Halloween + E.A. Poe = Terror absoluto

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Halloween + E.A. Poe = Terror absoluto.

Um grande OI para todxs.  Espero que estejam bem e com ótima saúde.  Que tenham uma ótima semana.  Bem, como o título do post já diz, trazemos algumas linhas sobre Halloween, terror e um dos grandes mestres deste subgênero: Edgar Alan Poe.

Nos muitos posts que o PHANTASTICUS explorou sobre o tema Teror + Poe, um dos principais foi “A arte de aterrorizar por Edgar Allan Poe”.  Link abaixo (é só copiar e colar no seu navegador)

jotacortizo.wordpress.com/2015/05/23/a-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe-el-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe/

Quando nasceu, em 19 de janeiro de 1809, Edgar Allan Poe chamava-se apenas Edgar Poe. No entanto, no espaço de apenas dois anos, o seu pai abandonou a família e a sua mãe morreu, o que fez com que fosse levado para uma família de acolhimento, os Allan, que cedo o batizaram com o nome que tão bem conhecemos.  Mas…

Acontece que o futuro autor nunca se deu bem com o seu novo “pai”, um mercador dos mais diversos produtos – inclusive escravos – chamado John Allan. Depois de inúmeras atritos, os dois cortaram relações e John acabou por retirar Edgar do seu testamento. Por sua vez, este recusava assinar o nome do meio, preferindo escrever apenas “Edgar A. Poe”.

A primeira obra publicada por Edgar Allan Poe – que, aos 18 anos, mandou imprimir apenas 50 cópias – é uma coleção de poemas assumidamente modestos, escritos durante a adolescência do autor. Foi esquecido durante anos mas, e só foi “percebido” muitos anos após a morte de Poe. Chama-se “Tamerlane and Other Poems”, e surge assinado na capa por “um nativo de Boston” e foi publicado em julho de 1827, sendo recebido com uma quase total indiferença pela crítica e pelo público. É hoje um dos livros mais valiosos do mundo.  Com apenas 12 exemplares do livro ainda existentes, foi considerado um dos títulos mais raros da literatura americana. Um destes exemplares acabou por ser vendido, em 2009, por 662.500 dólares.

O poema “O Corvo” fez de Edgar Allan Poe uma celebridade, construindo em bases muito sólidas o seu legado, enquanto referência maior da literatura gótica. Mas a obra do mestre do macabro toca em muitos mais géneros do que o horror.  Poe é, de resto, apontado por muitos como um dos inventores da ficção policial, em especial devido a histórias como “The Narrative of Arthur Gordon Pym” (A Narrativa de Arthur Gordon Pym), que se revelaram importantes inspirações para autores como Júlio Verne e H. G. Wells. E foi o mesmo Poe que criou as primeiras histórias de detetives, com o seu Auguste Dupin a abrir caminho para investigadores como Sherlock Holmes e Hercule Poirot em Os Crimes da Rua Morgue.

Tempestades, naufrágios, motins a bordo, ilhas desertas e ataques de selvagens, não necessariamente nesta ordem (nem em ordem nenhuma, aliás), fazem desta novela de um daqueles típicos romances de aventura lidos pelos meninos de antigamente.  Entendo por “antigamente” qualquer época que aceite com naturalidade o vocabulário náutico de que este livro está repleto: brigues, bujarronas, traquetes de riz duplo, enfrechates a barlavento. Para muitos, que nunca souberam se há diferença entre “convés” e “tombadilho”, essa terminologia sempre teve o encanto exótico, agreste e preciso que, para os narradores desses livros, ao contrário, aflora das ilhas tropicais.

Mais do que um romance de aventuras, entretanto, “A Narrativa de Arthur Gordon Pym” é um livro de Poe, e quem conhece seus contos “de terror, mistério e morte” reencontrará algumas velhas obsessões do autor.  O medo de ser enterrado vivo, por exemplo. O desafortunado Arthur Gordon Pym experimenta-o duas vezes nesta narrativa: quando embarca às escondidas no brigue Grampus – turbulências a bordo vedam a saída de seu esconderijo – e quando se aventura pelas gretas de um desfiladeiro, perto do vilarejo selvagem de Klock-Klock. 

Histórias de cadáver que se reanima, de homem vivo que se disfarça de morto, de homem morto que se disfarça de vivo, descrições de canibalismo e putrefação – todo o lado macabro de Poe, enfim – convivem com seu lado cerebral e detetivesco -mensagens em código, propósitos ocultos dos personagens, planos impraticáveis- e, sobretudo, com trechos de análise quase “científica” de alguns estados psicológicos, como a amnésia, a alucinação e, claro, o pavor.  Para o leitor contemporâneo, no entanto, aquilo que talvez mais chame a atenção é o humor que subjaz a tantas descrições horripilantes. Como para fazer denúncia à invencionice do protagonista, que narra as aventuras em primeira pessoa, multiplicam-se a cada página os detalhes mais inverossímeis.  Culminam na descrição final de uma ilha onde vigora o horror à cor branca -mesmo os dentes dos nativos são negros- e onde a água, em vez de transparente, é veiada e furta-cor. O poético-paisagístico tem menos destaque, no texto de Poe, que o efeito de incredulidade que se quer provocar.

Mas não podemos falar de Poe sem falar – um pouco mais – de “The Raven” (O Corvo) que, como disse anteriormente, é um dos mais conhecidos – se não o mais conhecido – poemas de Edgar Allan Poe. É descrito como um dos poemas mais assustadores da literatura ocidental e é carregado em sombras, melancolia e solidão. Reunindo as duas mais famosas traduções do poema – de Machado de Assis e Fernando Pessoa, respectivamente -, além do seu original, a obra dá espaço para falar um pouco sobre a profundidade por trás de cada palavra escolhida pelo autor, e do que faz dessa melancólica trama um marco tão grande para a história.

“The Raven” teve sua primeira publicação no “New York Evening Mirrorem”, em 29 de janeiro de 1845. Passou a ser um dos poemas mais conhecidos do mundo literário. Foi tão bem aceito, que logo que tornou uma sensação no meio, gerando diversas reimpressões, foi parodiado, debatido e adaptado. Assim, Edgar Allan Poe, com um espírito melancólico e desanimado, virou a partir desse momento uma celebridade. 

Embora muito traduzido para as mais diversas línguas, a magia verbal do texto original dificilmente pode ser captada. O Corvo possui uma atmosfera gótica e uma narrativa ornada de terror. Sua popularidade nos Estados Unidos é tanto, que milhões de americanos são capazes de o citar apenas de memória. Assim, mesmo com o passar dos (muitos) anos, o poema surpreende os amantes da literatura com sua construção ritmada e principalmente com o final do refrão repetitivo “Nevermore” (nunca mais).

Vamos nos despedindo com uma frase do gênio literário Edgard Alan Poe: “É de se apostar que toda ideia pública, toda convenção aceita seja uma tolice, pois se tornou conveniente à maioria.”.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam os livros.  Vejo todos vocês no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: Halloween + E.A. Poe = Terror absoluto.

Una gran OI para todos. Espero que se encuentre bien y en excelente estado de salud. Que tengas una buena semana. Pues bien, como ya reza el título del post, traemos algunas líneas sobre Halloween, el terror y uno de los grandes maestros de este subgénero: Edgar Alan Poe.

En las muchas publicaciones que PHANTASTICUS exploró sobre el tema Teror + Poe, una de las publicaciones principales fue “El arte de aterrorizar de Edgar Allan Poe”. Enlace a continuación (solo copie y pegue en su navegador)

jotacortizo.wordpress.com/2015/05/23/a-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe-el-arte-de-aterrorizar-por-edgar-allan-poe/

Cuando nació, el 19 de enero de 1809, Edgar Allan Poe solo se llamaba Edgar Poe. Sin embargo, en el espacio de solo dos años, su padre abandonó a la familia y su madre murió, lo que significó que fue llevado a una familia de acogida, los Allan, quienes pronto lo nombraron con el nombre que tan bien conocemos. Pero…

Resulta que el futuro autor nunca se llevó bien con su nuevo “padre”, un comerciante de los más diversos productos, incluidos esclavos, llamado John Allan. Después de numerosas fricciones, los dos se separaron y John finalmente eliminó a Edgar de su testamento. A su vez, se negó a firmar el segundo nombre, prefiriendo escribir solo “Edgar A. Poe”.

La primera obra publicada por Edgar Allan Poe, que a la edad de 18 años tenía solo 50 copias impresas, es una colección de poemas ciertamente modestos, escritos durante la adolescencia del autor. Se olvidó durante años, pero solo se “notó” muchos años después de la muerte de Poe. Se titula “Tamerlán y otros poemas”, está firmado en la portada por “un natural de Boston” y fue publicado en julio de 1827, siendo recibido con casi total indiferencia por la crítica y el público. Hoy es uno de los libros más valiosos del mundo. Con solo 12 copias del libro todavía en existencia, fue considerado uno de los títulos más raros de la literatura estadounidense. Una de estas copias acabó vendiéndose, en 2009, por 662.500 dólares.

El poema “O Corvo” convirtió a Edgar Allan Poe en una celebridad, construyendo su legado sobre bases muy sólidas, como gran referente de la literatura gótica. Pero la obra del maestro de lo macabro toca muchos más géneros que el terror. Poe es, además, señalado por muchos como uno de los inventores de la ficción policial, especialmente debido a historias como “La narrativa de Arthur Gordon Pym”, que resultó ser una inspiración importante para autores como Jules Verne. y HG Wells. Y fue el mismo Poe quien creó las primeras historias de detectives, con su Auguste Dupin allanando el camino para investigadores como Sherlock Holmes y Hercule Poirot en Los crímenes de Rue Morgue.

Tormentas, naufragios, disturbios a bordo, islas desiertas y ataques de salvajes, no necesariamente en este orden (ni en ningún orden, por cierto), hacen de esta novela una de esas típicas novelas de aventuras leídas por los chicos de antaño. Me refiero a “en los viejos tiempos” cualquier momento que acepte naturalmente el vocabulario náutico del que está lleno este libro: brigues, foques, huellas de doble cara, caras de barlovento. Para muchos, que nunca supieron si hay diferencia entre “baraja” y “baraja”, esta terminología siempre ha tenido el encanto exótico, salvaje y preciso que, para los narradores de estos libros, por el contrario, toca las islas tropicales.

Sin embargo, más que una novela de aventuras, “Arthur Gordon Pym’s Narrative” es un libro de Poe, y cualquiera que conozca sus cuentos “de terror, misterio y muerte” encontrará algunas de las viejas obsesiones del autor. El miedo a ser enterrado vivo, por ejemplo. El desafortunado Arthur Gordon Pym lo experimenta dos veces en esta narración: cuando se cuela en el bergantín Grampus – la turbulencia a bordo le impide salir de su escondite – y cuando se aventura por las grietas de un desfiladero, cerca del salvaje pueblo de Klock-Klock.

Historias de un cadáver que revive, de un hombre vivo que se disfraza de muerto, de un hombre muerto que se disfraza de vivo, descripciones de canibalismo y putrefacción, todo el lado macabro de Poe, en resumen, conviven con su cerebro y mensajes de detectives en código, propósitos ocultos de los personajes, planes poco prácticos y, sobre todo, con extractos de análisis casi “científicos” de algunos estados psicológicos, como la amnesia, la alucinación y, por supuesto, el pavor. Para el lector contemporáneo, sin embargo, lo que quizás sea más sorprendente es el humor que subyace a tantas descripciones horribles. Como para denunciar el invento del protagonista, que narra las aventuras en primera persona, los detalles más improbables se multiplican en cada página. Culminan con la descripción final de una isla donde prevalece el horror del color blanco -incluso los dientes de los nativos son negros- y donde el agua, en lugar de ser transparente, es veteada e iridiscente. El paisaje-poético tiene menos énfasis, en el texto de Poe, que el efecto de incredulidad que se quiere provocar.

Pero no podemos hablar de Poe sin hablar, un poco más, de “The Raven” (El cuervo) que, como dije antes, es uno de los más populares. poemas conocidos, si no los más conocidos, de Edgar Allan Poe. Se describe como uno de los poemas más espantosos de la literatura occidental y está cargado de sombras, melancolía y soledad. Reuniendo las dos traducciones más famosas del poema -de Machado de Assis y Fernando Pessoa, respectivamente-, además de su original, la obra da espacio para hablar un poco sobre la profundidad que hay detrás de cada palabra elegida por el autor, y lo que hace a esta. La melancolía trama un hito para la historia.

“El cuervo” tuvo su primera publicación en el “New York Evening Mirrorem”, el 29 de enero de 1845. Se convirtió en uno de los poemas más conocidos del mundo literario. Fue tan bien aceptado que apenas se convirtió en una sensación en el medio, generando varias reimpresiones, fue parodiado, debatido y adaptado. Así, Edgar Allan Poe, con espíritu melancólico y desanimado, se convirtió en una celebridad a partir de ese momento.

Aunque se ha traducido mucho a los idiomas más diversos, la magia verbal del texto original difícilmente se puede capturar. Corvo tiene una atmósfera gótica y una narrativa embellecida de terror. Su popularidad en los Estados Unidos es tan grande que millones de estadounidenses pueden nombrarlo de memoria. Así, incluso con el paso de (muchos) años, el poema sorprende a los amantes de la literatura con su construcción rítmica y sobre todo con el final del repetitivo estribillo “Nevermore” (nunca más).

Nos despedimos con una frase del genio literario Edgard Alan Poe: “Apostamos a que toda idea pública, toda convención aceptada es una tontería, porque se ha vuelto conveniente para la mayoría”.

Espero que hayas disfrutado de la publicación. Lea la publicación, lea los libros. Nos vemos a todos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa:

revistaestante.fnac.pt/edgar-allan-poe-mestre-macabro/

1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2906200210.htm

queriaestarlendo.com.br/2019/04/resenha-o-corvo.html#:~:text=%C3%89%20descrito%20como%20um%20dos,respons%C3%A1vel%20por%20toda%20a%20obra.

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wikimedia.org/wikipedia/en/7/73/Pym_1938_book_cover.jpg

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ficcoeshumanas.com.br/post/resenha-o-corvo-de-edgar-allan-poe

pt.wikisource.org/wiki/O_Corvo_(tradu%C3%A7%C3%A3o_de_Machado_de_Assis)

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O Território de Lovecraft

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O Território de Lovecraft.

Olá para todxs.  Espero que estejam bem e que tenham uma ótima semana.  Comecei a acompanhar a nova série da HBO “Lovecraft Country” e muitas coisas me vieram a cabeça.  Howard Phillips Lovecraft é um dos autores mais cultuados de todos os tempos, e nesta década, o escritor de Providence, nos Estados Unidos, passou a ser mais revisitado, por todas as gerações. Seu terror cósmico tem influenciado cada vez mais filmes.  E agora temos a série.  E com ela, passou do tempo de falarmos sobre algo que incomoda a grande maioria dos fãs: o racismo e a xenofobia nada discretos na obra e na vida de H.P. Lovecraft. 

O blog já fez vários posts sobre Lovecraft e abaixo coloco o link do mais importante, que escrevi em 10 de outubro de 2015:

jotacortizo.wordpress.com/2015/10/10/o-horror-mais-repulsivo-escorrendo-a-cada-pagina-de-h-p-lovecraft-el-horror-mas-repulsivo-que-gotea-de-cada-pagina-de-h-p-lovecraft/

Nota: A série é uma adaptação do livro homônimo – de Matt Ruff.  O romancista cult aclamado pela crítica torna visceral os terrores da vida na América da década de 50, ainda sob os efeitos das racistas leis Jim Crow neste trabalho brilhante e maravilhoso da imaginação que mistura ficção histórica, pulp noir e horror e fantasia de Lovecraft, Chicago, 1954.

