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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: Conflitos na Restauração da ordem * Nos contos de uma aia.

Amigxs!! Todos bem – e em casa?  Importante que tenhamos toda a cautela possível neste momento difícil.  Siga a estrada que está sendo desenhada pela ciência.   E vamos seguir juntos pela leitura, pela informação, pela LitFan.

Hoje tenho o prazer (e a honra) de trazer uma canadense que é escritora, romancista, poetisa, contista, ensaísta e crítica literária – internacionalmente reconhecida, tendo recebido inúmeros prêmios literários importantes. Foi agraciada com a Ordem do Canadá, a mais alta distinção em seu país.

Trago a vocês: Margaret Eleanor Atwood.

Em sua infância, era uma leitora voraz de literatura, de livros de mistério, de contos de fada dos “Irmãos Grimm” e de histórias em quadrinhos.  Decidiu escrever profissionalmente quando tinha 16 anos. Começou a publicar poemas e artigos no jornal literário da universidade. E sua vida girou muito em torno da literatura.  Hoje, com 80 anos, muitos de seus romances e contos são referência.         Recebeu muitos prêmios, tais como: o “Arthur C. Clarke Award” (1987), “Man Booker” (2000), o “Princesa das Astúrias” (2008) e o “PEN Pinter” (2016)

Curiosidade: Muitos de seus contos e poemas foram inspirados por contos de fadas europeus e pela mitologia euroasiática.

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E toda a genialidade de M. Atwood se manifesta nas linhas de “The Handmaid’s Tale” (O Conto da Aia).  Publicado em 1985, foi muito bem recebido pelo pública e pela crítica.

O romance está estabelecido na República de Gileade, uma teonomia cristã militar formada nas fronteiras do que anteriormente eram os Estados Unidos da América.

Nota: Teonomia, de theos (Deus) e nomos (lei), é uma forma de governo em que a sociedade seria governada pela “lei divina”, um tipo de teocracia cristã. Os teonomistas afirmam que a Palavra de Deus, incluindo as leis judiciais do Antigo Testamento, devem ser cumpridas pelas sociedades modernas. Os seguidores do reconstrutivismo cristão são o principal grupo que advoga por este tipo de sistema político.

Atenção: A ficção pode ser muito parecida com a realidade.

Após um ataque terrorista matar o presidente e a maioria do Congresso dos Estados Unidos, um movimento fundamentalista de reconstrução cristã autointitulado “Filhos de Jacó” lança um golpe e suspende a Constituição dos Estados Unidos sob o pretexto de “restaurar a ordem”. Eles rapidamente tiram os direitos das mulheres, em grande parte atribuídos a registros financeiros armazenados eletronicamente e rotulados por sexo. O novo regime surge como a República de Gileade. Trabalha velozmente para consolidar seu poder e reorganizar a sociedade estadunidense ao longo de um novo modelo totalitário, militarizado e hierárquico de fanatismo religioso e social inspirado no Antigo Testamento entre suas castas sociais recém-criadas. Nesta sociedade, os direitos humanos são severamente limitados e os direitos das mulheres são ainda mais restritos; por exemplo, as mulheres estão proibidas de ler.

A história é contada em primeira pessoa por uma mulher chamada Offred (literalmente Of-Fred). A personagem é parte de uma classe de mulheres mantidas para fins reprodutivos e conhecidas como “servas” (aias) pela classe dominante em uma era de nascimentos em declínio devido à esterilidade por poluição e doenças sexualmente transmissíveis. Offred descreve sua vida durante sua terceira tarefa como serva, neste caso na residência de Fred (referido como “O Comandante”). Intercalados em flashbacks estão porções de sua vida de antes e durante o início do golpe, quando ela descobre que perdeu toda autonomia para seu marido, depois de uma tentativa fracassada de escapar do país com sua família para o Canadá. Ela então passa a ser doutrinada para ser uma serva – uma aia. Offred descreve a estrutura da sociedade de Gileade, incluindo as diferentes classes de mulheres e suas vidas circunscritas na nova teocracia cristã.

