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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Um pouco mais de Júlio Verne.

Um prazer estar com vocês, mais uma vez.  Então só nos resta, dentro deste momento de “quarentena”, aproveitar e enriquecer nossa massa cinzenta.  Vou trazer hoje (mais uma vez), um dos pais da ficção científica (paternidade compartilhada com Hugo Gernsback).

Antes de seguir, trago três posts que o PHANTASTICUS mostrou do nosso grande Verne.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/05/julio-verne-e-o-nascimento-da-ficcao-cientifica/

jotacortizo.wordpress.com/2016/06/26/as-viagens-extraordinarias-e-fantasticas-de-j-verne/

jotacortizo.wordpress.com/2018/04/21/a-paternidade-da-ficcao-cientifica-paternidade-compartilhada/

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Verne foi autor de obras como: “Vinte Mil Léguas Submarinas”, “Viagem ao Centro da Terra” e “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”, entre muitas outras.  E em seus livros, Verne previu muitos avanços científicos como a televisão, o helicóptero, o cinema falado, a vitrola, o gravador, as esteiras rolantes, o ar-condicionado, o avião, viagens espaciais e muitos outros.

Um rápido olhar para as novidades que apareciam nos livros do francês, revela uma das principais características de suas invenções: todas têm como base tecnológica a realidade da época em que o autor viveu. Apesar de Verne ser capaz de imaginar dispositivos avançados ao seu tempo, sempre usou de elementos já conhecidos para construí-los. Os materiais e combustíveis de seus submarinos e helicópteros eram herdeiros da revolução industrial.  Hoje, enquadramos no gênero “Steampunk”.

Curiosidade da vida de JV: Em 9 de Março de 1886, seu sobrinho Gaston deu dois tiros contra o autor, quando este chegava em casa na cidade de Amiens. Um dos tiros o atingiu no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que seu sobrinho tenha cometido o atentado, mas ele foi considerado louco e internado em um manicômio até o final da vida.

Hoje falaremos um pouco do seu último livro.  “Maître du monde” (Senhor do Mundo) publicado em 1904 – uma continuação de “Robur-le-Conquérant” (Robur, O Conquistador) publicado em 1886.

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Em “Robur, o Conquistador”, o protagonista era capaz de construir uma nave a base de papel prensado (para que tivesse uma grande resistência e, ao mesmo tempo, fosse leve), que se alçava com hélices, como fazem os helicópteros modernos. Algumas hélices adicionais, na proa e na popa, serviram para propulsar a invenção para o céu. Verne tomou os protótipos de helicópteros existentes e imaginou para onde o desenvolvimento deveria ir.  Além disso, deixou de lado o carvão como combustível para impulsar a engenhoca e propunha algumas pilhas elétricas como bateria. Estas baterias têm uma composição química desconhecida, mas tornam Verne em, também, um precursor dos combustíveis alternativos.  O “Albatross”, nome da nave que poderia girar lateral e horizontalmente, serviu de inspiração para o russo Igor Sikorski, que, em 1942, se tornou o primeiro fabricante de helicópteros.

Sinopse:  Muitos incidentes misteriosos ocorrem no Monte Great-Eyry. Ruídos abafados são ouvidos, um incêndio gigantesco começa no topo desta montanha. Mais tarde, testemunhas, que ouviram um barulho, temem que o vulcão Great-Eyry acorde. John Strock, “o inspector principal no departamento federal da polícia” em Washington, D.C. (e o narrador da história), conhecido por sua curiosidade quase doentia – apelidado de “Senhor do Mundo”. Strock viaja à cordilheira na Carolina do Norte para investigar e descobre que todos os fenómenos são causados por um tipo de veículo.  E depois de muito batalhar descobre o nome do piloto.  Robur. O homem tinha aperfeiçoado uma de suas invenções. É um veículo com cerca de dez metros de comprimento, e era alternadamente um automóvel (corria a uma velocidade espetacular), um carro anfíbio (era barco e submarino) e conseguia desdobrar suas asas (spoiller: como fez no alto das quedas do Niágara).  Pode viajar a uma velocidade de 150 milhas/hora na terra e a 200 milha/hora a voar. O veículo tinha o nome de “Terreur” (Terror).

