Mais de meio século da Enterprise e de Star Trek

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: Mais de meio século da Enterprise e de Star Trek.

No post do PHANTASTICUS de 21 de junho de 2015, falamos sobre uma das mais conceituadas franquias de SyFy (Science Fiction – Ficção Cientifica) do planeta – melhor, do universo.  Star Trek. No último oito de setembro, a franquia completou 51 anos.

Star Trek (NBC) TV Series
1966 - 1969
Shown: The Starship Enterprise

Que tal reler o post? Olha o link.

jotacortizo.wordpress.com/2015/06/21/viajando-na-fantasia-de-star-trek-jornada-nas-estrelas-de-viaje-por-la-fantasia-de-star-trek-viaje-a-las-estrellas/

Bem, lançada em 8 de setembro de 1966, a serie televisiva “Star Trek” ganha muitos e muitos corações.  Os “Trekkers” são centenas de milhares (senão milhões) espalhados pelo nosso planeta (quem sabe nosso sistema solar, ou quem sabe outros sistemas).  São ávidos consumidores de tudo que diz respeito aos tripulantes das naves da Frota Estelar.  Livros, filmes, jogos, quadrinhos e, claro, “lembrancinhas”.

Nestes 51 anos e alguns dias, a família “Star Trek” teve vários personagens que deixaram sua marca, principalmente os capitães – o mais marcante (em minha opinião) é o capitão James Tiberius Kirk.  Agora, o melhor personagem – está é barbada, pule de 10, moleza, etc… – foi o nosso querido Spock.  O oficial de ciências e primeiro oficial, originário do planeta Vulcano, dava um verdadeiro show de interpretação com seu raciocínio lógico apurado.  E seu interprete (na versão original) o eterno Leonard Nimoy marcou uma época e cada coração “trekker”.

Na literatura, a franquia rendeu muitos livros.  Vejam os primeiros livros: Star Trek publicado em janeiro de 1967; Star Trek 2 publicado em fevereiro de 1968; Star Trek 3 publicado em abril de 1969; Spock Must Die! Publicado em fevereiro de 1970; Star Trek 4        em julho de 1971; Star Trek 5         em fevereiro de 1972; Star Trek 6 em abril de 1972; Star Trek 7 em julho de 1972; Star Trek 8 em novembro de 1972; Star Trek 9 em agosto de 1973; Star Trek 10 em fevereiro de 1974; Star Trek 11 publicado em abril de 1975 – todos eles escritos por James Benjamin Blish, que foi um autor americano de fantasia e ficção científica. Nota: Blish também escreveu crítica de ficção científica sob o pseudônimo de William Atheling Jr.

Livro 1

São dezenas de livros, sendo que alguns foram escritos pelos atores e roteiristas da série, tal como o “Star Trek: Return” (O Retorno do Capitão Kirk) escrito por William Shatner (interprete do Capitão Kirk) e teve como coautores Garfield Reeves-Stevens e Judith Reeves-Stevens.  Outro livro que chama a minha atenção, pois aborda um tema muito fora da ficção, é “Trekonomics: The Economics of Star Trek” (ainda não lançado no Brasil, mas com tradução literal seria “Trekonomia: A Economia de Star Trek”).  O autor, Manu Saadia, aprofunda os detalhes e as complexidades da sociedade do século 24.  Explora a pós-escassez e se nós, como seres humanos, estamos equipados para isso. Quais são as perspectivas de automação e inteligência artificial.  Um livro que mescla economia sobre a ficção.  Demais!!

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Nestes 51 anos muita coisa aconteceu.  Muitas aventuras e emoções.  E nada melhor do que mais um lançamento.  Produzida e exibida pela CBS (no Brasil você pode assistir no canal streaming Netflix) recebemos “Star Trek: Discovery”.  A série é uma prequela do original “Jornada nas Estrelas”, passado aproximadamente dez anos antes da missão original do Capitão James T. Kirk e de sua tripulação. Isto quer dizer que a nova série se passa também cerca de um século após o Capitão Jonathan Archer ter comandado a Enterprise original em “Star Trek: Enterprise”. Os roteiristas afirmam que Star Trek: Discovery vai manter uma continuidade da série antiga e que seus eventos vão explicar alguns pontos da trama original.

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Nela, conhecemos Michael Burnham,(interpretada pela norte-americana Sonequa Martin-Green – até então conhecida por seus papéis em “Once Upon a time” como Tamara e em “The Walking Dead” como Sasha Williams) uma humana criada por vulcanos, tende a suprimir suas emoções devido a sua educação inserida na cultura altamente lógica da sociedade vulcana. Porém, ela continua tentando se reconectar com o seu lado emocional enquanto luta contra uma nova ameça Klingon.

Se você quer “entrar” um pouco mais no mundo “Trekker” seguem duas sugestões de livros:

“Worlds of the Federation” (Mundos da Federação), da autora Lora Johnson (antigo Shane Johnson) e ilustrações de Don Ivan Punchatz, publicado em 1989.

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O livro é um manual dos mundos da “United Federation of Planets” (a Federação Unida dos Planetas é a aliança planetária interestelar mais conhecida na Galáxia e uma das potências mais importantes dos Quadrantes Alfa e Beta) e seus respectivos habitantes e cobre não apenas as histórias do Star Trek original, mas também da Star Trek: The Next Generation e Star Trek: The Animated Series.

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E temos o novíssimo “Star Trek: Discovery: Desperate Hours” (ainda não foi publicado no Brasil, mas a tradução literal seria “Star Trek: Discovery: Horas desesperadas”).  A história se baseia novela totalmente na nova série, onde a bordo da nave “Shenzhou”, a tenente Michael Burnham, uma mulher humana criada e educada entre os vulcanos, é promovida para primeiro oficial de ação. Mas se ela quiser manter o emprego, ela deve provar a capitã Philippa Georgiou que ela merece ter.  Ela tem a chance dele quando a “Shenzhou” deve proteger uma colônia da Federação que está sendo atacada por um antigo navio alienígena que surgiu das profundezas do espaço.  Para salvar milhares de vidas inocentes, Burnham deve infiltrar-se no navio alienígena. Mas para fazer isso, ela precisa enfrentar a verdade de seu passado problemático e buscar a ajuda de um homem que ela tentou evitar toda a sua vida – até agora.  O livro é escrito por David Mack, que também escreveu outros títulos da série literária “Star Trek”.

Bem, encerramos o post com a mais tradicional e incrível saudação do universo “Trekker”.

Live long

Live long and prosper in your world. Vida longa e próspera em seu mundo.  Comandante Spock e todo povo de Vulcano

Vulcan

Obs.: Vulcano é o planeta dos vulcanos. O nome oficial do planeta é Confederação de Surak. Ele é descrito na série Star Trek como uma planeta árido e quente, coberto principalmente por desertos e cadeias montanhosas, com apenas alguns pequenos mares e lagos isolados de água salgada remanescentes da evaporação dos oceanos que no passado cobriam parte do planeta. A gravidade na superfície do planeta é descrita também como sendo maior do que na Terra. A atmosfera de Vulcano é, porém menos densa do que a terrestre. Visto do espaço, o planeta aparece com coloração avermelhada.

Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: Más de medio siglo de Enterprise y Star Trek.

En el post de PHANTASTICUS del 21 de junio de 2015, hablamos sobre una de las más prestigiosas franquicias de SyFy (Science Fiction – Ficción Científica) del planeta – mejor, del universo. Star Trek. En el último ocho de septiembre, la franquicia cumplió 51 años.

¿Qué tal releer el post? Mira el link.

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Bueno, lanzada el 8 de septiembre de 1966, la serie televisiva “Star Trek” gana muchos y muchos corazones. Los “Trekkers” son cientos de miles (si no millones) esparcidos por nuestro planeta (quién sabe nuestro sistema solar, o quién sabe otros sistemas). Son ávidos consumidores de todo lo que se refiere a los tripulantes de las naves de la Flota Estelar. Libros, películas, juegos, cómics y, por supuesto, “recuerdos”.

En estos 51 años y algunos días, la familia “Star Trek” tuvo varios personajes que dejaron su marca, principalmente los capitanes – el más destacado (en mi opinión) es el capitán James Tiberius Kirk. Ahora, el mejor personaje – está es barbada, salta de 10, moleza, etc … – fue nuestro querido Spock. El oficial de ciencias y primer oficial, originario del planeta Vulcano, daba un verdadero show de interpretación con su raciocinio lógico apurado. Y su interprete (en la versión original) el eterno Leonard Nimoy marcó una época y cada corazón “trekker”.

En la literatura, la franquicia rindió muchos libros. Vean los primeros libros: Star Trek publicado en enero de 1967; Star Trek 2 publicado en febrero de 1968; Star Trek 3 publicado en abril de 1969; Spock Must Die! Publicado en febrero de 1970; Star Trek 4 en julio de 1971; Star Trek 5 en febrero de 1972; Star Trek 6 en abril de 1972; Star Trek 7 en julio de 1972; Star Trek 8 en noviembre de 1972; Star Trek 9 en agosto de 1973; Star Trek 10 en febrero de 1974; Star Trek 11 publicado en abril de 1975 – todos ellos escritos por James Benjamin Blish, que fue un autor americano de fantasía y ciencia ficción. Nota: Blish también escribió crítica de ciencia ficción bajo el seudónimo de William Atheling Jr.

“Son decenas de libros, algunos de los cuales fueron escritos por los actores y guionistas de la serie, como el” Star Trek: Return “(El retorno del Capitán Kirk), escrito por William Shatner (interprete del Capitán Kirk) y tuvo como coautores Garfield Reeves-Stevens y Judith Reeves-Stevens. Otro libro que llama mi atención, pues aborda un tema muy fuera de la ficción, es “Trekonomics: The Economics of Star Trek” (aún no publicada en Brasil, pero con traducción literal sería “Trekonomía: La economía de Star Trek”). El autor, Manu Saadia, profundiza los detalles y las complejidades de la sociedad del siglo XX. Explora la post-escasez y si nosotros, como seres humanos, estamos equipados para ello. ¿Cuáles son las perspectivas de automatización e inteligencia artificial. Un libro que mezcla economía sobre la ficción. ¡Más!

En estos 51 años mucho sucedió. Muchas aventuras y emociones. Y nada mejor que un lanzamiento. Producido y transmitido por la CBS (en Brasil se puede ver en el canal de streaming de Netflix) recibió “Star Trek: Discovery”. La serie es una precuela del original “Jornada en las Estrellas”, pasado aproximadamente diez años antes de la misión original del Capitán James T. Kirk y de su tripulación. Esto quiere decir que la nueva serie se pasa también cerca de un siglo después de que el Capitán Jonathan Archer haya comandado la Enterprise original en “Star Trek: Enterprise”. Los guionistas afirman que Star Trek: Discovery va a mantener una continuidad de la serie antigua y que sus eventos van a explicar algunos puntos de la trama original. En ella, conocemos a Michael Burnham, (interpretada por la norteamericana Sonequa Martin-Green – hasta entonces conocida por sus papeles en “Once Upon a time” como Tamara y en “The Walking Dead” como Sasha Williams) una humana creada por vulcanos, tiende a suprimir sus emociones debido a su educación inserta en la cultura altamente lógica de la sociedad volcánica. Pero ella continúa tratando de reconectarse con su lado emocional mientras lucha contra una nueva amiga Klingon.

Si quieres “entrar” un poco más en el mundo “Trekker” siguen dos sugerencias de libros:

“Worlds of the Federation” (Mundos de la Federación), de la autora Lora Johnson (antiguo Shane Johnson) e ilustraciones de Don Ivan Punchatz, publicado en 1989.

El libro es un manual de los mundos de la Federación Unida de los Planetas (la Federación Unida de los Planetas) es la alianza planetaria interestelar más conocida en la Galaxia y una de las potencias más importantes de los Cuadrantes Alfa y Beta) y sus respectivos habitantes y cubre no sólo las historias del Star Trek original, sino también de Star Trek: The Next Generation y Star Trek: The Animated Series.

Y tenemos el nuevo “Star Trek: Discovery: Desperate Hours”  (aún no ha sido publicado en Brasil, pero la traducción literal sería “Star Trek: Discovery: Horas desesperadas”). La historia se basa en una novela totalmente en la nueva serie, donde a bordo de la nave “Shenzhou”, la teniente Michael Burnham, una mujer humana creada y educada entre los vulcanos, es promovida para el primer oficial de acción. Pero si ella quiere mantener el empleo, ella debe probar a la capitana Philippa Georgiou que ella merece tener. Ella tiene la oportunidad de él cuando la “Shenzhou” debe proteger una colonia de la Federación que está siendo atacada por un antiguo barco alienígena que surgió de las profundidades del espacio. Para salvar miles de vidas inocentes, Burnham debe infiltrarse en el barco alienígena. Pero para hacer esto, ella necesita enfrentar la verdad de su pasado problemático y buscar la ayuda de un hombre que ella intentó evitar toda su vida – hasta ahora. El libro es escrito por David Mack, que también escribió otros títulos de la serie literaria “Star Trek”.

Bueno, encerramos el post con el más tradicional y increíble saludo del universo “Trekker”.

“Live long and prosper in your world”. Vida larga y próspera en su mundo. Comandante Spock y todo el pueblo de Vulcano

Obs .: Vulcano es el planeta de los vulcanos. El nombre oficial del planeta es Confederación de Surak. Se describe en la serie Star Trek como un planeta árido y cálido, cubierto principalmente por desiertos y cadenas montañosas, con apenas algunos pequeños mares y lagos aislados de agua salada remanentes de la evaporación de los océanos que en el pasado cubrían parte del planeta. La gravedad en la superficie del planeta se describe también como siendo mayor que en la Tierra. La atmósfera de Vulcano es, pero menos densa que la terrestre. Desde el espacio, el planeta aparece con coloración rojiza.

Aprovecha el blog y lee la cantidad de mensajes que desea. Y deja tu comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, dejar una sugerencia. Nos veremos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/James_T._Kirk

startrek.com/

pt.wikipedia.org/wiki/Star_Trek_(série_original)

pt.wikipedia.org/wiki/Star_Trek#Livros

pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Naves_de_Star_Trek

pt.wikipedia.org/wiki/Spock

adra-matic.com/wp-content/uploads/2015/02/mr-spock.jpg

pre00.deviantart.net/7b80/th/pre/f/2013/274/c/4/c43bb8cd4019ae2ad704a77e3292e7c1-d6ork48.jpg

altoastral.com.br/star-trek-series/

en.wikipedia.org/wiki/List_of_Star_Trek_novels

moziru.com/images/drawn-explosion-spaceship-6.jpgt1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJexau_QZR_dpwdSiK2ZF22pH-USW6Hwzqkd9Cb-MyHHX90WNL

aficionados.com.br/star-trek-discovery-cronologias/

cdn.impact-books.com/wp-content/uploads/star-trek-discovery-thumbnail.jpg

trekcore.com/blog/wp-content/uploads/2017/09/burnham-1.jpg

startrekdesktopwallpaper.com/new_wallpaper/StarTrek_UnitedFederationofPlanets_freedesktopwallpaper_1600.jpg

alforje.files.wordpress.com/2013/03/jornada-nas-estrelas-mundos-da-federac3a7c3a3o-capa_photoredukto.jpg

books.google.com/books/about/The_Worlds_of_the_Federation.html?id%3DsA5iYvo1bvgC%26source%3Dkp_cover&h=801&w=615&tbnid=LF-h-7n0lQigWM:&tbnh=160&tbnw=123&usg=__uC-a1YWf8mDR3xKeMF3RtfmSBXk%3D&vet=10ahUKEwiOz-jZws3XAhUOPJAKHZSpBsYQ_B0IiQIwCg..i&docid=DS6yE0f93rQndM&itg=1&sa=X&ved=0ahUKEwiOz-jZws3XAhUOPJAKHZSpBsYQ_B0IiQIwCg

simonandschuster.com/books/Star-Trek-Discovery-Desperate-Hours/David-Mack/Star-Trek-Discovery/9781501164613

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pt.memory-alpha.wikia.com/wiki/Vulcano_(planeta)

vignette.wikia.nocookie.net/ptmemoryalpha/images/1/11/Vulcan.jpg/revision/latest?cb=20160730005801

cdn3.thr.com/sites/default/files/2016/06/star_trek_1966_h_2015.jpg

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Mais símbolos da LitFan e qual os seus significados e história

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: Mais símbolos da LitFan e qual os seus significados e história.

