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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: House of Cards, ficção ou realidade.

Olá amigxs!! Todxs bem? Como estão vivendo o “Novo agora”?  Muitas coisas mudando.  Difícil acompanhar o noticiário e ver que, até hoje (dia da postagem), meio milhão de pessoas já perderam a vida por conta da pandemia – isto pelos números oficiais (talvez possamos multiplicar por 2, 4 ou 8).  Tudo isso é muito duro de se acompanhar.  Mas uma outra face de tudo que está acontecendo.  A crise nos forçou e mostrou caminhos que levariam anos para ser trilhados.  E os percorremos em dias ou poucas semanas.  Este é “bom” legado de tudo que estamos vivendo.  Desta forma, só me vem a mente a frase do físico teórico alemão Albert Einstein: “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade”.

Voltando aos livros.  No post de hoje, vou dar uma guinada no jeito de postar do blog.  Vou fugir um pouco da literatura fantástica (pela qual sou apaixonado) e me focar no suspense político.  Calma!!! Não irei mencionar nada do nosso território e sua política.  Vou me ater ao romance que inspirou a série de televisão americana de drama político, que foi criada por Beau Willimon para o serviço de streaming Netflix.  Estou falando de “House of Cards (na tradução literal “Castelo de Cartas).  Sua exibição no canal de streaming iniciou em fevereiro de 2013 atingindo um grande sucesso – de audiência e críticas.

Michael Dobbs

Isso acabou trazendo um pouco de luz para a trilogia (fonte de inspiração para a construção da série) do mesmo nome escrita pelo britânico Michael Dobbs e publicada a partir de 1989, na seguinte ordem:

Livro 1Livro 2Livro 3

House of Cards (“Castelos de Cartas” em 1989); To Play the King (“Para interpretar o rei” em 1992) e The Final Cut (“O corte final” em 1994).

Antes da Netflix, houve uma adaptação, escrita por Andrew Davies e produzida pela BBC, que foi ao ar em 1990. Uma adaptação para o rádio, escrita por Neville Teller, foi ao ar na BBC Radio 4 em 1996. Mas, foi a série produzida pelo canal de streaming que literalmente “bombou”.  Mas, vamos retornar aos livros.

Série gif

A trilogia “House of Cards”, que inspirou a série norte-americana de mesmo nome, é uma verdadeira teia de intrigas pessoais e políticas. A vida privada se confunde com a pública na voz de personagens tão assustadores quanto reais. Francis Urquhart é o líder da bancada governista do Parlamento britânico – posição que exerce com maestria e inteligência. Ele possui informações (e muitas vezes evidências) que podem incriminar seus colegas políticos, principalmente membros do seu próprio partido.  Sob a ameaça de torná-las públicas, os manipula e influência para atingir seu objetivo maior: ocupar o cargo de primeiro-ministro. No entanto, Mattie Storin, uma jovem e idealista jornalista, vai cruzar seu caminho e se mostrará disposta a enfrentá-lo para desvendar e revelar a rede de corrupção que ele constrói. Mas o que acontecerá depois que ela descobrir que foi usada por Francis para publicar matérias comprometedoras que serviam para seu plano político?

Parlamento Britânico

E tudo começa com logo após a renúncia da primeira-ministra Margaret Thatcher, e o Partido Conservador está prestes a eleger um novo líder. Nas eleições subsequentes da liderança, o moderado, mas indeciso Henry “Hal” Collingridge sai vitorioso. Francis Urquhart, um deputado que é chefe do governo e “Whip” (chicote) na Câmara dos Comuns, é secretamente desprezador do bem-intencionado, mas fraco Collingridge.

Curiosidade: Nos países que aplicam o sistema de Westminster, o whip é o deputado encarregado de assegurar o comparecimento e a disciplina de voto dos outros eleitos pelo partido de acordo com as orientações partidárias. O termo se refere ao assistente responsável por controlar cães-de-caça em caças a raposas.  Um partido político pode designar um chief whip e outros adjuntos. Em função dos parlamentos e dos partidos políticos, o whip pode ser eleito pelos deputados do partido ou nomeado pela sua direção. Em alguns países, nomeadamente no Reino Unido, o chief-whip do partido que forma o governo assiste às reuniões do conselho de ministros.

