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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: A volta do Homem do Castelo Alto.

Olá meus queridxs amigxs! Por estes dias, difíceis (politicamente falando), me interessei pela série da Amazon “The Man In The High Castle” (O Homem do Castelo Alto) – que foi lançada em 2015.  Uma adaptação da obra de Philip Kindred Dick, ou como era mais conhecido PKD.

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Aqui no blog já havia feito um post que dava uma boa ideia de PKD e seu livro (que no meu entender é genial e assustador).  Logo abaixo, deixo o link do post para que você(s) relembre(m):

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

O escritor é figurinha fácil aqui no blog.  Temos vários posts que mostram a sua visão de futuro.  Mas…. Resta a você fazer uma viagem pelo PHANTASTICUS.

Voltando e falando um pouco mais de viagens, PKD literalmente viajava em suas obras.  Ele escrevia ficção científica, explorando pesadamente temas políticos, filosóficos e sociais, autoritarismo, realidades alternativas e estados alterados de consciência. E com uma argumentação e visão absolutamente incríveis.  Isto em plena década de 60 (no querido e prolifico século XX). Retornado ao livro, foi com “The Man In …” que PKD ganhou o “Hugo Awards” e é neste livro que o escritor exacerba na imaginação.  O romance se passa em 1962 (“coincidência” o mesmo ano da publicação do livro), quinze anos após as potências do Eixo derrotarem os Aliados na Segunda Guerra Mundial, ficando os Estados Unidos entregues (e divididos) à Alemanha nazista e ao Império do Japão.  Neste mundo, em que a URSS ruiu e os povos eslavos do oriente da Europa foram “esmagados” (e quase exterminados), ainda tínhamos os negros voltando a condição de escravos. Já os judeus, que sobreviveram a perseguição imposta por toda a guerra e pós-guerra, continuavam a ser “jogados” em campos de concentração ou eram eliminados nas ruas.  Alguns poucos conseguiam se esconder sob identidades falsas (e chegam a se submeter a procedimentos cirúrgicos para eliminarem as características físicas mais evidentes de sua raça) para não serem completamente exterminados.

Desatando o novelo das linhas de “The Man In The High Castle” você não tem alternativa a não ser a de coroar PKD.

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Toda a ambientação apresentada por K. Dick é absolutamente fascinante. Escrito de maneira muito bem pensada, o autor nos apresenta o mundo – no início da década de 60 – totalmente dominado pela cultura da Alemanha Nazista e do Japão, apresentando efetivamente um claro contraste com a nossa realidade.

Em sua fundamentação para um resultado diferente do ocorrido na Segunda Guerra, PKD “joga” alguns elementos onde a história real se separa da ficção, como o assassinato do presidente Franklin Delano Roosevelt. Com a morte do presidente, seus sucessores não foram capazes de impedir a crescente crise no país que levou à derrota dos aliados na grande guerra.

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E mais uma vez, o escritor levanta questões interessantes sobre o domínio da cultura de grandes potências sobre os demais países e sobre o impacto que pode ter o “domínio” de uma nação sobre as demais.

Deste modo, a história vai sendo contada em diversas frentes, e conforme vai se mostrando, vamos lidando com um “grande” mistério.  O misterioso “Homem do Castelo Alto”.

Um autor misterioso, conhecido como “O Homem do Castelo Alto”, escreve um livro que descreve como seria o mundo caso os Aliados não tivessem perdido a guerra.

E é este um dos pontos mais brilhantes do livro. O livro dentro do livro.  O livro que diz que tudo foi ou poderia ser diferente.  O livro que incita a resistência.  Aí você para e olha para o alto e pensa: Por habitarmos esta realidade, a obra consegue nos conectar ao universo distópico de uma maneira extremamente criativa (e real).  É brilhante!

Em seus 53 anos de vida PKD produziu 44 livros, cerca de 121 contos, a maioria deles publicados em revistas especializadas ainda em vida. Depois de uma experiência religiosa que o marcou profundamente em fevereiro de 1974, onde – a partir daí – se aventurou em temas explicitamente teológicos.

Em 20 de fevereiro de 1974, Philip se recuperava dos efeitos causados pelo tiopental, após a extração de um dente siso. Ele então recebeu dextropropoxifeno de uma moça que bateu em sua porta, para fazer a entrega da farmácia. Ele a achou muito bonita, de cabelos escuros, mas ficou atraído pelo colar que ela usava, com forma de peixe. Segundo ela, era o símbolo usado pelos primeiros cristãos. Ele chamou o símbolo de “vesicle pisces”, juntando o termo vesica piscis com o símbolo do peixe cristão, com dois arcos interseccionais delineando um peixe.  Mais tarde, Philip contaria que o sol refletiu no pingente de ouro da moça, causando um raio rosado de luz que o espantou. Ele acabou acreditando que o raio acabou lhe despertando a clarividência e que tinha inteligência. Em um momento, Philip disse que o raio o informou que seu filho pequeno estava doente e o casal levou a criança ao hospital, onde a suspeita teria sido confirmada.

