.” Él dio una palmada en la cara de ella. “¡Deja de eso!”, Ella exclamó, “¿Qué diablos estás queriendo hacer?”

“Nada”, dijo George, frustrado. “Yo sólo estaba bromeando.”

“¡Dar tapa en mi cara no fue sólo jugar!”, Ella gritó.

Hubo un golpe en la puerta.

George la abrió.

Era uno de los alienígenas.

“¿No puedes disminuir el ruido y discutir en silencio?”, Dijo.

Los ojos y la carne reptiliana se desvanecieron un poco y George vio la imagen oscilante de un hombre gordo de media edad de camisa. Era aún un hombre cuando George le cortó la garganta con el cuchillo de comer, pero era un alienígena antes de llegar al suelo. Él lo arrastró hasta el apartamento y pateó la puerta cerrada. “¿Qué estás ahí?”, Preguntó a Lil, apuntando a la cosa de serpiente de muchos ojos en el suelo.

“Señor … señor Coney,” murmuró, sus ojos abrumados de terror. “Usted … acabó de matarlo, como si no fuera nada.”

“No grite,” avisó George, acercándose a ella.

No voy, George. Yo juro que no voy. Sólo que, por favor, por el amor de Dios, baje ese cuchillo. “Ella retrocedió hasta que ella tenía sus omoplatos presionados a la pared.

George se dio cuenta de que eso era inútil.

“Te voy a atar,” dijo George. “Primero, cuéntame en qué habitación el señor Coney vivía.”

“La primera puerta a su izquierda como hacia las escaleras,” ella dijo. “Georgie … Georgie. No me torture. Si usted me va a matar, haga de modo honesto. Por favor, Georgie, por favor. “

Él la amarró con sábanas y la amordazó, entonces examinó el cuerpo del Fascinador. Había otro de los pequeños radios que hablaba una lengua extranjera, otro conjunto de utensilios de comer y nada más.

George fue a la siguiente puerta.

Cuando él golpeó la puerta, una de esas cosas-serpiente respondió, “¿Quién está ahí?”.

“Amigo del señor Coney. Quiero verlo, “dijo George.

“Él salió por un instante, pero él estará de vuelta.” La puerta abrió una ranura y cuatro ojos amarillos espiaron. “¿Quieres entrar y esperar?”

“Cierto,” dijo George, sin mirar a los ojos.

“¿Está usted solo ahí?”, Respondió conforme cerraba la puerta, de espaldas a George.

“¿Si por qué?”

Él le cortó la garganta por detrás, entonces examinó el apartamento.

Encontró huesos y cráneos humanos, una m de la mano de la comida.

Encontró tanques con enormes babosas gordas flotando en ellos.

“Los hijos,” él pensó, y mató a todos ellos.

Había armas también, de un tipo que él nunca había visto antes. Él descargó una por accidente, pero afortunadamente era silencioso. Parecía disparar pequeños dardos envenenados.

Él embolsó el arma, así como muchas de las cajas de dardos él que pudo y regresó a la casa de Lil. Cuando ella lo vio, se contorsionó en pavor desamparado.

“Relájate, dulce,” él dijo, abriendo la bolsa de ella. “Sólo quiero tomar prestado las llaves de su coche.”

Él tomó las llaves y salió escalera abajo a la calle.

Su carro todavía estaba estacionado en la misma área usual en la que siempre estacionaba. Él reconoció por el bisel en el para-lama derecho. Él entró, llamó y comenzó a conducir sin rumbo. Él dirigió por horas, pensando – desesperadamente buscando por alguna salida. Él llamó la radio del coche para ver si podía oír alguna canción, pero no había nada más que noticias y era todo sobre él, George Nada, el maníaco homicida. El locutor era uno de los dominadores, pero parecía un poco asustado. ¿Por qué debería estar? ¿Qué podría hacer un hombre?

George no estaba sorprendido cuando vio el bloqueo en la carretera, y apagó la radio en una calle lateral antes de llegar al bloqueo. Ningún paseo por el país para ti, joven Georgie, pensó para ti.

Ellos ya habían descubierto lo que había hecho allá atrás en la casa de Lil, entonces ellos probablemente estar en busca de su coche. Él lo estacionó en un callejón y tomó el metro. No había alienígenas en el metro, por alguna razón. Tal vez ellos fueran demasiado buenos para tal cosa, o tal vez era sólo porque era muy tarde de noche.