Simbologia é a ciência que estuda a origem, a interpretação e a arte de criar símbolos. Todas as sociedades humanas possuem símbolos que expressam mitos, crenças, fatos, situações ou ideias, sendo umas das formas de representação da realidade. Os símbolos existem desde o inicio da humanidade ajudando formas de comunicação. Assim, ocorre o mesmo na literatura – e no nossa caso na LitFan.  Que tal rever o post “Os símbolos da LitFan e o que eles realmente significam” postado no blog em em 03 de setembro de 2016:

jotacortizo.wordpress.com/2016/09/03/os-simbolos-da-litfan-e-o-que-eles-realmente-significam/

Nele exploramos três símbolos marcantes da LitFan: “Relíquias da Morte”, “A Roda do Mundo” e o “Poder Angelical”.  Os criadores destes símbolos e a obra a que eles pertencem são respectivamente: JK Rowling, Robert Jordan e Cassandra Clare.

Hoje, vamos explorar mais alguns símbolos da LitFan.  E para começar, entramos no universo de Harry Potter, da escritora JK Rowling.  Nele, buscamos um dos símbolos mais macabros que podemos conhecer em nossas vidas. Terrível por todo o significado dele na LitFan.  E com vocês….a “Dark Mark” (a MARCA NEGRA ou Marca das Trevas).

Marce negra

A Marca Negra é o símbolo de Lord Voldemort que o liga a todos seus “Comensais da Morte”. Ela tanto é um marca induzida magicamente que todos os Comensais da Morte carregam em seu antebraço esquerdo quanto o efeito do feitiço Morsmordre – conjurado pelos mesmos.

Curiosidade: Este foi o encantamento usado para conjurar a Marca Negra, nos céus e os “Comensais da Morte” lançavam sobre as casas de qualquer pessoa que eles matavam, tal como um “cartão de visita”.  Talvez, este seja o motivo da marca causar tanto medo.  Desta forma, os parentes e amigos que chegassem lá, já sabiam que o pior acontecera ao ocupante da residência.

Morsmordre

A Marca Negra aparece como um crânio verde cintilante com uma serpente saindo de sua boca. Isso pode ter sido inspirado no esconderijo do basilisco na Câmara Secreta. Quando convocado, o basilisco iria emergir da boca de Salazar Slytherin (Sonserina no Brasil). A serpente é também o símbolo da casa e, portanto, apropriado para ser usado pelo herdeiro de Sonserina.  Devemos reconhecer, também, que a caveira – em geral – é associada à morte, servindo para tornar a imagem mais aterrorizante para os inimigos.

Trecho do livro: “… Você-Sabe-Quem e seus seguidores enviaram a Marca das Trevas para o ar sempre que mataram. O terror que inspirou … você não faz ideia, você é muito jovem. Apenas imagem voltando para casa e encontrando a Marca Negra pairando sobre sua casa e sabendo o que você está prestes a encontrar dentro … O pior medo de todos … o pior “.  Dito por -Arthur Weasley

marcanegra

O símbolo também pode estar relacionado ao fato de que Lord Voldemort ter sido um “Ofidioglota”, um presente que ele pensou que o fez ao contrário do resto do mundo bruxo. A Marca Negra no antebraço é preta, enquanto a Marca Negra conjurada por meio do Morsmordre é verde. Diz-se também que a Marca Negra representa a imortalidade e poder.

Bem, agora vamos para um símbolo de certa forma discreto e pouco divulgado, mas extremamente polêmico quanto ao seu significado (justamente por que é pouco difundido).  Antes de revelar, tenho que confessar que este símbolo é explorado na serie televisiva e está muito longe dos livros.  Estou falando do broche Rei da Noite – THE NIGHT’S KING.

Skul

Esteticamente, o símbolo nos lembra de um crânio de pássaro, especificamente o crânio de um corvo. Ver como o Rei da Noite é dito ter sido um antigo Comandante do Senhor da Vigília da Noite, a imagem de corvos seria apropriada para o seu símbolo.  Continuando, o design interior do broche se assemelha a uma torre de castelo com tampo de cone. Podemos ligar o simbolo do broche, com os “sacrifícios” impostos pelos “Outros” – como vimos em alguns episódios da série da HBO.  Vejam a imagem.

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De acordo com a “Old Encyclopedia Britnanica”, o Rei da noite se instalou no Fortenoite (é um dos castelos ao longo da Muralha. Foi o primeiro castelo da Muralha, e também o maior), o que, para tudo o que sabemos, poderia ter tido uma torre cônica como característica proeminente.

Curiosidade: De acordo com a lenda, o Rei da Noite viveu durante a Era dos Heróis, não muito depois da Muralha ser completada. Ele era um guerreiro destemido que foi nomeado como o décimo terceiro Senhor Comandante da Patrulha da Noite.  Mais tarde, ele se apaixonou por uma mulher “que tinha uma pele mais branca que a lua e olhos tão azuis quanto o céu”. Ele a perseguiu e a amou apesar da sua pele ser “fria como gelo”, e entregou também sua alma. O Rei da Noite então levou sua amada à fortaleza de Fortenoite e após sua união profana, ele se declarou rei e ela a sua rainha, e então governou Fortenoite como se fosse seu castelo particular por treze anos.  E daí, que durante seu obscuro reinado, atrocidades horríveis foram cometidas. Até que Brandon o transgressor, o Rei do Norte, e Joramun, o Rei-Para-Lá-da-Muralha, uniram forças e o Rei da Noite foi derrotado e a Patrulha libertada de sua opressão.  Foi mais tarde descoberto que o Rei da Noite fazia sacrifícios para os “Outros”. A maioria dos relatos históricos escritos dele foi destruída e seu próprio nome foi proibido de ser mencionado e caiu no esquecimento. É provável que logo após estes eventos, os lordes nortenhos tenham exigido para a Patrulha da Noite que não murassem suas fortalezas internas, para que elas pudessem ser acessíveis pelo sul.

Atenção: Meistres questionam a veracidade da lenda do Rei da Noite e sua rainha.

Transformação

Vale ressaltar a diferença com a série televisiva “Game of Thrones” onde as Crianças da Floresta criaram os Caminhantes Brancos como um meio de se defender durante a invasão dos Primeiros Homens a Westeros. Assim, na série, o Rei da Noite foi o primeiro dos Caminhantes, enquanto nos livros eles já existiam antes dele nascer.

Já falamos sobre The Night’s King em alguns posts do PHANTASTICUS. Reveja o post: jotacortizo.wordpress.com/2016/12/04/reis-amaldicoados-e-seus-suditos-fantasticos/ e jotacortizo.wordpress.com/2017/07/30/nights-watch-patrulha-da-noite-a-ordem-da-muralha/.

Ahh, não podemos deixar passar.  Tudo isto é criação do brilhante escritor George RR Martin.  George deixou – em entrevista – sua impressão sobre os dois “Reis da Noite” (do livro e da TV).  “Quanto ao Rei da Noite (a forma que eu prefiro), nos livros, ele é uma figura lendária, semelhante a Lann the Clever e Brandon the Builder, e não há mais chances de sobreviver ao presente do que eles”, disse ele.  Então, entre isso e a aparente origem na tela do Night King, podemos concluir que eles são dois personagens diferentes. Se houver uma conexão entre eles ou um significado para os nomes semelhantes, podemos descobrir mais tarde na TV ou quando o próximo livro sair (se isso acontecer – nossa observação, e de mais de meio planeta).

Fugindo um pouco da LitFan, gostaria de abordar o significado de alguns símbolos importantes.

J_R_R__Tolkien-logo         Runa usada como símbolo de J.R.R. Tolkien – que escreveu as obras “The Hobbit” e “

 

250px-Tolkien_The_two_trees         Duas Árvores de Valinor (para os mais íntimos são as árvores de Tolkien) – Laurelin e Telperion.

 

Percy Jacson         O tridente nos remete a série de livros “Percy Jackson” escrita por Rick Riordan.

Os símbolos estão sempre presentes em nossa vida e não – unicamente – na ficção.  Ele é uma imagem, ele é uma mensagem.  Cada símbolo nos faz captar a essência da coisa.  Nos leva a ter afinidade ou aversão.  Símbolos religiosos, símbolos da pseudo-ordem, símbolos da filosofia, símbolos, mais símbolos e mais símbolos.  Estamos cercados por símbolos e por vezes não os entendemos.  Vamos buscar entendê-los.

Gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: Más símbolos de LitFan y sus significados e historia.

Simbología es la ciencia que estudia el origen, la interpretación y el arte de crear símbolos. Todas las sociedades humanas poseen símbolos que expresan mitos, creencias, hechos, situaciones o ideas, siendo unas de las formas de representación de la realidad. Los símbolos existen desde el inicio de la humanidad ayudando formas de comunicación. Así, ocurre lo mismo en la literatura – y en nuestro caso en la LitFan. ¿Qué tal revisar el post “Los símbolos de LitFan y lo que realmente significan” publicado en el blog el 3 de septiembre de 2016:

jotacortizo.wordpress.com/2016/09/03/los-simbolos-de-litfan-e-o-que-eles-realmente-significas/

En él exploramos tres símbolos marcantes de la LitFan: “Reliquias de la Muerte”, “La Rueda del Mundo” y el “Poder Angelical”. Los creadores de estos símbolos y la obra a la que pertenecen son respectivamente: JK Rowling, Robert Jordan y Cassandra Clare.

Hoy, vamos a explorar algunos símbolos de LitFan. Y para empezar, entra en el universo de Harry Potter, de la escritora JK Rowling. En él, buscamos uno de los símbolos más macabros que podemos conocer en nuestras vidas. Terrible por todo su significado en LitFan. Y con ustedes … la “Dark Mark” (la MARCA NEGRA o la Marca de las tinieblas).

La Marca Negra es el símbolo de Lord Voldemort que lo liga a todos sus “Mortífagos”. Ella es tanto una marca inducida mágicamente que todos los Mortífagos cargan en su antebrazo izquierdo como el efecto del hechizo Morsmordre – conjurado por los mismos.

Curiosidad: Este fue el encantamiento usado para lanzar la Marca Negra, en los cielos y los “Mortífagos” lanzaban sobre las casas de cualquier persona que mataban, tal como una “tarjeta de visita”. Tal vez, este es el motivo por el que la marca causa tanto miedo. De esta forma, los parientes y amigos que llegaran allí, ya sabían que lo peor ocurría al ocupante de la residencia.

La Marca Negra aparece como un cráneo verde brillante con una serpiente saliendo de su boca. Esto puede haber sido inspirado en el escondite del basilisco en la Cámara Secreta. Cuando fue convocado, el basilisco emergía de la boca de Salazar Slytherin (Sonserina en Brasil). La serpiente es también el símbolo de la casa y, por lo tanto, apropiado para ser utilizado por el heredero de Sonserina. Debemos reconocer, también, que la calavera-en general- está asociada a la muerte, sirviendo para hacer la imagen más aterrorizante para los enemigos.

Trecho del libro: “El que inspiró … usted no tiene idea, usted es muy joven, sólo una imagen que regresa a su casa y encontrando la Marca Negra flotando sobre su casa y sabiendo lo que usted está a punto de encontrar dentro … El peor miedo de todos … el peor “. Dicho por -Arthur Weasley

El símbolo también puede estar relacionado con el hecho de que Lord Voldemort haya sido un “Ofidioglota”, un regalo que él pensó que lo hizo al revés del resto del mundo brujo. La Marca Negra en el antebrazo es negra, mientras que la Marca Negra conjura por medio del Morsmordre es verde. Se dice también que la Marca Negra representa la inmortalidad y poder.

Bueno, ahora vamos a un símbolo de cierta forma discreto y poco divulgado, pero extremadamente polémico en cuanto a su significado (justamente por qué es poco difundido). Antes de revelar, tengo que confesar que este símbolo es explotado en la serie televisiva y está muy lejos de los libros. Estoy hablando del Broche Rey de la Noche – THE NIGHT’S KING.

El símbolo nos recuerda un cráneo de pájaro, específicamente el cráneo de un cuervo. Ver como el Rey de la Noche se dice haber sido un antiguo Comandante del Señor de la Vigilia de la Noche, la imagen de cuervos sería apropiada para su símbolo. Continuando, el diseño interior del broche se asemeja a una torre de castillo con tapa de cono. Podemos conectar el símbolo del broche, con los “sacrificios” impuestos por los “Otros” – como vimos en algunos episodios de la serie de HBO. Vean la imagen.

En el caso de la “Antigua Encyclopedia Británica”, el Rey de la noche se instaló en el Fortenoite (es uno de los castillos a lo largo de la Muralla, fue el primer castillo de la Muralla, y también el más grande), lo que, para todo lo que sabemos, podría haber tenido una torre cónica como característica prominente.

Curiosidad: De acuerdo con la leyenda, el Rey de la Noche vivió durante la Era de los Héroes, no mucho después de que la Muralla se completar. Él era un guerrero intrépido que fue nombrado como el decimotercero Señor Comandante de la Patrulla de la Noche. Más tarde, se enamoró de una mujer “que tenía una piel más blanca que la luna y ojos tan azules como el cielo”. Él la persiguió y la amó a pesar de que su piel era “fría como hielo”, y entregó también su alma. El Rey de la noche entonces llevó su amada a la fortaleza de Fortenoite y después de su unión profana, se declaró rey y ella a su reina, y entonces gobernó a Fortenoite como si fuera su castillo particular por trece años. Y de ahí, que durante su oscuro reinado, se cometieron atrocidades horribles. Hasta que Brandon el transgresor, el Rey del Norte, y Joramun, el Rey-Para-la-Muralla, unieron fuerzas y el Rey de la Noche fue derrotado y la Patrulla liberada de su opresión. Fue más tarde descubierto que el Rey de la Noche hacía sacrificios para los “Otros”. La mayoría de los relatos históricos escritos de él fueron destruidos y su propio nombre fue prohibido de ser mencionado y cayó en el olvido. Es probable que luego de estos eventos, los lores norteños hayan exigido a la Patrulla de la Noche que no murmuren sus fortalezas internas, para que ellas pudieran ser accesibles por el sur.