Seu livro vem em contos que, denunciam e condenam o racismo de H.P. Lovecraft, mas ao mesmo tempo traz muitas referências a obra deste, o que agradará aos conhecedores de contos como “Call of Chtulhu” e “Dreams of the Witch House”, entre outros.

A série e o livro retratam o jovem Atticus Turner, ex-soldado de 22 anos veterano da Guerra da Coréia, deixa a Flórida para retornar para sua casa em Chicago, nos Estados Unidos segregacionistas da década de 1950. Ele decide voltar ao receber uma carta misteriosa de seu pai, que teria ido para Ardham, região mais racista e perigosa para negros do interior de Massachusetts, tentando descobrir um segredo de família.

Atticus é muito fã de literatura pulp, especialmente H. P. Lovecraft.

A história se passa enquanto as leis de Jim Crow ainda estavam em vigor nos Estados Unidos. Criadas para segregar a população afro-americana, elas começaram a surgir após a Guerra Civil e a abolição da escravidão no país, assinada em 1863. A partir desse marco, leis estaduais e locais passaram a ser instituídas para separar negros e brancos em estabelecimentos, escolas, transportes, banheiros e até bebedouros.  As leis Jim Crow foram adotadas principalmente no Sul dos Estados Unidos e ficaram vigentes até a aprovação da Lei dos Direitos Civis de 1964. Ou seja, um século após o fim da escravidão no país.  Bem, e o livro (e a série)…

Ao chegar em Chicago, Atticus reencontra a amiga de infância Letitia Lewis e seu tio, George o editor do “The Safe Negro Travel Guide”, um guia de viagens para negros com os locais perigosos e amigáveis das cidades no sul dos EUA. O trio parte em uma viagem para Ardham e, ao longo do caminho, uma escalada de ódio e violência em meio à opressão racial, enquanto estranhas mortes acontecem na calada da noite, envolvendo relatos de criaturas nos cantos mais escuros das florestas.

O livro e a série (principalmente a última) são como um soco no estômago da América racista.    Busca ressaltar os pontos positivos da obra de Lovecraft, com mistério e ficção científica, e destaca os “podres” do racismo, machismo e opressão social existentes na obra e na vida real.

Lovecraft era extremamente racista, reproduziu a visão colonial dos povos “selvagens” em sua obra, também odiava judeus.  Ele era um racista virulento. A xenofobia e o supremacismo branco que borbulham sob sua ficção (e que passariam em branco se ele tivesse ficado no anonimato) são incomodamente explícitas em suas cartas. Folheie algumas delas e você vai encontrar um escritor reclamando de judeus como “aliens de nariz aquilino, trigueiros, de vozes guturais” cuja “companhia (…) era intolerável”; da Nova York de “pretos molengas, pungentes, sorridentes e palradores” e da Nova Inglaterra tomada por “latinos indesejáveis — italianos do sul e portugueses da mais baixa espécie e a praga clamorosa dos franco-canadenses”.  Mas a obra nos faz, por um momento, esquecer e lembrar destes detalhes.  “Lovecraft Country” é uma experiência única e é o fato de ela subverter o racismo do próprio escritor a seu favor, transformando, ironicamente, esse elemento no âmago do terror lovecraftiano.

Por mais vergonhoso que seja, o racismo de Lovecraft também é uma das melhores lentes para ler sua obra. Em março de 2015, Leslie Klinger apresentou uma aula sobre Lovecraft na Biblioteca Hay, da Brown University, lar da maior coleção mundial de papéis e outros materiais lovecraftianos. No fim de sua apresentação, Klinger — sem buscar se desculpar ou defender o racismo de Lovecraft — recusou-se a separá-lo das realizações do autor. Lovecraft “desprezava pessoas que não eram brancos anglo-saxões e protestantes”, disse o palestrante. “Mas é isso que dá força às suas histórias… essa sensação de que ele está sozinho, que está cercado de inimigos e que tudo lhe é hostil. Acho que se tirássemos esse aspecto do caráter dele, ele poderia ser uma pessoa muito mais legal mas isso destruiria seus contos.”

Vamos nos despedindo com uma frase do autor do livro “Lovecraft Country”, Matt Ruff: “Histórias são como pessoas. Nós até podemos amá-las, mas não podemos alegar que são perfeitas. Sempre tentamos enaltecer suas virtudes e relevar seus defeitos, mas isso não faz os defeitos desaparecerem”.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: El territorio de Lovecraft.

Hola a todos. Espero que estés bien y que tengas una gran semana. Empecé a seguir la nueva serie de HBO “Lovecraft Country” y me vinieron muchas cosas a la mente. Howard Phillips Lovecraft es uno de los autores más cultos de todos los tiempos, y en esta década, el escritor de Providence, en Estados Unidos, ha sido más revisado por todas las generaciones. Su terror cósmico ha influido cada vez más en las películas. Y ahora tenemos la serie. Y con él, llegó el momento de hablar de algo que molesta a la gran mayoría de fans: el racismo y la xenofobia no son discretos en la obra y la vida de H.P. Lovecraft.

El blog ya ha realizado varios posts sobre Lovecraft y debajo pongo el enlace de los más importantes, que escribí el 10 de octubre de 2015:

jotacortizo.wordpress.com/2015/10/10/o-horror-mais-repulsivo-escorrendo-a-cada-pagina-de-hp-lovecraft-el-horror-mas-repulsivo-que-gotea-de-cada- hp-lovecraft-page /

Nota: La serie es una adaptación del libro del mismo nombre, de Matt Ruff. El novelista de culto aclamado por la crítica vuelve viscerales los terrores de la vida en los Estados Unidos de la década de 1950, aún bajo los efectos de las leyes racistas de Jim Crow en esta brillante y maravillosa obra de imaginación que mezcla ficción histórica, pulp noir y horror y fantasía de Lovecraft, Chicago. 1954.

Su libro viene en cuentos que denuncian y condenan el racismo de HP Lovecraft, pero al mismo tiempo trae muchas referencias a su obra, que agradarán a los conocedores de cuentos como “La llamada de Chtulhu” y “Sueños de la casa de la bruja”, entre otros.

La serie y el libro retratan al joven Atticus Turner, un soldado veterano de la Guerra de Corea de 22 años, que sale de Florida para regresar a su casa en Chicago, en los Estados Unidos segregacionistas de la década de 1950. Decide regresar cuando recibe una carta misterio de su padre, quien habría ido a Ardham, la región más racista y peligrosa para los negros en el interior de Massachusetts, tratando de descubrir un secreto familiar.

Atticus es un gran admirador de la literatura pulp, especialmente H. P. Lovecraft.

La historia tiene lugar mientras las leyes de Jim Crow todavía estaban vigentes en los Estados Unidos. Creadas para segregar a la población afroamericana, comenzaron a surgir luego de la Guerra Civil y la abolición de la esclavitud en el país, firmada en 1863. A partir de este marco, se comenzaron a instituir leyes estatales y locales para separar a negros y blancos en los establecimientos, escuelas, transporte, baños e incluso bebederos. Las leyes de Jim Crow se adoptaron principalmente en el sur de los Estados Unidos y permanecieron en vigor hasta la aprobación de la Ley de Derechos Civiles de 1964. Es decir, un siglo después del fin de la esclavitud en el país. Bueno, y el libro (y la serie) …

Al llegar a Chicago, Atticus se encuentra con su amiga de la infancia Letitia Lewis y su tío, George, el editor de “The Safe Negro Travel Guide”, una guía de viajes para negros con las ubicaciones peligrosas y amigables de las ciudades del sur de los Estados Unidos. El trío emprende un viaje a Ardham y, en el camino, una escalada de odio y violencia en medio de la opresión racial, mientras se producen extrañas muertes en la oscuridad de la noche, que involucran informes de criaturas en los rincones más oscuros de los bosques.

El libro y la serie (especialmente la última) son como un puñetazo en el estómago de la América racista. Busca resaltar los puntos positivos del trabajo de Lovecraft, con misterio y ciencia ficción, y resalta los “podridos” del racismo, machismo y opresión social existentes en el trabajo y en la vida real.

Lovecraft era extremadamente racista, reproducía la visión colonial de los pueblos “salvajes” en su trabajo, también odiaba a los judíos. Era un racista virulento. La xenofobia y el supremacismo blanco que burbujea bajo su ficción (y que se habría quedado en blanco si hubiera permanecido en el anonimato) son incómodamente explícitos en sus cartas. Hojee algunos de ellos y encontrará un escritor que se queja de los judíos como “extraterrestres con narices aguileñas, morenas, con voces guturales” cuya “compañía (…) era intolerable”; Los “negros suaves, conmovedores, sonrientes y conversadores” de Nueva York y Nueva Inglaterra tomada por “latinos indeseables: italianos del sur y portugueses de las especies más bajas y la flagrante plaga de los canadienses franceses”. Pero el trabajo nos hace, por un momento, olvidar y recordar estos detalles. “Lovecraft Country” es una experiencia única y es el hecho de que subvierte el propio racismo del escritor a su favor, transformando irónicamente este elemento en el corazón del terror lovecraftiano.

Por vergonzoso que sea, el racismo de Lovecraft es también una de las mejores lentes para leer su trabajo. En marzo de 2015, Leslie Klinger presentó una clase sobre Lovecraft en la Biblioteca Hay de la Universidad de Brown, hogar de la colección más grande del mundo de documentos y otros materiales Lovecraftianos. Al final de su presentación, Klinger, sin buscar disculpas ni defender el racismo de Lovecraft, se negó a separarlo de los logros del autor. Lovecraft “despreciaba a las personas que no eran anglosajones y protestantes blancos”, dijo el orador. “Pero esto es lo que da fuerza a sus historias… este sentimiento de que está solo, rodeado de enemigos y todo le es hostil. Creo que, si eliminamos ese aspecto de su personaje, podría ser una persona mucho más amable, pero eso destruiría sus historias “.

Nos despedimos con una cita del autor del libro “Lovecraft Country”, Matt Ruff: “Las historias son como personas. Incluso podemos amarlos, pero no podemos afirmar que sean perfectos. Siempre tratamos de elogiar tus virtudes y revelar tus defectos, pero eso no hace que los defectos desaparezcan”

Espero que hayas disfrutado de la publicación. Lea la publicación, lea el libro. Nos vemos a todos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa: wallpaperplay.com/walls/full/8/1/b/17970.jpg

canaltech.com.br/entretenimento/critica-lovecraft-country-170240/#:~:text=Cr%C3%ADtica%20%7C%20Lovecraft%20Country%20%C3%A9%20um%20soco%20no%20est%C3%B4mago%20da%20Am%C3%A9rica%20racista,-Por%20Claudio%20Yuge&text=E%20com%20essa%20refer%C3%AAncia%20aumentando,na%20vida%20de%20H.P.%20Lovecraft.

psamoleitura.com/2020/03/resenha-territorio-lovecraft.html

medium.com/@rntpincelli/a-improv%C3%A1vel-ressurrei%C3%A7%C3%A3o-de-h-p-lovecraft-fbcbe014101b

tionitroblog.wordpress.com/2020/05/29/lovecraft-country-matt-ruff-o-horror-cosmico-e-o-horror-humano-do-racismo-nitroleituras-resenha-horror/

huffpostbrasil.com/entry/lovecraft-country-estreia_br_5f36c2cec5b6959911e420ea

tribunadeituverava.com.br/territorio-lovecraft-discute-o-racismo-nos-eua-nos-anos-50/

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O grande Tolkien será sempre “O Grande Tolkien” – El gran Tolkien siempre será “El gran Tolkien”

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: O grande Tolkien será sempre “O Grande Tolkien.

Um grande olá para todxs.  Antes de começar o post, gostaria de descrever o assunto que me levou a escolher o tema e escrever.  Nesta semana, subiu uma hashtag (#) no Twitter que apresentava o tema de que Tolkien se inspirou na obra de J.K.Rowling (que andou se envolvendo em temas polêmicos com seus fãs (e não muito fãs).  Em conversa pelo Instagram, a dona de uma página de literatura, numa conversa sobre o escritor de Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, tentou convencer uma internauta de que ele é “o pai da fantasia”.  A resposta, a internauta, afirmou que o autor “se inspirou na J.K.Rowling”, que escreveu Harry Potter (como falamos acima).

Por questões lógicas (e matemáticas), irei mostrar alguns números.

O primeiro livro da saga Harry Potter foi lançado em 1997.  O grande Tolkien morreu em 1973, a primeira edição de “The Lord of the Rings” (O Senhor dos Anéis) é de 1954.  “The Hobbitt” (O Hobbit) que “deu início” a saga, foi publicado em 1937.

Então, me faço uma pergunta: O que as pessoas “sabem” quando escrevem em suas redes sociais?  Qual o ponto e conhecimento existe para denegrir uma pessoa?

Sempre escrevi muito sobre Tolkien.  O primeiro post do PHANTASTICUS foi sobre o grande escritor.  Se quiser relembrar, seguem alguns:

  • jotacortizo.wordpress.com/2020/01/18/a-heranca-de-tolkien/
  • jotacortizo.wordpress.com/2018/03/27/dia-de-ler-tolkien/
  • jotacortizo.wordpress.com/2017/09/24/the-hobbit-80-anos-de-uma-inesperada-aventura/
  • jotacortizo.wordpress.com/2015/04/03/rendendo-homenagens-a-j-r-r-tolkien-prestacion-de-homenajes-el-j-r-r-tolkien/
  • jotacortizo.wordpress.com/2014/12/27/tolkien-o-senhor-dos-livros/

Voltando, John Ronald Reuel Tolkien – filho de pais britânicos – nasceu em 1892, na África do Sul (que foi colônia britânica).  Lutou na Primeira Grande Guerra Mundial. 

Uma das batalhas mais intensas e agressivas, conhecida como Batalha de Somme, acabou servindo de inspiração para Tolkien. Muitas das privações que Frodo e Sam passaram no caminho até Mordor refletem um pouco dos horrores que Tolkien viveu nos confrontos reais nas trincheiras. Vários de seus amigos morreram na época ao seu lado, o que fez com que essas tragédias o inspirassem nas obras “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “O Silmarillion”.

E Tolkien escreveu.  E escreveu muito.  Muito e com qualidade.  Foram 13 livros publicados em vida e dezenas de livros póstumos (fruto de seus inscritos que foram administrados pelo seu filho Christopher Tolkien – que acabou falecendo em janeiro deste ano).

Tolkien é considerado o pai da alta fantasia moderna.

Nota: Alta fantasia é um subgênero da fantasia, definido pela sua configuração em um mundo imaginário, universo paralelo ou pela estatura épica de seus personagens, temas e enredo.

Tolkien desenvolveu uma síntese pessoal baseado em mitos escandinavos e anglo-saxões em sua obra-prima, “O Senhor dos Anéis”, publicada durante o período pós-guerra (1954-1955). Ele criou um universo de consistência sem precedentes com mitologia própria, lendas, história, geografia, povos e seus costumes, línguas e escrita.  Em “O Hobbit”, nas aventuras do Bilbo, e a luta contra o poderoso Mordor, constituíram apenas o preâmbulo de uma aventura ainda maior, apresentada na trilogia “O Senhor dos Anéis”.  O autor era um grande conhecedor das lendas celtas e nórdicas – conforme já falamos e com esta base criou um mitologia. Com uma aventura enigmática e acelerada, que atravessa mais de mil páginas.  Para que o leitor não perdesse o contexto e o fio da meada de sua narrativa, Tolkien fez de seus livros quase uma enciclopédia, com quadro de letras para ajudar na tradução dos idiomas criados para a história, com comentários sobre os mitos que inspiraram seus personagens, com complicadas árvores genealógicas, linha do tempo da Terra Média e vários mapas de todo esse mundo fantástico.  Tolkien criou várias línguas (como o Khûzdul e o Valarin), mas nenhuma tão complexa e elaborada quanto as élficas. Também desenvolveu alguns sistemas de escrita, os sistema de runas angerthas e as tengwar.  Sua obra foi de um gigantismo incrível.

