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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: E voltamos a falar de futuro e de previsões.

Lady and gentleman, com vocês ….. Vamos deixar de pompas e seguir.  O PHANTASTICUS volta a falar um pouco mais sobre o futuro.  Sobre as previsões que a LitFan e seus autores geniais fazem (ou já fizeram).

Já postamos várias vezes sobre este tipo de tema, mas ainda é muito pouco pelo potencial que ele (o tema) apresenta.

Quer relembrar alguns dos posts? Veja só:

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/ (A Assustadora Visão do Futuro de Philip K Dick – post de 27 de setembro de 2015);

jotacortizo.wordpress.com/2017/10/08/o-futuro-nas-linhas-avassaladoras-de-pkd-e-blade-runner/ (O Futuro nas linhas avassaladoras de PKD e Blade Runner – post de 08 de outubro de 2017);

jotacortizo.wordpress.com/2018/12/16/visao-futuristica-i/ (Visão Futurística I – post de 16 de dezembro de 2018);

jotacortizo.wordpress.com/2018/12/23/o-profeta-da-ficcao-cientifica/ (O Profeta da Ficção Científica – post de 23 de dezembro de 2018);

jotacortizo.wordpress.com/2019/03/09/e-seguimos-com-visao-futuristica-volume-ii/ (E seguimos com “Visão Futurística” volume II – post de 09 de março de 2019).

Chega de relembrar (e isto é só uma amostra do que o blog já pontuou sobre a visão de futuro dos muitos autores que por aqui já “desfilaram”).  Vamos a ação!

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Hoje, vamos do livro (e das previsões) que é considerado, até hoje, como uma das mais importantes e assustadoras distopias da literatura.  Nineteen Eighty-Four (Mil Novecentos e Oitenta e Quatro – 1984), do gênio George Orwell. Na obra, o Partido liderado pelo “Grande Irmão” vigia a rotina, os comportamentos e as relações interpessoais de sua população. A principal tecnologia usada para esse monitoramento são as “teletelas”, que se parecem grandes televisores e estão obrigatoriamente presentes em todas as casas. Também há microfones e câmeras nas ruas e pequenos helicópteros (quase semelhantes a drones) que filmam dentro das casas.  Em 10 de abril de 2016 o PHANTASTICUS postou sobre a esta obra.  Veja:

jotacortizo.wordpress.com/2016/04/10/o-ultimo-romance-de-george-orwell-e-o-surgimento-do-grande-irmao-la-ultima-novela-de-george-orwell-y-la-aparicion-de-gran-hermano/

Hoje, temos diversas tecnologias capazes de monitorar cada instante de nossa vida e as utilizamos todos os dias, sem nos importar muito se alguém está nos espionando ou não. As telas e microfones estão sempre conosco.  Temos os smartphones e seus apps, computadores e alto-falantes de assistentes digitais, que são capazes de capturar informações a nosso respeito por todo o tempo. Em troca de segurança, adotamos tecnologias de vigilância, implementamos sistemas inteligentes em nossas casas, e não nos importamos em ceder os dados coletados para empresas privadas ou para o governo. Pode ser que não exista um “Grande Irmão” usando essas ferramentas para nos vigiar e punir, como acontece no livro, mas o diabo se esconde nos pequenos detalhes.

Conheça um pouco a obra:

O romance é ambientado na “Pista de Pouso Número 1” (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província do superestado da Oceania, em um mundo de guerra perpétua, vigilância governamental onipresente e manipulação pública e histórica. Os habitantes deste superestado são ditados por um regime político totalitário eufemisticamente chamado de “Socialismo Inglês”, encurtado para “Ingsoc”.