Atención: Meistres cuestionan la veracidad de la leyenda del Rey de la Noche y su reina.

Es importante resaltar la diferencia con la serie televisiva “Game of Thrones” donde los Niños del Bosque crearon a los Caminantes Blancos como un medio de defenderse durante la invasión de los Primeros Hombres a Westeros. Así, en la serie, el Rey de la Noche fue el primero de los Caminantes, mientras que en los libros ya existían antes de nacer.

Ya hablamos sobre The Night’s King en algunos puestos de PHANTASTICUS. Revisar el mensaje: jotacortizo.wordpress.com/2016/12/04/reis-amaldicoados-e-seus-suditos-fantasticos/ y jotacortizo.wordpress.com/2017/07/30/nights-watch-patrulha-da-noite -a-orden-de-muralla /.

Ahh, no podemos dejar pasar. Todo esto es la creación del brillante escritor George RR Martin. George dejó en una entrevista su impresión sobre los dos “Reyes de la Noche” (del libro y de la televisión). “En cuanto al Rey de la Noche (la forma que prefiero), en los libros, es una figura legendaria, similar a Lann the Clever y Brandon the Builder, y no hay más posibilidades de sobrevivir al presente que él”, dijo. Entonces, entre eso y el aparente origen en la pantalla del Night King, podemos concluir que ellos son dos personajes diferentes. Si hay una conexión entre ellos o un significado para los nombres similares, podemos descubrir más tarde en la televisión o cuando el próximo libro salga (si eso sucede – nuestra observación, y de más de medio planeta).

Fugando un poco de LitFan, me gustaría abordar el significado de algunos símbolos importantes.

Runa usada como símbolo de J.R.R. Tolkien – que escribió las obras “The Hobbit” y ”

Dos árboles de Valinor (para los más íntimos son los árboles de Tolkien) – Laurelin y Telperion.

El tridente nos remite a la serie de libros “Percy Jackson” escrita por Rick Riordan.

Los símbolos están siempre presentes en nuestra vida y no – únicamente – en la ficción. Él es una imagen, él es un mensaje. Cada símbolo nos hace captar la esencia de la cosa. Nos lleva a tener afinidad o aversión. Símbolos religiosos, símbolos de la pseudo-orden, símbolos de la filosofía, símbolos, más símbolos y más símbolos. Estamos rodeados de símbolos ya veces no los entendemos. Vamos a tratar de entenderlos.

¿Te gustó el post? Aprovecha el blog y lee la cantidad de mensajes que desea. Y deja tu comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, dejar una sugerencia. Nos veremos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/Simbologia

pt-br.harrypotter.wikia.com/wiki/Marca_Negra

potterheaven.com/conteudo/a-marca-negra/

harrypotter.wikia.com/wiki/Dark_Mark

harrypotter.wikia.com/wiki/Morsmordre

2.bp.blogspot.com/-GXmof_t1IOE/UX5OcPAu4qI/AAAAAAAAAdQ/1BtHsDfS2gY/s1600/Marce+negra.jpg

estantenerd.files.wordpress.com/2013/07/marcanegra.gif

aficionados.com.br/simbolos-harry-potter/

pm1.narvii.com/6433/23a8ee82ed47fc7980e48a78db4837fcad0d2b54_hq.jpg

recantodasletras.com.br/artigos/2176685

endgameofthrones.files.wordpress.com/2015/06/category5_species_1480_large_31.jpg

ih0.redbubble.net/image.68112903.6897/flat,800×800,075,t.u3.jpg

pa1.narvii.com/6556/0d254567bbc8712c1ee2a3b6f42fa3bdcceabc02_hq.gif

game-of-thrones-br.aminoapps.com/page/item/rei-da-noite/X0B2_wvzFXI7qa2EwGaWPXjvYP8P18erkkb

heavy.com/entertainment/2017/08/game-of-thrones-is-bran-wearing-night-king-necklace-sigil-symbol-brooch-true-hoax-theory-photo/

inverse.com/article/34342-game-of-thrones-night-king-nights-white-walker-difference-explained

i.imgur.com/KOvX0qx.jpg

cdn-images-1.medium.com/max/1920/1*DG1l-jomU6Fu2B7TC8wjcQ.jpeg

3.bp.blogspot.com/-G5WSHkgOVcU/TjBYeU7_IAI/AAAAAAAAAtM/r8jNUIPwUGw/s1600/J_R_R__Tolkien-logo.gif

upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Tolkien_The_two_trees.jpg/250px-Tolkien_The_two_trees.jpg

pinterest.pt/pin/728175833472555150/

Um pouco de Heráldica de “Game of Thrones”

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: Um pouco de Heráldica de “Game of Thrones”.

No post de hoje, vamos desmistificar e “traduzir” o significado de alguns dos brasões de Game of Thrones, grande obra de George RR Martin.  E o primeiro é deveras importante.

E com vocês!!!

Uma estrela cadente sobre um olmo, tendo como fundo o pôr-do-sol.  Este é o brasão de Sor Duncan, o alto.

Dunk (como era conhecido) é um homem enorme que cresceu na Baixada das Pulgas, e que viria a se tornar escudeiro de Sor Arlan de Centarbor, um cavaleiro andante, e que depois de se dizer armado cavaleiro, teve como escudeiro e companheiro de aventuras o rei Aegon V (quando criança conhecido por Egg – redução de Aegon), e mais tarde o serviu como seu Senhor Comandante da Guarda Real sob o nome de Sor Duncan, o Alto.

Obs.: Tudo isto ocorre, duzentos anos após a Conquista, onde a dinastia Targaryen vive seu auge. Os Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos anos do reinado do Bom Rei Daeron.  Mas…Muitas aventuras acontecem e Egg sentou-se no Trono de Ferro como Rei Aegon V Targaryen.  Ele pediu a Dunk para entrar para a Guarda Real e eventualmente tornar-se seu Senhor Comandante. Aegon deu ao seu primeiro filho o nome Duncan, que era conhecido como Duncan, o Pequeno, em contraste com seu homônimo.

Curiosidade: Sor Duncan escoltou Meistre Aemon e Brynden Rivers até a Muralha pelo comando de Aegon.

Em 236 d.C., Duncan marchou com Aegon V para suprimir a Quarta Rebelião Blackfyre. Ele matou o líder rebelde Daemon III Blackfyre em combate singular e botou o exército inimigo em fuga.  Ele também serviu como campeão do rei Aegon V em um julgamento por combate contra o lorde Lyonel Baratheon, quando este ergueu Ponta Tempestade em revolta contra o Trono de Ferro. A questão foi rapidamente resolvida quando Lyonel se ajoelhou perante Duncan e voltou a aceitar a vassalagem da Casa Targaryen.

Mas, em 259 d.C. Duncan acabou tombando, junto ao Rei Aegon e o Príncipe Duncan, na Tragédia de Summerhall. A Tragédia foi um incêndio em Summerhall, um castelo da casa Targaryen utilizado como palácio de verão.  A causa do fogo ainda é desconhecida, mas estava relacionada com o desejo do rei Aegon de restaurar os dragões para os Sete Reinos. Os últimos anos de seu reinado foram consumados por uma busca de sabedoria antiga sobre a criação de dragões de Valyria, e foi dito que Aegon encomendou viagens a lugares tão distantes como Asshai, com a esperança de encontrar textos e conhecimentos que não tinham sido preservados em Westeros.  Assim, a grande história de Duncan.  Se você quer se aprofundar, leia “A Knight of the Seven Kingdoms” (O Cavaleiro dos Sete Reinos) que foi publicado em 2015.

Agora outro brasão de uma família importante no contexto da garantia da (in) segurança no Norte.  São os Karstark of Karhold (ou simplesmente Karstark).

Seu brasão é um nascer do sol branco sobre um fundo negro.  Seu lema é “O Sol do Inverno”.  Os Karstark, na verdade, são uma vertente da família Stark, por isso o nome similar. Eles vêm de Karlon Stark, o filho mais novo de um dos Reis do Inverno, que ganhou terras na parte leste da região nortenha, durante uma rebelião dos Bolton, e criou o Forte Karhold. Daí, então, veio os Karstark.

Pontos importantes dos livros: Rickard Karstark assassinara Tion Frey e Willem Lannister em suas celas, como vingança pelas mortes de seus filhos Torrhen e Eddard (mortos por Jamie Lannister). Por isto, Robb sentenciara-o à morte. Em seu discurso antes de sua execução, Rickard apelou pela lealdade sua e de sua Casa para com os Stark, e amaldiçoou-o com uma acusação de fratricídio, devido à antiga relação entre os Karstark e os Stark.

Lorde Karstark

Os Karstark que sobreviveram à Batalha de Valdocaso juntaram-se às forças de Roose Bolton, e foram com ele às Gêmeas. Eles eram parte da força que Roose mantivera com ele após a Batalha do Vau Rubi.

Obs.: Na série televisiva, esta casa se alia aos Bolton para tomar (provisoriamente Winterfell e o norte).

E por último, mas não menos importante, temos a casa de uma das grandes personagens da trama das “Crônicas de Gelo e Fogo”.  E temos a Casa de Tarth.

A Casa Tarth de Solar do Entardecer é uma casa nobre que governa a ilha de Tarth, uma bela ilha, situada a leste de Ponta Tempestade e ao norte da Baía dos Naufrágios e que controla os Estreitos de Tarth entre a ilha e o continente.

Seu brasão é dividido em quatro partes com dois sóis sobre rosa se contrapondo a dois crescentes sobre azul.  Selwyn Tarth, chamado “Estrela da Tarde”, governa a Casa. Ele tem um único descendente, uma filha chamada Brienne.

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Brienne é mais alta e musculosa que a maioria dos homens.  É chamada de “Bela” como zombaria, devido ao fato de seu rosto ser excessivamente plano e porque tem uma boca muito grande, lábios finos, dentes proeminentes e acavalados e um nariz quebrado em vários lugares. Suas habilidades como guerreira deixam para trás todas as zombarias.  A guerreira é peça chave da trama de George Martin, e é uma das minhas personagens favoritas – ao lado de Arya Stark.

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Vamos – ocasionalmente – trazer mais alguns casos da heráldica de Game of Thrones.  Aproveitem o blog e leia quantos posts você quiser.  E, muito importante, deixe seu comentário. Até o próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: Un poco de Heráldica de “Game of Thrones”.

En el post de hoy, vamos a desmitificar y “traducir” el significado de algunos de los blasones de Game of Thrones, gran obra de George RR Martin. Y el primero es realmente importante.

¡Y con ustedes!

Una estrella fugaz sobre un olmo, teniendo como fondo la puesta de sol. Este es el escudo de sor Duncan, el alto.

Dunk (como era conocido) es un hombre enorme que creció en la Bajada de las Pulgas, y que se convertiría en escudero de Sor Arlan de Centarbor, un caballero andante, y que después de decir armado caballero, tuvo como escudero y compañero de aventuras el rey Aegon V (cuando era niño conocido por Egg – reducción de Aegon), y más tarde lo sirvió como su Señor Comandante de la Guardia Real bajo el nombre de Sor Duncan, el Alto.

Obs.: Todo esto ocurre, doscientos años después de la Conquista, donde la dinastía Targaryen vive su auge. Los Siete Reinos de Westeros atravesan un tiempo de relativa paz, en los últimos años del reinado del Buen Rey Daeron. Pero … Muchas aventuras suceden y Egg se sentó en el Trono de Hierro como Rey Aegon V Targaryen. Él pidió a Dunk para entrar a la Guardia Real y eventualmente convertirse en su Señor Comandante. Aegon dio a su primer hijo el nombre Duncan, que era conocido como Duncan, el Pequeño, en contraste con su homónimo.

Curiosidad: Sor Duncan escogió a Meistre Aemon y Brynden Rivers a la Muralla por el mando de Aegon.

En 236 d.C., Duncan marchó con Aegon V para suprimir la Cuarta Rebelión Blackfyre. Él mató al líder rebelde Daemon III Blackfyre en combate singular y puso al ejército enemigo en fuga. Él también sirvió como campeón del rey Aegon V en un juicio por combate contra el lorde Lyonel Baratheon, cuando éste levantó Ponta Tempestad en revuelta contra el Trono de Hierro. La cuestión fue rápidamente resuelta cuando Lyonel se arrodilló ante Duncan y volvió a aceptar el vasallaje de la Casa Targaryen.

Pero, en 259 dC. Duncan terminó tumbando, junto al Rey Aegon y el Príncipe Duncan, en la Tragedia de Summerhall. La tragedia fue un incendio en Summerhall, un castillo de la casa Targaryen utilizado como palacio de verano. La causa del fuego aún es desconocida, pero estaba relacionada con el deseo del rey Aegon de restaurar los dragones a los Siete Reinos. Los últimos años de su reinado fueron consumados por una búsqueda de sabiduría antigua sobre la creación de dragones de Valyria, y se dijo que Aegon encargó viajes a lugares tan lejanos como Asshai, con la esperanza de encontrar textos y conocimientos que no habían sido preservados en Westeros. Así, la gran historia de Duncan. Si quieres profundizar, lee “A Knight of the Seven Kingdoms” (El caballero de los siete reinos) que se publicó en 2015.

Ahora otro escudo de una familia importante en el contexto de la garantía de la (in) seguridad en el Norte. Son los Karstark of Karhold (o simplemente Karstark).

Su escudo de armas es un amanecer blanco sobre un fondo negro. Su lema es “El sol del invierno”. Los Karstark, en realidad, son una vertiente de la familia Stark, por eso el nombre similar. En el caso de Karlon Stark, el hijo menor de uno de los Reyes del Invierno, que ganó tierras en la parte oriental de la región norteña durante una rebelión de los Bolton, creó el Fuerte Karhold. De ahí, entonces, vino los Karstark.

Los puntos importantes de los libros: Rickard Karstark asesinó a Tion Frey y Willem Lannister en sus celdas, como venganza por las muertes de sus hijos Torrhen y Eddard (muertos por Jamie Lannister). Por eso, Robb lo sentenció a la muerte. En su discurso antes de su ejecución, Rickard apeló por la lealtad suya y su casa a los Stark, y lo maldito con una acusación de fratricidio, debido a la antigua relación entre los Karstark y los Stark.

Los Karstark que sobrevivieron a la Batalla de Valdocaso se unieron a las fuerzas de Roose Bolton, y fueron con él a las gemelas. Ellos eran parte de la fuerza que Roose mantuvo con él después de la Batalla del Vau Rubí.

Obs.: En la serie televisiva, esta casa se alía a los Bolton para tomar (provisionalmente Winterfell y el norte).

Y por último, pero no menos importante, tenemos la casa de uno de los grandes personajes de la trama de las “Crónicas de Hielo y Fuego”. Y tenemos la Casa de Tarth.

La Casa Tarth de Solar do Atardecer es una casa noble que gobierna la isla de Tarth, una hermosa isla, situada al este de Ponta Tempestad y al norte de la Bahía de los Naufragios y que controla los estrechos de Tarth entre la isla y el continente.

Su escudo es dividido en cuatro partes con dos soles sobre rosa contraponiendo a dos crecientes sobre azul. Selwyn Tarth, llamado “Estrella de la Tarde”, gobierna la Casa. Él tiene un solo descendiente, una hija llamada Brienne.