A partir daí, Philip começaria a ter alucinações, que ele teria atribuído inicialmente aos efeitos da medicação para dor depois da extração do siso, mas desconsiderou a hipótese após várias semanas de contínuas alucinações. Em fevereiro e março de 1974, ele teve uma série de alucinações, algumas com padrões geométricos, outras em que via Jesus na Roma Antiga. Elas aumentaram em frequência e duração, onde Philip afirmava que vivia uma vida paralela, onde em uma vida ele era Philip K. Dick, na outra era Thomas, um cristão perseguido pelos romanos no século I d.C. Ele escreveu sobre tais experiências, primeiro em uma autobiografia, chamada Radio Free Albemuth e depois em “VALIS”, “The Divine Invasion” e no não finalizado “The Owl in Daylight”.

PKD foi casado 5 vezes e teve 3 filhos.  Em 17 de fevereiro de 1982, depois de uma entrevista, Philip ligou para seu terapeuta, reclamando de não conseguir enxergar direito. Seu terapeuta o mandou procurar um hospital imediatamente, mas ele não foi. No dia seguinte, Philip foi encontrando inconsciente e caído no chão em sua casa, em Santa Ana, Califórnia, depois de sofrer um AVC. Em 25 de fevereiro de 1982, já no hospital, ele teve outro AVC, que o levou à morte cerebral. Cinco dias depois, os aparelhos que o mantinham vivo foram desligados e ele veio a falecer.  Seu pai, Joseph, levou as cinzas de Philip para o cemitério Riverside, em Fort Morgan, Colorado, onde o enterrou ao lado do túmulo de sua irmã gêmea Jane.

PKD era um gênio ou um louco – ou as duas coisas.  Assim, sua obra é fascinante.  Um bom exemplo disto é: Se você já viu os filmes Blade Runner; Total Recall e Minority Report (para falar apenas de alguns) saiba que são adaptações das suas obras.  Então, fica difícil falar mais.  A série vale a pena e o livro mais ainda.

Encerramos por hoje.  Mas para a efetiva conclusão, deixo uma frase do nosso PKD para muita (mas muita) reflexão.

“A realidade é aquilo que não desaparece, quando se deixa de crer nisso.”

E agora sim.  Espero que tenham gostado do post.  Vejo todos vocês no próximo.

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Jota Cortizo

Versión española: El regreso del Hombre del Castillo Alto.

¡Hola mis queridos amigos! En estos días difíciles (políticamente hablando), me interesé en la serie de Amazon “The Man In The High Castle”, que fue lanzada en 2015. Una adaptación del trabajo de Philip Kindred Dick, o cómo fue PKD más conocido.

Aquí en el blog ya había hecho una publicación que daba una buena idea de PKD y su libro (que en mi opinión es genial y aterrador). A continuación, les dejo el enlace de la publicación para que lo recuerden:

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

El escritor es una figura fácil aquí en el blog. Tenemos varias publicaciones que muestran su visión del futuro. Pero … Te queda hacer un viaje a través de PHANTASTICUS.

Volviendo atrás y hablando un poco más sobre viajes, PKD literalmente viajó en sus obras. Escribió ciencia ficción, explorando en gran medida temas políticos, filosóficos y sociales, autoritarismo, realidades alternativas y estados alterados de conciencia. Y con un argumento y una visión absolutamente increíbles. Esto fue a mediados de los años 60 (en el querido y prolífico siglo XX). Volviendo al libro, fue con “The Man In …” que PKD ganó los “Premios Hugo” y es en este libro que el escritor exacerba su imaginación. La novela tiene lugar en 1962 (“coincidencia” el mismo año en que se publicó el libro), quince años después de que las potencias del Eje derrotaron a los Aliados en la Segunda Guerra Mundial, con los Estados Unidos abandonados (y divididos) a la Alemania nazi y el Imperio de los Estados Unidos. Japón: en este mundo, en el que la URSS colapsó y los pueblos eslavos de Europa del Este fueron “aplastados” (y casi exterminados), todavía teníamos negros volviendo a la condición de esclavos. Los judíos, que sobrevivieron a la persecución impuesta por toda la guerra y la posguerra, continuaron siendo “arrojados” en campos de concentración o fueron eliminados en las calles. Algunos lograron esconderse bajo identidades falsas (e incluso someterse a procedimientos quirúrgicos para eliminar las características físicas más obvias de su raza) para no ser completamente eliminados.

Desatando la madeja de las líneas de “The Man In The High Castle” no tienes otra alternativa que coronar PKD.

Todo el ambiente presentado por K. Dick es absolutamente fascinante. Escrito de una manera muy bien pensada, el autor nos presenta al mundo, a principios de la década de 1960, totalmente dominado por la cultura de la Alemania nazi y Japón, presentando efectivamente un claro contraste con nuestra realidad.

En su justificación de un resultado diferente al de la Segunda Guerra Mundial, PKD “juega” algunos elementos donde la historia real está separada de la ficción, como el asesinato del presidente Franklin Delano Roosevelt. Con la muerte del presidente, sus sucesores no pudieron evitar la creciente crisis en el país que condujo a la derrota de los aliados en la gran guerra.