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Ajustando-se às suas alegações de que The Handmaid’s Tale é uma obra de ficção especulativa, não ficção científica, o romance de M. Atwood oferece uma visão satírica de várias tendências sociais, políticas e religiosas dos Estados Unidos na década de 1980. Sua motivação para escrever o romance era que, na década de 1980, a direita religiosa discutia o que eles fariam com as mulheres se elas tomassem o poder, incluindo a Maioria Moral, o Foco na Família, a Coalizão Cristã e o governo Ronald Reagan.  Além disso, Atwood questiona o que aconteceria se essas tendências, e especialmente “atitudes casualmente mantidas em relação às mulheres”, fossem levadas ao seu fim lógico. Atwood continua argumentando que todos os cenários oferecidos em “The Handmaid’s Tale” ocorreram na vida real – em uma entrevista que ela deu sobre Oryx e Crake, Atwood sustenta que “Assim como The Handmaid’s Tale, eu não coloquei nada que ainda não fizemos, ainda não estamos fazendo, estamos tentando seriamente, juntamente com as tendências que já estão em andamento … Então, todas essas coisas são reais e, portanto, a quantidade de pura invenção está próxima de nulo. “M. Atwood também era conhecida por levar recortes de jornais para suas várias entrevistas para apoiar a base de sua ficção na realidade. Ela explicou que “The Handmaid’s Tale” é uma resposta para aqueles que afirmam que os governos opressivos, totalitários e religiosos que se firmaram em outros países ao longo dos anos “não podem acontecer aqui” – mas neste trabalho, ela tentou mostrar como pode acontecer de fato –  em qualquer lugar.

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A inspiração de M. Atwood para a República de Gileade veio de seu tempo estudando os primeiros puritanos americanos enquanto estava em Harvard, da qual participou em uma bolsa. Ela argumenta que a visão moderna dos puritanos – de que eles vieram para a América para fugir da perseguição religiosa na Inglaterra e estabelecer uma sociedade religiosa tolerante – é enganosa, e que, em vez disso, esses líderes puritanos queriam estabelecer uma teocracia monolítica. A escritora também tinha uma conexão pessoal com os puritanos, e ela dedica o romance a sua própria ancestral Mary Webster, que foi acusada de bruxaria na puritana Nova Inglaterra, mas sobreviveu ao enforcamento. Devido à natureza totalitária da sociedade de Gileade, M. Atwood, ao criar o cenário, se inspirou no “idealismo utópico” presente nos regimes do século XX, como Camboja e Romênia, bem como no puritanismo anterior da Nova Inglaterra.  M. Atwood argumentou que um golpe, como o descrito em “The Handmaid’s Tale”, usurparia a religião a fim de alcançar seus próprios fins.

Enfim, não apenas o livro foi considerado bem escrito e convincente, mas o trabalho de Atwood foi notável por provocar intensos debates tanto dentro quanto fora da academia. A escritora sustenta que a “República de Gileade” é apenas uma extrapolação de tendências já vistas nos Estados Unidos na época em que ela foi escrita, uma visão apoiada por outros estudiosos que estudam “The Handmaid’s Tale”. De fato, muitos colocaram “The Handmaid’s Tale” na mesma categoria de ficção distópica de “Mil novecentos e oitenta e quatro” e “Admirável mundo novo”, com o recurso adicional de confrontar o patriarcado, uma categorização que M. Atwood aceitou e reiterou em muitos artigos e entrevistas.

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Ainda hoje, muitos revisores afirmam que o romance de M. Atwood permanece tão agourento e poderoso como sempre, em grande parte por causa de sua base em fatos históricos. No entanto, quando seu livro foi publicado pela primeira vez em 1985, nem todos os revisores estavam convencidos do “conto de advertência” apresentado por ela. Por exemplo, a resenha de Mary McCarthy no “New York Times” argumentou que “The Handmaid’s Tale” não possuía características para os leitores verem “nosso eu atual em um espelho distorcido, e do que poderemos nos transformar se as tendências atuais continuarem”.

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Mas, foi nas telas da TV que a obra ganhou um dimensionamento maior das ideias de M. Atwood.  Depois da estreia da série de televisão em 2017, houve muito debate sobre paralelos traçados entre a série (e, por extensão, seu livro) e a sociedade americana após a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos e de Mike Pence como vice-presidente dos Estados Unidos.  E a mesma avaliação deve ser feita para outros eleitos, nos mais diversos cantos do planeta.