Francis espera uma promoção para uma posição sênior no gabinete. Após a eleição geral, que o partido vence por maioria reduzida, Urquhart envia um memorando a Collingridge, defendendo uma remodelação do gabinete que incluiria uma posição ministerial proeminente para ele próprio. No entanto, Collingridge – citando a morte política de Harold Macmillan após a Noite das Facas Longas de 1962 – não realiza absolutamente nenhuma mudança. Urquhart resolve optar por derrubar Collingridge.

Urquhart explora sua posição como Chief Whip para vazar informações privilegiadas para a imprensa para minar Collingridge, ….. E aí segue. [Não teria graça ficar revelando spoilers, busque os livros].

A série de livros se torna uma leitura instigante sobre o jogo do poder e que faz pensar sobre as razões que movem o tabuleiro dos interesses políticos.  Michael Dobbs destilou com maestria a ambição daqueles que almejam coroas e tronos, sem ter a grandeza dos reis e rainhas capazes de hastear bandeiras por sobre as mesquinhas guerras e intrigas de curto alcance.

Nota: O autor é membro da Câmara dos Lordes e foi Conselheiro Sênior de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro. Ou seja, ele tem conhecimento de causa e isso fica claro na forma como conduz a história, construindo cada personagem pouco a pouco, à medida que eles são importantes para o desenrolar do romance.

Como diria Francis Urquhart: ” É da natureza da ambição, a necessidade de vítimas.” Portanto, é uma leitura que nos ensina a prestar atenção nos bastidores das disputas por espaço, influência e poder para perceber que, às vezes, é mais seguro tomar cuidado com as ovelhas do que com os lobos.  Importante: As matilhas uivam e vociferam suas ameaças e risco, enquanto, os rebanhos se aproximam balindo bajulações recheadas de generosidade, falsidades risonhas e boas intenções auto lucrativas.

Francis Urquhart é incrivelmente calculista, manipulador e, de certa forma, um pouco mimado, e ele usa toda a sua experiência política para jogar esse jogo que acontece dentro do Parlamento britânico.  Talvez, “se ele fosse real”, o odiaríamos, mas talvez por ele ser fictício e termos alguns exemplos inúmeras vezes piores do que ele na política (no Brasil e no exterior), Urquhart acaba se tornando um personagem bem agradável, que você de alguma forma (sem entender o porquê) gosta muito.

Para fechar o post, um pouco sobre o escritor desta obra genial.  A carreira de escritor de Michael Dobbs começou em 1989 com a publicação de “House of Cards” (que começo), a primeira do que se tornaria uma trilogia de thrillers políticos, com Francis Urquhart como personagem central; “House of Cards” foi seguido por “To Play the King” em 1992 e “The Final Cut” em 1994. Em 1990, o “House of Cards” foi transformado em uma minissérie de televisão que recebeu 14 indicações ao BAFTA e duas vitórias no BAFTA e foi eleito o 84º Melhor Show Britânico da História. A Netflix produziu uma versão norte-americana baseada no primeiro romance de Dobbs e na adaptação da BBC. Ele foi um produtor executivo da série americana.

Seu quarto romance, Guerra de Winston (2004), foi selecionado para o Prêmio Livro Político do Ano do Channel 4 e seus romances de Harry Jones, “Um traidor sentimental” e “Um fantasma na porta”, para os prêmios Livro político do ano da Paddy Power em 2013 e 2014, respectivamente. Seus romances também são publicados nos Estados Unidos.

Anthony Howard, do “The Times”, disse que “Dobbs está seguindo uma tradição respeitável. Shakespeare, Walter Scott e até Tolstoi , todos usavam eventos históricos como base para seus escritos.

Vou terminando o post, mas gostaria de deixar uma mensagem simples mas impactante.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Do grande e eterno Chico Xavier.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo I

Jota Cortizo

Versión española: Castillo de naipes, ficción o realidade.

¡¡Hola amigos!! ¿Todxs está bien? ¿Cómo vive el “nuevo ahora”? Muchas cosas cambian. Es difícil seguir las noticias y ver que, hasta hoy (el día de la publicación), medio millón de personas ya han perdido la vida debido a la pandemia, esto se debe a cifras oficiales (tal vez podamos multiplicarlo por 2, 4 u 8). Todo esto es muy difícil de seguir. Pero otra cara de todo lo que está sucediendo. La crisis nos obligó y mostró caminos que tomarían años en seguir. Y los revisamos en días o unas pocas semanas. Este es un legado “bueno” de todo lo que estamos experimentando. De esta manera, solo me viene a la mente la frase del físico teórico alemán Albert Einstein: “En medio de la dificultad, hay una oportunidad”.