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O superestado está sob o controle da elite privilegiada do Partido Interno, um partido e um governo que persegue o individualismo e a liberdade de expressão como “crime de pensamento”, que é aplicado pela “Polícia do Pensamento”. Winston, o protagonista, vive um eterno questionamento sobre governo totalitário do Partido que comanda sua nação e sobre seu líder, o “Grande Irmão”, a figura onisciente e onipresente que está sempre te vigiando. E ele sente-se solitário, porque todos os cidadãos são doutrinados pelo Partido a obedecer, a aceitar o que o Partido determina como verdade, a detestar as coisas do mundo antigo (como o diário que ele mantém e mesmo sem escrever já seria um criminoso, porque pensar um crime é o mesmo que cometê-lo).

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Curiosidade: No livro as nações se dividem em três grandes impérios modernos, que são grandes potências:

Oceania – o maior dos impérios, governa toda a Oceania, América, Islândia, Reino Unido, Irlanda e grande parte do sul da África.

Eurásia – o segundo maior império, governa toda a Europa (exceto Islândia, Reino Unido e Irlanda), quase toda a Rússia e pequena parte do resto da Ásia.

Lestásia – o menor império, governa países orientais como China, Japão, Coreia, parte da Índia e algumas nações vizinhas.

Territórios sob disputa: Outros territórios, como o norte da África, o centro e o Sudeste da Ásia (quadrilátero formado entre as cidades de Brazzaville, Darwin, Hong Kong e Tânger), além de todo o território da Antártica.

A Oceania é dividida em três camadas: o Núcleo do Partido, onde estão as pessoas poderosas, os “Proletas”, o grupo à margem da sociedade, o povo com o qual o Partido não se importa e o Partido Externo, um espaço intermediário que contém os Ministérios:  do Amor, que é responsável por torturar os inimigos do Partido; da Paz, que é responsável por manter a guerra contra a Eurásia ou Lestásia, as outras duas nações; e da Verdade: responsável por falsificar o passado. Fazendo com que as previsões do “Grande Irmão” sempre estejam corretas e removendo as pessoas que não são mais pessoas, que deixaram de fazer parte da história; da Fartura que é responsável pela economia e por divulgar dados astronômicos de produção, que não correspondem à realidade, que acabam gerando fome e escassez.

Winston trabalha no Ministério da Verdade (Miniver, em novafala, um novo idioma que objetiva encurtar os vocabulários, controlando ainda mais o pensamento das pessoas), e se apaixona por Júlia, uma colega de trabalho, e aí começa uma trama perigosa.  Na Oceania se apaixonar é errado, relações entre homens e mulheres devem servir apenas para a procriação. Assim acompanhamos um romance proibido entre pessoas que deveriam obedecer ao Partido e acabam acreditando em uma sociedade secreta de insurgentes que derrubarão o governo, possivelmente junto a O’Brien, um personagem misterioso e membro do Núcleo do Partido.

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Bem, e agora alguns exemplos da predição de G. Orwell:

Em 2013, o ex-técnico da CIA, Edward Snowden, vazou informações sigilosas dos Estados Unidos. Assim, o mundo ficou sabendo sobre o PRISM, um programa de vigilância de agências governamentais para monitorar pessoas em vários países do mundo. Os documentos revelaram que o governo dos Estados Unidos tinha o poder de coletar vários tipos de dados de cidadãos, como histórico de pesquisas, conteúdo de e-mails, transferências de arquivos, vídeos, fotos, chamadas de voz e vídeo, e muito mais. Hoje, os sistemas e aplicativos instalados em dispositivos móveis controlam todo tipo de atividade, como viagens, lojas que visitamos, compras online, questões tributárias, movimentações bancárias, viagens. Imagine, apenas imagine, se uma pessoa, empresa ou governo mal-intencionado colocasse as mãos em tanta informação?

Na China as coisas estão um pouco mais, digamos, “orwellianas”. No final de 2018, o país, que já era bastante criticado por usar tecnologias invasivas de vigilância e monitoramento, inaugurou mais um sistema de câmeras inteligentes incrivelmente poderoso. Desenvolvido pela empresa Watrix, ele pode identificar uma pessoa apenas pela forma como ela caminha e formato do corpo. A identificação pode ser feita a até 50 metros de distância, sem precisar analisar o rosto.