Reflexões impostas pelo obra de arte de Margaret Eleanor Atwood (citadas pela revista “Super Interessante” em sua matéria “O Futuro da Humanidade segundo quatro distopias …”:

1) TIRANIA EM NOME DE DEUS

Após um ataque terrorista matar o presidente dos EUA e abrir fogo contra membros do Congresso, o exército declarou estado de emergência. Pouco tempo depois, um movimento fundamentalista cristão chamado Filhos de Jacó ganhou força e suspendeu a Constituição dos sobre o pretexto de restaurar a ordem. O país mudou o nome para República de Gileade.

2) POR TRÁS DE TODO GRANDE HOMEM…

A submissão da mulher tornou-se institucional, mas aconteceu gradualmente. Primeiro, elas foram impedidas de trabalhar, depois tiveram seus bens bloqueados e, por fim, seus direitos revogados. Desde então, a sociedade foi reorganizada de modo que a única função das mulheres é servir aos homens. Até para sair de casa elas precisam pedir permissão a eles. E elas também são proibidas de ler.  Afinal, a leitura pode lhes dar ideias subversivas.

3) VACAS PARIDEIRAS

Mudanças inexplicadas no meio ambiente esterilizaram a maioria das mulheres. As que ainda são férteis foram forçadas a virarem escravas exclusivas para reprodução. Cada Aia é atribuída a um Comandante dos Filhos de Jacó e, todo mês, deve se deitar com a cabeça entre as pernas da esposa dele, como num ritual, para ser estuprada. Se engravidar e conseguir completar a gestação (as chances são de 25%), é obrigada a dar o bebê ao casal.

4) INDIGNA DE UM NOME

A Aia permanece na casa até o fim do período de amamentação. Depois, é obrigada a partir para outra residência e começar tudo de novo, sem nunca mais ter contato com o(a) filho(a). Ela não é dona nem do próprio nome: é rebatizada sempre com o prefixo “of” (“de”, em inglês), seguido do nome de seu dono. A protagonista, que serve ao Comandante Fred, é chamada de Offred.

5) AS NOVAS “CARREIRAS” PARA MULHERES

Além das Aias, há outras castas femininas em Gilead. As esposas dos Comandantes servem para apoiar o marido e cuidar do lar. As Marthas são empregadas responsáveis pela limpeza e pela comida. As Tias preparam as Aias através de um treinamento rígido, cheio de torturas e humilhações. Por conta de seu prestígio, as Tias são livres para circular pela cidade sem a permissão de um homem

6) MODA SOB CONTROLE

As roupas são fundamentais para diferenciar as mulheres. As Aias se vestem inteiramente de vermelho (simbolizando o parto de Maria Madalena), exceto por uma espécie de chapéu branco que esconde o rosto e não permite enxergar os arredores. As esposas usam azul, que representa a pureza de Virgem Maria. Viúvas vestem preto. As Tias usam marrom e as Marthas, verde.

7) CALE-SE OU MORRA

Os Filhos de Jacó não perseguem apenas mulheres. Gays são enforcados como “traidores do gênero”. Médicos que faziam abortos antes da revolução são caçados e assassinados. E qualquer outra pessoa que tentar se rebelar pode ser executada, ter uma parte do corpo extraída ou ser enviada para as Colônias, um lugar remoto onde ninguém sabe exatamente o que acontece.

Forte… Insano… Realista… Perigoso.  E qual sua opinião? Mas antes você tem de ler o livro.

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Finalizamos com uma frase da escritora: “Se você soubesse o que iria acontecer, se você soubesse tudo o que iria acontecer no futuro, se soubesse de antemão as consequências de suas próprias ações, você estaria condenado. Você ficaria arruinado como Deus. Você seria uma pedra. Você nunca iria comer ou beber ou rir ou sair da cama de manhã. Você nunca iria amar alguém, nunca mais. Você não se atreveria.”

Espero que tenham gostado do post.  Vejo todos vocês no próximo.

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Jota Cortizo

Versión española: Conflictos en el restablecimiento del orden * En los cuentos de una criada.

¡¡Amigxs!! ¿Todo bien y en casa? Es importante que tengamos todas las precauciones posibles en este momento difícil. Sigue el camino que está siendo diseñado por la ciencia. Y sigamos juntos a través de la lectura, la información, LitFan.