Brienne es más alta y musculosa que la mayoría de los hombres. Se llama “Bela” como burla, debido al hecho de que su cara es excesivamente plana y porque tiene una boca muy grande, labios finos, dientes prominentes y acavalados y una nariz rota en varios lugares. Sus habilidades como guerrera dejan atrás todas las burlas. La guerrera es pieza clave de la trama de George Martin, y es uno de mis personajes favoritos – al lado de Arya Stark.

Vamos – ocasionalmente – traer algunos casos más de la heráldica de Game of Thrones. Disfrutar del blog y leer la cantidad de posts que desea. Y, muy importante, deje su comentario. Hasta el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

nerdpai.com/game-of-thrones-brasoes-das-07-familias/

img00.deviantart.net/4f54/i/2014/073/1/c/brienne_of_tarth_by_jerantino-d7a7u9a.jpg

westeros.org/Citadel/Heraldry/Entry/Ser_Duncan_the_Tall/

nerdist.com/wp-content/uploads/2016/05/ser-duncans-shield.jpg

wiki.gameofthronesbr.com/index.php/Duncan

awoiaf.westeros.org/images/f/f3/House_Tarth.PNG

pm1.narvii.com/6292/1863e9bd8ab266566fd42edf9768d9b9bc6327e0_hq.jpg

image.isu.pub/160801021051-7616e39fab1512968f59d06a7229e69e/jpg/page_1.jpg

barnesandnoble.com/w/a-knight-of-the-seven-kingdoms-george-r-r-martin/1121191960?ean=9780345533487#

pm1.narvii.com/6442/a1020f9196e712f964cc1a7c59181dad9cfc9df2_hq.jpg

wiki.gameofthronesbr.com/index.php/Arquivo:Tarth_de_Solar_do_Entardecer.png

wiki.gameofthronesbr.com/index.php/Arquivo:Duncan_o_Alto.png

awoiaf.westeros.org/index.php/File:Duncan_Lyonel.jpg

i.pinimg.com/originals/4f/d2/ba/4fd2ba2bc2f1a338023625786e33b41a.jpg

awoiaf.westeros.org/index.php/File:House_Karstark.PNG

hieloyfuego.wikia.com/wiki/Casa_Karstark

esacademic.com/pictures/eswiki/69/Emblema_karstark.gif

awoiaf.westeros.org/index.php/House_Karstark

temporadafinal.com/gallery/1919ddv–de-enero-arya-y-brienne.jpg

walldevil.com/wallpapers/w01/512375-a-song-of-ice-and-fire-crows-dragons-essos-fire-and-blood-game-of-thrones-hear-me-roar-house-baratheon-house-greyjoy-house-lannister-house-stark-house-targaryen-lions-maps-nights-watch-westeros-winter-is-coming-wolves.jpg

O Horror absoluto dos Livros de Sangue

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

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Versão em português: O Horror absoluto dos Livros de Sangue.

Você já escutou falar ou – melhor – já leu os “Livros de Sangue” (no original “Books of Blood”)?

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Um clássico dos anos 80, que elevou seu autor ao pódio dos “mestres do terror”.  Existem seis livros no total, cada um tem como subtítulo simplesmente “Volume 1” e segue até o “Volume 6”, e posteriormente foi republicado em duas edições omnibus (na tradução literal, seria tudo, mas aqui o sentido seria um “consolidado dos volumes – tal qual nos mangás) contendo três volumes em cada livro. Cada volume contém quatro ou cinco histórias.

O autor deste (e de muitos outros) livros é originário da cidade inglesa de Liverpool e além de escritor é cineasta, roteirista, ator, produtor de cinema, artista plástico e dramaturgo.  Hoje vive nos EUA há quase trinta anos. Nasceu em 1952, filho de um escriturário e de uma pintora e assistente social. Vale ressaltar que sua mãe, também, tinha muito talento para contar histórias, o que o marcou profundamente desde os primeiros anos de vida.  Estamos falando de …. Clive Barker.

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Barker publicou os livros de sangue entre 1984 e 1985. Com a publicação do primeiro volume, o escritor tornou-se uma sensação da noite para o dia e foi saudado por Stephen King como “o futuro do horror”.  O livro ganhou o “British and World Fantasy Awards”.  O trabalho de Barker, mistura as histórias de terror e horror (para quem estranha, vejam a diferença – TERROR: qualidade do que é terrível , estado de pavor, pessoa ou coisa que amedronta, aterroriza. HORROR: forte impressão de repulsa ou desagrado, acompanhada ou não de arrepio, gerada pela percepção, intuição, lembrança de algo horrendo, ameaçador, repugnante; pavor) com temas de fantasia. As histórias implacavelmente sombrias acontecem invariavelmente em um ambiente contemporâneo, geralmente com pessoas comuns que se envolvem em eventos aterrorizantes ou misteriosos. Barker afirmou em “Faces of Fear” que uma inspiração para “Books of Blood” foi quando ele leu “Dark Forces” (Histórias de suspense e horror sobrenatural: é uma antologia de 23 histórias de terror originais, publicada pela primeira vez pela “The Viking Press” em 1980. Ganhou o prêmio “World Fantasy” pela melhor antologia /coleção em 1981) no início da década de 1980 e percebeu que uma coleção de história de terror não precisa ter nenhum tema estreito, tom ou restrições consistentes. As histórias podem variar do humorístico para o verdadeiramente horrível.

“Books of Blood” pode, em algumas edições, ter a capa de cada livro ilustrada pelo próprio Clive Barker.

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A espinha dorsal da série é uma pesquisadora psíquica, Mary Florescu, que contrata um médium charlatão chamado Simon Mcneal para investigar uma casa supostamente assombrada. Sozinho em um quarto no segundo andar, Mcneal inicialmente fingia ter visões. Mas, então fantasmas realmente vêm ate ele. O atacam e escrevem palavras em sua carne, e essas palavras, afirma o narrador, contam o resto das historias, historias escritas em um livro de sangue vivo literalmente. Este prólogo, juntamente com a historia final “On Jerusalem street” do Volume Seis, foi adaptado para o filme “Book of Blood” (Livro de sangue).  Escrito e dirigido por John Harrison, protagonizado por Jonas Armstrong  e Sophie Ward e que foi para as telonas em 2009.

Voltando ao autor, dois fatos o influenciaram durante a infância. Um deles foi a boarding house (uma espécie de pensão) que os pais mantinham para complementar a renda: muitos dos hóspedes eram atores de teatro, e o convívio com eles animou o interesse pelos palcos no pequeno Clive, que futuramente também se tornaria dramaturgo.  O outro fato foi o testemunho de uma tragédia. Quando tinha cerca de três anos, Barker foi com os pais a uma festa na cidade, durante a qual assistiu a um homem saltar de um avião portando asas improvisadas. Tratava-se de Léo Valentin, famoso paraquedista da época. Mas uma das asas quebrou-se e o “birdman” projetou-se com tudo rumo ao chão. Forçado a olhar para o lado no momento do choque, o menino passou a desenvolver um fascínio por imagens mórbidas, “proibidas”.  Essa atração só fez crescer quando, no início da adolescência, Barker travou contato com a literatura de horror. Contato intenso, por sinal, já que era ávido leitor de Edgar Allan Poe. O conto “Novos Assassinatos na Rua Morgue” (publicado em 1985), que está no segundo volume dos Livros de Sangue, dá a medida da influência exercida pelo autor americano.

Barker explora temáticas diferentes e convida o leitor a gravitar entre o sublime e o ofensivo, entre o irresistível e o medonho.  Nos Livros de Sangue, observamos uma operação que se tornaria marca do autor: o uso de seduções das mais diversas naturezas (muitas vezes sexuais) como isca, enquanto a toda a temática dos horrores permanece oculta, até surgir absoluta e com força sobre os personagens e os leitores.

Barker escreveu dezenas de livros e dirigiu, escreveu e produziu cerca de vinte filmes.  Um gênio da LitFan.

Terminamos com a frase do grande mestre do Horror – Stephen King.

“I have seen the future of Horror Fiction, and his name is … (Eu vi o futuro do Horror… E seu nome é) Clive Barker”.

Então, gostou do post? Faça uma visita ao blog e leia quantos posts você quiser.  Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: El horror absoluto de los Libros de Sangre.

¿ ¿Has escuchado hablar o – mejor – has leído los “Libros de Sangre” (en el original “Books of Blood”)?

Un clásico de los años 80, que elevó a su autor al podio de los “maestros del terror”. Hay seis libros en total, cada uno tiene como subtítulo simplemente “Volumen 1” y sigue hasta el “Volumen 6”, y posteriormente fue republicado en dos ediciones omnibus (en la traducción literal, sería todo, pero aquí el sentido sería un “consolidado de los” volúmenes – tal cual en los mangas) conteniendo tres volúmenes en cada libro. Cada volumen contiene cuatro o cinco historias.

El autor de este (y de muchos otros) libros es originario de la ciudad inglesa de Liverpool y además de escritor es cineasta, guionista, actor, productor de cine, artista plástico y dramaturgo. Hoy vive en Estados Unidos hace casi treinta años. Nació en 1952, hijo de un escriturario y de una pintora y asistente social. Es importante resaltar que su madre, también, tenía mucho talento para contar historias, lo que lo marcó profundamente desde los primeros años de vida. Estamos hablando de …. Clive Barker.

Barker publicó los libros de sangre entre 1984 y 1985. Con la publicación del primer volumen, el escritor se convirtió en una sensación de la noche a la mañana y fue saludado por Stephen King como “el futuro del horror”. El libro ganó los “British and World Fantasy Awards”. El trabajo de Barker, mezcla las historias de terror y horror (para quien extraña, vean la diferencia – TERROR: calidad de lo que es terrible, estado de pavor, persona o cosa que amedrenta, aterroriza HORROR: fuerte impresión de repulsa o desagrado, que es una de las más grandes de la historia de la humanidad. Las historias implacablemente sombrías ocurren invariablemente en un ambiente contemporáneo, generalmente con personas comunes que se involucra en eventos aterrorizantes o misteriosos. Barker afirmó en “Faces of Fear” que una inspiración para “Books of Blood” fue cuando leyó “Dark Forces” (Historias de suspenso y horror sobrenatural: es una antología de 23 historias de terror originales, publicada por primera vez por “The” “Viking Press” en 1980. Ganó el premio “World Fantasy” por la mejor antología / colección en 1981) a principios de la década de 1980 y percibió que una colección de historia de terror no necesita tener ningún tema estrecho, tono o restricciones consistentes. Las historias pueden variar del humorístico a lo verdaderamente horrible.

“Books of Blood” puede, en algunas ediciones, tener la portada de cada libro ilustrado por el propio Clive Barker.

La espina dorsal de la serie es una investigadora psíquica, Mary Florescu, que contrata a un médium charlatán llamado Simon Mcneal para investigar una casa supuestamente embrujada. Sólo en una habitación en el segundo piso, Mcneal inicialmente fingía tener visiones. Pero entonces los fantasmas realmente vienen a él. Lo atacan y escriben palabras en su carne, y esas palabras, afirma el narrador, cuentan el resto de las historias, historias escritas en un libro de sangre vivo literalmente. Este prólogo, junto con la historia final “On Jerusalem street” del Volumen Seis, fue adaptado para la película “Book of Blood” (Libro de sangre). Escrito y dirigido por John Harrison, protagonizado por Jonas Armstrong y Sophie Ward y que fue a las pantallas en 2009.

Volviendo al autor, dos hechos lo influenciaron durante la infancia. Una de ellas fue la boarding house (una especie de pensión) que los padres mantenían para complementar la renta: muchos de los huéspedes eran actores de teatro, y la convivencia con ellos animó el interés por los escenarios en el pequeño Clive, que en el futuro también se convertiría en dramaturgo. El otro hecho fue el testimonio de una tragedia. Cuando tenía cerca de tres años, Barker fue con los padres a una fiesta en la ciudad, durante la cual asistió a un hombre saltar de un avión portando alas improvisadas. Se trataba de Léo Valentín, famoso paracaidista de la época. Pero una de las alas se rompió y el “birdman” se proyectó con todo hacia el suelo. Forzado a mirar hacia el lado en el momento del choque, el niño pasó a desarrollar una fascinación por imágenes mórbidas, “prohibidas”. Esta atracción sólo hizo crecer cuando, al inicio de la adolescencia, Barker trabó contacto con la literatura de horror. Contacto intenso, por cierto, ya que era ávido lector de Edgar Allan Poe. El cuento “Nuevos Asesinatos en la Calle Morgue” (publicado en 1985), que está en el segundo volumen de los Libros de Sangre, da la medida de la influencia ejercida por el autor americano.

Barker explora temáticas diferentes e invita al lector a gravitar entre lo sublime y lo ofensivo, entre lo irresistible y lo horrible. En los Libros de Sangre, observamos una operación que se convertiría en el autor: el uso de seducciones de las más diversas naturalezas (a menudo sexuales) como cebo, mientras que toda la temática de los horrores permanece oculta, hasta que surge absoluta y con fuerza sobre los personajes y los lectores.

Barker escribió decenas de libros y dirigió, escribió y produjo cerca de veinte películas. Un genio de LitFan.

Terminamos con la frase del gran maestro del Horror – Stephen King. “He visto el futuro del horror, y su nombre es … Clive Barker”.

Entonces, ¿le gustó el post? Haga una visita al blog y leer la cantidad de mensajes que desea. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/999379-conheca-obras-de-6-mestres-da-literatura-de-horror.shtml

traca.com.br/capas/1002/1002421.jpg

horrornovelreviews.files.wordpress.com/2014/08/clive_barker_honda020212.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Clive_Barker

en.wikipedia.org/wiki/Books_of_Blood

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jornalciencia.com/wp-content/uploads/2016/12/porque-algumas-pessoas-tem-medo-de-sangue.jpg

revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2017/07/um-passeio-pela-perigosa-mente-de-clive-barker-criador-de-hellraiser.html

pt.wikipedia.org/wiki/Livros_de_Sangue

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en.wikipedia.org/wiki/Book_of_Blood

playstorm.com.br/livros-de-sangue-clive-barker/

stephenking.com.br/dicas-do-tio-king-clive-barker/

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A canção de sangue de Anthony Ryan

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Versão em português: A canção de sangue de Anthony Ryan.

Sinopse: Quando Vaelin Al Sorna, um garoto de apenas 10 anos de idade, é deixado por seu pai na “Casa da Sexta Ordem”, ele é informado que sua única família agora é a “Ordem”. Durante vários anos ele é treinado de forma brutal e austera, além de ser condicionado a uma vida perigosa e celibatária. Mesmo assim, Vaelin resiste e torna-se líder entre seus irmãos. Ao longo de sua jornada, Vaelin também descobrirá de quem foi o verdadeiro desejo para que ele fosse entregue à “Ordem” o objetivo sempre foi protegê-lo, mas ele não tem ideia do quê. Aos poucos, indícios de uma esquecida “Sétima Ordem” e questões acerca das ações do Rei Janus fazem Vaelin Al Sorna questionar sua lealdade. Destinado a um futuro grandioso, ele ainda tem que compreender em quem confiar. E…

Bem, assim é “Blood Song” (A Canção do Sangue) publicado em 2013.  Esta é a primeira obra do escocês Anthony Ryan, publicada de forma independente, e que rapidamente caiu no gosto do publico. O personagem principal do livro chama-se Vaelin Al Sorna. No começo da história – o tempo presente – ele é um prisioneiro a caminho de um duelo que provavelmente resultará na sua morte. Vaelin, inclusive, é conhecido como o Matador do Esperança, um título bem forte e ambíguo. A partir daí, ele começa a contar a sua história, como chegou até ali, para o seu captor. Depois de perder sua mãe, aos dez anos, seu pai o “abandona” na porta da Sexta Ordem para que ele cresça lá e aprenda a se tornar um soldado que vai defender a Fé do Reino. Mestres, Aspectos e outros garotos que se tornam seus irmãos, essa agora é a sua família.