Em julho deste ano, a organização Human Rights Watch descobriu que a polícia em Xinjiang utiliza um aplicativo conectado a uma base de dados com uma quantidade assustadora de informações pessoais da população. Com o aplicativo, as autoridades podem acessar detalhes como cor de cabelo e a altura precisa de uma pessoa, além de dados comportamentais, como consumo de energia, sociabilidade, e até uso de softwares considerados suspeitos.

Bem, Orwell escreveu esta brilhante obra em antes de 1950 – para ser exato, o livro foi publicado em 8 de junho de 1949, um pouco antes da morte do autor que ocorreu em 21 de janeiro de 1950.  George Orwell era um dos pseudônimos de Eric Arthur Blair.  Apontado como simpatizante da proposta anarquista, o escritor faz uma defesa da auto-gestão ou autonomismo.  Muitos anos (mas muitos anos mesmo) das tecnologias “assumirem” parte da nossa vida, George Orwell transformou seu livro em uma obra de alerta.  Escreveu-o animado por um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e as gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte – sofria de tuberculose – para poder acabá-lo.

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Stalin, também Hitler e Churchill foram algumas das figuras que inspiraram Orwell a escrever o romance.  No livro, Orwell expõe uma teoria da Guerra. Segundo ele, o objetivo da guerra não é vencer o inimigo nem lutar por uma causa. O objetivo da guerra é manter o poder das classes altas, limitando o acesso à educação, à cultura e aos bens materiais das classes baixas. A guerra serve para destruir os bens materiais produzidos pelos pobres e para impedir que eles acumulem cultura e riqueza e se tornem uma ameaça aos poderosos. Assim, um dos lemas do Partido, “guerra é paz”, é explicado no livro de Emmanuel Goldstein: “Uma paz verdadeiramente permanente seria o mesmo que a guerra permanente”.

Emmanuel Goldstein é um personagem fictício do romance distópico de George Orwell, Mil novecentos e oitenta e quatro. Ele é o principal inimigo do estado, de acordo com o Partido da Oceania totalitária. Ele é descrito como o chefe de uma organização dissidente misteriosa e possivelmente fictícia chamada “A Irmandade” e como tendo escrito o livro A teoria e a prática do coletivismo oligárquico. Ele é visto e ouvido apenas em telão e pode ser uma invenção do Ministério da Verdade, o departamento de propaganda do Estado.  Segundo rumores, é um ex-membro do Partido e um dos primeiros associados de seu líder, ” Big Brother “, mas que se separou no início do movimento e iniciou “The Brotherhood” (A Irmandade). Aparentemente, “A Irmandade” é organizada em células, sendo que cada membro deve ler o Livro, supostamente escrito por Goldstein, “A Teoria e Prática do Coletivismo Oligárquico”. Goldstein é sempre o tema do “Dois Minutos de Ódio”, um programa – do governo – diário que começa às 11:00 da manhã, no qual uma imagem de Goldstein é mostrada na tela de televisão e sujeita a extremo desprezo por parte dos espectadores.

Leon Trotsky pode ter sido a inspiração para George Orwell.

(Infelizmente sem a legenda)

O autor de ficção científica David Brin costuma dizer que o grande mérito da ficção científica não é prever o futuro, mas pintar um futuro tão horrível que as pessoas vão lutar para que ele não aconteça. Neste sentido, 1984 é talvez o livro mais importante dos séculos (considerando o XX e o XXI), porque, a qualquer sinal de tirania, a sociedade lembra (ou deveria) do livro e luta para impedi-la (ou deveria).

Bem, espero que tenham gostado e se servir de alguma coisa, aqui vai um último alerta – dado por nosso autor escolhido:

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“If liberty means anything at all, it means the right to tell people what they do not want to hear” (Se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir).

Vejo todos vocês no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: Y hablamos nuevamente sobre el futuro y mostramos.