Hoy me complace (y me honra) traer a una mujer canadiense que es escritora, novelista, poeta, escritora de cuentos, ensayista y crítica literaria, reconocida internacionalmente, que ha recibido numerosos premios literarios importantes. Fue galardonada con la Orden de Canadá, la distinción más alta en su país.

Te traigo: Margaret Eleanor Atwood.

En su infancia, era una voraz lectora de literatura, libros de misterio, cuentos de hadas de los “Hermanos Grimm” y cómics. Decidió escribir profesionalmente cuando tenía 16 años. Comenzó a publicar poemas y artículos en el periódico literario de la universidad. Y su vida giraba en torno a la literatura. Hoy, a la edad de 80 años, muchas de sus novelas y cuentos son una referencia. Recibió muchos premios, tales como: “Premio Arthur C. Clarke” (1987), “Man Booker” (2000), “Princesa de Asturias” (2008) y “PEN Pinter” (2016)

Curiosidad: muchos de sus cuentos y poemas se inspiraron en los cuentos de hadas europeos y en la mitología euroasiática.

Y todo el genio de M. Atwood se manifiesta en las líneas de “The Handmaid’s Tale”. Publicado en 1985, fue muy bien recibido por el público y la crítica.

La novela se estableció en la República de Galaad, una teonomía militar cristiana formada en las fronteras de lo que antes eran los Estados Unidos de América.

Nota: Theonomy, de theos (Dios) y nomos (ley), es una forma de gobierno en el cual la sociedad se regiría por la “ley divina”, un tipo de teocracia cristiana. Los teonomistas afirman que la Palabra de Dios, incluidas las leyes judiciales del Antiguo Testamento, deben ser cumplidas por las sociedades modernas. Los seguidores del reconstructivismo cristiano son el grupo principal que aboga por este tipo de sistema político.

Advertencia: la ficción puede ser muy similar a la realidad.

Después de que un ataque terrorista mató al presidente y a la mayoría del Congreso de los Estados Unidos, un movimiento fundamentalista de reconstrucción cristiana llamado “Hijos de Jacob” lanza un golpe de estado y suspende la Constitución de los Estados Unidos con el pretexto de “restaurar el orden”. Quitan rápidamente los derechos de las mujeres, en gran parte atribuidos a los registros financieros almacenados electrónicamente y etiquetados por sexo. El nuevo régimen emerge como la República de Galaad. Trabaja rápidamente para consolidar su poder y reorganizar la sociedad estadounidense a lo largo de un nuevo modelo totalitario, militarizado y jerárquico de fanatismo religioso y social inspirado en el Antiguo Testamento entre sus nuevas castas sociales. En esta sociedad, los derechos humanos están severamente limitados y los derechos de las mujeres están aún más restringidos; por ejemplo, las mujeres tienen prohibido leer.

La historia es contada en primera persona por una mujer llamada Offred (literalmente Of-Fred). El personaje es parte de una clase de mujeres mantenidas con fines reproductivos y conocidas como “sirvientas” (sirvientas) por la clase dominante en una era de nacimientos en declive debido a la esterilidad por la contaminación y las enfermedades de transmisión sexual. Offred describe su vida durante su tercera tarea como sirviente, en este caso en la residencia de Fred (referida como “El Comandante”). Intercalados en flashbacks hay porciones de su vida de antes y durante el comienzo del golpe, cuando descubre que ha perdido toda la autonomía de su esposo, después de un intento fallido de escapar del país con su familia a Canadá. Luego se adoctrina para ser una sirvienta, una sirvienta. Offred describe la estructura de la sociedad de Galaad, incluidas las diferentes clases de mujeres y sus vidas circunscritas en la nueva teocracia cristiana.