Podemos dizer, com absoluta certeza, que Tolkien influenciou a maioria dos autores de fantasia que se seguiram – inclusive J.K.Rowling (criadora da saga Harry Potter).  Ele sim a inspirou e não o contrário.

O grande autor recebeu o diploma de Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford em 1972, e, posteriormente, conseguiu seu último e mais respeitável título: o da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth, se tornando, então Sir John Ronald Reuel Tolkien.

Bem, chegamos ao fim do post.  Encerro o post com a frase do autor:” Um único sonho é mais poderoso do que mil realidades”.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: El gran Tolkien siempre será “El gran Tolkien”.

Un gran saludo a todxs. Antes de comenzar el post, me gustaría describir el tema que me llevó a elegir el tema y escribir. Esta semana, subió una “hashtag” (#) en Twitter que presentaba el tema de que Tolkien se inspiró en el trabajo de JKRowling (quien ha estado involucrado en temas controvertidos con sus fanáticos (y no muchos fanáticos). En una conversación en Instagram, el propietario de una página de literatura, en una conversación sobre el escritor de El señor de los anillos, JRR Tolkien, trató de convencer a un internauta de que él es “el padre de la fantasía”. La respuesta, el internauta, afirmó que el autor “se inspiró en JK Rowling”, Quien escribió Harry Potter (como mencionamos anteriormente).

Por razones lógicas (y matemáticas), mostraré algunos números.

El primer libro de la saga de Harry Potter se publicó en 1997. El gran Tolkien murió en 1973, la primera edición de “El señor de los anillos” es de 1954. “El Hobbitt” (El Hobbit) que ” Comenzó la saga, se publicó en 1937.

Entonces, me hago una pregunta: ¿Qué “sabe” la gente cuando escribe en sus redes sociales? ¿Qué sentido y conocimiento hay para denigrar a una persona?

Siempre he escrito mucho sobre Tolkien. La primera publicación de PHANTASTICUS fue sobre el gran escritor. Si quieres recordar, aquí tienes algunos:

• jotacortizo.wordpress.com/2020/01/18/a-heranca-de-tolkien/

• jotacortizo.wordpress.com/2018/03/27/dia-de-ler-tolkien/

• jotacortizo.wordpress.com/2017/09/24/the-hobbit-80-anos-de-uma-inesperada-aventura/

• jotacortizo.wordpress.com/2015/04/03/rendente-homenagens-a-j-r-r-tolkien-prestacion-de-homenajes-el-j-r-r-tolkien/

• jotacortizo.wordpress.com/2014/12/27/tolkien-o-senhor-dos-livros/

Al regresar, John Ronald Reuel Tolkien, hijo de padres británicos, nació en 1892, en Sudáfrica (que era una colonia británica). Luchó en la Primera Guerra Mundial.

Una de las batallas más intensas y agresivas, conocida como la Batalla de Somme, terminó sirviendo de inspiración para Tolkien. Muchas de las privaciones por las que pasaron Frodo y Sam de camino a Mordor reflejan algunos de los horrores que Tolkien experimentó en los enfrentamientos reales en las trincheras. Varios de sus amigos murieron en ese momento a su lado, lo que provocó que estas tragedias lo inspiraran en las obras “El señor de los anillos”, “El Hobbit” y “El Silmarillion”.

Y Tolkien escribió. Y escribió mucho. Mucho y con calidad. Fueron 13 libros publicados en vida y decenas de libros póstumos (resultado de sus suscriptores que fueron administrados por su hijo Christopher Tolkien – quien terminó muriendo en enero de este año).

Tolkien es considerado el padre de la alta fantasía moderna.

Nota: La alta fantasía es un subgénero de la fantasía, definida por su configuración en un mundo imaginario, universo paralelo o por la estatura épica de sus personajes, temas y trama.

Tolkien desarrolló una síntesis personal basada en los mitos escandinavos y anglosajones en su obra maestra, “El señor de los anillos”, publicada durante el período de posguerra (1954-1955). Creó un universo de coherencia sin precedentes con su propia mitología, leyendas, historia, geografía, pueblos y sus costumbres, idiomas y escritura. En “El Hobbit”, en las aventuras de Bilbo y la lucha contra el poderoso Mordor, fueron solo el preámbulo de una aventura aún mayor, presentada en la trilogía “El señor de los anillos”. El autor era un gran conocedor de las leyendas celtas y nórdicas, como ya hemos hablado y sobre esta base creó una mitología. Con una aventura enigmática y vertiginosa, de más de mil páginas. Para que el lector no perdiera el contexto y el hilo conductor de su narrativa, Tolkien hizo de sus libros casi una enciclopedia, con letras para ayudar a traducir los lenguajes creados para la historia, con comentarios sobre los mitos que inspiraban a sus personajes. , con árboles genealógicos complicados, una línea de tiempo de la Tierra Media y varios mapas de este mundo fantástico. Tolkien creó varios lenguajes (como Khûzdul y Valarin), pero ninguno tan complejo y elaborado como los élficos. También desarrolló algunos sistemas de escritura, las runas angerthas y tengwar. Su obra fue un gigantismo increíble.

Podemos decir, con absoluta certeza, que Tolkien influyó en la mayoría de los autores de fantasía que siguieron, incluido JK Rowling (creador de la saga de Harry Potter). Él la inspiró, no al revés.

El gran autor recibió un doctorado honoris causa en letras de la Universidad de Oxford en 1972, y posteriormente obtuvo su último y más respetable título: el de la Orden del Imperio Británico de la reina Isabel, convirtiéndose entonces en Sir John Ronald Reuel Tolkien.

Bueno, hemos llegado al final del post. Termino el post con la frase del autor: “Un solo sueño es más poderoso que mil realidades”.

Espero que hayas disfrutado de la publicación. Lea la publicación, lea el libro. Nos vemos a todos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa:encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcS51QeiLruACUqEG- diariodocentrodomundo.com.br/entretenimento/internauta-diz-que-tolkien-morto-em-1973-se-inspirou-em-j-k-rowling-para-escrever-senhor-dos-aneis/

pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien

pt.wikipedia.org/wiki/Alta_fantasia#:~:text=No%20entanto%2C%20o%20pai%20da,guerra%20(1954%2D1955).

img.ibxk.com.br/2014/10/31/31124534443581.jpg?w=1040

adazing.com/wp-content/uploads/2013/03/LOTR5.png

megacurioso.com.br/literatura/49176-10-coisas-que-voce-provavelmente-nao-sabe-sobre-j-r-r-tolkien.htm

onlinequadros.com.br/imagem/quadros-religiosos/j.r.r.-tolkien-e-sua-obra/896

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Perdas. Muitas perdas. Agora perdemos o nosso Pantera Negra

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Olá para todxs meus queridxs amigxs.  Nesta semana, me preparava para o post.  Tinha (e trarei) em pauta trazer uma obra da genial Octavia E. Butler.  Mas sofremos uma grande perda.

RIP Boseman

Nesta semana, para ser exato na última sexta-feira (28/08/2020), perdemos Chadwick Aaron Boseman.  Ator, diretor e roteirista americano.   Reconhecido por seus retratos de figuras históricas da vida real, como Jackie Robinson em “42” (2013), James Brown em “Get on Up – A História de James Brown” (2014) e Thurgood Marshall em “Marshall” (2017).  Mas o grande personagem de Boseman efetivamente foi do Rei T’Challa, senhor de Wakanda. Personagem, criada por Stan Lee, conta com seu intelecto genial, treinamento físico rigoroso, habilidade em artes marciais, acesso a tecnologias avançadas e riqueza para combater seus inimigos.  Boseman deu vida a T’Challa com muito brilhantismo.

Black panther

Deu vida e relevância mundial ao grande rei.  Boseman, aos 43 anos, após uma grande batalha de quatro anos contra o câncer.  Uma luta heroica e silenciosa.  Boa parte desta luta ocorreu junto com as filmagens de 9 produções.  Sendo que a principal o filme solo do “Black Panther”.  Rest in Power great king.

Black panter

Mas a vida tem de seguir.  E como o próprio Rei T’Challa falava “Na minha cultura, a morte não é o fim. É mais um ponto de partida”.

Octavia Butler

Vamos voltar a Octavia E. Butler.  A autora é conhecida como uma das maiores escritoras norte-americanas de ficção-científica da atualidade. Ao longo de sua carreira, foi laureada com o MacArthur Fellowship, Hugo, Nebula e Locus Awards, além de ser indicada mais de 20 vezes à prêmios.

Já falamos sobre Octavia em nosso post de 08 de setembro de 2018.  Se quiser reler, segue o link:

jotacortizo.wordpress.com/2018/09/08/segregacao-e-dor-todo-o-sofrimento-nas-linhas-octavia-butler/

Perdemos a genialidade de Octavia muito cedo.  Em    24 de fevereiro de 2006, com apenas 58 anos.  Ficou conhecida como a “Grande Dama da Ficção Científica”.

Hoje, trazemos seu livro “Parable of the Sower” (A Parábola do Semeador) publicado em 1993.  O livro é mais do que ficção, é um alerta do que pode se tornar o nosso futuro.  O livro é o primeiro da duologia “Semente da Terra”. E conta uma história que se passa entre 2025 e 2027, mais próximo dos leitores atuais do que da própria autora na época de sua escrita. Esse fato adiciona uma camada extra de ansiedade à leitura, pois a obra imagina um futuro nefasto que estamos cada vez mais próximos de alcançar.

A narrativa é em primeira pessoa, seguindo um formato de diário, sendo que de imediato somos apresentados à sua protagonista: a jovem Lauren Olamina, moradora de um bairro murado em Robledo, Califórnia. Através de seus escritos, aos poucos vamos entendendo que Lauren nunca chegou a conhecer nada diferente do mundo em que vive: um lugar perigoso, que crises econômicas e ambientais levaram ao caos social. Não há emprego, não há bem-estar social, não há segurança. Há apenas pessoas desesperadas tentando sobreviver com o que restou e políticos corruptos ceifando cada vez mais direitos em prol da segurança e do enriquecimento de poucos. Em época de governos que dizem proteger e o que mais fazem é subtrair, as semelhanças são assustadoras e não soam nada como meras coincidências.

No começo do livro, no entanto, a família de Lauren ainda tem certa estabilidade. O bairro em que moram é completamente murado e cercado com arames, alarmes e cacos de vidro para manter longe os invasores, e a comunidade dentro dele se ajuda e se mantém protegida das catástrofes do lado de fora. Lauren sabe, entretanto, que essa situação não vai se manter, e começa a se preparar para o pior. Além disso, apesar de ser filha de um pastor batista, logo descobrimos que ela não adere totalmente à religião do pai (pelo menos não abertamente) e que tem suas próprias ideias e pensamentos sobre Deus. Quando suas previsões em relação ao bairro se concretizam e ela é obrigada a sair em fuga por estradas e cidades devastadas em busca de liberdade e segurança, sua nova fé – que ela chama de Semente da Terra – toma protagonismo em sua vida e ela assume a missão de semeá-la ao longo de seu caminho.

Assim, se torna clara a referência do título do livro. “A Parábola do Semeador” é uma parábola famosa da Bíblia, que funciona como uma metáfora para a palavra que Jesus pregava. Nesse livro (o primeiro), vemos Lauren começando a espalhar a nova mensagem entre as pessoas próximas e a busca de que estas “sementes” cresçam e floresçam.

A experiência de leitura dos livros de Octavia é única.  Vai desde a construção das personagens até o cenário apresentado (um paralelo com a realidade … atual).  A revista New Yorker disse certa vez (muito acertadamente) que a duologia de Octavia era a distopia mais aplicável aos nossos tempos.  A autora começou a escrever estas linhas por volta do final dos anos 80, observando o cenário mundial com olhos afiados.  Buscou entender como o mercado de armas, as grande indústrias farmacêuticas e o capitalismo levado ao extremo iriam influenciar os anos vindouros (que estamos vivendo agora).

Poderia concluir da seguinte forma: Não é obrigação do escritor de ficção prever o futuro.  Pelo contrário.  O dever do escritor é mentir (abusadamente).  Mas, em certos momentos a mentira parece chegar antes da verdade.

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Bem, chegamos ao fim do post.  Me despeço hoje com a frase do Rei T’Challa no filme da Marvel: “Agora, mais do que nunca, as ilusões da segregação ameaçam a nossa existência. Todos nós sabemos a verdade. Mais coisas nos conectam do que nos separam. Mas em tempos de crise, os sábios constroem pontes enquanto os tolos constroem barreiras”,

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo III

Jota Cortizo

Versión española: Pérdidas. Muchas pérdidas. Ahora perdemos nuestro pantera negra.

Hola a todos mis queridos amigos. Esta semana, me estaba preparando para el puesto. Tenía (y traeré) una agenda para traer una obra de la brillante Octavia E. Butler. Pero hemos sufrido una gran pérdida.

Esta semana, para ser exactos el viernes pasado (28/08/2020), perdimos a Chadwick Aaron Boseman. Actor, director y guionista estadounidense. Reconocido por sus retratos de personajes históricos de la vida real, como Jackie Robinson en “42” (2013), James Brown en “Get on Up – The Story of James Brown” (2014) y Thurgood Marshall en “Marshall” (2017). Pero el gran personaje de Boseman era en realidad el rey T’Challa, señor de Wakanda. El personaje, creado por Stan Lee, tiene su intelecto brillante, entrenamiento físico riguroso, habilidades en artes marciales, acceso a tecnologías avanzadas y riqueza para luchar contra sus enemigos. Boseman le dio vida a T’Challa con gran brillantez. Le dio vida y relevancia mundial al gran rey. Boseman, de 43 años, después de una importante batalla de cuatro años contra el cáncer. Una lucha heroica y silenciosa. Gran parte de esta lucha tuvo lugar junto con el rodaje de 9 producciones. La principal es la película en solitario de “Black Panther”. Descansa en poder gran rey.

Pero la vida tiene que irse. Y como decía el propio rey T’Challa: “En mi cultura, la muerte no es el final. Es otro punto de partida”.

Volvemos a Octavia E. Butler. El autor es conocido como uno de los más grandes escritores de ciencia ficción estadounidenses en la actualidad. A lo largo de su carrera, ha sido galardonada con los premios MacArthur Fellowship, Hugo, Nebula y Locus, además de estar nominada más de 20 veces a premios.

Ya hablamos de Octavia en nuestro post del 8 de septiembre de 2018. Si quieres volver a leer, sigue el enlace:

jotacortizo.wordpress.com/2018/09/08/segregacao-e-dor-todo-o-sofrimento-nas-linhas-octavia-butler/

Perdimos el genio de Octavia demasiado pronto. El 24 de febrero de 2006, con tan solo 58 años. Se la conoció como la “Gran Dama de la Ciencia Ficción”.