Señora y caballero, con ustedes … Detengamos la pompa y sigamos adelante. PHANTASTICUS hablará un poco más sobre el futuro. Sobre las predicciones que LitFan y sus genios autores hacen (o han hecho).

Hemos publicado varias veces sobre este tipo de tema, pero todavía es muy poco por el potencial que presenta (el tema).

¿Quieres recordar algunas de las publicaciones? Compruébalo:

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-sustadora-vision-of-filuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/ (A Scary Future Vision por Philip K Dick – posterior al 27 de septiembre de 2015);

jotacortizo.wordpress.com/2017/10/08/o-futuro-on-pkd-e-blade-runner-runner-rates/ (El futuro en las líneas abrumadoras de PKD y Blade Runner – 8 de octubre de 2007 2017);

jotacortizo.wordpress.com/2018/12/16/vision-futuristica-i/ (Visión futurista I – publicación del 16 de diciembre de 2018);

jotacortizo.wordpress.com/2018/12/23/o-profeta-da-ficcao-cientifica/ (El profeta de la ciencia ficción – publicación del 23 de diciembre de 2018);

jotacortizo.wordpress.com/2019/03/09/e-follow-with-vision-futuristica-volume-ii/ (Y seguimos con el volumen II de “Visión futurista” – publicación del 9 de marzo de 2019).

Lo suficiente para recordar (y esto es solo una muestra de lo que el blog ya ha puntuado sobre la visión futura de los muchos autores que han “desfilado” aquí). ¡Vamos a la acción!

Hoy, veamos el libro (y las predicciones) que se considera, hasta hoy, como una de las distopías más importantes y aterradoras de la literatura. Mil novecientos ochenta y cuatro (Mil novecientos ochenta y cuatro – 1984), por el genio George Orwell. En este trabajo, el Partido dirigido por “Gran Hermano” supervisa la rutina, el comportamiento y las relaciones interpersonales de su población. La tecnología principal utilizada para este monitoreo son las “pantallas pequeñas”, que parecen televisores grandes y están necesariamente presentes en cada hogar. También hay micrófonos y cámaras en las calles, y pequeños helicópteros (casi como drones) filmando dentro de las casas. El 10 de abril de 2016, PHANTASTICUS publicó sobre este trabajo. Ver:

jotacortizo.wordpress.com/2016/04/10/the-great-romance-de-george-orwell-and-surgence-of-bigger-irmao-la-ultima-novela-de-george-orwell-y-la- grand herman apparicion /

Hoy, tenemos una variedad de tecnologías que pueden monitorear cada momento de nuestras vidas y usarlas todos los días, independientemente de si alguien nos está espiando o no. Las pantallas y los micrófonos siempre están con nosotros. Tenemos teléfonos inteligentes y sus aplicaciones, computadoras y altavoces asistentes digitales, que pueden capturar información sobre nosotros todo el tiempo. A cambio de seguridad, adoptamos tecnologías de vigilancia, implementamos sistemas inteligentes en nuestros hogares y no nos importa entregar los datos recopilados a empresas privadas o al gobierno. Puede que no haya un “Gran Hermano” usando estas herramientas para mirarnos y castigarnos, como en el libro, pero el diablo acecha en los pequeños detalles.

Conozca un poco sobre el trabajo:

La novela está ambientada en la “Pista # 1” (anteriormente conocida como Gran Bretaña), una provincia del superestado de Oceanía, en un mundo de guerra perpetua, vigilancia ubicua del gobierno y manipulación pública e histórica. Los habitantes de este superestado están dictados por un régimen político totalitario eufemísticamente llamado “socialismo inglés”, abreviado a “Ingsoc”.