Ajustándose a sus afirmaciones de que The Handmaid’s Tale es una obra de ficción especulativa, no de ciencia ficción, la novela de M. Atwood ofrece una visión satírica de varias tendencias sociales, políticas y religiosas en los Estados Unidos en la década de 1980. escribir la novela fue que, en la década de 1980, la derecha religiosa discutió qué harían con las mujeres si tomaran el poder, incluida la mayoría moral, el enfoque en la familia, la coalición cristiana y el gobierno de Ronald Reagan. Además, Atwood cuestiona qué sucedería si estas tendencias, y especialmente las “actitudes casualmente mantenidas hacia las mujeres”, llegaran a su fin lógico. Atwood continúa argumentando que todos los escenarios ofrecidos en “The Handmaid’s Tale” ocurrieron en la vida real: en una entrevista que dio sobre Oryx y Crake, Atwood sostiene que “Al igual que The Handmaid’s Tale, todavía no he puesto nada que no hayamos hecho, no lo estamos haciendo, lo estamos intentando seriamente, junto con las tendencias que ya están en marcha … Entonces, todas estas cosas son reales y, por lo tanto, la cantidad de pura invención es cercana a cero “. M. Atw ood también era conocida por tomar recortes de periódicos para sus diversas entrevistas para apoyar la base de su ficción en la realidad. Explicó que “The Handmaid’s Tale” es una respuesta para aquellos que afirman que los gobiernos opresivos, totalitarios y religiosos que se han apoderado de otros países a lo largo de los años “no pueden suceder aquí”, pero en este trabajo, ella trató de mostrar cómo puede suceder. de hecho, en cualquier lugar.

La inspiración de M. Atwood para la República de Galaad provino de su tiempo estudiando a los primeros puritanos estadounidenses mientras estaba en Harvard, en el que participó en una beca. Ella argumenta que la visión de los puritanos modernos, que vinieron a América para escapar de la persecución religiosa en Inglaterra y establecer una sociedad religiosa tolerante, es engañosa, y que estos líderes puritanos querían establecer una teocracia monolítica en su lugar. La escritora también tenía una conexión personal con los puritanos, y ella dedica la novela a su propio antepasado Mary Webster, quien fue acusado de brujería en la Nueva Inglaterra puritana, pero sobrevivió a la horca. Debido a la naturaleza totalitaria de la sociedad de Galaad, M. Atwood, al crear la escena, se inspiró en el “idealismo utópico” presente en los regímenes del siglo XX, como Camboya y Rumania, así como en el Puritanismo anterior de Nueva Inglaterra. M. Atwood argumentó que un golpe de estado, como el descrito en “The Handmaid’s Tale”, usurparía la religión para lograr sus propios fines.

De todos modos, el libro no solo se consideró bien escrito y convincente, sino que el trabajo de Atwood fue notable por provocar intensos debates tanto dentro como fuera de la academia. El escritor sostiene que la “República de Galaad” es solo una extrapolación de las tendencias que ya se veían en los Estados Unidos en el momento en que se escribió, una opinión respaldada por otros académicos que estudian “El cuento de la criada”. De hecho, muchos colocaron “The Handmaid’s Tale” en la misma categoría de ficción distópica que “Mil novecientos ochenta y cuatro” y “Brave new world”, con la característica adicional de confrontar el patriarcado, una categorización que M. Atwood aceptó y reiteró en muchos articulos y entrevistas.

Incluso hoy, muchos críticos afirman que la novela de M. Atwood sigue siendo tan siniestra y poderosa como siempre, en gran parte debido a su base en hechos históricos. Sin embargo, cuando su libro se publicó por primera vez en 1985, no todos los revisores estaban convencidos de su “cuento de advertencia”. Por ejemplo, la revisión de Mary McCarthy en el “New York Times” argumentó que “The Handmaid’s Tale” no tenía características para que los lectores vieran “nuestro yo actual en un espejo distorsionado, y qué podemos cambiar si las tendencias actuales continúan”.

Sin embargo, fue en las pantallas de televisión que el trabajo adquirió una mayor dimensión de las ideas de M. Atwood. Después del estreno de la serie de televisión en 2017, hubo mucho debate sobre los paralelos entre la serie (y, por extensión, su libro) y la sociedad estadounidense después de la elección de Donald Trump como presidente de los Estados Unidos y Mike Pence como vicepresidente. presidente de Estados Unidos. Y se debe hacer la misma evaluación para otros funcionarios electos, en los rincones más diversos del planeta.