Hoy os traemos su libro “Parábola del Sembrador” (Parábola del Sembrador) publicado en 1993. El libro es más que ficción, es una alerta de lo que puede convertirse en nuestro futuro. El libro es el primero de la duología “Semilla de la Tierra”. Y cuenta una historia que tiene lugar entre 2025 y 2027, más cerca de los lectores actuales que de la propia autora en el momento de escribir. Este hecho agrega una capa extra de ansiedad a la lectura, ya que la obra imagina un futuro nefasto que cada vez estamos más cerca de lograr.

La narración es en primera persona, siguiendo un formato de diario, y de inmediato se nos presenta a su protagonista: la joven Lauren Olamina, que vive en un barrio amurallado de Robledo, California. A través de sus escritos, poco a poco entendemos que Lauren nunca llegó a conocer nada diferente del mundo en el que vive: un lugar peligroso, que las crisis económicas y ambientales llevaron al caos social. No hay trabajo, ni asistencia social, ni seguridad. Solo hay personas desesperadas que intentan sobrevivir con lo que queda y políticos corruptos que se llevan cada vez más derechos a favor de la seguridad y el enriquecimiento de unos pocos. En tiempos de gobiernos que dicen proteger y lo que más hacen es restar, las similitudes dan miedo y no suenan a meras coincidencias.

Sin embargo, al comienzo del libro, la familia de Lauren todavía tiene algo de estabilidad. El vecindario en el que viven está completamente amurallado y rodeado de cables, alarmas y vidrios rotos para mantener alejados a los invasores, y la comunidad en el interior ayuda y se mantiene protegida de las catástrofes del exterior. Lauren sabe, sin embargo, que esta situación no continuará y comienza a prepararse para lo peor. Además, a pesar de ser hija de un pastor bautista, pronto descubrimos que no se adhiere completamente a la religión de su padre (al menos no abiertamente) y que tiene sus propias ideas y pensamientos sobre Dios. Cuando sus predicciones sobre el vecindario se hacen realidad y se ve obligada a huir por carreteras y ciudades devastadas en busca de libertad y seguridad, su nueva fe, a la que ella llama la Semilla de la Tierra, ocupa un lugar central en su vida y asume el papel. misión de sembrarlo a lo largo de su camino.

Así queda clara la referencia al título del libro. “La parábola del sembrador” es una famosa parábola de la Biblia, que funciona como una metáfora de la palabra que predicó Jesús. En este libro (el primero), vemos a Lauren comenzando a difundir el nuevo mensaje entre aquellos cercanos a ella y la búsqueda de estas “semillas” para crecer y florecer.

La experiencia de lectura de los libros de Octavia es única. Va desde la construcción de los personajes hasta el escenario presentado (un paralelo con la realidad … actual). La revista New Yorker dijo una vez (con bastante razón) que la duología de Octavia era la distopía más aplicable a nuestro tiempo. El autor empezó a escribir estas líneas a finales de los 80, observando la escena mundial con ojos penetrantes. Buscó comprender cómo el mercado de armas, las grandes industrias farmacéuticas y el capitalismo pusieron fin o influiría en los años venideros (en los que vivimos ahora).

Podría concluir de la siguiente manera: no es deber del escritor de ficción predecir el futuro. Por lo contrario. El deber del escritor es mentir (abusar). Pero a veces la mentira parece anteponerse a la verdad.

Bueno, hemos llegado al final del post. Me despido hoy con la frase del Rey T’Challa en la película de Marvel: “Ahora, más que nunca, las ilusiones de segregación amenazan nuestra existencia. Todos sabemos la verdad. Más cosas nos conectan de las que nos separan. Pero en tiempos de crisis, los sabios construyen puentes mientras que los tontos construyen barreras”.

Espero que hayas disfrutado de la publicación. Lea la publicación, lea el libro. Nos vemos a todos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa:encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcS51QeiLruACUqEG-QspxLWR1b9fNsYMrIayQ&usqp=CAU

pt.wikipedia.org/wiki/Chadwick_Boseman

encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcSMYHucyLCfdyz-JIcR_IlVTigGim_2zzlt6w&usqp=CAU

res.6chcdn.feednews.com/assets/v2/68e9bb61837630314ffc192462e46369?quality=uhq&resize=720

pbs.twimg.com/media/Egkcnj6XcAAI6xu.jpg

nodeoito.com/a-parabola-do-semeador-resenha/

momentumsaga.com/2018/06/resenha-a-parabola-do-semeador-de-octavia-butler.html

medium.com/@diegoferreira_39109/20-livros-de-autores-negros-para-ler-at%C3%A9-20-de-novembro-1%C2%AA-parte-6f817c5c0d17

cdn.libro.fm/assets/covers/9781440761577_400.jpg

readingmattersblogdotcom1.files.wordpress.com/2017/02/parable-of-the-sower.jpg?w=640

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img.estadao.com.br/thumbs/640/resources/jpg/0/7/1598717502970.jpg

emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,desenhistas-fazem-homenagem-a-chadwick-boseman-que-morreu-aos-43-anos,70003418042

cdn.theatlantic.com/thumbor/5SyNU9rYRdMZBfgACXpqC2SoECI=/media/img/posts/2016/03/WEL_Coates_BlackPanther_ComicCover/original.jpg

i.pinimg.com/originals/53/85/35/538535ce1737c035406053c69d5cbfa9.png

 

Ficção um dia, realidade no outro

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Logo PHANTASTICUS 1

Versão em português: Ficção um dia, realidade no outro.

Olá para todxs meus queridxs amigxs.  Vocês estão bem?  Hoje vou falar um pouco sobre a sensação de viver por alguns momentos os mundo da ficção.  Seja lendo ou escrevendo, você não precisa ser jovem.  Mas sua mente sim.  E a cada página, a cada aventura, a cada “maluquice”, a mente das pessoas se volta para criar, inovar e descobrir.  A ficção fantástica.

O gênero fantástico se relaciona a tudo que é gerado pelo imaginário, ao que não pertence à realidade convencional. Esta palavra é originária do latim “phantasticus” que tem sua fonte no idioma grego: “phantastikós”.  O blog captou toda esta essência e a usa como nome.

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O gênero fantástico abriga três vertentes: a ficção científica, a fantasia e o horror.  Os muitos autores nos trouxeram emoção, ansiedade, agonia, aventura e, claro, modernidade.  Sim! Muitas páginas – ao longo do tempo – se mostraram a plataforma de lançamento de muitas das nossas tecnologias do dia-a-dia.

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Exemplos: “The Sentinel” (O Sentinela) e “2001: A Space Odyssey” (2001: Uma Odisseia no Espaço) – ambos de e Arthur C. Clarke – nos trouxeram, não só o conceito mas com design praticamente idêntico, os nossos tablets modernos.  “Fahrenheit 451”de Ray Bradbury, em 1953, nos apresentou uma TV colorida similar ao conceito 3D.  “Neuromancer” de William Gibson nos traz inteligência artificial, ciberespaço e roubo de dados – isto em pleno 1984, ano em que a World Wide Web ainda não existia.

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E não pararíamos de citar obras e autores que se anteciparam a seu tempo e nos trouxeram muitas “previsões”.

O PHANTASTICUS quer te dizer que nas páginas dos livros, podemos encontrar nossa futura realidade.  Que nas mentes brilhantes dos autores a própria ficção inspira a realidade.  Coincidência ou premonição?

  1. R. R. Tolkien; Julius Verne; H. G. Wells; J. K. Rowling; C. S. Lewis; Hans Christian Andersen; Lewis Carroll; George R R Martin; Marion Zimmer Bradley; Allison Nöel; Jorge Luis Borges; Edgar Alan Poe; Mary Shelley; William Gibson; Philip K. Dick; Ray Bradbury; Arthur C. Clarke e tantos outros. Teríamos muitas páginas com os autores de LitFan. Gostaria de poder homenagear todos.  Todos que com suas linhas abrilhantaram (e abrilhantam) nossas vidas.

Em resumo deixo a pergunta: A vida imita a arte ou a arte antevê a vida?

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Se perguntem e aceitem: A ficção, a fantasia, as histórias fazem parte de nossa vida.  Queira ou não, elas fazem.  E o PHANTASTICUS é e será uma ferramenta para estas “descobertas”.

Me despeço hoje com a frase de Michel Foucault: “A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível.”

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo III

Jota Cortizo

Versión española: Ficción un día, realidad al siguiente.

Hola a todos mis queridos amigos. ¿Ustedes están bien? Hoy les voy a hablar un poquito de la sensación de vivir el mundo de la ficción por unos instantes. Ya sea leyendo o escribiendo, no es necesario ser joven. Pero tu mente lo hace. Y con cada página, cada aventura, cada “loca”, la mente de las personas se vuelve para crear, innovar y descubrir. Ficción fantástica.

El género fantástico se relaciona con todo lo que genera el imaginario, con lo que no pertenece a la realidad convencional. Esta palabra proviene del latín “phantasticus” que tiene su origen en el idioma griego: “phantastikós”. El blog capturó toda esta esencia y la usa como nombre.

El género fantástico tiene tres vertientes: ciencia ficción, fantasía y terror. Los numerosos autores nos han traído emoción, ansiedad, agonía, aventura y, por supuesto, modernidad. ¡Si! Muchas páginas, con el tiempo, han demostrado ser la plataforma de lanzamiento de muchas de nuestras tecnologías del día a día.

Ejemplos: “The Sentinel” y “2001: A Space Odyssey” (2001: A Space Odyssey) – ambos de Arthur C. Clarke – nos trajeron, no solo el concepto sino con un diseño prácticamente idéntico, las nuestras tabletas modernas. “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury, en 1953, nos presentó un televisor en color similar al concepto 3D. “Neuromancer” de William Gibson nos trae inteligencia artificial, ciberespacio y robo de datos, esto fue a mediados de 1984, un año en el que la World Wide Web aún no existía.

Y no pararíamos de citar obras y autores que se adelantaron a su tiempo y nos trajeron muchas “previsiones”.

PHANTASTICUS quiere decirte que, en las páginas de los libros, podemos encontrar nuestra realidad futura. Que, en las mentes brillantes de los autores, la ficción misma inspira la realidad. ¿Coincidencia o premonición?

  1. R. R. Tolkien; Julius Verne; H. G. Wells; J. K. Rowling; C. S. Lewis; Hans Christian Andersen; Lewis Carroll; George R R Martin; Marion Zimmer Bradley; Allison Nöel; Jorge Luis Borges; Edgar Alan Poe; Mary Shelley; William Gibson; Philip K. Dick; Ray Bradbury; Arthur C. Clarke y tantos otros. Tendríamos muchas páginas con los autores de LitFan. Ojalá pudiera honrar a todos. Todos los que iluminaron (e iluminan) nuestras vidas con sus líneas.

En definitiva, dejo la pregunta: ¿La vida imita al arte o el arte prevé la vida?

Pregúntate y acepta: La ficción, la fantasía, las historias son parte de nuestra vida. Les guste o no, lo hacen. Y PHANTASTICUS es y será una herramienta para estos “descubrimientos”.

Me despido hoy con la frase de Michel Foucault: “La ficción no consiste en hacer visible lo invisible, sino en hacer invisible la invisibilidad de lo visible”.

Espero que hayas disfrutado de la publicación. Lea la publicación, lea el libro. Nos vemos a todos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

pt.wikipedia.org/wiki/2001:_A_Space_Odyssey

showmetech.com.br/confira-10-previsoes-da-ficcao-cientifica-que-viraram-realidade/

dataexperience.com.br/7-previsoes-da-ficcao-cientifica-para-o-seculo-xxi-que-estavam-erradas/

revistabula.com/9290-10-livros-de-ficcao-que-previram-o-futuro/

twist.systems/pt-br/blog/2018/03/15/5-livros-de-ficcao-que-fizeram-previsoes-tecnologicas/

showmetech.com.br/wp-content/uploads//2017/07/Filmes-de-fica%C3%A7%C3%A3o-cientifica.jpg

comunidadenerd.com.br/_midias/jpg/2020/03/12/melhores_filmes_de_ficcao_cientifica_da_netflix-12158800.jpg

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Os 40 anos de Harry James Potter

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Versão em português: Os 40 anos de Harry James Potter.

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Meus queridxs amigxs.  Todxs bem?

Hoje, o PHANTASTICUS dá uma “palhinha” sobre alguns fatos muito importantes que ocorreram no dia 31 de julho.  Pelo menos dois fatos.  O primeiro: Nesta data nasceu uma das razões da minha vida.  Minha filha.  Uma pessoa admirável e incrível.  Parabéns, mais uma vez, filha querida.

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O segundo fato:  Mais um nascimento.  Desta vez, no mundo da ficção, nosso querido Harry James Potter ou, simplesmente, Harry Potter.  Ele se tornou um dos personagens mais famosos da cultura pop.  Harry nasceu em Godric’s Hollow, em 31 de julho de 1980 é um personagem protagonista da série homônima de livros (e das respectivas adaptações para o cinema) da autora britânica J. K. Rowling – também nascida em 31 de julho (de 1965).  O personagem completou 40 anos no mundo mágico criado pela britânica.

Harry é um bruxo, filho único de James Potter e Lílian Evans Potter, considerado um dos mais famosos feiticeiros dos tempos modernos. Ele também foi um dos alunos mais famosos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts de seu tempo. É conhecido no mundo bruxo por ser o único sobrevivente da Maldição da Morte (Avada Kedavra), pois Lord Voldemort tentou assassiná-lo ainda bebê.  E a sobrevivência de Harry desencadeou um efeito que “derrubou” Voldemort – a maldição lançada ricocheteou na proteção que Lilian Potter tinha criado ao morrer pelo filho, atingindo seu lançador, que perdeu todos os seus poderes e só não o eliminou pelo efeito das Horcruxes que este havia criado.

Nota: Caso vocês queiram relembrar alguns dos muitos posts do PHANTASTICUS sobre a série “Harry Potter” veja alguns dos links abaixo:

jotacortizo.wordpress.com/2016/07/30/sera-o-recomeco-da-saga-harry-potter/

jotacortizo.wordpress.com/2015/03/28/j-k-rowling-de-professora-a-grande-bruxa-que-concebeu-de-maestra-a-la-gran-bruja-que-concibio-h-potter/

jotacortizo.wordpress.com/2018/08/25/a-fantastica-historia-dos-irmaos-peverell-ate-harry-potter/

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Voltando, ao fim da Primeira Guerra Bruxa, Harry foi morar com seus parentes trouxas, os Dursley, e viveu maltratado e incompreendido, sem qualquer fonte de conexão com o mundo bruxo até os 11 anos, quando Rúbeo Hagrid lhe contou que seus pais e ele eram bruxos, e ele passou a frequentar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A característica física mais notável de Harry é a cicatriz em forma de raio em sua testa, que lhe foi dada ao receber a maldição que deveria tê-lo matado.  Harry herdou muitos traços de seus pais, como o tipo físico magro, os cabelos pretos perpetuamente despenteados de seu pai e os olhos extremamente verdes de sua mãe.

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Muitas aventuras – ao longo de 7 + 1 livros.  O primeiro livro “Philosopher’s Stone” (Harry Potter e a Pedra Filosofal) foi publicado em junho de 1997.  Logo depois vieram “Chamber of Secrets” (Harry Potter e a Câmara Secreta – 1998); “Prisoner of Azkaban” (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – 1999); “Goblet of Fire” (Harry Potter e o Cálice de Fogo – 2000); “Order of the Phoenix” (Harry Potter e a Ordem da Fênix – 2003); “Half-Blood Prince” (Harry Potter e o Enigma do Príncipe – 2005): “Deathly Hallows” (Harry Potter e as Relíquias da Morte – 2007) + “Harry Potter and the Cursed Child” (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – roteiro teatral que acabou sendo transformado em livro – 2016).