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Strock tenta capturar o “Terror” mas é ele que é capturado. O estranho veículo ilude os seus perseguidores e chega às Caraíbas onde Robur acaba por enfrentar uma tempestade. O Terror é atingido por um relâmpago e cai no oceano. Strock é salvo do veículo atingido, mas o corpo de Robur nunca é encontrado. O leitor é deixado na dúvida se Robur morreu realmente ou não.

Júlio Verne estava longe de ser um cientista, mas sua paixão pela tecnologia e o progresso foram incrementados em suas obras e nos derem (com muitos anos de antecedência) uma ideia de como seria o futuro (agora).  Na obra “Senhor do Mundo” a última aeronave que Júlio Verne pode imaginar é a soma de muitas outras invenções.

Na noite de 24 de março de 1905, aos 77 anos, Verne, deitado em sua estreita cama, pediu o volume das “Vinte mil léguas submarinas”. Não chegou a abri-lo. O livro caiu-lhe das mãos. Perguntou então pela mulher e os filhos e fechou os olhos.

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Deixou-nos.  Uma mente brilhante.  Um gênio da literatura.

Para terminar uma das últimas (e memoráveis) frases (ou atribuída a ele):

“SINAIS DE BOM GOVERNO: Quando os sabres estão enferrujados, e as enxadas polidas; quando as prisões estão vazias e os celeiros cheios; quando os degraus dos templos estão gastos pelo caminhar dos fiéis e as entradas dos tribunais cobertas de ervas; quando os médicos andam a pé e os pedreiros a cavalo, o Império é bem governado.”

E agora sim.  Espero que tenham gostado do post.  Vejo todos vocês no próximo.

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Jota Cortizo

É genial festejar o sucesso, mas é mais importante aprender com as lições do fracasso.

Versión española: Un poco más sobre Julio Verne.

Un placer estar contigo, una vez más. Por lo tanto, solo podemos, dentro de este momento de “cuarentena”, disfrutar y enriquecer nuestra materia gris. Traeré hoy (de nuevo), uno de los padres de la ciencia ficción (paternidad compartida con Hugo Gernsback).

Antes de continuar, traigo tres publicaciones que PHANTASTICUS mostró de nuestro gran Verne.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/05/julio-verne-e-o-nascimento-da-ficcao-cientifica/

jotacortizo.wordpress.com/2016/06/26/as-viagens-extraordinarias-e-fantasticas-de-j-verne/

jotacortizo.wordpress.com/2018/04/21/a-paternidade-da-ficcao-cientifica-paternidade-comparthada/

Verne fue autor de obras como: “Veinte mil leguas de viaje submarino”, “Viaje al centro de la Tierra” y “La vuelta al mundo en ochenta días”, entre muchas otras. Y en sus libros, Verne predijo muchos avances científicos como la televisión, el helicóptero, el cine hablado, el tocadiscos, la grabadora, las pasarelas móviles, el aire acondicionado, los aviones, los viajes espaciales y muchos otros.

Una mirada rápida a las noticias que aparecieron en los libros franceses revela una de las principales características de sus inventos: todos ellos están basados ​​en la tecnología de la realidad de la época en que vivió el autor. Aunque Verne pudo imaginar dispositivos avanzados en ese momento, siempre usó elementos ya conocidos para construirlos. Los materiales y combustibles de sus submarinos y helicópteros fueron herederos de la revolución industrial. Hoy, caemos en el género “Steampunk”.

Curiosidad de la vida de JV: el 9 de marzo de 1886, su sobrino Gaston le disparó dos veces al autor cuando llegó a su casa en la ciudad de Amiens. Uno de los disparos lo golpeó en el hombro y tardó mucho en sanar, el otro le golpeó el tobillo, dejándolo cojo durante los últimos 19 años de su vida. No está claro por qué su sobrino cometió el ataque, pero se lo consideró loco y estuvo en un hospital psiquiátrico por el resto de su vida.

Hoy hablaremos un poco sobre tu último libro. “Maître du monde” (Señor del mundo) publicado en 1904 – una continuación de “Robur-le-Conquérant” (Robur, El conquistador) publicado en 1886.