El superestado está bajo el control de la élite privilegiada del Partido Interno, un partido y un gobierno que persigue el individualismo y la libertad de expresión como un “crimen de pensamiento”, que es aplicado por la “Policía del Pensamiento”. Winston, el protagonista, vive una eterna pregunta sobre el gobierno totalitario del partido gobernante y su líder, “Gran Hermano”, la figura omnisciente y omnipresente que siempre te está cuidando. Y se siente solo, porque todos los ciudadanos están adoctrinados por el Partido para obedecer, para aceptar lo que el Partido determina que es verdad, para odiar las cosas del mundo antiguo (como el diario que lleva e incluso sin escribir ya sería un criminal porque pensar en un crimen es lo mismo que cometerlo).

Curiosidad: en el libro las naciones se dividen en tres grandes imperios modernos, que son grandes poderes:

Oceanía: el imperio más grande, gobierna toda Oceanía, América, Islandia, el Reino Unido, Irlanda y gran parte del sur de África.

Eurasia: el segundo imperio más grande, gobierna toda Europa (excepto Islandia, el Reino Unido e Irlanda), casi toda Rusia y una pequeña parte del resto de Asia.

Lestasia: el imperio más pequeño, gobierna países del este como China, Japón, Corea, parte de la India y algunas naciones vecinas.

Territorios en disputa: Otros territorios, como el norte de África, Asia central y sudoriental (cuadrilátero formado entre las ciudades de Brazzaville, Darwin, Hong Kong y Tánger), así como todo el territorio antártico.

Oceanía se divide en tres capas: el núcleo del partido, donde están las personas poderosas, las “proletas”, la periferia de la sociedad, la gente que al Partido no le importa y el Partido Externo, un espacio intermedio que contiene los Ministerios de Amor, que es responsable de torturar a los enemigos del Partido; Paz, que es responsable de mantener la guerra contra Eurasia o Lestasia, las otras dos naciones; y Verdad: responsable de falsificar el pasado. Hacer que las predicciones de Big Brother siempre sean correctas y eliminar a las personas que ya no son personas, que ya no son parte de la historia; da Fartura, responsable de la economía y de la difusión de datos astronómicos de producción, que no se corresponden con la realidad, que terminan causando hambre y escasez.

Winston trabaja en el Ministerio de la Verdad (Miniver, en novafala, un nuevo lenguaje que tiene como objetivo acortar el vocabulario, controlando aún más el pensamiento de las personas), y se enamora de Julia, una compañera de trabajo, y luego comienza una trama peligrosa. En Oceanía enamorarse está mal, las relaciones entre hombres y mujeres deberían ser solo para la procreación. Por lo tanto, seguimos un romance prohibido entre personas que deberían obedecer al Partido y terminar creyendo en una sociedad secreta de insurgentes que derrocará al gobierno, posiblemente junto a O’Brien, un personaje misterioso y miembro del Núcleo del Partido.

Bueno, y ahora algunos ejemplos de la predicción de G. Orwell:

En 2013, el ex técnico de la CIA Edward Snowden filtró información clasificada de los Estados Unidos. Entonces, el mundo aprendió sobre PRISM, un programa de vigilancia de agencias gubernamentales para monitorear personas en varios países del mundo. Los documentos revelaron que el gobierno de EE. UU. Tenía el poder de recopilar varios tipos de datos ciudadanos, como el historial de búsqueda, el contenido del correo electrónico, la transferencia de archivos, videos, fotos, llamadas de voz y video, y más. Hoy en día, los sistemas y aplicaciones basados ​​en dispositivos móviles controlan todo tipo de actividad, como viajes, tiendas que visitamos, compras en línea, asuntos fiscales, banca, viajes. Imagínense, imagínense, si una persona, compañía o gobierno malintencionado obtuviera tanta información.

En China las cosas son un poco más, digamos “orwellianos”. A fines de 2018, el país, que ya era muy criticado por usar tecnologías invasivas de vigilancia y monitoreo, inauguró otro sistema de cámara inteligente increíblemente potente. Desarrollado por la compañía Watrix, puede identificar a una persona solo por la forma en que camina y la forma del cuerpo. La identificación se puede hacer hasta a 50 metros de distancia sin tener que analizar la cara.