De vuelta a los libros. En la publicación de hoy, voy a cambiar la forma en que publico el blog. Voy a alejarme de la literatura fantástica (que me apasiona) y centrarme en el suspenso político. ¡¡¡Calma!!! No mencionaré nada sobre nuestro territorio y su política. Seguiré con el romance que inspiró la serie de televisión dramática política estadounidense, que fue creada por Beau Willimon para el servicio de transmisión de Netflix. Estoy hablando de “House of Cards” (en la traducción literal “Castle of Cards). Su exhibición en el canal de transmisión comenzó en febrero de 2013, alcanzando un gran éxito: audiencia y crítica. Esto terminó trayendo un poco de luz a la trilogía (fuente de inspiración para la construcción de la serie) del mismo nombre escrita por el británico Michael Dobbs y publicada desde 1989, en el siguiente orden:

Castillo de naipes (“Castelos de Cartas” en 1989); To Play the King (“To play the king” en 1992) y The Final Cut (“The final cut” en 1994).

Antes de Netflix, hubo una adaptación, escrita por Andrew Davies y producida por la BBC, que se emitió en 1990. Una adaptación de radio, escrita por Neville Teller, se emitió en BBC Radio 4 en 1996. Pero, fue la serie producido por el canal de transmisión que literalmente “rockeó”. Pero volvamos a los libros.

La trilogía “House of Cards”, que inspiró la serie estadounidense del mismo nombre, es una verdadera red de intrigas personales y políticas. La vida privada se confunde con la vida pública en la voz de personajes tan aterradores como reales. Francis Urquhart es el líder del partido gobernante del Parlamento británico, una posición que ejerce con maestría e inteligencia. Tiene información (y a menudo evidencia) que puede enmarcar a sus colegas políticos, especialmente a los miembros de su propio partido. Bajo la amenaza de hacerlos públicos, los manipula e influye para lograr su mayor objetivo: ocupar el cargo de primer ministro. Sin embargo, Mattie Storin, un periodista joven e idealista, se cruzará en su camino y estará dispuesto a enfrentarlo para desentrañar y revelar la red de corrupción que construye. Pero, ¿qué sucederá después de que descubra que fue utilizada por Francis para publicar historias comprometedoras que sirvieron a su propósito político?

Y todo comienza justo después de que la primera ministra Margaret Thatcher renunció, y el Partido Conservador está a punto de elegir un nuevo líder. En las elecciones de liderazgo posteriores, el moderado pero indeciso Henry “Hal” Collingridge sale victorioso. Francis Urquhart, un diputado que es jefe de gobierno y “Whip” en la Cámara de los Comunes, secretamente se burla del Collingridge, bien intencionado pero débil.

Curiosidad: en los países que aplican el sistema de Westminster, el látigo es el adjunto a cargo de garantizar la asistencia y la disciplina de votación de los demás elegidos por el partido de acuerdo con las pautas del partido. El término se refiere al asistente responsable de controlar los perros de caza en la caza del zorro. Un partido político puede designar un jefe de látigo y otros diputados. Dependiendo de los parlamentos y partidos políticos, el látigo puede ser elegido por los diputados del partido o nominado por su liderazgo. En algunos países, especialmente en el Reino Unido, el jefe del partido que forma el gobierno asiste a las reuniones del consejo de ministros.

Francis espera un ascenso a un puesto superior en el gabinete. Después de las elecciones generales, que el partido gana por mayoría reducida, Urquhart envía un memorándum a Collingridge, abogando por una revisión del gabinete que incluiría una posición ministerial prominente para él. Sin embargo, Collingridge, citando la muerte política de Harold Macmillan después de la Noche de los cuchillos largos de 1962, no hace absolutamente ningún cambio. Urquhart decide elegir derrocar a Collingridge.

Urquhart explota su posición como Jefe Whip para filtrar información interna a la prensa para socavar a Collingridge, ….. Y ahí va. [No sería divertido seguir revelando spoilers, busca los libros].

La serie de libros se convierte en una lectura instigadora sobre el juego del poder y hace que uno piense en las razones que mueven la junta de intereses políticos. Michael Dobbs destila magistralmente la ambición de aquellos que anhelan coronas y tronos, sin tener la grandeza de reyes y reinas capaces de levantar banderas sobre el mesquintiene guerras e intrigas de corto alcance.