Conheça um pouco da cronologia do “menino que sobreviveu”:

31 de julho de 1980 – Nasce Harry James Potter, em Godric’s Hollow, na Grã-Bretanha;

31 de outubro de 1981 – Voldemort mata os pais de Harry, fazendo com que o bruxo órfão vá morar com seus, nem tão queridos tios, Petúnia e Válter Dursley, além do primo Duda;

31 de julho de 1991 – No aniversário de 11 anos, Harry descobre que é bruxo, sendo buscado por Rúbeo Hagrid para iniciar seus estudos na Escola de Magia de Bruxaria de Hogwarts;

1º de setembro – Harry vai à escola de bruxaria para seu primeiro ano letivo, a bordo Expresso de Hogwarts, onde conhece seus amigos Hermione Granger e Rony Weasley;

9 de novembro de 1991 – No seu primeiro jogo de quadribol, Harry, como apanhador, consegue capturar o pomo de ouro, garantindo vitória à sua casa “Gryffindor” (Grifinória);

Junho de 1992 – Harry enfrenta pela primeira vez Lord Voldemort, marcando assim o começo de um embate entre o bem e o mal que duraria anos;

9 de maio de 1993 – No fim do segundo ano letivo, o bruxo descobre a Câmara Secreta e consegue derrotar o basilisco;

31 de outubro de 1994 – Já com 14 anos, é um dos escolhidos para participar do Torneio Tribuxo, para a surpresa do mundo mágico;

2020 – Ele se torna chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia do Ministério da Magia Britânico. Harry continua tendo que lidar com as marcas que Voldemort deixou no mundo mágico, assim como enfrentar os desafios do casamento e da paternidade.

Ao longo destes 23 anos, a saga se tornou a série de livros mais vendida, com mais de 500 milhões de cópias em mais de 70 idiomas, e com suas adaptações cinematográficas com muitos bilhões de dólares em faturamento.  Estes números fizeram JK como uma das autoras mais ricas (se não a maior) de todos os tempos.

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Vamos nos despedir do post com uma das memoráveis frases de Albus Dumbledore: “São as nossas escolhas as que melhor definem o que somos, muito mais que nossas habilidades.”

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo III

Jota Cortizo

Versión española: Los 40 cumpleaños de Harry James Potter.

Mis queridos amigos. ¿Todxs bien?

Hoy, PHANTASTICUS da una “pajita” sobre algunos hechos muy importantes que ocurrieron el 31 de julio. Al menos dos hechos. El primero: en esta fecha, nació una de las razones de mi vida. Mi hija. Una persona admirable e increíble. Felicidades, nuevamente, querida hija.

El segundo hecho: otro nacimiento. Esta vez, en el mundo de la ficción, nuestro amado Harry James Potter o, simplemente, Harry Potter. Se convirtió en uno de los personajes más famosos de la cultura pop. Harry nació en Godric’s Hollow, el 31 de julio de 1980 y es un personaje principal en la serie de libros del autor británico J. K. Rowling (y sus respectivas adaptaciones cinematográficas), también nació el 31 de julio (1965). El personaje completó 40 años en el mundo mágico creado por los británicos.

Harry es un mago, el único hijo de James Potter y Lily Evans Potter, considerado uno de los hechiceros más famosos de los tiempos modernos. También fue uno de los estudiantes más famosos de la Escuela de Brujería y Hechicería de Hogwarts de su tiempo. Es conocido en el mundo mágico por ser el único sobreviviente de la Maldición de la Muerte (Avada Kedavra), ya que Lord Voldemort intentó asesinarlo cuando era un bebé. Y la supervivencia de Harry desató un efecto que “derribó” a Voldemort: el elenco de la maldición rebotó en la protección que Lilian Potter había creado al morir por su hijo, golpeando su lanzador, que perdió todos sus poderes y simplemente no lo eliminó por el efecto de los Horrocruxes que Este había creado.

Nota: Si desea recordar algunas de las muchas publicaciones de PHANTASTICUS sobre la serie “Harry Potter”, consulte algunos de los enlaces a continuación:

jotacortizo.wordpress.com/2016/07/30/sera-o-recomeco-da-saga-harry-potter/

jotacortizo.wordpress.com/2015/03/28/j-k-rowling-de-professora-a-grande-bruxa-que-concebeu-de-maestra-a-la-gran-bruja-que-concibio-h-potter/

jotacortizo.wordpress.com/2018/08/25/a-fantastica-historia-dos-irmaos-peverell-ate-harry-potter/

De vuelta, al final de la Primera Guerra Mágica, Harry se fue a vivir con sus parientes muggles, los Dursley, y vivió maltratado e incomprendido, sin ninguna fuente de conexión con el mundo mágico hasta los 11 años, cuando Rúbeo Hagrid le dijo que sus padres y él eran magos, y él asistió a la escuela de brujería y hechicería de Hogwarts. La característica física más notable de Harry es la cicatriz en forma de rayo en su frente, que le fue dada cuando recibió la maldición que debería haberlo matado. Harry heredó muchos rasgos de sus padres, como el tipo de cuerpo delgado, el cabello negro perpetuamente despeinado de su padre y los ojos extremadamente verdes de su madre.

Muchas aventuras: más de 7 + 1 libros. El primer libro “La piedra filosofal” (Harry Potter y la piedra filosofal) se publicó en junio de 1997. Poco después llegó la “Cámara de los secretos” (Harry Potter y la cámara de los secretos – 1998); “Prisionero de Azkaban” (Harry Potter y el prisionero de Azkaban – 1999); “Cáliz de fuego” (Harry Potter y el cáliz de fuego – 2000); “Orden del Fénix” (Harry Potter y la Orden del Fénix – 2003); “Príncipe mestizo” (Harry Potter y el príncipe mestizo – 2005): “Reliquias de la muerte” (Harry Potter y las Reliquias de la Muerte – 2007) + “Harry Potter y el niño maldito” (Harry Potter y el niño maldito – guión teatral que terminó convirtiéndose en un libro – 2016).

Conozca un poco sobre la cronología del “niño que sobrevivió”:

31 de julio de 1980 – Nace Harry James Potter, en Godric’s Hollow, en Gran Bretaña;

31 de octubre de 1981 – Voldemort mata a los padres de Harry, haciendo que el mago huérfano se mude con sus tíos no tan queridos, Petunia y Vernon Dursley, además de su primo Duda;

31 de julio de 1991 – En su cumpleaños número 11, Harry descubre que es un mago, siendo recogido por Rubeus Hagrid para comenzar sus estudios en la Escuela de Brujería de Hogwarts;

1 de septiembre: Harry va a la escuela de brujería para su primer año académico, a bordo del Expreso de Hogwarts, donde conoce a sus amigos Hermione Granger y Ron Weasley;

9 de noviembre de 1991 – En su primer juego de Quidditch, Harry, como receptor, logra capturar la Snitch, asegurando la victoria para su hogar “Gryffindor” (Gryffindor);

Junio ​​de 1992: Harry se enfrenta a Lord Voldemort por primera vez, lo que marca el comienzo de un enfrentamiento entre el bien y el mal que duraría años;

9 de mayo de 1993 – Al final del segundo año académico, el mago descubre la Cámara de los Secretos y logra derrotar al basilisco;

31 de octubre de 1994: a la edad de 14 años, es uno de los elegidos para participar en el Torneo Tribuxo, para sorpresa del mundo mágico;

2020 – Se convierte en jefe del Departamento de Aplicación de la Ley Mágica del Ministerio Británico de Magia. Harry sigue teniendo que lidiar con las marcas que Voldemort dejó en el mundo mágico, además de enfrentar los desafíos del matrimonio y la paternidad.

En los últimos 23 años, la saga se ha convertido en la serie de libros más vendida, con más de 500 millones de copias en más de 70 idiomas, y con sus adaptaciones cinematográficas con miles de millones de dólares en ingresos. Es Estos números hicieron de JK uno de los autores más ricos (si no el más grande) de todos los tiempos.

Digamos adiós a la publicación con una de las frases memorables de Albus Dumbledore: “Son nuestras elecciones las que mejor definen lo que somos, mucho más que nuestras habilidades”.

Espero que hayas disfrutado la publicación. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en el próximo post.

Jota Cortizo

fontes

Istambul – Paraíso ou Inferno

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Versão em português: Istambul – Paraíso ou Inferno.

Todxs bem? Como estão?

Hoje, abro o post falando de um dos meus sonhos de viagem.  Istambul.  É um sonho antigo, conhecer a antiga Bizâncio e Constantinopla.  É a maior cidade da Turquia e a quarta maior do mundo.  A cidade ocupa ambas as margens do estreito do Bósforo e do norte do mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes.  A parte central da parte europeia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro.  Algumas zonas históricas da parte europeia de Istambul foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985.  Para muitos, um verdadeiro paraíso.

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Sua principal atração é a mega basílica Hagia Sophia.  Construída entre 532 e 537 – sua arquitetura única desafiou os grandes mestres construtores – pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla, serviu com esta função até 1453.  Neste ano, Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano sob o comando do sultão Maomé II, o Conquistador, que subsequentemente ordenou que o edifício fosse convertido numa mesquita. Os sinos, o altar e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por gesso e só foram restaurados em 1931 na conversão da igreja, a um museu secular.

Agora, no dia 10 de julho, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, voltou a transformar a edificação em mesquita (condição que já havia ocupado em no período de 1453–1931).  A decisão acirrou os ânimos entre as várias religiões que já viveram seus dias na bela “Sagrada Sabedoria” (Hagia Sofia).  Católicos e Ortodoxos questionam a decisão do mandatário turco.   Seria um inferno.  Mas…

Vocês devem estar perguntando: Qual o motivo desta introdução?

Resposta: Nenhuma intenção.  Apenas por que falar de Istambul e de sua Sagrada Sabedoria, é um grande prazer.  E existe alguma ligação que o PHANTASTICUS possa fazer da cidade com a LitFan?  Sim.  Temos algumas histórias que usam como pano de fundo a bela cidade.

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Hoje, que tal falar de “Inferno”? Sim.  O sexto romance do incrível Dan Brown.  O livro foi publicado em maio de 2013.  “Inferno” tem como base “Divina Commedia” (A Divina Comédia), de Dante Alighieri, e vários aspectos da obra, bem como sua influência ao decorrer dos séculos, são trazidos nas linhas de Dan Brown.

Obs.: Vocês vão questionar eu estar falando mais uma vez de Dan Brown.  Sim.  E mais quantas vezes forem necessárias. Independente de não ser LitFan é ficção (e das boas) então é tema de muita prosa no PHANTASTICUS.

Voltando… O escritor americano Daniel Gerhard Brown, conhecido por assinar como Dan Brown nos traz, mais uma vez, o professor Robert Langdon – professor de simbologia da Universidade de Harvard.

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Langdon – depois de acordar com amnésia em Florença, Itália – passa o tempo todo fugindo de assassinos ao lado da misteriosa e inteligentíssima dra. Sienna Brooks. Como consequência de sua amnésia, Langdon tem pesadelos com rios de sangue, pessoas mortas e uma mulher de cabelos prateados que lhe diz uma frase enigmática: “busca e encontrarás”.  A sua única pista para desvendar o mistério sobre como foi parar na Itália, quem está o perseguindo e o porquê de sonhos tão incomuns é um pequeno projetor que mostra a tela de Botticelli “Mappa dell’Inferno”, que logo Langdon percebe ter sido adulterado.

Enquanto isso, uma agência secreta a bordo do navio Mendacium, especializada em ajudar seus clientes a realizar propósitos escusos, está prestes a revelar para o mundo os segredos obscuros de um cliente paranoico que colocou toda a humanidade em perigo e se suicidou.

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A narrativa veloz e cinematográfica não é novidade nos livros de Brown, mas esse aspecto está particularmente incrementado em “Inferno”. Além do ritmo acelerado desde o início e dos tradicionais capítulos curtos – claramente “cenas” de um filme, o autor segue a infalível fórmula de jogar o leitor na história sem saber (quase) nada, descobrindo junto com o protagonista. Falando em fórmula, pode se até dizer que Brown buscou fugir um pouco da sua, brincando com as expectativas do leitor. Suas figuras de sempre estão lá: a ajudante feminina, a figura de autoridade com motivações suspeitas, o capanga/vilão físico exótico, etc. Mas são tantas reviravoltas e pistas falsas (no geral, muito bem construídas), que o leitor fica “tonto”.

E Istambul?  Vem agora.

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O desfecho (cuidado com alguns “spoilers”) de “Inferno” acontece em Istambul, e se dá em um lugar incrível.  A Cisterna de Basílica que é a maior das dezenas ou centenas de cisternas construídas em Istambul (quando ainda era Constantinopla) durante a época bizantina e se encontra perto da Basílica de Santa Sofia. Construída em poucos meses, no ano 532, utilizando 336 colunas romanas procedentes de templos pagãos da Anatólia, a maioria de ordem coríntia. Ocupa uma área de 10 000 m², tem 8 metros de altura e capacidade para 30 milhões de litros. Foi utilizada até finais do século XIV como cisterna de água para abastecimento da mega cidade e em meados do século XIX foi restaurada depois de ser usada como armazém de madeira.

O PHANTASTICUS já trouxe, Dan Brown, aos leitores do blog.  Se quiser relembrar, é só colar o link abaixo no seu browser.

jotacortizo.wordpress.com/2019/01/19/guinada-literaria-no-blog-traz-dan-brown/

Para fechar o post, uma frase do próprio Dan Brown.

“O tempo é um rio… e os livros são barcos. Muitos volumes navegam por essas águas e acabam naufragados e irremediavelmente perdidos em suas areias. Pouquíssimos são aqueles que suportam os rigores do tempo e vivem para abençoar as épocas futuras.”

Assim aproveito para deixar o seguinte conselho:  Nunca abandone seus barcos.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo I

Jota Cortizo

Versión española: Estambul – Paraíso o infierno.

¿Todxs está bien? ¿Como estan?

Hoy, abro la publicación hablando de uno de mis sueños de viaje. Estanbul. Es un viejo sueño conocer la antigua Bizancio y Constantinopla. Es la ciudad más grande de Turquía y la cuarta más grande del mundo. La ciudad ocupa ambas orillas del estrecho del Bósforo y el norte del Mar de Mármara, que separa a Asia de Europa en dirección norte-sur, una situación que hace de Estambul la única ciudad que ocupa dos continentes. La parte central de la parte europea está a su vez dividida por el estuario del Cuerno de Oro. Algunas áreas históricas en la parte europea de Estambul fueron declaradas Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO en 1985. Para muchos, un verdadero paraíso.

Su principal atractivo es la mega basílica Hagia Sophia. Construido entre 532 y 537 – su arquitectura única desafió a los grandes maestros constructores – por el Imperio Bizantino a ser la catedral de Constantinopla, cumplió esta función hasta 1453. En este año, Constantinopla fue conquistada por el Imperio Otomano bajo el mando del Sultán Muhammad II, Conquistador, quien posteriormente ordenó que el edificio se convirtiera en una mezquita. Las campanas, el altar y los vasos sagrados fueron removidos y varios mosaicos fueron cubiertos con yeso y solo fueron restaurados en 1931 cuando la iglesia se convirtió en un museo secular.

Ahora, el 10 de julio, el presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ha vuelto a convertir el edificio en una mezquita (una condición que ya había ocupado en el período 1453-1931). La decisión levantó los espíritus entre las diversas religiones que ya han vivido sus días en la bella “Sabiduría Sagrada” (Hagia Sofía). Católicos y ortodoxos cuestionan la decisión del representante turco. Sería un infierno Pero…

Tal vez se pregunte: ¿Cuál es el motivo de esta introducción?