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A trajetória de Vaelin vai de garoto abandonado a herói, e é simplesmente impossível não se render ao carisma da personagem, não por sua bondade, por ele foi treinado para ser um soldado duro, líder nato e cruel, mas por sua maturidade desde tenra idade.  Talvez, pudéssemos dizer que o livro iria se chamar “A vida e a história de uma lenda”. Poderíamos resumir toda a vida de Vaelin Al Sorna, o Matador do Esperança, filho do ex-Senhor da Batalha do Rei, Kralyk Al Sorna e da ex-Senhora da “Casa da Quinta Ordem”, foi abandonado pelo próprio pai logo após a sua mãe ter falecido – foi um pedido especial da senhora que queria ver o filho longe dos planos do Rei Janus.

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Treinado para ser um guerreiro, Vaelin é um personagem carismático e que logo encantará.  Vaelin também é conhecido pelos nomes: Young Hawk (Jovem Falcão), Darkblade (Lâmina Negra), Beral Shak Ur, Eruhin Makhtar e Avensurha.

Temos também … Melhor parar.  Deixemos você descobrir.

Anthony

Já sobre Anthony Ryan? E um escritor escocês de fantasia e ficção científica, que começou efetivamente sua carreira em 2013 com a publicação de “Blood Song”. Ele trabalhou como pesquisador em tempo integral por vinte anos no serviço civil do Reino Unido.  Depois, mudou drasticamente e passou a escrever em tempo integral.  Autodenomina-se um escritor hibrido, pois tem parte de sua obra publicada por editoras e outra parte de forma independente.  Ryan consegue gerar um grande envolvimento, com uma escrita rápida e sem muitas delongas.  Tudo nesse livro, desde o treinamento dos irmãos, a Fé e seus seguidores, o modo de avaliar as Trevas e as pessoas que as dominam, as batalhas e as intrigas políticas no meio de tudo isso e até um leve romance é vertiginosamente envolvente.  Vale ressaltar a lealdade de Vaelin Al Sorna para com seus irmãos, que é algo digno de se “salvar” na memória.

O primeiro livro transformou-se em uma trilogia “Raven’s Shadow”.  A sequência deu-se com “Tower Lord” publicado em 2014 e “Queen of Fire” publicado em 2015.

Para concluir o livro de Ryan foi uma estreia tremenda. Tem uma história de ritmo rápido, cheia de ação e caráter. Qualidades para admirar em qualquer história de gênero e, acima de tudo, em uma fantasia épica.  Assim, deixo-vos a pensar e desejar ler o livro do escocês.

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E não deixe de visitar o PHANTASTICUS.  Leia muitos posts e deixe sua opinião.  Um grande abraço e até o próximo post.

Avatar Jota Cortizo

Jota Cortizo

Versión española: La canción de sangre de Anthony Ryan.

Sinopsis: Cuando Vaelin Al Sorna, un chico de apenas 10 años de edad, es dejado por su padre en la “Casa de la Sexta Orden”, él es informado de que su única familia ahora es la “Orden”. Durante varios años él es entrenado de forma brutal y austera, además de estar condicionado a una vida peligrosa y célibe. Sin embargo, Vaelin se resiste y se convierte en líder entre sus hermanos. A lo largo de su viaje, Vaelin también descubrirá de quién fue el verdadero deseo para que él fuera entregado a la “Orden” el objetivo siempre fue protegerlo, pero él no tiene idea de qué. A los pocos, indicios de una olvidada “Séptima Orden” y cuestiones acerca de las acciones del Rey Janus hacen que Vaelin Al Sorna cuestione su lealtad. Destinado a un futuro grandioso, todavía tiene que comprender en quién confiar. Y …

Bueno, así es “Blood Song” (La canción de la sangre) publicada en 2013. Esta es la primera obra del escocés Anthony Ryan, publicada de forma independiente, y que rápidamente cayó en el gusto del público. El personaje principal del libro se llama Vaelin Al Sorna. Al principio de la historia-el tiempo presente- es un prisionero en camino de un duelo que probablemente resultará en su muerte. Vaelin, incluso, es conocido como el Matador de la Esperanza, un título muy fuerte y ambiguo. A partir de ahí, comienza a contar su historia, como llegó hasta allí, hacia su captor. Después de perder a su madre, a los diez años, su padre lo “abandona” en la puerta de la Sexta Orden para que él crezca allí y aprenda a convertirse en un soldado que va a defender la Fe del Reino. Maestros, Aspectos y otros chicos que se convierten en sus hermanos, esa ahora es su familia.

La trayectoria de Vaelin va de niño abandonado al héroe, y es simplemente imposible no rendirse al carisma del personaje, no por su bondad, por él fue entrenado para ser un soldado duro, líder nato y cruel, pero por su madurez desde tierna edad . Tal vez, pudiéramos decir que el libro se llamaría “La vida y la historia de una leyenda”. Podríamos resumir toda la vida de Vaelin Al Sorna, el Matador de la Esperanza, hijo del ex Señor de la Batalla del Rey, Kralyk Al Sorna y de la ex Señora de la “Casa de la Quinta Orden”, fue abandonado por el propio padre poco después madre ha fallecido – fue un pedido especial de la señora que quería ver a su hijo lejos de los planes del Rey Janus. Entrenado para ser un guerrero, Vaelin es un personaje carismático y que luego encantará. Vaelin también es conocido por los nombres: Young Hawk (Joven Halcón), Darkblade (Lámina Negra), Beral Shak Ur, Eruhin Makhtar y Avensurha.

Tenemos también … Mejor parar. Dejémoslo descubrir.

En cuanto a Anthony Ryan? Y un escritor escocés de fantasía y ficción científica, que comenzó efectivamente su carrera en 2013 con la publicación de “Blood Song”. Él trabajó como investigador a tiempo completo por veinte años en el servicio civil del Reino Unido. Después, cambió drásticamente y pasó a escribir a tiempo completo. Se autodenomina un escritor hibrido, pues tiene parte de su obra publicada por editoriales y otra parte de forma independiente. Ryan consigue generar una gran implicación, con una escritura rápida y sin muchas demoras. Todo en este libro, desde el entrenamiento de los hermanos, la fe y sus seguidores, el modo de evaluar las tinieblas y las personas que las dominan, las batallas y las intrigas políticas en medio de todo eso y hasta un leve romance es vertiginosamente envolvente. Es importante resaltar la lealtad de Vaelin Al Sorna hacia sus hermanos, que es algo digno de salvarse en la memoria.

El primer libro se transformó en una trilogía “Raven’s Shadow”. La secuencia se dio con “Tower Lord” publicado en 2014 y “Queen of Fire” publicado en 2015.

Para concluir el libro de Ryan fue un estreno tremenda. Tiene una historia de ritmo rápido, llena de acción y carácter. Cualidades para admirar en cualquier historia de género y, sobre todo, en una fantasía épica. Así, os dejo a pensar y desear leer el libro del escocés. Y no dejes de visitar el PHANTASTICUS. Leer muchos puestos y dejar su opinión. Un gran abrazo y hasta el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

anthonyryan.net/

en.wikipedia.org/wiki/Anthony_Ryan_(writer)

livrosemserie.com.br/2014/12/12/resenha-a-cancao-do-sangue-de-anthony-ryan/

fantasybookcritic.blogspot.com.br/2012/07/blood-song-by-anthony-ryan-reviewed-by.html

reddit.com/r/Fantasy/comments/1hy509/hi_im_anthony_ryan_and_i_write_fantasy_and/?st=j92vydmd&sh=64c546ed

pictures.abebooks.com/isbn/9780356502465-uk.jpg

1.bp.blogspot.com/-a4cKzymmlOU/UubznCCiUmI/AAAAAAAAGOc/FkQjCQdSbg0/s1600/blood-song-us-cover.jpg

beralshakur.wikia.com/wiki/Vaelin_Al_Sorna

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desbravandolivros.blogspot.com.br/2015/01/resenha-cancao-do-sangue-anthony-ryan.html

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A Eternidade do eterno Issac Asimov

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Versão em português: A Eternidade do eterno Issac Asimov.

Sem uma data correta, mas com uma grande possibilidade, estaremos comemorando 98 anos do nascimento do gênio da LitFan, Issac Asimov.  Foi um mestre da futurologia e que nos deixou um grande legado.  O PHANTASTICUS já escreveu sobre o mestre e o principal post foi em 13/02/2015.  Nele, exploramos a obra “I, Robot” (Eu, Robô) publicada 2 de Dezembro de 1950.  A principal referência na obra foi a abordagem de Asimov com relação a criação das “Três leis da Robótica” – lembrando que corria o ano de 1950.  Muito em função deste livro, Asimov é tido como o homem que introduziu o termo robótica em nosso dia a dia.

Tríade

Ele compunha a “Tríade da Ficção Científica”: Asimov junto com Robert A. Heinlein (Stranger in a Strange Land) e Arthur C. Clarke 2001: (A Space Odyssey [2001 – Uma Odisseia no Espaço]).

Se quiser dar mais uma “lidinha” no post segue o link.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/13/isaac-asimov-o-visionario-e-um-exercicio-de-futurologia-litfan/

Mas, desta vez, vamos falar de outra grande obra do autor russo.  “The End of Eternity” (O Fim da Eternidade) e que foi publicada em 1955.  O livro aborda o problema dos paradoxos temporais de uma forma muito original.

A ideia surgiu quando Asimov folheava uma cópia da edição de 28 de março de 1932 da revista “Time” e ele viu o que parecia ser à primeira vista o desenho de uma nuvem de cogumelo típica de uma explosão nuclear. Uma olhada melhor lhe assegurou que era apenas o desenho do gêiser “Old Faithful”, que fica localizado no Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming, nos Estados Unidos. Porém, ele começou a pesar a questão de quais seriam as implicações caso realmente houvesse sido o desenho de um cogumelo atômico numa revista de 1932, e daí …. surgiu “O Fim da Eternidade”.

SINOPSE: “Andrew Harlan é um Eterno: membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho.  Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo: o amor. Agora ele terá de arriscar tudo – não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.”

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A “Eternidade” do título do livro é uma organização que existe fora do tempo. Ela se compõe de, na maioria, homens chamados “Eternos” (vale ressaltar que não passa de um título, e que eles não são de fato imortais) que são recrutados de diferentes eras da história humana, a começar pelo século XXVII. Os “Eternos” são capazes de viajar “aoravante” e “aoutrora” (compare: acima e abaixo; doravante e outrora) através da “Eternidade” e entrar no mundo de tempo convencional em quase qualquer lugar e hora que quiserem, exceto uma seção do futuro distante na qual eles não conseguem entrar. Coletivamente, eles formam um exército de guardiões platónicos que executam ações calculadas e planejadas com extremo cuidado, chamadas “Mudanças de Realidade”, sobre o mundo convencional a fim de minimizar o sofrimento humano ao longo da História toda. Eles executam suas operações sob o disfarce de comerciar produtos diversos entre os vários séculos (exemplo, madeira para séculos que já desmataram todas as suas florestas).

Um dos pontos importantes é a misteriosa força que impede os “Eternos” de adentrar o mundo convencional entre os séculos LXX (70) e CL (150), chamados de Séculos Ocultos. Vamos começar a entender, a partir do momento que se descobre que Twissell (chefe de Harlan) é de “um século na faixa do XXX”, mas mesmo num futuro tão distante o corpo, a sociedade e a tecnologia do homem parecem não ter avançado um passo.

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No livro, encontramos alguns exemplos de paradoxo temporal*: quando Harlan encontra a si mesmo (paradoxo da duplicação); quando a “Eternidade” envia Cooper ao passado, para que Cooper crie a “Eternidade”, para que a “Eternidade” envie Cooper ao passado, para que Cooper crie a… (paradoxo do ovo e da galinha); e quando Harlan viaja no tempo para destruir a viagem no tempo (paradoxo do avô).

*Observação: Em ficção científica, o paradoxo temporal é um fenômeno derivado das viagens no tempo para o passado. Quando o viajante do tempo vai para o passado, sua presença perturbadora, na maioria das vezes, gera resultados logicamente impossíveis, ou seja, um paradoxo.  Um clássico exemplo é o paradoxo da causa e efeito: se o viajante altera algum evento passado com o objetivo de mudar o futuro, assim que o fizesse deixaria de existir o motivo original e consequentemente a própria viagem. O motivo da viagem é a sua causa, se ele desaparecer, a viagem, que é seu efeito, também desaparece. Os autores de ficção buscam resolver os paradoxos admitindo a coexistência de universos paralelos possibilitando que as alterações nos fatos passados possam gerar futuros alternativos.

E falando em futuro, nosso autor previu em suas linhas algumas das inovações que nos acostumamos hoje.  Seus livros eram “recheados” de adventos tecnológicos.  E, mesmo que algumas das suas tecnologias futurísticas nunca tenham chegado ao público, como a casa submarina e o carro voador, ao olhar mais de perto as previsões de Asimov, percebemos que sua “bola de cristal” era bastante precisa.  Assim ele via o ano de 2014 (isto em 1964):

“As comunicações serão audiovisuais e uma pessoa poderá não só escutar, mas também ver a pessoa que a telefona.”. A primeira chamada de vídeo transcontinental foi feita em 20 de abril de 1964 usando uma tecnologia desenvolvida pela empresa Bell Systems (que depois se converteria nos Laboratórios Bell). Isso pode ter inspirado a Asimov.

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Asimov também esteve perto de prever o que hoje é um componente crucial da vida moderna: os “minicomputadores”, também conhecidos como smartphones, que ele pensou que serviriam como “cérebros” para os robôs.  Qualquer pessoa que tenha tentado conhecer uma cidade estrangeira sem um mapa digital pode se perguntar se Asimov não quis dizer cérebros “humanos”.

“Os móveis de cozinha prepararão refeições, esquentarão água e a transformarão em café.”.  As máquinas de café automáticas realmente existem.  As previsões de Asimov de que leveduras e algas seriam processadas para simular diversos sabores, como “peru falso” ou “pseudobife”, se concretizaram quando em 2013, os cientistas anunciaram o primeiro hambúrguer feito em laboratório.

“Haverá um grande esforço para projetar veículos com cérebros robóticos.”.  Sem dúvida, esse veículo com cérebro robótico pode ser o automóvel que se dirige sozinho (os carros autônomos criados pelo Google).  E muito mais.

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Vamos nos despedindo com uma das frases de Asimov: “Nunca deixe seu senso moral impedir você de fazer o que é certo!”.  Te encontro no próximo post.

Jota Cortizo

Versión española: La Eternidad del eterno Isaac Asimov.