En julio de este año, Human Rights Watch descubrió que la policía en Xinjiang está utilizando una aplicación conectada a la base de datos con una cantidad aterradora de información personal de la población. Con la aplicación, las autoridades pueden acceder a detalles como el color y la altura del cabello de una persona, así como a datos de comportamiento como el consumo de energía, la sociabilidad e incluso el uso de software sospechoso.

Bueno, Orwell escribió este brillante trabajo antes de 1950; para ser exactos, el libro fue publicado el 8 de junio de 1949, poco antes de la muerte del autor el 21 de enero de 1950. George Orwell fue uno de los seudónimos de Eric Arthur Blair. Nombrado como simpatizante de la propuesta anarquista, el escritor defiende la autogestión o el autonomismo. Muchos años (pero incluso muchos años) de tecnologías que “se apoderan” de parte de nuestras vidas, George Orwell ha convertido su libro en un trabajo de advertencia. Lo escribió con un sentido de urgencia, para advertir a sus contemporáneos y a las generaciones futuras del peligro en el que se encontraban, y luchó desesperadamente contra la muerte, que sufría de tuberculosis, para ponerle fin.

Stalin, también Hitler y Churchill fueron algunas de las figuras que inspiraron a Orwell a escribir la novela. En el libro, Orwell expone una teoría de la guerra. Según él, el propósito de la guerra no es derrotar al enemigo o luchar por una causa. El propósito de la guerra es mantener el poder de las clases altas limitando el acceso a la educación, la cultura y los bienes materiales de las clases bajas. La guerra sirve para destruir los bienes materiales producidos por los pobres y evitar que acumulen cultura y riqueza y se conviertan en una amenaza para los poderosos. Así, una de las consignas del partido, “la guerra es la paz”, se explica en el libro de Emmanuel Goldstein: “Una paz verdaderamente permanente sería lo mismo que una guerra permanente”.

Emmanuel Goldstein es un personaje ficticio de la novela distópica de George Orwell, Mil novecientos ochenta y cuatro. Es el principal enemigo del estado, según el Partido totalitario de Oceanía. Se lo describe como el jefe de una organización disidente misteriosa y posiblemente ficticia llamada “La Hermandad” y por haber escrito el libro Teoría y práctica del colectivismo oligárquico. Se ve y se escucha solo en la pantalla grande y puede ser una invención del Ministerio de la Verdad, el departamento de propaganda del estado. Segundo curso res, es un ex miembro del Partido y uno de los primeros asociados de su líder, “Gran Hermano”, pero que se separó al comienzo del movimiento y comenzó “La Hermandad”. Aparentemente, “The Brotherhood” está organizada en celdas, y cada miembro lee el Libro, supuestamente escrito por Goldstein, “The Theory and Practice of Oligarchic Collectivism”. Goldstein es siempre el tema de “Dos minutos de odio”, un programa diario del gobierno que comienza a las 11:00 a.m., en el que se muestra una imagen de Goldstein en la televisión y está sujeta al desprecio extremo de los espectadores.

Leon Trotsky puede haber sido la inspiración para George Orwell.

(Desafortunadamente sin el subtítulo)

El autor de ciencia ficción David Brin a menudo dice que el gran mérito de la ciencia ficción no es predecir el futuro, sino pintar un futuro tan horrible que la gente luchará para evitar que suceda. En este sentido, 1984 es quizás el libro más importante de los siglos (considerando los siglos XX y XXI), porque, ante cualquier signo de tiranía, la sociedad recuerda (o debería) el libro y lucha por evitarlo (o debería).

Bueno, espero que lo hayas disfrutado y si usas algo, aquí hay una advertencia final, dada por nuestro autor elegido:

“If liberty means anything at all, it means the right to tell people what they do not want to hear” (Si la libertad significa algo, significa el derecho a decirle a la gente lo que no quiere escuchar).

Nos vemos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

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Capa: forte.jor.br/wp-content/uploads/2013/10/nsa_the_world_by_kelevra2k9.jpg

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