Respuesta: sin intención. Solo porque hablar de Estambul y su Sagrada Sabiduría es un gran placer. ¿Y hay alguna conexión que PHANTASTICUS pueda hacer desde la ciudad con LitFan? Sí. Tenemos algunas historias que usan la hermosa ciudad como telón de fondo.

Hoy, ¿qué tal hablar de “Infierno”? Sí. La sexta novela del increíble Dan Brown. El libro fue publicado en mayo de 2013. “Inferno” se basa en la “Divina Commedia” de Dante Alighieri, y varios aspectos de la obra, así como su influencia a lo largo de los siglos, se reflejan en las líneas de Dan Marrón.

Nota: Usted cuestionará que estoy hablando de Dan Brown nuevamente. Sí. Y más tantas veces como sea necesario. Independientemente de no ser LitFan es ficción (y bueno), por lo que es objeto de mucha prosa en PHANTASTICUS.

Volviendo … El escritor estadounidense Daniel Gerhard Brown, conocido por firmar como Dan Brown, nos trae, una vez más, el profesor Robert Langdon, profesor de simbología en la Universidad de Harvard.

Langdon, después de despertarse con amnesia en Florencia, Italia, pasa todo el tiempo huyendo de los asesinos junto al misterioso y altamente inteligente Dr. Sienna Brooks. Como resultado de su amnesia, Langdon tiene pesadillas con ríos de sangre, personas muertas y una mujer de cabello plateado que dice una frase enigmática: “busca y encontrarás”. Su única pista para desentrañar el misterio de cómo terminó en Italia, quién lo persigue y por qué sus sueños son tan inusuales es un pequeño proyector que muestra la pantalla “Mappa dell’Inferno” de Botticelli, que Langdon pronto se da cuenta de que ha sido manipulada. .

Mientras tanto, una agencia secreta a bordo de la nave Mendacium, que se especializa en ayudar a sus clientes a cumplir propósitos turbios, está a punto de revelar al mundo los oscuros secretos de un cliente paranoico que ha puesto a toda la humanidad en peligro y se suicidó.

La narrativa rápida y cinematográfica no es nueva en los libros de Brown, pero este aspecto se mejora particularmente en “Inferno”. Además del rápido ritmo desde el principio y los capítulos cortos tradicionales, claramente “escenas” de una película, el autor sigue la fórmula infalible de interpretar al lector en la historia sin saber (casi) nada, descubriendo junto con el protagonista. Hablando de fórmula, incluso se puede decir que Brown trató de escapar un poco de sí mismo, jugando con las expectativas del lector. Sus figuras habituales están allí: la ayudante femenina, la figura de autoridad sospechosamente motivada, el ex-secuaz físico / villano físico, etc. Pero hay tantos giros y vueltas (en general, muy bien construidos) que el lector está “mareado”.

¿Y Estambul? Ahora viene.

El final (cuidado con algunos spoilers) de “Hell” ocurre en Estambul, y tiene lugar en un lugar increíble. La Cisterna Basílica, que es la mayor de las docenas o cientos de cisternas construidas en Estambul (cuando todavía era Constantinopla) durante la época bizantina y se encuentra cerca de Hagia Sophia. Construido en pocos meses, en el año 532, utilizando 336 columnas romanas de templos paganos en Anatolia, la mayoría de ellas corintias. Ocupa una superficie de 10.000 m², tiene 8 metros de altura y tiene una capacidad de 30 millones de litros. Se usó hasta finales del siglo XIV como cisterna de agua para abastecer a la megaciudad. y a mediados del siglo XIX fue restaurado luego de ser utilizado como almacén de madera.

PHANTASTICUS ya ha traído a Dan Brown a los lectores del blog. Si desea recordar, simplemente pegue el siguiente enlace en su navegador.

jotacortizo.wordpress.com/2019/01/19/guinada-literaria-no-blog-traz-dan-brown/

Para cerrar la publicación, una frase del propio Dan Brown.

“El tiempo es un río … y los libros son botes. Muchos volúmenes navegan a través de estas aguas y terminan naufragando e irremediablemente perdidos en sus arenas. Muy pocos son los que soportan los rigores del tiempo y viven para bendecir los tiempos futuros “.

Aprovecho esta oportunidad para dejar el siguiente consejo: nunca abandones tus barcos.

Espero que hayas disfrutado la publicación. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

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Capa: spawnbrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/01/310.jpg

.folha.uol.com.br/mundo/2020/07/museu-da-catedral-de-hagia-sophia-volta-a-ser-uma-mesquita-em-istambul.shtml

arte.folha.uol.com.br/mundo/2020/07/10/hagia-sophia/hagia-sophia-1-desktop.png

pt.wikipedia.org/wiki/Inferno_(livro_de_Dan_Brown)

minhavidaliteraria.com.br/2015/01/22/resenha-inferno-dan-brown/

pt.wikipedia.org/wiki/Cisterna_da_Bas%C3%ADlica

pt.aleteia.org/wp-content/uploads/sites/5/2017/09/web3-basilica-cistern-istanbul-volodymyr-goinyk-via-shutterstock_384658294.jpg?quality=100&strip=all&w=620&h=310&crop=1

qualviagem.com.br/wp-content/uploads/2020/01/feferoni-1024×682.jpg

salasete7.blogspot.com.br/2013/11/resenha-inferno-dan-brown.html

becoliterario.com/resenha-inferno-dan-brown/

vortexcultural.com.br/images/2013/07/dan-brown-inferno.jpg

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Um feitiço que nos envolve de paixão e magia

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Versão em português: Um feitiço que nos envolve de paixão e magia.

Olá amigxs!! Todxs bem? Hoje o PHANTASTICUS traz um pouco de feitiço e fantasia para preencher nossos dias.

Uma insólita história de amor e magia.  Eles lutam desesperadamente para se livrarem de um feitiço que foi lançado pelo poderoso e maquiavélico Bispo de Áquila. O enredo fala da paixão – quase – impossível da bela Lady Isabeau e o Capitão da Guarda Etienne Navarre.

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Ladyhawke (No Brasil, O Feitiço de Áquila (publicado em1985)

Durante o dia, Isabeau toma a forma de um falcão retomando a própria aparência ao pôr-do-sol. Navarre, por sua vez, torna-se um lobo, que só recupera a forma humana ao alvorecer de cada dia.

Ladyhawke by anotherwanderer on DeviantArt

O Feitiço de Áquila se passa na França, mais precisamente em Áquila, vila controlada com mãos de ferro pelo Bispo. A trama gira em torno do amor entre Isabeau e Navarre, que há dois anos antes da estória começar foram enfeitiçados pelo Bispo e condenados a viverem as 24 horas do dia juntos, mas sem terem como se tocar. Durante o dia Navarre tem uma águia como companheira e durante a noite, Isabeau tem a companhia de um lobo. Navarre busca vingança contra o Bispo de Áquila e ao voltar para a cidade encontrar, Philippe Gaston, um ladrão fugitivo, cuja façanha foi conseguir escapar da prisão, algo nunca conseguido por nenhum condenado.

Ladyhawke by HollyTheTerrible

A trama se desenvolve em um ótimo ritmo, que prende a atenção, mas não tem todos os requintes dos livros e das histórias de fantasia. Uma leitura leve e agradável para estes dias difíceis.

Gaston, conhecido como Rato, é a personagem mais divertido e agitado da obra. Ele possui uma esperteza e uma ingenuidade bem genuínas e suas conversas com Deus são bem humoradas e cheias de uma ternura e uma fé, que não se consegue imaginar em um ladrão como ele. Enquanto o Bispo é a figura mais detestável da trama, que usa do seu poder e da religião para conseguir o que quer.  Navarre e Isabeau fazem uma versão mais fantasiosa de Romeu e Julieta e rendem ótimos momentos para a trama também.

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O tema universal do amor impossível é o fio condutor desse romance escrito pela escritora americana Joan Carol Dennison Vinge, que se inspirou em lendas medievais para escrever a bela história.  A autora é renomada e por muitos anos esteve com seus romances arrebanhando premiações e indicações no Hugo e Nebula Awards.

Ladyhawke (1985)

O livro foi adaptado e seguiu para o cinema em 1985 e rendeu uma das histórias de amor mais vistas da telona. Com direção de Richard Donner e tendo no elenco o promissor (naquele ano) Matthew Broderick, além do grande Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer como protagonistas.

115° O Feitiço de Áquila

É uma linda história que serve para nos dar um pouco de esperança nestes dias difíceis.  Vou terminando o post, mas gostaria de deixar uma mensagem simples mas impactante.

“A vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve.” Do grande escritor Edgar Allan Poe.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo I

Jota Cortizo

Versión española: Un hechizo que nos envuelve con pasión y magia.

¡¡Hola, amigos!! ¿Todxs está bien? Hoy PHANTASTICUS trae un pequeño hechizo y fantasía para llenar nuestros días.

Una historia inusual de amor y magia. Luchan desesperadamente por deshacerse de un hechizo que fue lanzado por el poderoso y maquiavélico obispo de Aquila. La trama habla de la pasión casi imposible de la bella Lady Isabeau y el Capitán de la Guardia Etienne Navarra.

Ladyhawke (En Brasil, El hechizo de Aquila (publicado en 1985)

Durante el día, Isabeau toma la forma de un halcón, reanudando su aparición al atardecer. Navarra, a su vez, se convierte en un lobo, que solo recupera su forma humana al amanecer de cada día.

El encanto de Aquila tiene lugar en Francia, más precisamente en Aquila, un pueblo controlado por el obispo con manos de hierro. La trama gira en torno al amor entre Isabeau y Navarra, quienes dos años antes de que comenzara la historia fueron embrujados por el obispo y condenados a vivir juntos las 24 horas del día, pero sin tocarlos. Durante el día, Navarra tiene un águila como acompañante y durante la noche, Isabeau tiene la compañía de un lobo. Navarra busca venganza contra el obispo de Aquila y al regresar a la ciudad para encontrar a Philippe Gaston, un ladrón fugitivo, cuya hazaña fue escapar de la prisión, algo que ningún convicto logró nunca.

La trama se desarrolla a un gran ritmo, lo que capta la atención, pero no tiene todos los refinamientos de libros e historias de fantasía. Una lectura ligera y agradable para estos días difíciles.

Gaston, conocido como Rato, es el personaje más divertido y agitado de la obra. Él tiene un ingenio e ingenio muy genuinos y sus conversaciones con Dios son humorísticas y llenas de ternura y fe, lo que no puedes imaginar en un ladrón como él. Mientras que el obispo es la figura más detestable en la trama, usa su poder y religión para obtener lo que quiere. Navarre e Isabeau hacen una versión más fantasiosa de Romeo y Julieta y también ofrecen grandes momentos para la trama.

El tema universal del amor imposible es el hilo principal de esta novela escrita por la escritora estadounidense Joan Carol Dennison Vinge, quien se inspiró en las leyendas medievales para escribir la bella historia. La autora es reconocida y durante muchos años ha estado con sus novelas reuniendo premios y nominaciones en los Premios Hugo y Nebula.

El libro fue adaptado y seguido para el cine en 1985 y produjo una de las historias de amor más vistas en la pantalla grande. Dirigida por Richard Donner y con el prometedor (ese año) Matthew Broderick, así como el gran Rutger Hauer y Michelle Pfeiffer como protagonistas.

Es una hermosa historia que sirve para darnos un poco de esperanza en estos días difíciles. Termino la publicación, pero me gustaría dejar un mensaje simple pero impresionante.

“La vida real del ser humano consiste en ser feliz, principalmente porque siempre espera ser feliz muy pronto”. Del gran escritor Edgar Allan Poe.

Espero que hayas disfrutado el post. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en el próximo post.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

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Capa: images.alphacoders.com/105/thumb-1920-1053712.jpg

 

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dragonmountbooks.wordpress.com/2013/05/08/resenha-o-feitico-de-aquila/

pt.qwe.wiki/wiki/Joan_D._Vinge

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planocritico.com/critica-o-feitico-de-aquila/

en.wikipedia.org/wiki/Joan_D._Vinge

House of Cards, ficção ou realidade

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: House of Cards, ficção ou realidade.

Olá amigxs!! Todxs bem? Como estão vivendo o “Novo agora”?  Muitas coisas mudando.  Difícil acompanhar o noticiário e ver que, até hoje (dia da postagem), meio milhão de pessoas já perderam a vida por conta da pandemia – isto pelos números oficiais (talvez possamos multiplicar por 2, 4 ou 8).  Tudo isso é muito duro de se acompanhar.  Mas uma outra face de tudo que está acontecendo.  A crise nos forçou e mostrou caminhos que levariam anos para ser trilhados.  E os percorremos em dias ou poucas semanas.  Este é “bom” legado de tudo que estamos vivendo.  Desta forma, só me vem a mente a frase do físico teórico alemão Albert Einstein: “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade”.

Voltando aos livros.  No post de hoje, vou dar uma guinada no jeito de postar do blog.  Vou fugir um pouco da literatura fantástica (pela qual sou apaixonado) e me focar no suspense político.  Calma!!! Não irei mencionar nada do nosso território e sua política.  Vou me ater ao romance que inspirou a série de televisão americana de drama político, que foi criada por Beau Willimon para o serviço de streaming Netflix.  Estou falando de “House of Cards (na tradução literal “Castelo de Cartas).  Sua exibição no canal de streaming iniciou em fevereiro de 2013 atingindo um grande sucesso – de audiência e críticas.

Michael Dobbs

Isso acabou trazendo um pouco de luz para a trilogia (fonte de inspiração para a construção da série) do mesmo nome escrita pelo britânico Michael Dobbs e publicada a partir de 1989, na seguinte ordem:

Livro 1Livro 2Livro 3

House of Cards (“Castelos de Cartas” em 1989); To Play the King (“Para interpretar o rei” em 1992) e The Final Cut (“O corte final” em 1994).

Antes da Netflix, houve uma adaptação, escrita por Andrew Davies e produzida pela BBC, que foi ao ar em 1990. Uma adaptação para o rádio, escrita por Neville Teller, foi ao ar na BBC Radio 4 em 1996. Mas, foi a série produzida pelo canal de streaming que literalmente “bombou”.  Mas, vamos retornar aos livros.

Série gif

A trilogia “House of Cards”, que inspirou a série norte-americana de mesmo nome, é uma verdadeira teia de intrigas pessoais e políticas. A vida privada se confunde com a pública na voz de personagens tão assustadores quanto reais. Francis Urquhart é o líder da bancada governista do Parlamento britânico – posição que exerce com maestria e inteligência. Ele possui informações (e muitas vezes evidências) que podem incriminar seus colegas políticos, principalmente membros do seu próprio partido.  Sob a ameaça de torná-las públicas, os manipula e influência para atingir seu objetivo maior: ocupar o cargo de primeiro-ministro. No entanto, Mattie Storin, uma jovem e idealista jornalista, vai cruzar seu caminho e se mostrará disposta a enfrentá-lo para desvendar e revelar a rede de corrupção que ele constrói. Mas o que acontecerá depois que ela descobrir que foi usada por Francis para publicar matérias comprometedoras que serviam para seu plano político?

Parlamento Britânico

E tudo começa com logo após a renúncia da primeira-ministra Margaret Thatcher, e o Partido Conservador está prestes a eleger um novo líder. Nas eleições subsequentes da liderança, o moderado, mas indeciso Henry “Hal” Collingridge sai vitorioso. Francis Urquhart, um deputado que é chefe do governo e “Whip” (chicote) na Câmara dos Comuns, é secretamente desprezador do bem-intencionado, mas fraco Collingridge.