Reflexiones impuestas por la obra de arte de Margaret Eleanor Atwood (citada por la revista “Super Interessante” en su artículo “El futuro de la humanidad según cuatro distopías …”:

1) TIRANÍA EN EL NOMBRE DE DIOS

Después de que un ataque terrorista mató al presidente de Estados Unidos y abrió fuego contra miembros del Congreso, el ejército declaró el estado de emergencia. Poco después, un movimiento cristiano fundamentalista llamado Hijos de Jacob ganó fuerza y ​​suspendió la Constitución con el pretexto de restaurar el orden. El país cambió su nombre a la República de Galaad.

2) DETRÁS DE CADA GRAN HOMBRE …

La sumisión de las mujeres se convirtió en institucional, pero sucedió gradualmente. Primero, se les impidió trabajar, luego se bloquearon sus activos y, finalmente, se revocaron sus derechos. Desde entonces, la sociedad se ha reorganizado para que la única función de las mujeres sea servir a los hombres. Incluso para salir de casa necesitan pedir su permiso. Y también tienen prohibido leer. Después de todo, la lectura puede darte ideas subversivas.

3) VACAS LATERALES

Los cambios inexplicables en el medio ambiente han esterilizado a la mayoría de las mujeres. Los que aún son fértiles se vieron obligados a convertirse en esclavos exclusivos para la reproducción. Cada enfermera es asignada a un comandante de los Hijos de Jacob y, cada mes, debe acostarse con la cabeza entre las piernas de su esposa, como en un ritual, para ser violada. Si queda embarazada y logra completar el embarazo (las posibilidades son del 25%), está obligado a dar el bebé a la pareja.

4) NOMBRE INDÍGENA

La enfermera permanece en la casa hasta el final del período de lactancia. Luego, se ve obligada a irse a otra residencia y comenzar de nuevo, sin tener contacto con el niño. Ni siquiera posee su nombre: siempre cambia su nombre por el prefijo “de” (“De”, en inglés), seguido del nombre de su propietario. El protagonista, que sirve al comandante Fred, se llama Offred.

5) LAS NUEVAS “CARRERAS” PARA MUJERES

Además de los alias, hay otras variedades femeninas en Gilead. Las esposas de los comandantes sirven para apoyar al esposo y cuidar el hogar. Las Marthas trabajan a cargo de la limpieza y la comida. Las tías preparan al Aias mediante un entrenamiento estricto, lleno de tortura y humillación. Debido a su prestigio, las tías son libres de moverse por la ciudad sin el permiso de un hombre.

6) MODA BAJO CONTROL

La ropa es esencial para diferenciar a las mujeres. Las criadas están completamente vestidas de rojo (simbolizando el nacimiento de María Magdalena), excepto por una especie de sombrero blanco que oculta la cara y no permite ver los alrededores. Las esposas visten de azul, lo que representa la pureza de la Virgen María. Las viudas visten de negro. Las tías visten de marrón y las Marthas visten de verde.

7) CÁLLATE O MUERE

Los hijos de Jacob no solo persiguen a las mujeres. Los gays son ahorcados como “traidores de género”. Los médicos que realizaron abortos antes de la revolución son perseguidos y asesinados. Y cualquier otra persona que intente rebelarse puede ser ejecutada, extraer una parte del cuerpo o enviarse a las Colonias, un lugar remoto donde nadie sabe exactamente qué sucede.

Fuerte … Loco … Realista … Peligroso. ¿Y cuál es tu opinión? Pero primero tienes que leer el libro.

Terminamos con una cita del escritor: “Si supieras lo que sucedería, si supieras todo lo que sucedería en el futuro, si supieras de antemano las consecuencias de tus propias acciones, estarías condenado. Estarías arruinado como Dios. Serías una roca Nunca comerías, beberías, reirías o te levantarías de la cama por la mañana. Nunca amarías a nadie, nunca más. No te atreverías.

Espero que hayas disfrutado el post. Hasta la próxima.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa: *Pictured above: “Pagan,” 2015, acrylic on birch panel – JOHN JUDE PALENCAR

pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Atwood

fnac.pt/ia9549/Margaret-Atwood

pt.wikipedia.org/wiki/The_Handmaid’s_Tale

pt.wikipedia.org/wiki/Teonomia

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super.abril.com.br/mundo-estranho/o-futuro-segundo-o-conto-da-aia-e-outras-tres-distopias-classicas/

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