Cuando uno finalmente entró, George salió.

Él subió a la calle y entró en un bar. Uno de los Fascinadores estaba en la TV hablando y hablando nuevamente, “Somos sus amigos. Nosotros somos sus amigos. Nosotros somos sus amigos. “El lagarto estúpido parecía asustado. ¿Por qué? ¿Qué un hombre podría hacer contra todos ellos?

George pidió una cerveza, entonces, de repente, él dio por sí de que el Fascinador en la TV ya no parecía tener ningún poder sobre él. Él miró de nuevo a él y pensó, “Él tiene que creer que puede controlarme a hacer eso. La menor insinuación de miedo en esta parte y el poder de hipnotizar está perdido. “Ellos mostraron rápidamente la foto de George en la pantalla de la televisión y se refugió en la cabina telefónica. El Jefe de Policía se dirigió a su supervisión.

“¿Aló, Robinson?”, Preguntó.

“Es el.”

“Aquí es George Nada. Descubrí cómo despertar a la gente.

“¿Qué? George, espera. ¿Dónde estás? “Robinson sonaba casi histérico.

Él apagó, pagó y dejó el bar. Ellos probablemente rastrear su conexión.

Tomó otro metro y se dirigió al centro de la ciudad.

Era de madrugada cuando entró en el edificio que albergaba los mayores estudios de TV de la ciudad. Él consultó al director del edificio y luego subió al ascensor. La policía frente al estudio lo reconoció. “¡Oh, tú eres nada!”, Él arde.

George no deseaba dispararle con el arma de dardo venenoso, pero él tenía que disparar.

Él tuvo que matar a varios otros antes de que entrar en el estudio, incluyendo todos los ingenieros de turno. Había muchas sirenas de policía en el exterior, gritos agitados, y marcha de pasos en las escaleras. El alienígena estaba sentado delante de la cámara de televisión y diciendo, “Somos sus amigos. Somos sus amigos, “y no vio a George entrar. Cuando George le disparó con el arma de aguja, simplemente se detuvo en medio de la frase y se sentó allí, muerto. George llegó cerca de él y dijo, imitando al crochet alienígena, “Acordes. Despertar. ¡Vean cómo somos y nos matan! “

Era la voz de George que la ciudad oía aquella mañana, pero era la imagen del Fascinador, y la ciudad se despertó por la primera vez y la guerra se inició.

George no vivió para ver la victoria que finalmente llegó. Él murió de un ataque de corazón exactamente a las ocho horas.

¡¡Y ahí!! ¿Te gusta? Disfrutar y entrar en el blog y leer la cantidad de mensajes que desea. Y deje su comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, deje una sugerencia. Te veo en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – pinterest.pt/pin/317574211210331427/ encrypted-

Capa: cdn.vox-cdn.com/uploads/chorus_image/image/61640193/the_ringer_final_standard.0.jpg

images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/518KbWFH79L.jpg

litreactor.com/columns/book-vs-comic-vs-film-eight-oclock-in-the-morning-vs-nada-vs-they-live

fiquelouco.blogspot.com/2007/12/uma-resenha-de-eles-vivem-ou-histria-do.html

bp1.blogger.com/_p-ade-mmrsg/R17pXDe1q1I/AAAAAAAAAFU/2MsKawS9ICM/s1600/theylive.jpg

wfdefenders.files.wordpress.com/2017/04/nada-comic-ray-nelson-bill-wray-page-1.jpg?w=237&h=360

images.gr-assets.com/authors/1363382977p5/38506.jpg

encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRPlvwaAoqPY8sim88TyMNBc1o3s4wNpxxJixk7izHpGNfDStZ8

inst-2.cdn.shockers.de/hs_cdn/out/pictures//master/product/1/they_live_maske-sie_leben_maske-trick_or_treat_maske-john_carpenter_maske-front-21663-01.jpg

canseidomainstream.com.br/wp-content/uploads/2016/03/they-live-landscape_opt.jpg

media.giphy.com/media/q16O6MnjHYUAU/giphy.gif

nightflight.com/wp-content/uploads/RODDY-PIPER-THEY-LIVE-4.jpg

Anúncios