Curiosidade: Nos países que aplicam o sistema de Westminster, o whip é o deputado encarregado de assegurar o comparecimento e a disciplina de voto dos outros eleitos pelo partido de acordo com as orientações partidárias. O termo se refere ao assistente responsável por controlar cães-de-caça em caças a raposas.  Um partido político pode designar um chief whip e outros adjuntos. Em função dos parlamentos e dos partidos políticos, o whip pode ser eleito pelos deputados do partido ou nomeado pela sua direção. Em alguns países, nomeadamente no Reino Unido, o chief-whip do partido que forma o governo assiste às reuniões do conselho de ministros.

Francis espera uma promoção para uma posição sênior no gabinete. Após a eleição geral, que o partido vence por maioria reduzida, Urquhart envia um memorando a Collingridge, defendendo uma remodelação do gabinete que incluiria uma posição ministerial proeminente para ele próprio. No entanto, Collingridge – citando a morte política de Harold Macmillan após a Noite das Facas Longas de 1962 – não realiza absolutamente nenhuma mudança. Urquhart resolve optar por derrubar Collingridge.

Urquhart explora sua posição como Chief Whip para vazar informações privilegiadas para a imprensa para minar Collingridge, ….. E aí segue. [Não teria graça ficar revelando spoilers, busque os livros].

A série de livros se torna uma leitura instigante sobre o jogo do poder e que faz pensar sobre as razões que movem o tabuleiro dos interesses políticos.  Michael Dobbs destilou com maestria a ambição daqueles que almejam coroas e tronos, sem ter a grandeza dos reis e rainhas capazes de hastear bandeiras por sobre as mesquinhas guerras e intrigas de curto alcance.

Nota: O autor é membro da Câmara dos Lordes e foi Conselheiro Sênior de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro. Ou seja, ele tem conhecimento de causa e isso fica claro na forma como conduz a história, construindo cada personagem pouco a pouco, à medida que eles são importantes para o desenrolar do romance.

Como diria Francis Urquhart: ” É da natureza da ambição, a necessidade de vítimas.” Portanto, é uma leitura que nos ensina a prestar atenção nos bastidores das disputas por espaço, influência e poder para perceber que, às vezes, é mais seguro tomar cuidado com as ovelhas do que com os lobos.  Importante: As matilhas uivam e vociferam suas ameaças e risco, enquanto, os rebanhos se aproximam balindo bajulações recheadas de generosidade, falsidades risonhas e boas intenções auto lucrativas.

Francis Urquhart é incrivelmente calculista, manipulador e, de certa forma, um pouco mimado, e ele usa toda a sua experiência política para jogar esse jogo que acontece dentro do Parlamento britânico.  Talvez, “se ele fosse real”, o odiaríamos, mas talvez por ele ser fictício e termos alguns exemplos inúmeras vezes piores do que ele na política (no Brasil e no exterior), Urquhart acaba se tornando um personagem bem agradável, que você de alguma forma (sem entender o porquê) gosta muito.

Para fechar o post, um pouco sobre o escritor desta obra genial.  A carreira de escritor de Michael Dobbs começou em 1989 com a publicação de “House of Cards” (que começo), a primeira do que se tornaria uma trilogia de thrillers políticos, com Francis Urquhart como personagem central; “House of Cards” foi seguido por “To Play the King” em 1992 e “The Final Cut” em 1994. Em 1990, o “House of Cards” foi transformado em uma minissérie de televisão que recebeu 14 indicações ao BAFTA e duas vitórias no BAFTA e foi eleito o 84º Melhor Show Britânico da História. A Netflix produziu uma versão norte-americana baseada no primeiro romance de Dobbs e na adaptação da BBC. Ele foi um produtor executivo da série americana.

Seu quarto romance, Guerra de Winston (2004), foi selecionado para o Prêmio Livro Político do Ano do Channel 4 e seus romances de Harry Jones, “Um traidor sentimental” e “Um fantasma na porta”, para os prêmios Livro político do ano da Paddy Power em 2013 e 2014, respectivamente. Seus romances também são publicados nos Estados Unidos.

Anthony Howard, do “The Times”, disse que “Dobbs está seguindo uma tradição respeitável. Shakespeare, Walter Scott e até Tolstoi , todos usavam eventos históricos como base para seus escritos.

Vou terminando o post, mas gostaria de deixar uma mensagem simples mas impactante.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Do grande e eterno Chico Xavier.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo I

Jota Cortizo

Versión española: Castillo de naipes, ficción o realidade.

¡¡Hola amigos!! ¿Todxs está bien? ¿Cómo vive el “nuevo ahora”? Muchas cosas cambian. Es difícil seguir las noticias y ver que, hasta hoy (el día de la publicación), medio millón de personas ya han perdido la vida debido a la pandemia, esto se debe a cifras oficiales (tal vez podamos multiplicarlo por 2, 4 u 8). Todo esto es muy difícil de seguir. Pero otra cara de todo lo que está sucediendo. La crisis nos obligó y mostró caminos que tomarían años en seguir. Y los revisamos en días o unas pocas semanas. Este es un legado “bueno” de todo lo que estamos experimentando. De esta manera, solo me viene a la mente la frase del físico teórico alemán Albert Einstein: “En medio de la dificultad, hay una oportunidad”.

De vuelta a los libros. En la publicación de hoy, voy a cambiar la forma en que publico el blog. Voy a alejarme de la literatura fantástica (que me apasiona) y centrarme en el suspenso político. ¡¡¡Calma!!! No mencionaré nada sobre nuestro territorio y su política. Seguiré con el romance que inspiró la serie de televisión dramática política estadounidense, que fue creada por Beau Willimon para el servicio de transmisión de Netflix. Estoy hablando de “House of Cards” (en la traducción literal “Castle of Cards). Su exhibición en el canal de transmisión comenzó en febrero de 2013, alcanzando un gran éxito: audiencia y crítica. Esto terminó trayendo un poco de luz a la trilogía (fuente de inspiración para la construcción de la serie) del mismo nombre escrita por el británico Michael Dobbs y publicada desde 1989, en el siguiente orden:

Castillo de naipes (“Castelos de Cartas” en 1989); To Play the King (“To play the king” en 1992) y The Final Cut (“The final cut” en 1994).

Antes de Netflix, hubo una adaptación, escrita por Andrew Davies y producida por la BBC, que se emitió en 1990. Una adaptación de radio, escrita por Neville Teller, se emitió en BBC Radio 4 en 1996. Pero, fue la serie producido por el canal de transmisión que literalmente “rockeó”. Pero volvamos a los libros.

La trilogía “House of Cards”, que inspiró la serie estadounidense del mismo nombre, es una verdadera red de intrigas personales y políticas. La vida privada se confunde con la vida pública en la voz de personajes tan aterradores como reales. Francis Urquhart es el líder del partido gobernante del Parlamento británico, una posición que ejerce con maestría e inteligencia. Tiene información (y a menudo evidencia) que puede enmarcar a sus colegas políticos, especialmente a los miembros de su propio partido. Bajo la amenaza de hacerlos públicos, los manipula e influye para lograr su mayor objetivo: ocupar el cargo de primer ministro. Sin embargo, Mattie Storin, un periodista joven e idealista, se cruzará en su camino y estará dispuesto a enfrentarlo para desentrañar y revelar la red de corrupción que construye. Pero, ¿qué sucederá después de que descubra que fue utilizada por Francis para publicar historias comprometedoras que sirvieron a su propósito político?

Y todo comienza justo después de que la primera ministra Margaret Thatcher renunció, y el Partido Conservador está a punto de elegir un nuevo líder. En las elecciones de liderazgo posteriores, el moderado pero indeciso Henry “Hal” Collingridge sale victorioso. Francis Urquhart, un diputado que es jefe de gobierno y “Whip” en la Cámara de los Comunes, secretamente se burla del Collingridge, bien intencionado pero débil.

Curiosidad: en los países que aplican el sistema de Westminster, el látigo es el adjunto a cargo de garantizar la asistencia y la disciplina de votación de los demás elegidos por el partido de acuerdo con las pautas del partido. El término se refiere al asistente responsable de controlar los perros de caza en la caza del zorro. Un partido político puede designar un jefe de látigo y otros diputados. Dependiendo de los parlamentos y partidos políticos, el látigo puede ser elegido por los diputados del partido o nominado por su liderazgo. En algunos países, especialmente en el Reino Unido, el jefe del partido que forma el gobierno asiste a las reuniones del consejo de ministros.

Francis espera un ascenso a un puesto superior en el gabinete. Después de las elecciones generales, que el partido gana por mayoría reducida, Urquhart envía un memorándum a Collingridge, abogando por una revisión del gabinete que incluiría una posición ministerial prominente para él. Sin embargo, Collingridge, citando la muerte política de Harold Macmillan después de la Noche de los cuchillos largos de 1962, no hace absolutamente ningún cambio. Urquhart decide elegir derrocar a Collingridge.

Urquhart explota su posición como Jefe Whip para filtrar información interna a la prensa para socavar a Collingridge, ….. Y ahí va. [No sería divertido seguir revelando spoilers, busca los libros].

La serie de libros se convierte en una lectura instigadora sobre el juego del poder y hace que uno piense en las razones que mueven la junta de intereses políticos. Michael Dobbs destila magistralmente la ambición de aquellos que anhelan coronas y tronos, sin tener la grandeza de reyes y reinas capaces de levantar banderas sobre el mesquintiene guerras e intrigas de corto alcance.

Nota: El autor es miembro de la Cámara de los Lores y fue Asesor Principal de Margaret Thatcher, la Dama de Hierro. En otras palabras, tiene conocimiento de los hechos y esto es claro en la forma en que conduce la historia, construyendo a cada personaje poco a poco, ya que son importantes para el desarrollo de la novela.

Como diría Francis Urquhart: “Está en la naturaleza de la ambición, la necesidad de víctimas”. Por lo tanto, es una lectura que nos enseña a prestar atención detrás de escena de las disputas por espacio, influencia y poder para darnos cuenta de que, a veces, es más seguro tener cuidado con las ovejas que con los lobos. Importante: los paquetes aúllan y aullan ante sus amenazas y riesgos, mientras que los rebaños se acercan a halagos llenos de generosidad, falsedades de risa y buenos motivos de lucro.

Francis Urquhart es increíblemente calculador, manipulador y un tanto mimado, y utiliza toda su experiencia política para jugar este juego que tiene lugar en el Parlamento británico. Tal vez, “si fuera real”, lo odiaríamos, pero tal vez porque es ficticio y tenemos algunos ejemplos innumerables peores que él en política (en Brasil y en el extranjero), Urquhart termina convirtiéndose en un personaje muy agradable, que usted de alguna manera (sin entender por qué) le gusta mucho.

Para cerrar el post, un poco sobre el escritor de este brillante trabajo. La carrera de escritor de Michael Dobbs comenzó en 1989 con la publicación de “House of Cards” (que comienzo), la primera de lo que se convertiría en una trilogía de thrillers políticos, con Francis Urquhart como el personaje central; “House of Cards” fue seguido por “To Play the King” en 1992 y “The Final Cut” en 1994. En 1990, “House of Cards” se transformó en una miniserie de televisión que recibió 14 nominaciones al BAFTA y dos victorias en BAFTA y fue votado 84º Mejor espectáculo británico de la historia. Netflix produjo una versión estadounidense basada en la primera novela de Dobbs y la adaptación de la BBC. Fue productor ejecutivo de la serie estadounidense.

Su cuarta novela, Guerra de Winston (2004), fue seleccionada para el Premio al Libro Político del Año del Canal 4 y sus novelas de Harry Jones, “Un traidor sentimental” y “Un fantasma en la puerta”, por los premios del Libro Político del Año de Paddy Power en 2013 y 2014, respectivamente. Sus novelas también se publican en los Estados Unidos.

Anthony Howard, de The Times, dijo que “Dobbs sigue una tradición respetable. Shakespeare, Walter Scott e incluso Tolstoi, todos utilizaron los acontecimientos históricos como base para sus escritos.

Termino la publicación, pero me gustaría dejar un mensaje simple pero impresionante.

“Si bien nadie puede regresar y comenzar de nuevo, cualquiera puede comenzar ahora y tener un nuevo final”. Del gran y eterno Chico Xavier.

Espero que hayas disfrutado el post. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en el próximo post.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa: i.pinimg.com/originals/a7/c0/78/a7c078790efbe84cedf3091cf669bffa.png

pt.wikipedia.org/wiki/House_of_Cards_(série_americana)

skoob.com.br/livro/resenhas/395962/edicao:448262

acapivaradeucria.com.br/2017/11/12/os-livros-de-cabeceira-da-capivara-trilogia-house-of-cards/os-livros-de-cabeceira-da-capivara/

lh3.googleusercontent.com/proxy/rUpEJ8-cpcLpT1hC-z4Tt6Kp-pwbHnUJyTEO2d51pd8Ngd5SFgvU9gcUMMdlyPLlVmWeujdwQdUrD37iJFFsMBx8WJkzRDi6WFBRHtJeq0R22jY5oQ5P6ZsRL6R-ew

en.wikipedia.org/wiki/House_of_Cards_(novel)

media.karousell.com/media/photos/products/2016/01/12/the_final_cut_house_of_cards_trilogy_book_3__michael_dobbs_po_1452572298_d50d1400.jpg

en.m.wikipedia.org/wiki/Michael_Dobbs

blogourcupoftea.wordpress.com/2017/05/10/resenha-house-of-cards-michael-dobbs/

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“1984”, mas poderia ser 2020 * Um pouco mais de George Orwell

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: 1984, mas poderia ser 2020 * Um pouco mais de George Orwell

Olá meus carissímxs amigxs!! Todxs bem? Em casa?  O momento que vivemos é para pensar e repensar – em um artigo que escrevi para o Linkedin, falei em adaptação e remodelação.

Vivemos com medo.  Medo do vírus, medo da pandemia provocada pelo vírus, medo das pessoas.  Fomo alijados da convivência social (por merecidas razões) e isto impactou uma das grandes características do ser humano.  Mas, nos adaptamos.  Estamos remodelando nossos atos.  Mas o medo persiste.

Rebuscando material em alguns livros, achei um que foi publicado em 1949, falava de 1984 mas se ajusta – perfeitamente – ao momento (político/cívico/social) que vivemos.

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“Nineteen Eighty-Four” (Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ou 1984) é perfeito.  Uma obra do grande (e visionário) escritor inglês Eric Arthur Blair.  Mas é certo que ninguém vai reconhecer este nome.  Mas se falarmos de seu pseudônimo… É certo!!! George Orwell.  Foi escritor, jornalista e ensaísta político inglês, nascido na Índia Britânica. Sua obra é marcada (e marcante) por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.  Simpatizante do anarquismo, o escritor faz uma defesa da auto-gestão ou autonomismo. Sua hostilidade ao Stalinismo e pela experiência do socialismo soviético, um regime que Orwell denunciou em seu romance satírico “Animal Farm” (A Revolução dos Bichos), se revelou uma característica constante em sua obra.

Sua consciência política e social o levou a lutar – como voluntário – pelo lado republicano da Guerra Civil Espanhola.