En “Robur the Conqueror”, el protagonista pudo construir una nave basada en papel prensado (de modo que tenía una gran resistencia y, al mismo tiempo, era liviana), que se levantó con hélices, como lo hacen los helicópteros modernos. Algunas hélices adicionales, en proa y popa, sirvieron para impulsar la invención al cielo. Verne tomó los prototipos de helicópteros existentes y se preguntó a dónde debería ir el desarrollo. Además, dejó de lado el carbón como combustible para impulsar el artilugio y propuso algunas baterías eléctricas como batería. Estas baterías tienen una composición química desconocida, pero hacen de Verne también un precursor de los combustibles alternativos. El “Albatros”, el nombre del barco que podía girar lateral y horizontalmente sirvió de inspiración para el ruso Igor Sikorski, quien, en 1942, se convirtió en el primer fabricante de helicópteros.

Sinopsis: Muchos incidentes misteriosos ocurren en Mount Great-Eyry. Se escuchan ruidos apagados, un fuego gigantesco comienza en la cima de esta montaña. Más tarde, los testigos, que escucharon un ruido, temen que el volcán Great-Eyry se despierte. John Strock, “el inspector jefe del departamento de policía federal” en Washington, D.C. (y el narrador de la historia), conocido por su curiosidad casi insalubre, apodado “Señor del mundo”. Strock viaja a la cordillera de Carolina del Norte para investigar y descubre que todos los fenómenos son causados ​​por un tipo de vehículo. Y después de muchas peleas, descubre el nombre del piloto. Robur El hombre había perfeccionado uno de sus inventos. Es un vehículo de unos diez metros de largo, y alternativamente era un automóvil (corría a una velocidad espectacular), un automóvil anfibio (era un bote y un submarino) y logró desplegar sus alas (spoiler: como lo hizo en la cima de las cataratas del Niágara). Puede viajar a una velocidad de 150 millas / hora en tierra y 200 millas / hora volando. El vehículo se llamaba “Terreur” (Terror).

Strock intenta capturar el “Terror” pero es él quien es capturado. El extraño vehículo escapa a sus perseguidores y llega al Caribe, donde Robur termina enfrentando una tormenta. El rayo golpea el terror y cae al océano. Strock se salva del vehículo golpeado, pero el cuerpo de Robur nunca se encuentra. El lector tiene dudas sobre si Robur realmente murió o no.

Julio Verne estaba lejos de ser un científico, pero su pasión por la tecnología y el progreso se incrementaron en sus trabajos y nos dieron (con muchos años de anticipación) una idea de cómo sería el futuro (ahora). En el trabajo “Senhor do Mundo”, el último avión que Julio Verne puede imaginar es la suma de muchos otros inventos.

En la noche del 24 de marzo de 1905, a los 77 años, Verne, acostado en su cama estrecha, pidió el volumen de “Veinte mil leguas bajo el mar”. Nunca llegó a abrirlo. El libro cayó de sus manos. Luego preguntó por su esposa e hijos y cerró los ojos.

Nos dejó. Una mente brillante. Un genio de la literatura.

Para terminar una de las últimas (y memorables) oraciones (o atribuidas a él):

“SEÑALES DE BUEN GOBIERNO: cuando los sables están oxidados y las azadas están pulidas; cuando las cárceles están vacías y los graneros llenos; cuando los pasos de los templos están desgastados por la caminata de los fieles y las entradas a los patios están cubiertas de hierbas; cuando los médicos caminan y los albañiles a caballo, el Imperio está bien gobernado “.

Y ahora sí. Espero que hayas disfrutado la publicación. Hasta la próxima.

Jota Cortizo

“Es genial celebrar el éxito, pero es más importante aprender de las lecciones del fracaso”.

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa: miro.medium.com/max/2880/1*l2ekR2ynD0FKjsiuRy0hCg.jpeg

ebiografia.com/julio_verne/

metropole.nantes.fr/

super.abril.com.br/historia/julio-verne-inventor-do-futuro/

vivianeblood.blogspot.com/2012/09/curiosidades.html

docplayer.com.br/docs-images/73/68552157/images/70-0.jpg

wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cd/Verne_-_Maitre_du_monde_Hetzel%2C_1904.djvu.jpg

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br.blogthinkbig.com/2016/07/07/as-invencoes-que-julio-verne-previu/

correiodoar.com.br/noticia/12-avancos-tecnologicos-que-foram-imaginados-pela-ficcao-e-se-tornaram-realidade/48688/

farolliterario.com.br/Produto/24/o-senhor-mundo

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historia.nationalgeographic.com.es/medio/2018/11/19/02-maquina-voladora-julio-verne_6f1f99c5_1500x1209.jpg

aventurasnahistoria.uol.com.br/media/_versions/julio_verne_1_widexl.png

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