Sin una fecha correcta, pero con una gran posibilidad, estaremos conmemorando 98 años del nacimiento del genio de LitFan, Issac Asimov. Fue un maestro de la futurología y que nos dejó un gran legado. El PHANTASTICUS ya escribió sobre el maestro y el principal post fue el 13/02/2015. En él, exploramos la obra “I, Robot” (Yo, Robot) publicada el 2 de diciembre de 1950. La principal referencia en la obra fue el enfoque de Asimov con relación a la creación de las “Tres leyes de la Robótica” – recordando que corría el año 1950. Mucho en función de este libro, Asimov se considera como el hombre que introdujo el término robótico en nuestro día a día. En el caso de que se trate de una película de ciencia ficción, la película se estrenará en el mes de mayo.

Si quieres dar una “más” en el post sigue el enlace.

jotacortizo.wordpress.com/2015/02/13/isaac-asimov-o-visionario-e-um-exercicio-de-futurologia-litfan/

Pero, esta vez, vamos a hablar de otra gran obra del autor ruso. “El fin de la eternidad” y que fue publicada en 1955. El libro aborda el problema de las paradojas temporales de una forma muy original. La idea surgió cuando Asimov hojeaba una copia de la edición del 28 de marzo de 1932 de la revista Time y vio lo que parecía ser a primera vista el diseño de una nube de seta típica de una explosión nuclear. Una mirada mejor le aseguró que era sólo el diseño del géiser “Old Faithful”, que se encuentra en el Parque Nacional de Yellowstone, en Wyoming, en Estados Unidos. Pero él empezó a pesar la cuestión de cuáles serían las implicaciones si realmente hubiera sido el diseño de un hongo atómico en una revista de 1932, y de ahí … surgió “El Fin de la Eternidad”.

“Andrew Harlan es un Eterno: miembro de una organización que monitorea y controla el Tiempo. Un Técnico leído diariamente con el destino de miles de millones de personas en todo el mundo: su función es iniciar Cambios de Realidad, o sea, alterar el curso de la Historia. Acondicionado por un entrenamiento riguroso y por una rígida autodisciplina, Harlan aprendió a dejar las emociones a un lado a la hora de hacer su trabajo. Todo va bien hasta el día en que conoce a la atractiva Noÿs Lambent, una mujer que sacude sus estructuras y hace que pase a revisar sus conceptos, en nombre de algo tan antiguo como el propio tiempo: el amor. Ahora él tendrá que arriesgar todo – no sólo su empleo, sino su vida, la de Noÿs e incluso el curso de la Historia.

La “Eternidad” del título del libro es una organización que existe fuera del tiempo. Ella se compone de, en la mayoría, hombres llamados “Eternos” (vale resaltar que no pasa de un título, y que ellos no son de hecho inmortales) que son reclutados de diferentes eras de la historia humana, empezando por el siglo XXVII. Los “Eternos” son capaces de viajar “aorvante” y “aouvora” (compare: arriba y abajo, en adelante y otrora) a través de la “Eternidad” y entrar en el mundo de tiempo convencional en casi cualquier lugar y hora que quieran, excepto una sección del futuro lejano en el que no pueden entrar. Colectivamente, ellos forman un ejército de guardianes platónicos que realizan acciones calculadas y planificadas con extremo cuidado, llamadas “Cambios de Realidad”, sobre el mundo convencional a fin de minimizar el sufrimiento humano a lo largo de toda la historia. Ellos ejecutan sus operaciones bajo el disfraz de comerciar diversos productos entre los varios siglos (ejemplo, madera para siglos que ya deforestaron todos sus bosques).

Uno de los puntos importantes es la misteriosa fuerza que impide a los “Eternos” de adentrar el mundo convencional entre los siglos LXX (70) y CL (150), llamados Siglos Ocultos. “Vamos a empezar a entender, a partir del momento en que se descubre que Twissell (jefe de Harlan) es de” un siglo en la franja del XXX “, pero incluso en un futuro tan lejano el cuerpo, la sociedad y la tecnología del hombre parecen no haber avanzado un paso.

En el libro, encontramos algunos ejemplos de paradoja temporal: cuando Harlan se encuentra a sí mismo (paradoja de la duplicación); cuando la “Eternidad” envía a Cooper al pasado, para que Cooper cree la “Eternidad”, para que la “Eternidad” envíe a Cooper al pasado, para que Cooper cree la … (paradoja del huevo y de la gallina); y cuando Harlan viaja en el tiempo para destruir el viaje en el tiempo (paradoja del abuelo).

* Nota: En la ciencia ficción, la paradoja temporal es un fenómeno derivado de los viajes en el tiempo para el pasado. Cuando el viajero del tiempo va al pasado, su presencia perturbadora, la mayoría de las veces, genera resultados lógicamente imposibles, o sea, una paradoja. Un clásico ejemplo es la paradoja de la causa y efecto: si el viajero cambia algún acontecimiento pasado con el objetivo de cambiar el futuro, tan pronto como lo hiciera dejaría de existir el motivo original y consecuentemente el propio viaje. El motivo del viaje es su causa, si desaparece, el viaje, que es su efecto, también desaparece. Los autores de ficción buscan resolver las paradojas admitiendo la coexistencia de universos paralelos posibilitando que las alteraciones en los hechos pasados ​​puedan generar futuros alternativos.

Y hablando en futuro, nuestro autor previó en sus líneas algunas de las innovaciones que nos acostumbramos hoy. Sus libros eran “rellenos” de advenimiento tecnológico. Y, aunque algunas de sus tecnologías futurísticas nunca llegar al público, como la casa submarina y el coche volador, al mirar más de cerca las previsiones de Asimov, percibimos que su “bola de cristal” era bastante precisa. Así que él veía el año 2014 (esto en 1964):

“Las comunicaciones serán audiovisuales y una persona podrá no sólo escuchar, sino también ver a la persona que la llama.”. La primera llamada de vídeo transcontinental fue hecha el 20 de abril de 1964 usando una tecnología desarrollada por la empresa Bell Systems (que luego se convertiría en los Laboratorios Bell). Esto puede haber inspirado a Asimov.

Asimov también estuvo cerca de prever lo que hoy es un componente crucial de la vida moderna: los “minicomputadores”, también conocidos como smartphones, que él pensó que servirían como “cerebros” para los robots. Cualquier persona que haya intentado conocer una ciudad extranjera sin un mapa digital puede preguntarse si Asimov no quiso decir cerebros “humanos”. “Los muebles de cocina prepararán comidas, calentarán agua y la transformarán en café.”. Las máquinas de café automáticas realmente existen. Las previsiones de Asimov de que las levaduras y algas serían procesadas para simular diversos sabores, como “pavo falso” o “pseudobife”, se concretizaron cuando en 2013 los científicos anunciaron la primera hamburguesa hecha en laboratorio. “Habrá un gran esfuerzo para proyectar vehículos con cerebros robóticos.” Sin duda, ese vehículo con cerebro robótico puede ser el automóvil que se dirige solo (los autos autónomos creados por Google). Es mucho más.”

Vamos a despedirnos con una de las frases de Asimov: “¡Nunca dejes que tu sentido moral te impone hacer lo que es correcto!”. Te encuentro en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/The_End_of_Eternity

blog.estantevirtual.com.br/2016/04/06/seis-livros-isaac-asimov-2/

planocritico.com/wp-content/uploads/2015/10/paradoxo-lista-plano-critico-600×400.jpg

livrismos.wordpress.com/2013/07/11/fim-da-eternidade-asimov/

pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_temporal

sfreviews.com/graphics/Isaac%20Asimov_1955_The%20End%20Of%20Eternity.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Asimov

geekculture.com/nitrozacpaintings/images/NP00343536GCBlog.jpg

storage0.dms.mpinteractiv.ro/media/1/186/15786/11283719/1/asimov.jpg?height=400

pt.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein

livingwithmyancestors.files.wordpress.com/2013/06/007-2.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_C._Clarke

gazetadopovo.com.br/caderno-g/o-legado-de-asimov-bqwpg9n3iaw9we25b9mioxaha

bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140422_isaac_asimov_previsoes_rb

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O futuro nas linhas avassaladoras de PKD e Blade Runner

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Versão em português: O futuro nas linhas avassaladoras de PKD e Blade Runner.

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Quando Philip Kindred Dick escreveu e publicou “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?) em 1968, talvez não contasse com a projeção que sua obra tomou.  Falei um pouco sobre o livro e muito sobre o autor – PKD – no meu post de 27/09/2015 (há pouco mais de dois anos).  Mas, seria uma injustiça não explorar um pouco mais o livro que deu origem ao filme “Blade Runner” (no Brasil “Blade Runner – O Caçador de Androides”) exibido nos cinemas no ano de 1982.

Observação: Para os que quiserem rever o post, segue o link: jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

Vamos voltar aos androides e as ovelhas.  Vivendo em um mundo pós-apocalíptico de 2021 (1992 na primeira edição) – depois da “Guerra Mundial Final”, com a atmosfera do planeta coberta por poeira, o que acaba levando as Nações Unidas a encorajar emigrações em massa para colônias fora do mundo para preservar a integridade genética da humanidade, com o incentivo de androides pessoais gratuitos: serviçais robôs idênticos aos humanos – encontramos Rick Deckard, que é um policial do Departamento de Polícia de San Francisco, no início do século XXI, responsável por matar (eufemisticamente, “retirar”) os androides que escapam das colônias do mundo.

Deckard

O caçador recebe uma nova missão, que vai garantir dinheiro suficiente para comprar um animal vivo – para substituir sua ovelha elétrica, buscando uma maior realização existencial para ele e sua esposa deprimida.

Importante: Na Terra pós-apocalíptica, possuir animais vivos reais era um símbolo de status, por causa das extinções em massa e do impulso cultural para uma maior empatia que motivou uma religião baseada em tecnologia chamada “Mercerismo”. As pessoas pobres só podem pagar animais elétricos de aparência realista. O de Deckard, por exemplo, é uma ovelha robótica de face negra. O mercerismo usa “caixas de empatia” para vincular os usuários simultaneamente a uma realidade virtual coletiva do sofrimento comunal, centrada em um personagem semelhante a um mártir, Wilbur Mercer, que eternamente subiu uma colina enquanto estava sendo atingido por pedras acidentadas.

Science-fiction

A missão envolve caçar (“aposentar”) seis violentos androides Nexus-6 criados pela Associação “Rosen” e que fugiram de Marte para a Terra. Deckard visita a sede da “Rosen” em Seattle para confirmar a validade de um teste de empatia de perguntas e respostas: um método para identificar qualquer androide que se apresenta como humano. Deckard é saudado por Rachael Rosen, que rapidamente falha em seu teste. Rachael tenta subornar Deckard para manter o silêncio, mas ele verifica que ela é realmente um modelo Nexus-6 usado por Rosen para tentar desacreditar o teste.

O livro também contém menção passageira de “órgãos de humor de Penfield”, que preenchem o papel desempenhado por drogas que alteram a mente em outras histórias de Dick. A tecnologia pode induzir qualquer humor desejado nas pessoas próximas, como “uma atitude de negócio otimista” ou “o desejo de assistir a televisão, não importa o que esteja acontecendo”. Uma passagem ligeiramente irônica no capítulo de abertura tem Deckard e sua esposa, Iran, discutindo quais configurações usar para começar o dia. Ela anuncia que programou seis horas de “desespero existencial” para mais tarde, para lidar com sua solidão em um prédio de apartamentos quase deserto.  E… Bem, chega de spoilers.

O cenário de “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?” é seco, um mundo tomado pela poeira radioativa e pelo entulho, com as coisas criadas pelo homem assumindo o espaço deixado pela humanidade, que fugira para as colônias espaciais.

A obra de Dick teve sequência com mais três publicações, todas escritas por Kevin Wayne Jeter, mais conhecido como K. W. Jeter, um conhecido escritor americano.  São elas: Blade Runner 2: The Edge of Human (publicado em 1995); Blade Runner 3: Replicant Night (publicado em 1996); Blade Runner 4: Eye and Talon (publicado em 2000).

A relação de P.K. Dick com a adaptação de “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”, porém, nem sempre fora otimista.  Em 1970, passados dois anos da publicação do livro, o produtor Herb Jaffe comprou os direitos para o cinema e foi ameaçado pelo escritor ao mostrar o roteiro criado por seu filho Robert: “Devo bater em você aqui no aeroporto ou no meu apartamento?”. Anos depois, em 1977, o produtor Michael Deeley se interessou pela versão de Hampton Fancher para o livro, dando início a odisseia que resultou no filme lançado por Ridley Scott em 25 de junho de 1982.

No final, Dick redige uma empolgada carta à produtora de Blade Runner.  Nela,  Dick disse que via a sua vida e seu trabalho criativo justificados e completados pelo filme. A realidade não chega a ser bem assim, mas a adaptação levou o nome de Philip K. Dick a outro público e abriu caminho para o seu futuro filosófico no cinema, criando clássicos como “O Vingador do Futuro” (1990) e “Minority Report” (2002).

Observação: P.K. Dick morreu em 2 de março de 1982 depois de sofrer um acidente vascular cerebral e nunca chegou a ver o filme completo.

Agora, outubro de 2017 nos trouxe “Blade runner 2049”.  Todas as críticas são extremamente positivas ao novo filme.  Talvez a melhor seja a do “The Guardian”: É um espetáculo narcótico de vastidão misteriosa e impiedosa, por sua vez satírica, trágica e romântica.  O novo BR foi dirigido por Denis Villeneuve e produzido por Ridley Scott.  O longa traz Harrison Ford novamente ao papel de Rick Deckard, contracenando com Ryan Gosling.

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Ryan Gosling é o Officer K, um Blade Runner a serviço da Polícia de Los Angeles encarregado de caçar e exterminar replicantes sem tempo de vida pré-determinado, frutos de uma tiragem mais recente que a de Roy Batty e os outros humanos bio-projetados vistos no filme original. Quando não está trabalhando, K está em sua casa, interagindo com um programa de realidade virtual chamado Joi. Fica logo claro que este é um homem focado, de poucas palavras, gestos e sorrisos, mas que guarda um tipo de nobreza, esperança e romantismo que o fazem diferente.

Diferente porque o mundo de Blade Runner 2049 é um lugar frio, distante, cruel. Tão ou mais que o do filme original. Pouca coisa mudou, mas muita coisa aconteceu nos 30 anos que separam uma trama da outra mas, em resumo, é o seguinte: com um atentado organizado por replicantes e uma consequente proibição aos ditos, as indústrias Tyrell foram varridas do mapa. Isso fez com que o que restou do mundo mergulhasse numa grave crise econômica, até que Niander Wallace começou a produzir comida bio-projetada. Começando a sentir o gosto do poder, Niander decidiu esticar a produção para novos replicantes, de vida virtualmente ilimitada, mais força física e muito menos livre arbítrio – passando por cima da proibição e, assim, começando a realmente ditar as regras do jogo.  Os caminhos de K e Wallace enfim se cruzam quando o Blade Runner da LAPD descobre uma caixa, e…. Vamos parar! Assim o filme perde a graça.