Nota: El autor es miembro de la Cámara de los Lores y fue Asesor Principal de Margaret Thatcher, la Dama de Hierro. En otras palabras, tiene conocimiento de los hechos y esto es claro en la forma en que conduce la historia, construyendo a cada personaje poco a poco, ya que son importantes para el desarrollo de la novela.

Como diría Francis Urquhart: “Está en la naturaleza de la ambición, la necesidad de víctimas”. Por lo tanto, es una lectura que nos enseña a prestar atención detrás de escena de las disputas por espacio, influencia y poder para darnos cuenta de que, a veces, es más seguro tener cuidado con las ovejas que con los lobos. Importante: los paquetes aúllan y aullan ante sus amenazas y riesgos, mientras que los rebaños se acercan a halagos llenos de generosidad, falsedades de risa y buenos motivos de lucro.

Francis Urquhart es increíblemente calculador, manipulador y un tanto mimado, y utiliza toda su experiencia política para jugar este juego que tiene lugar en el Parlamento británico. Tal vez, “si fuera real”, lo odiaríamos, pero tal vez porque es ficticio y tenemos algunos ejemplos innumerables peores que él en política (en Brasil y en el extranjero), Urquhart termina convirtiéndose en un personaje muy agradable, que usted de alguna manera (sin entender por qué) le gusta mucho.

Para cerrar el post, un poco sobre el escritor de este brillante trabajo. La carrera de escritor de Michael Dobbs comenzó en 1989 con la publicación de “House of Cards” (que comienzo), la primera de lo que se convertiría en una trilogía de thrillers políticos, con Francis Urquhart como el personaje central; “House of Cards” fue seguido por “To Play the King” en 1992 y “The Final Cut” en 1994. En 1990, “House of Cards” se transformó en una miniserie de televisión que recibió 14 nominaciones al BAFTA y dos victorias en BAFTA y fue votado 84º Mejor espectáculo británico de la historia. Netflix produjo una versión estadounidense basada en la primera novela de Dobbs y la adaptación de la BBC. Fue productor ejecutivo de la serie estadounidense.

Su cuarta novela, Guerra de Winston (2004), fue seleccionada para el Premio al Libro Político del Año del Canal 4 y sus novelas de Harry Jones, “Un traidor sentimental” y “Un fantasma en la puerta”, por los premios del Libro Político del Año de Paddy Power en 2013 y 2014, respectivamente. Sus novelas también se publican en los Estados Unidos.

Anthony Howard, de The Times, dijo que “Dobbs sigue una tradición respetable. Shakespeare, Walter Scott e incluso Tolstoi, todos utilizaron los acontecimientos históricos como base para sus escritos.

Termino la publicación, pero me gustaría dejar un mensaje simple pero impresionante.

“Si bien nadie puede regresar y comenzar de nuevo, cualquiera puede comenzar ahora y tener un nuevo final”. Del gran y eterno Chico Xavier.

Espero que hayas disfrutado el post. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en el próximo post.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa: i.pinimg.com/originals/a7/c0/78/a7c078790efbe84cedf3091cf669bffa.png

pt.wikipedia.org/wiki/House_of_Cards_(série_americana)

skoob.com.br/livro/resenhas/395962/edicao:448262

acapivaradeucria.com.br/2017/11/12/os-livros-de-cabeceira-da-capivara-trilogia-house-of-cards/os-livros-de-cabeceira-da-capivara/

lh3.googleusercontent.com/proxy/rUpEJ8-cpcLpT1hC-z4Tt6Kp-pwbHnUJyTEO2d51pd8Ngd5SFgvU9gcUMMdlyPLlVmWeujdwQdUrD37iJFFsMBx8WJkzRDi6WFBRHtJeq0R22jY5oQ5P6ZsRL6R-ew

en.wikipedia.org/wiki/House_of_Cards_(novel)

media.karousell.com/media/photos/products/2016/01/12/the_final_cut_house_of_cards_trilogy_book_3__michael_dobbs_po_1452572298_d50d1400.jpg

en.m.wikipedia.org/wiki/Michael_Dobbs

blogourcupoftea.wordpress.com/2017/05/10/resenha-house-of-cards-michael-dobbs/

images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/51AQ1pfZ6BL._SX325_BO1,204,203,200_.jpg

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