Y nuevamente, el escritor plantea preguntas interesantes sobre el dominio de la cultura de las grandes potencias sobre otros países y sobre el impacto que el “dominio” de una nación puede tener en otros.

De esta manera, la historia se cuenta en varios frentes, y resulta que estamos lidiando con un “gran” misterio. El misterioso “Hombre de Castelo Alto”.

Un misterioso autor, conocido como “El hombre del castillo alto”, escribe un libro que describe cómo sería el mundo si los Aliados no hubieran perdido la guerra.

Y este es uno de los puntos más brillantes del libro. El libro dentro del libro. El libro que dice que todo fue o podría ser diferente. El libro que incita a la resistencia. Luego te detienes, miras hacia arriba y piensas: porque vivimos en esta realidad, el trabajo logra conectarnos con el universo distópico de una manera extremadamente creativa (y real). ¡Es brillante!

En sus 53 años de vida, PKD produjo 44 libros, alrededor de 121 cuentos, la mayoría de ellos publicados en revistas especializadas aún en vida. Después de una experiencia religiosa que lo marcó profundamente en febrero de 1974, donde, desde entonces, se aventuró en temas explícitamente teológicos.

El 20 de febrero de 1974, Philip se estaba recuperando de los efectos causados ​​por el tiopental después de la extracción de una muela del juicio. Luego recibió dextropropoxifeno de una niña que llamó a su puerta para llevarla a la farmacia. La encontraba muy hermosa, con cabello oscuro, pero se sintió atraído por el collar que llevaba, en forma de pez. Según ella, era el símbolo utilizado por los primeros cristianos. Llamó al símbolo “vesícula piscis”, uniendo el término vesica piscis con el símbolo del pez cristiano, con dos arcos interseccionales que delinean un pez. Más tarde, Philip diría que el sol se reflejó en el colgante de oro de la niña, causando un rayo de luz rosa que lo sobresaltó. Terminó creyendo que el rayo terminó despertando su previsión y que tenía inteligencia. En un momento, Philip dijo que el rayo le informó que su hijo estaba enfermo y que la pareja lo llevó al hospital, donde se confirmó la sospecha.

A partir de ahí, Philip consiguió tendría alucinaciones, lo que habría atribuido inicialmente a los efectos de la medicación para el dolor después de la extracción de la muela del juicio, pero descartó la hipótesis después de varias semanas de alucinaciones continuas. En febrero y marzo de 1974, tuvo una serie de alucinaciones, algunas con patrones geométricos, otras en las que vio a Jesús en la antigua Roma. Aumentaron en frecuencia y duración, donde Philip afirmó vivir una vida paralela, donde en una vida era Philip K. Dick, en la otra era Thomas, un cristiano perseguido por los romanos en el siglo I d. C. Escribió sobre tales experiencias, primero en una autobiografía, llamada Radio Free Albemuth y luego en “VALIS”, “La Divina Invasión” y en el inacabado “The Owl in Daylight”.

PKD se ha casado 5 veces y tuvo 3 hijos. El 17 de febrero de 1982, después de una entrevista, Philip llamó a su terapeuta, quejándose de que no podía ver correctamente. Su terapeuta lo envió a buscar un hospital de inmediato, pero no fue. Al día siguiente, Philip se encontró inconsciente y cayó al suelo de su casa en Santa Ana, California, después de sufrir un derrame cerebral. El 25 de febrero de 1982, ya en el hospital, sufrió otro derrame cerebral que le provocó la muerte cerebral. Cinco días después, los dispositivos que lo mantuvieron con vida fueron apagados y murió. Su padre, Joseph, llevó las cenizas de Philip al cementerio Riverside en Fort Morgan, Colorado, donde lo enterró junto a la tumba de su hermana gemela Jane.

PKD era un genio o un loco, o ambos. Por lo tanto, su trabajo es fascinante. Un buen ejemplo de esto es: si has visto las películas de Blade Runner; Total Recall y Minority Report (por mencionar solo algunos) saben que son adaptaciones de sus obras. Entonces, es difícil hablar más. La serie lo vale y el libro aún más.

Hemos terminado por hoy. Pero para la conclusión efectiva, dejo una oración de nuestro PKD para mucha (pero mucha) reflexión.

“La realidad es aquello que no desaparece cuando dejas de creerlo”.

Y ahora si. Espero que hayas disfrutado la publicación. Hasta la próxima.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

i1.wp.com/www.dailydot.com/wp-content/uploads/f3d/b0/94932df3874fb84041047a83c3fe3600.jpg?resize=720%2C360&ssl=1

ocapacitor.com/resenha-o-homem-do-castelo-alto-philip-k-dick/

ataberna.net/series/a-serie-o-homem-do-castelo-alto-10-pontos-de-divergencia-em-relacao-ao-livro/

mundodoslivros.com/2016/02/resenha-o-homem-do-castelo-alto-por.html

pt.m.wikipedia.org/wiki/O_Homem_do_Castelo_Alto

wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4e/Man_High_Castle_%28TV_Series%29_map-2.svg/800px-Man_High_Castle_%28TV_Series%29_map-2.svg.png

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citacoes.in/autores/philip-k-dick/

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