O livro de Dick e o filme de Scott incentivaram um novo movimento literário, o cyberpunk, cujo ideólogo, William Gibson, sinalizava seu fundacional Neuromante pouco antes da estreia dessa produção, que deixou de ser um fracasso de bilheteria para adquirir status de culto.  E, também, afetaram a maneira como as pessoas se vestiam, o modo de decorar os lugares noturnos. Os arquitetos começaram a projetar edifícios de escritórios como os do filme.  Enfim, o futuro.

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Com 44 romances e 121 contos, o trabalho de Philip K. Dick já inspirou 12 longas-metragem.  PKD nos deixou um grande legado na LitFan.  Neste ano, o filme “Blade Runner” faz 35 anos desde a sua primeira exibição e no próximo ano, o livro de Dick completa 50 anos de publicação.  Não é necessário falar mais nada.  Vamos encerrar com a frase dita pelo androide Roy Batty, interpretado pelo ator Rutger Hauer.  Até!

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Jota Cortizo

Versión española: El futuro en las líneas avasalladoras de PKD y Blade Runner.

¿Cuándo Philip Kindred Dick escribió y publicó “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (Androides Sueñan con Ovejas Eléctricas?) En 1968, tal vez no contara con la proyección que su obra tomó. He hablado un poco sobre el libro y mucho sobre el autor – PKD – en mi post de 27/09/2015 (hace poco más de dos años). Pero, sería una injusticia no explotar un poco más el libro que dio origen a la película “Blade Runner” (en Brasil “Blade Runner – El Cazador de Androides”) exhibido en los cines en el año 1982.

Nota: Para los que quieran revisar el post, sigue el enlace:

jotacortizo.wordpress.com/2015/09/27/a-assustadora-visao-do-futuro-de-philip-k-dick-la-aterradora-vision-del-futuro-de-philip-k-dick/

Vamos a volver a los androides y las ovejas. Vivir en un mundo post-apocalíptico de 2021 (1992 en la primera edición) – después de la “guerra mundial final”, con la atmósfera del planeta cubierta por polvo, lo que acaba llevando a las Naciones Unidas a alentar emigraciones masivas a colonias fuera del mundo para preservar la integridad genética de la humanidad, con el incentivo de androides personales gratuitos: sirvientes robots idénticos a los humanos – encontramos a Rick Deckard, que es un policía del Departamento de Policía de San Francisco, a principios del siglo XXI, responsable de matar (eufemísticamente, “retirar”) los androides que escapan de las colonias del mundo.

El cazador recibe una nueva misión, que va a garantizar suficiente dinero para comprar un animal vivo – para sustituir su oveja eléctrica, buscando una mayor realización existencial para él y su esposa deprimida.

Importante: En la tierra post apocalíptica, poseer animales vivos reales era un símbolo de status, a causa de las extinciones masivas y del impulso cultural hacia una mayor empatía que motivó una religión basada en tecnología llamada “Mercerismo”. Las personas pobres sólo pueden pagar animales eléctricos de apariencia realista. El de Deckard, por ejemplo, es una oveja robótica de cara negra. El mercerismo utiliza “cajas de empatía” para vincular a los usuarios simultáneamente a una realidad virtual colectiva del sufrimiento comunal, centrada en un personaje semejante a un mártir, Wilbur Mercer, que eternamente subió una colina mientras estaba siendo golpeado por piedras accidentadas.

La misión involucra cazar (“jubilarse”) seis violentos androides Nexus-6 creados por la Asociación Rosen y que huyeron de Marte a la Tierra. Deckard visita la sede de Rosen en Seattle para confirmar la validez de una prueba de empatía de preguntas y respuestas: un método para identificar cualquier androide que se presenta como humano. Deckard es saludado por Rachael Rosen, que rápidamente falla en su prueba. Rachael intenta sobornar a Deckard para mantener el silencio, pero él verifica que es realmente un modelo Nexus-6 usado por Rosen para intentar desacreditar la prueba.

El libro también contiene mención pasajera de “órganos de humor de Penfield”, que llenan el papel desempeñado por las drogas que alteran la mente en otras historias de Dick. La tecnología puede inducir cualquier humor deseado en las personas cercanas, como “una actitud de negocio optimista” o “el deseo de ver la televisión, no importa lo que esté pasando”. Un paso ligeramente irónico en el capítulo de apertura tiene Deckard y su esposa, Irán, discutiendo qué configuraciones utilizar para comenzar el día. Ella anuncia que programó seis horas de “desesperación existencial” para más tarde, para lidiar con su soledad en un edificio de apartamentos casi desierto. Y … Bueno, llega de spoilers.

El escenario de “Androides Sueña con Ovejas Eléctricas” es seco, un mundo tomado por el polvo radiactivo y el escombro, con las cosas creadas por el hombre asumiendo el espacio dejado por la humanidad, que huyó a las colonias espaciales.

La obra de Dick tuvo secuencia con otras tres publicaciones, escritas por Kevin Wayne Jeter, más conocido como K. W. Jeter, un conocido escritor estadounidense. En el caso de que se trate de una película, Blade Runner 3: Replicant Night (publicado en 1996); Blade Runner 4: Eye and Talon (publicado en 2000).

La relación de P.K. Dick con la adaptación de “Androides Sueñan con Ovejas Eléctricas?”, Sin embargo, no siempre era optimista. En 1970, después de dos años de la publicación del libro, el productor Herb Jaffe compró los derechos para el cine y fue amenazado por el escritor al mostrar el guión creado por su hijo Robert: “¿Debo golpearle aquí en el aeropuerto o en mi apartamento?” . Años después, en 1977, el productor Michael Deeley se interesó por la versión de Hampton Fancher para el libro, dando inicio a la odisea que resultó en la película lanzada por Ridley Scott el 25 de junio de 1982.

Al final, Dick redacta una emocionante carta a la productora de Blade Runner. En ella, Dick dijo que veía su vida y su trabajo creativo justificados y completados por la película. La realidad no llega a ser así, pero la adaptación llevó el nombre de Philip K. Dick a otro público y abrió el camino a su futuro filosófico en el cine, creando clásicos como “El Vengador del futuro” (1990) y “Minority Report “(2002).

Nota: P.K. Dick murió el 2 de marzo de 1982 después de sufrir un accidente cerebrovascular y nunca llegó a ver la película completa.

Ahora, octubre de 2017 nos trajo “Blade runner 2049”. Todas las críticas son extremadamente positivas a la nueva película. Tal vez la mejor sea la del “The Guardian”: Es un espectáculo narcótico de vasteda misteriosa y despiadada, a su vez satírica, trágica y romántica. El nuevo BR fue dirigido por Denis Villeneuve y producido por Ridley Scott. El largometraje trae a Harrison Ford nuevamente al papel de Rick Deckard, junto a Ryan Gosling.

Ryan Gosling es el Oficial K, un Blade Runner al servicio de la Policía de Los Ángeles encargado de cazar y exterminar replicantes sin tiempo de vida predeterminado, frutos de una tirada más reciente que la de Roy Batty y los otros humanos bio-proyectados vistos en la película original. Cuando no está trabajando, K está en su casa, interactuando con un programa de realidad virtual llamado Joi. Es claro que este es un hombre enfocado, de pocas palabras, gestos y sonrisas, pero que guarda un tipo de nobleza, esperanza y romanticismo que lo hacen diferente.

Diferente porque el mundo de Blade Runner 2049 es un lugar frío, distante, cruel. Tan o más que el de la película original. Poco ha cambiado, pero muchas cosas suceden en los 30 años que separan una trama de la otra, pero, en resumen, es lo siguiente: con un atentado organizado por replicantes y una consiguiente prohibición a los dichos, las industrias Tyrell fueron barridas del mapa. Esto hizo que lo que quedaba del mundo se sumergía en una grave crisis económica, hasta que Niander Wallace comenzó a producir alimentos bio-proyectados. Comenzando a sentir el gusto del poder, Niander decidió estirar la producción para nuevos replicantes, de vida virtualmente ilimitada, más fuerza física y mucho menos libre albedrío – pasando por encima de la prohibición y, así, comenzando a realmente dictar las reglas del juego. Los caminos de K y Wallace finalmente se cruzan cuando el Blade Runner de la LAPD descubre una caja, y …. ¡Vamos a parar! Así la película pierde la gracia.

El libro de Dick y la película de Scott incentivaron un nuevo movimiento literario, el cyberpunk, cuyo ideólogo, William Gibson, señalaba su fundacional Neuromante poco antes del estreno de esa producción, que dejó de ser un fracaso de taquilla para adquirir status de culto. Y, también, afectaron la manera en que la gente se vestía, el modo de decorar los lugares nocturnos. Los arquitectos comenzaron a diseñar edificios de oficinas como los de la película. En fin, el futuro.

Con 44 romances y 121 cuentos, el trabajo de Philip K. Dick ya inspiró 12 largometrajes. PKD nos dejó un gran legado en LitFan. En este año, la película “Blade Runner” hace 35 años desde su primera exhibición y el próximo año, el libro de Dick completa 50 años de publicación. No es necesario hablar más. Vamos a terminar con la frase dictada por el androide Roy Batty, interpretado por el actor Rutger Hauer. ¡Hasta!

¿Te gustó el post? Aprovecha el blog y lee la cantidad de mensajes que desea. Y deja tu comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, dejar una sugerencia. Nos veremos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

pt.wikipedia.org/wiki/Do_Androids_Dream_of_Electric_Sheep%3F

omelete.uol.com.br/filmes/artigo/androides-sonham-com-ovelhas-eletricas-conheca-o-livro-que-deu-origem-blade-runner/

observatoriodocinema.bol.uol.com.br/listas/2017/10/as-maiores-curiosidade-sobre-blade-runner-que-voce-nao-sabia

upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ee/DoAndroidsDream.png

pre00.deviantart.net/43d4/th/pre/f/2015/177/f/3/f318d834554755b1e7e0ff5a981dba0f-d8yuvh2.png

pt.wikipedia.org/wiki/Philip_K._Dick

oglobo.globo.com/cultura/filmes/blade-runner-2049-veja-que-critica-vem-dizendo-sobre-filme-21887832

judao.com.br/blade-runner-2049-resenha/

jovemnerd.com.br/wp-content/uploads/2016/12/blade-runner-2049-poster.jpg

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brasil.elpais.com/brasil/2017/09/21/cultura/1505996708_514266.html

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The Hobbit – 80 anos de uma inesperada aventura

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Versão em português: The Hobbit – 80 anos de uma inesperada aventura.

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Partida

No último dia 21 de setembro o livro “The Hobbit”, do grande mestre JRR Tolkien, completou 80 anos de sua primeira publicação.  Naquele ano de 1937, o livro de Tolkien nos trazia a história da busca do hobbit Bilbo Baggins (no Brasil “Bolseiro”) para conquistar uma parte do tesouro guardado pelo dragão Smaug.  Bilbo mora no Condado e tem cerca de 50 anos de idade.  Leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega.  Até que… Um instante.  Já falamos bastante sobre Tolkien e o Hobbit no PHANTASTICUS, mas nunca é muito quanto se trata do grande mestre.

Se você quiser reavivar a memória seguem alguns dos posts do blog sobre nosso mestre.  Aproveite:

jotacortizo.wordpress.com/2014/12/27/tolkien-o-senhor-dos-livros/

jotacortizo.wordpress.com/2015/01/02/c-s-lewis-e-j-r-r-tolkien-as-cronicas-da-terra-media-ou-o-senhor-de-narnia/

jotacortizo.wordpress.com/2015/04/03/rendendo-homenagens-a-j-r-r-tolkien-prestacion-de-homenajes-el-j-r-r-tolkien/

jotacortizo.wordpress.com/2015/04/25/tolkien-reading-day-2015-dia-de-ler-tolkien-2015/

jotacortizo.wordpress.com/2017/01/30/tolkien-e-o-hobbit-o-primeiro-grande-sucesso/

E dando sequência… Bilbo recebe a visita de Gandalf, o cinzento (um Mago Istari, pertencente à raça dos Maiar, espírito angelical do mundo tolkienano. Foi à Terra-média, incorporando um velho, para ser um dos conselheiros dos homens e impedir que a escuridão voltasse).  Esta dupla se torna protagonista do livro e tem participação fundamental em toda a historia.

Depois, Bilbo é “convidado” pelo mago a participar de uma grande aventura junto com 13 anões – seu líder era Thorin Escudo de Carvalho.  A missão: Recuperar a Montanha Solitária e seu vasto tesouro do dragão Smaug.

O grupo passa por muitas agruras e aventuras.  Bilbo sempre é tido com desconfiança pelos anões que vem nele apenas um ladrão.  E surgiram as aranhas gigantes e o pequeno utiliza a lâmina que passará a se chamar “ferroada”.  Bilbo agora era um herói completo.  E daí, muita coisa aconteceria.

De volta ao Condado, Bilbo vê os seus vizinhos e parentes hobbits vendendo seus pertences, achando que ele tinha morrido. Os gananciosos até que não estavam errados. O Bilbo que partiu para uma jornada inesperada, de fato morrera. Aquele Bilbo que retornou era muito diferente do anterior. Ele então, sentado em frente a sua lareira, com os cofres vazios (afinal, teve de comprar todos seus pertences novamente), acenderia novamente o cachimbo depois de tanto tempo, e na primeira tragada, perceberia que muitas mudanças ocorreram, muitas lutas foram travadas, mas mudanças maiores e batalhas maiores foram feitas dentro de si. Ele então dá uma risada, ao perceber que o velho mago, Gandalf, teria lhe feito um grande favor, ao vir a sua porta com um grupo de anões e um plano impossível.  Sim.  Nascera um novo Bilbo Baggins.

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O cinema transformou os filmes baseados nos livros do J. R.R. Tolkien numa franquia de US$ 5,8 bilhões de dólares, mas nada disso teria acontecido sem “O Hobbit”. Uma aventura ágil, cheia de suspense, com toques de humor e ambientada numa era distante na qual a magia ainda era cotidiana. O livro cativou leitores e críticos com a história de Bilbo.  Lançada, a primeira edição de 1.500 exemplares publicada na Inglaterra pela editora George Allen and Unwin Ltd esgotou-se em dezembro do mesmo ano, um grande feito para um autor estreante. Habituado a criar histórias para os filhos, antes de “O Hobbit”, Tolkien havia publicado apenas alguns poemas, e depois dele, dezessete anos se passaram antes que o autor tivesse uma nova obra pronta. E, para desagrado de quem o aguardava, o novo livro não seria a continuação de “O Hobbit” solicitada, e sim o gigantesco e complexo “O Senhor dos Anéis”, que está longe de ser ágil e é mais apropriado ao público jovem e adulto.

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Então, feliz OITENTA anos para “O Hobbit”.

Gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.

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Agora queria fazer outra referência ao dia 21 de setembro.  Neste dia, nasceu meu grande amor.   Minha esposa.  Minha companheira.  Minha vida!

Parabéns, meu amor!!!!!

Até logo!! Encontro vocês no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: El Hobbit – 80 años de una inesperada aventura.

El pasado 21 de septiembre el libro “The Hobbit”, del gran maestro JRR Tolkien, cumplió 80 años de su primera publicación. En aquel año de 1937, el libro de Tolkien nos traía la historia de la búsqueda del hobbit Bilbo Baggins (en Brasil “Bolsero”) para conquistar una parte del tesoro guardado por el dragón Smaug. Bilbo vive en el condado y tiene unos 50 años de edad. Lleva una vida cómoda y sin ambiciones, rara vez aventurándose más allá de su despensa o su bodega. Hasta que … Un instante. Ya hablamos bastante sobre Tolkien y Hobbit en PHANTASTICUS, pero nunca es mucho como se trata del gran maestro.