Nota: Um conflito armado ocorrido na Espanha entre 1936 e 1939. A guerra foi travada entre os republicanos, leais à Segunda República Espanhola, urbana e progressista, numa aliança de conveniência com os anarquistas e os comunistas, e os nacionalistas, uma aliança de falangistas, monarquistas, carlistas e católicos liderada pelo General Francisco Franco. Devido ao clima político internacional na época, a guerra teve muitas facetas, e diferentes pontos de vista a viram como uma luta de classes, uma guerra religiosa, uma luta entre ditadura e democracia republicana, entre revolução e contrarrevolução, entre fascismo e comunismo.[4] Os nacionalistas venceram a guerra no início de 1939 e governaram a Espanha até à morte de Franco em novembro de 1975.

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O PHANTASTICUS já teve o prazer de escrever sobre Orwell no post “O último romance de George Orwell e o surgimento do Grande Irmão”.

Se quiser relembrar, cole o link abaixo em seu navegador.

jotacortizo.wordpress.com/2016/04/10/o-ultimo-romance-de-george-orwell-e-o-surgimento-do-grande-irmao-la-ultima-novela-de-george-orwell-y-la-aparicion-de-gran-hermano/

George Orwel foi um visionário e muito de suas obras você observa nos dias de hoje.  Veja algumas duas “premonições” do inglês:

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“Big Brother”:  Na obra literária, quem está por trás de todo controle é o “Grande Irmão”. Essa “entidade superior” conhecida como Big Brother, na época, servia como uma metáfora de controle do governo sobre tudo aquilo que a população fazia – uma alusão ao olho que tudo vê.

Nos dias de hoje, além da óbvia referência televisiva ao reality show que faz sucesso – apesar de mais insólito a cada ano – levando este título, podemos ir além pensando que na nossa realidade nas redes sociais e serviços de busca.  Hoje vemos um controle total e absoluto sobre tudo aquilo que as pessoas pesquisam na internet e até sobre o que fazem, uma vez que já se tornou praticamente uma norma social vigente postar sempre atualizações de nossas vidas, atividades e cada acontecimento pessoal na internet.  Mas, este fluxo de informação pode ser usado contra você.  Sabemos se alguém namora ou se casa, se foi ao trabalho ou está doente, se teve um filho ou foi ao cinema, se está em casa ou em um show, se está viajando ou fazendo compras. Todos ali adicionados e conectados sabem e podem ter acesso, mesmo com ditas configurações de privacidade. Afinal é para que a coisa serve, pois registrar cada momento fugaz tornou – se uma necessidade. Melhor método de controle não há! Certo.  Pense!!

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Relações impessoais: Lendo 1984 vemos que as relações humanas diante dos olhos do “Grande Irmão” não se dão nunca de modo que mostrem afetividade.  As pessoas possuem relações até colaborativas em ambiente de trabalho ou família, mas não vemos no livro a presença de laços afetivos profundos como algo natural, bem visto ou que aconteça facilmente. Pessoas vivem juntas sob extremo clima de desconfiança, onde qualquer coisa dita ou sentida pode ser algo a ser usado contra si.  Não há comumente relações carinhosas ou românticas entre nenhum dos personagens, nem mesmo demonstrações de afeto entre casais ou familiares que não tenham de acontecer de modo clandestino. Até pais temem seus próprios filhos. Há trechos onde isto fica claro de um modo que nos faz inevitavelmente comparar com algo que já ouvimos falar ou vimos acontecer.  É para pensar.

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Bem, voltando dos pensamentos nebulosos. O livro estabelece, de forma muito clara que “quem controla o passado controla o presente”.  Este é um dos exemplos da maneira como Orwell interpreta a ação do poder sobre a população. “Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força”, sob o lema do Partido, personagens como Winston (protagonista) e Julia (amante do protagonista) vivem uma história tensa e interior. A ação é psicológica e se passa na maior parte do tempo, dentro do pensamento do personagem Winston Smith, homem que trabalha no “Ministério da Verdade”, numa função que pode ser definida como um “reescritor” do passado (e você reclamando das fake news). Pessoas mortas – vaporizadas – eram apagadas de jornais antigos, como se nunca tivessem existido. Previsões não cumpridas, metas governamentais não alcançadas, eram adulteradas nos meios de comunicação do passado, para que o Partido nunca perdesse sua credibilidade.

Nota do blog: Qualquer semelhança com algo que você tenha visto é mera “coincidência”.

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Dominada como uma colônia de abelhas, a população dirigia-se do trabalho para casa – moradias que eram estatais – alimentava-se do que lhes era dado pelo governo, vestia-se uniformemente. Mas sobre a massa parecia haver uma hierarquia que desfrutava deste domínio e colhia seus frutos – a alta cúpula desconhecida e invisível. Haveria, no pensamento do contestador Winston, alguém em algum lugar escondido, que também contestaria um dia a aquilo tudo. Alguma resistência oculta. O olhar de alguém lhe dava esperanças, algum vacilo nas frases decoradas. Tudo começa a mudar quando Winston parece ser tocado por um braço real desta resistência imaginária, e sua vida pacata de homem de meia idade encaminhasse para um desfecho, onde perguntas seriam respondidas talvez, onde a realidade poderia ser menos mentirosa.

É interessante acompanhar as características da sociedade descrita, bem como cada uma delas influenciou tantas das distopias contemporâneas, lidas não só por jovens, mas por leitores de todas as idades: a hierarquização das classes sociais; a opressão e a violência do governo; a alienação e distorção da verdade como forma de controle.

A distopia futurista “1984” é um dos romances mais influentes do século XX (e em minha opinião do XXI também).  Um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.  Uma grande crítica, uma grande análise, vinda de um pensador inconformado com os sistemas, tanto capitalista quanto socialista. O romance faz com que pensemos na dialética do poder e da manipulação de informações, do controle massificado. Realidade, liberdade e medo. Um romance que deveria ser lido por todos, em nome da expansão dos limites críticos e de pensamento, estudado e interpretado para que tais questões não passem despercebidas no nosso cotidiano, cujos caminhos já se apresentam intrincadamente ligados aos temas descritos por Orwell.

Orwell

Neste ano de 2020, completou-se 70 anos da morte (prematura) deste gênio.  Mas seu legado está aí para ser apreciado.

Fecho o post de hoje com uma frase do autor que muito me marca.

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Espero que tenham gostado do post.  Leiam o post, leiam o livro.  Vejo todos vocês no próximo post.

Cortizo I

Jota Cortizo

Versión española: “1984”, pero podría ser 2020 * Un poco más que George Orwell

¡¡Hola, mis queridxs amigxs!! ¿Todxs está bien? ¿En casa? El momento en que vivimos es pensar y repensar: en un artículo que escribí para Linkedin, hablé sobre la adaptación y la remodelación.

Vivimos con miedo. Miedo al virus, miedo a la pandemia causada por el virus, miedo a las personas. Fuimos excluidos de la convivencia social (por razones merecidas) y esto afectó a una de las grandes características del ser humano. Pero nos adaptamos. Estamos remodelando nuestras acciones. Pero el miedo persiste.

Al buscar material en algunos libros, encontré uno que fue publicado en 1949, hablaba de 1984 pero encaja perfectamente con el momento (político / cívico / social) en el que vivimos.

“Mil novecientos ochenta y cuatro” (Mil novecientos ochenta y cuatro o 1984) es perfecto. Una obra del gran (y visionario) escritor inglés Eric Arthur Blair. Pero es cierto que nadie reconocerá este nombre. Pero si hablamos de su seudónimo … George Orwell. Fue un escritor, periodista y ensayista político inglés, nacido en la India británica. Su trabajo está marcado (y llamativo) por una inteligencia inteligente y de buen carácter, una profunda conciencia de las injusticias sociales, una intensa oposición al totalitarismo y una pasión por la claridad de la escritura. Simpatizante del anarquismo, el escritor defiende la autogestión o la autonomía. Su hostilidad al estalinismo y la experiencia del socialismo soviético, un régimen que Orwell denunció en su novela satírica “Animal Farm”, resultó ser una característica constante de su trabajo.

Su conciencia política y social lo llevó a luchar, como voluntario, por el lado republicano de la Guerra Civil española.

Nota: Un conflicto armado que tuvo lugar en España entre 1936 y 1939. La guerra se libró entre republicanos, leales a la Segunda República española, urbanos y progresistas, en una alianza de conveniencia con anarquistas y comunistas, y nacionalistas, una alianza de falangistas. , monárquicos, carlistas y católicos dirigidos por el general Francisco Franco. Debido al clima político internacional de la época, la guerra tuvo muchas facetas, y diferentes puntos de vista lo vieron como una lucha de clases, una guerra religiosa, una lucha entre la dictadura y la democracia republicana, entre la revolución y la contrarrevolución, entre el fascismo y el comunismo. 4] Los nacionalistas ganaron la guerra a principios de 1939 y gobernaron España hasta la muerte de Franco en noviembre de 1975.

PHANTASTICUS ya ha tenido el placer de escribir sobre Orwell en la publicación “La última novela de George Orwell y la aparición de Gran Hermano”.

Si desea recordar, pegue el siguiente enlace en su navegador.

jotacortizo.wordpress.com/2016/04/10/o-ultimo-romance-de-george-orwell-eo-surgimento-do-grande-irmao-la-ultima-novela-de-george-orwell-y-la- aparicion-de-gran-hermano /

George Orwel fue un visionario y gran parte de su trabajo se ve hoy. Aquí hay dos “premoniciones” en inglés:

“Gran Hermano”: En la obra literaria, quien está detrás de todo control es el “Gran Hermano”. Esta “entidad superior” conocida como Gran Hermano, en ese momento, sirvió como una metáfora para el control del gobierno sobre todo lo que hacía la población, una alusión al ojo que todo lo ve.

Hoy en día, además de la referencia de televisión obvia al reality show que es exitoso, aunque cada vez más inusual, tomando este título, podemos ir más allá pensando que en nuestra realidad en las redes sociales y los servicios de búsqueda. Hoy vemos un control total y absoluto sobre todo lo que las personas buscan en Internet e incluso sobre lo que hacen, ya que se ha convertido prácticamente en una norma social actual publicar siempre actualizaciones sobre nuestras vidas, actividades y cada evento personal en Internet. Pero, este flujo de información puede ser usado en su contra. Sabemos si alguien está saliendo o casándose, si fueron a trabajar o están enfermos, si tuvieron un hijo o fueron al cine, si están en casa o en un espectáculo, si están de viaje o de compras. Todo el mundo agregado y conectado allí sabe y puede tener acceso, incluso con estas configuraciones de privacidad. Después de todo, para eso es porque grabar cada momento fugaz se ha convertido en una necesidad. ¡No hay mejor método de control! Derecha. ¡¡Pensar!!

Relaciones impersonales: al leer 1984, vemos que las relaciones humanas a los ojos del “Gran Hermano” nunca suceden de una manera que muestre afecto. Las personas incluso tienen relaciones de colaboración en el lugar de trabajo o la familia, pero no vemos en el libro la presencia de lazos afectivos profundos como algo natural, bien visto o que sucede fácilmente. Las personas viven juntas en un clima extremo de desconfianza, donde todo lo que se dice o siente se puede usar en su contra. Por lo general, no hay relaciones afectivas o románticas entre ninguno de los personajes, ni siquiera manifestaciones de afecto entre parejas o miembros de la familia que no tienen que suceder clandestinamente. Incluso los padres temen a sus propios hijos. Hay pasajes donde esto se aclara de una manera que inevitablemente nos compara con algo que hemos escuchado o visto que sucedió. Es pensar.

Bueno volt Camino de pensamientos nublados. El libro establece muy claramente que “quien controla el pasado controla el presente”. Este es un ejemplo de la forma en que Orwell interpreta la acción del poder sobre la población. “La guerra es paz, la libertad es esclavitud, la ignorancia es fuerza”, bajo el lema del Partido, personajes como Winston (protagonista) y Julia (amante del protagonista) viven una historia tensa e interna. La acción es psicológica y tiene lugar la mayor parte del tiempo, dentro del pensamiento del personaje Winston Smith, un hombre que trabaja en el “Ministerio de la Verdad”, en un papel que puede definirse como un “reescritor” del pasado (y se queja de los falsos) Noticias). Las personas muertas, vaporizadas, fueron borradas de los viejos periódicos, como si nunca hubieran existido. Los pronósticos incumplidos, los objetivos gubernamentales no cumplidos, fueron adulterados en los medios de comunicación del pasado, para que el Partido nunca perdiera su credibilidad.

Nota del blog: cualquier parecido con algo que haya visto es una mera “coincidencia”.

Dominada como una colonia de abejas, la población pasó del trabajo a la casa, casas que eran propiedad del estado, alimentadas con lo que les había dado el gobierno, vestidas de uniforme. Pero sobre la masa parecía haber una jerarquía que disfrutaba de este dominio y cosechaba sus frutos: el alto domo desconocido e invisible. Habría, en el pensamiento del retador Winston, alguien escondido en algún lugar, que algún día también se opondría a todo esto. Alguna resistencia oculta. La mirada de alguien le dio esperanza, algunas dudas en las frases memorizadas. Todo comienza a cambiar cuando Winston parece ser tocado por un brazo real de esta resistencia imaginaria, y su vida pacífica como un hombre de mediana edad conduce a un resultado, donde las preguntas tal vez serían respondidas, donde la realidad podría ser menos mentirosa.

Es interesante seguir las características de la sociedad descrita, ya que cada una de ellas influyó en muchas de las distopías contemporáneas, leídas no solo por los jóvenes, sino por los lectores de todas las edades: la jerarquía de las clases sociales; opresión y violencia del gobierno; La alienación y la distorsión de la verdad como una forma de control.

La distopía futurista “1984” es una de las novelas más influyentes del siglo XX (y en mi opinión del 21 también). Un clásico moderno incuestionable. Lanzado unos meses antes de la muerte del autor, es una obra magistral que todavía se impone como una poderosa reflexión ficticia sobre la nefasta esencia de cualquier forma de poder totalitario. Una gran crítica, un gran análisis, proveniente de un pensador que no está de acuerdo con los sistemas, tanto capitalistas como socialistas. La novela nos hace pensar en la dialéctica del poder y la manipulación de la información, del control de masas. Realidad, libertad y miedo. Una novela que debería ser leída por todos, en nombre de la expansión de los límites críticos y de pensamiento, estudiada e interpretada para que tales preguntas no pasen desapercibidas en nuestra vida cotidiana, cuyos caminos ya están intrincadamente vinculados a los temas descritos por Orwell.

En este año de 2020, han pasado 70 años desde la muerte (prematura) de este genio. Pero su legado está ahí para ser apreciado.

Cierro la publicación de hoy con una frase del autor que me marca mucho.

“El periodismo es publicar lo que alguien no quiere que se publique. Todo lo demás es publicidad”.

Espero que hayas disfrutado el post. Lee el post, lee el libro. Nos vemos en la próxima publicación.

Jota Cortizo

 

Fontes/fuentes:

Imagem principal – aescotilha.com.br/wp-content/uploads/2018/04/literatura-fantastica-introducao-parte-1.png

Capa:milwaukeeindependent.com/wp-content/uploads/2019/06/1984OrwellBigBrotherImage_01.jpg

companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12562

s2982.pcdn.co/wp-content/uploads/2017/02/1984-Eyes-Collage-1.png

pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Espanhola

observatoriodaimprensa.com.br/speculum/a-realidade-social-nas-tematicas-de-1984/

nomeumundo.com/2019/01/25/algumas-previsoes-distopicas-de-1984-george-orwell-parte-1/

pt.wikipedia.org/wiki/George_Orwell

i.guim.co.uk/img/media/4cb94c55b32d89a3c644f6490860da75f29b8f25/0_0_2560_1536/master/2560.jpg?width=300&quality=45&auto=format&fit=max&dpr=2&s=5320d591d627b4ff577fb9d8d0c4d037

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