Si quieres reavivar la memoria siguen algunos de los posts del blog sobre nuestro maestro. Disfrute:

jotacortizo.wordpress.com/2014/12/27/tolkien-o-senhor-dos-livros/

jotacortizo.wordpress.com/2015/01/02/c-s-lewis-e-j-r-r-tolkien-as-cronicas-da-terra-media-ou-o-senhor-de-narnia/

jotacortizo.wordpress.com/2015/04/03/rendendo-homenagens-a-j-r-r-tolkien-prestacion-de-homenajes-el-j-r-r-tolkien/

jotacortizo.wordpress.com/2015/04/25/tolkien-reading-day-2015-dia-de-ler-tolkien-2015/

jotacortizo.wordpress.com/2017/01/30/tolkien-e-o-hobbit-o-primeiro-grande-sucesso/

Y dando secuencia … Bilbo recibe la visita de Gandalf, el gris (un Mago Istari, perteneciente a la raza de los Maiar, espíritu angelical del mundo tolkienano.  Fue a la Tierra Media, incorporando a un viejo, para ser uno de los consejeros de los hombres e impedir que la oscuridad volviera). Esta doble se convierte en protagonista del libro y tiene una participación fundamental en toda la historia.

Después Bilbo es “invitado” por el mago a participar en una gran aventura junto con 13 enanos – su líder era Thorin Escudo de Carvalho. La misión: Recuperar la Montaña Solitaria y su vasto tesoro del dragón Smaug.

El grupo pasa por muchas agrias y aventuras. Bilbo siempre es tenido con desconfianza por los enanos que vienen en él sólo un ladrón. Y surgieron las arañas gigantes y el pequeño utiliza la lámina que pasará a llamarse “plancha”. Bilbo ahora era un héroe completo. Y de ahí, mucho sucedería.

De vuelta al condado, Bilbo ve a sus vecinos y parientes hobbits vendiendo sus pertenencias, creyendo que él había muerto. Los codiciosos hasta que no estaban equivocados. El Bilbo que partió para una jornada inesperada, de hecho había muerto. El Bilbo que regresó era muy diferente al anterior. Entonces, sentado frente a su chimenea, con los cofres vacíos (después de todo, tuvo que comprar todas sus pertenencias nuevamente), encendía nuevamente la pipa después de tanto tiempo, y en la primera tragada, percibía que muchos cambios ocurrieron, muchas luchas fueron bloqueadas pero los cambios más grandes y las batallas más grandes se hicieron dentro de sí. Entonces da una risa, al darse cuenta de que el viejo mago, Gandalf, le habría hecho un gran favor, al venir a su puerta con un grupo de enanos y un plan imposible. Sí. Ha nacido un nuevo Bilbo Baggins.

El cine transformó las películas basadas en los libros del Sr. R.R. Tolkien en una franquicia de 5.800 millones de dólares, pero nada de eso habría ocurrido sin “El Hobbit”. Una aventura ágil, llena de suspenso, con toques de humor y ambientada en una era distante en la que la magia aún era cotidiana. El libro cautivó a lectores y críticos con la historia de Bilbo. La primera edición de 1.500 ejemplares publicada en Inglaterra por la editorial George Allen and Unwin Ltd se agotó en diciembre del mismo año, un gran hecho para un autor debutante. Habituado a crear historias para los hijos, antes de “El Hobbit”, Tolkien había publicado sólo algunos poemas, y después de él, diecisiete años pasaron antes que el autor tuviera una nueva obra preparada. Y, para desagrado de quien le aguardaba, el nuevo libro no sería la continuación de “El Hobbit” solicitada, sino el gigantesco y complejo “El Señor de los Anillos”, que está lejos de ser ágil y es más apropiado al público joven y, adulto.

Entonces, feliz OITENTA años para “El Hobbit”.

¿Te gustó el post? En el blog y lee cuántos posts quieres.

Ahora quería hacer otra referencia al día 21 de septiembre. En este día, nació mi gran amor. Mi esposa. Mi compañera. ¡Mi vida!

¡¡¡¡¡Felicidades mi amor!!!!!

¡¡Hasta luego!! Encuentro ustedes en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

tolkienbrasil.com/wp-content/uploads/2016/01/capaartigo.jpg

2.bp.blogspot.com/-0Zjh5UFXPsA/UySu2DSg8sI/AAAAAAAAM_c/KTmjlVRHMTo/s1600/Gandalf+-+Skylab.jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Gandalf

tolkienbrasil.com/artigos/resenha-de-livro/resenha-livro-o-hobbit-por-natalllie-alcantara/

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santacarona.com/2016/02/11/la-e-de-volta-outra-vez/

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santacarona.com/wp-content/uploads/2016/02/thehobbit1_rahn.png

4.bp.blogspot.com/-c2MRdVTntrA/WcLjh9ya27I/AAAAAAAAOQ0/5hD-gtz2Y9Ib94uIo4A3K3dBlZ4Ly6osQCLcBGAs/s1600/32405.jpg

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omelete.uol.com.br/quadrinhos/artigo/o-hobbit-80-anos-do-lancamento-do-classico-de-jrr-tolkien/

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Viajando no Tempo com Billy Pilgrim, um show de Kurt Vonnegut

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Versão em português: Viajando no Tempo com Billy Pilgrim, um show de Kurt Vonnegut.

Imagine este pequeno resumo: Billy Pilgrim foi uma criança e um jovem de aparência esquisita: era alto e magro, e parecia uma garrafa de Coca-Cola (se preferir pode ser Pepsi). Foi soldado de guerra, sobreviveu ao bombardeio de Dresden, foi dispensado, tornou-se optometrista (profissional que tem como objetivo a realização de medições de amplitude visual), casou-se, teve filhos, foi abduzido e levado para o planeta Tralfamador (é o lar de seres que existem em todos os tempos simultaneamente, e estão, portanto, privados do conhecimento de eventos futuros, incluindo a destruição do universo nas mãos de um piloto de teste) e exibido no zoológico extraterrestre (Billy foi sequestrado junto com Montana Wildhack, uma estrela de Hollywood)…. Fascinante.

Bem, para conhecer Billy precisamos conhecer a obra da qual ele faz parte.  “Slaughterhouse-Five” (Matadouro 5) é um livro fora da caixa. Não é um típico livro de viagem no tempo ou de guerra ou sobre vida extraterrestre – é tudo isso junto em uma mistura interessante e que se desdobra de uma maneira deliciosa.  Para começar, é um livro dentro de um livro.  Deixa que vou explicar.  O livro é uma crítica direta ao sentimento de glorificação que há entorno da guerra.  Há, também, toda uma carga de ser um livro semi-biográfico, já que o próprio autor usa do artifício de ser o narrador da história – na “voz” de Yon Yonson (nome fictício) – e de se colocar dentro dela em algumas situações, misturando a ficção com fatos que ele mesmo vivenciou, já que ele mesmo esteve na Segunda Guerra Mundial, sendo capturado por soldados alemães, e posteriormente acabou por presenciar, e obviamente sobreviver, ao bombardeio da cidade de Dresden pelos aliados.

Temos a sensação de termos um livro dentro de um livro.  Ao mesmo tempo em que os personagens vão se mostrando, a história vai seguindo em vários runos.  Melhor, em muitas viagens.

Billy, o protagonista, não deu muito certo como soldado e suas viagens no tempo e no espaço nos mostram que, talvez, ele tenha perdido um pouco a razão. Ele oscila entre sua vida agora com momentos logo após a guerra em que estava internado na ala psiquiátrica do hospital e outros em que está em um zoológico no planeta Tralfalmador – onde os locais o visitam para saber mais sobre os humanos.

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Ele vai e volta em suas memórias desconexas e o número de mortes comentadas nesse livro aumenta a cada página. Ainda assim, cada vez que um morto é citado – seja o que for – humano, animal, planta – é sempre seguido por “coisas da vida” – como se não importasse ou se fosse algo comum. Essa é a maior crítica de Vonnegut à Guerra porque essa é uma atividade (e talvez a única) em que mortes são consideradas efeitos colaterais e não um erro em si – aliás, chegam a fazer parte da estratégia de vitória. O autor martela isso na nossa cabeça até o leitor ficar condicionado a não sentir pena dos que morrem da mesma forma que os soldados devem fazer.

Kurt

Falando em Vonnegut, foi um escritor americano, de ascendência germânica, que nasceu em 1922 e nos deixou em 2007.  Autor de vários romances, ensaios e peças de teatro. Depois de formar-se em química, alistou-se no exército e combateu na Segunda Guerra Mundial. Foi feito prisioneiro de guerra, período no qual presenciou o bombardeamento de Dresden e ficou preso num armazém subterrâneo de carne. Esta experiência veio a inspirar seu livro.  “Slaughterhouse-Five” (Matadouro 5) foi publicado em 1969 e marcou – leitores e, claro, seu autor.

Dresden

Com este livro, Vonnegut trouxe a tona um dos (se não o) pior bombardeio da Segunda Guerra.  A destruição da bela cidade de Dresden pela força aérea norte-americana. Foi lá que os aliados resolveram fazer uma “operação exemplar” contra os alemães. Entre 13 e 15 de fevereiro de 1945, em quatro ataques-surpresa, 1.300 bombardeiros lançaram mais de 3.900 toneladas de dispositivos incendiários e bombas altamente explosivas na cidade, a capital barroca do estado alemão de Saxônia. A tempestade de fogo resultante destruiu 39 quilômetros quadrados do centro da cidade.  O resultado foi a morte de 135 mil pessoas (os números são imprecisos e vão de 22 mil a 220 mil), a esmagadora maioria mulheres, velhos e crianças. Havia poucos soldados em Dresden, pois era tida como “cidade aberta”, nome que se dava às cidades que, pelos seus tesouros arquitetônicos, os dois lados concordavam em não bombardear. Mas mesmo assim ela foi “pulverizada”. Afinal, a guerra (na prática) não tem regulamento, não tem dó nem piedade.

Vale a pena a leitura.  Vonnegut faz com que a história fuja sempre do melodrama. Ele é irônico, satírico e delirante. Seu personagem voa pelo tempo, circula pela guerra, pelo “jeito” americano de vida e pelo planeta de Tralfamador – que fica a cerca de 718 quatrilhões de kms da Terra. A maestria narrativa de Vonnegut põe o leitor em alerta máximo permanente. A morte circunda a história até quase perder a importância.

O livro foi adaptado para o cinema e estreou no ano de 1972.  O diretor foi George Roy Hill e tendo Michael Sacks interpretando Billy Pilgrim.  Segundo a crítica: É um dos mais niilistas e desesperançados filmes gnósticos: sem saída, o homem é prisioneiro no tempo e condenado por alienígenas a repeti-lo por toda a eternidade.

Famous phrase

O filme inicia em momento no futuro, onde Pilgrim datilografa uma carta ao editor de um jornal com a famosa frase que abre o livro de Vonnegut: “”Ouça: Billie Pilgrim está se libertando no tempo”. Pilgrim tenta explicar a todos a sua estranha condição adquirida após ter sido abduzido por seres alienígenas: ele não só navega no tempo através dos diversos momentos da sua vida, mas todos os instantes são vividos simultaneamente. E… O restante, só vocês vendo.

Que tal? Gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: Viajando en el tiempo con Billy Pilgrim, un espectáculo de Kurt Vonnegut.

Imagínese este pequeño resumen: Billy Pilgrim fue un niño y un joven de apariencia extraña: era alto y delgado, y parecía una botella de Coca-Cola (si lo prefiere puede ser Pepsi). Fue soldado de guerra, sobrevivió al bombardeo de Dresde, fue dispensado, se convirtió en optometrista (profesional que tiene como objetivo la realización de mediciones de amplitud visual), se casó, tuvo hijos, fue abducido y llevado al planeta Tralfamador (es el hogar de seres que existen en todos los tiempos simultáneamente, y están, por lo tanto, privados del conocimiento de eventos futuros, incluyendo la destrucción del universo en manos de un piloto de prueba) y exhibido en el zoológico extraterrestre (Billy fue secuestrado junto a Montana Wildhack , una estrella de Hollywood) …. Fascinante.

Bueno, para conocer a Billy necesitamos conocer la obra de la que forma parte. “Slaughterhouse-Five” (Matadero 5) es un libro fuera de la caja. No es un típico libro de viaje en tiempo o de guerra o sobre vida extraterrestre – es todo eso junto en una mezcla interesante y que se desdobla de una manera deliciosa. Para empezar, es un libro dentro de un libro. Deja que voy a explicar. El libro es una crítica directa al sentimiento de glorificación que hay entorno de la guerra. Hay, también, toda una carga de ser un libro semi-biográfico, ya que el propio autor usa el artificio de ser el narrador de la historia – en la “voz” de Yon Yonson (nombre ficticio) – y de colocarse dentro de ella en algunas , que se mezcló con la ficción con hechos que él mismo experimentó, ya que él mismo estuvo en la Segunda Guerra Mundial, siendo capturado por soldados alemanes, y posteriormente acabó por presenciar, y obviamente sobrevivir, al bombardeo de la ciudad de Dresde por los aliados.

Tenemos la sensación de tener un libro dentro de un libro. Al mismo tiempo que los personajes se van mostrando, la historia va siguiendo en varios runos. Mejor, en muchos viajes.

Billy, el protagonista, no dio muy cierto como soldado y sus viajes en el tiempo y en el espacio nos muestran que, tal vez, él ha perdido un poco la razón. Él oscila entre su vida ahora con momentos después de la guerra en que estaba internado en el ala psiquiátrica del hospital y otros en que está en un zoológico en el planeta Tralfalmador – donde los locales lo visitan para saber más sobre los humanos.

Él va y vuelve en sus memorias desconexas y el número de muertes comentadas en ese libro aumenta a cada página. Sin embargo, cada vez que un muerto es citado -se lo que sea – humano, animal, planta – es siempre seguido por “cosas de la vida” – como si no importara o si fuera algo común. Esta es la mayor crítica de Vonnegut a la guerra porque esta es una actividad (y quizás la única) en que muertes se consideran efectos colaterales y no un error en sí – por lo demás, llegan a formar parte de la estrategia de victoria. El autor marque esto en nuestra cabeza hasta que el lector esté condicionado a no sentir pena de los que mueren de la misma forma que los soldados deben hacer.

Hablando en Vonnegut, fue un escritor estadounidense, de ascendencia germánica, que nació en 1922 y nos dejó en 2007. Autor de varias novelas, ensayos y obras de teatro. Después de formarse en química, se alistó en el ejército y combatió en la Segunda Guerra Mundial. Fue hecho prisionero de guerra, período en el que presenció el bombardeo de Dresde y quedó atrapado en un almacén subterráneo de carne. Esta experiencia vino a inspirar su libro. “Slaughterhouse-Five” (Matadero 5) fue publicado en 1969 y marcó – lectores y, por supuesto, su autor.

Con este libro, Vonnegut sacó a la luz uno de los (si no el) peor bombardeo de la Segunda Guerra. La destrucción de la bella ciudad de Dresde por la fuerza aérea norteamericana. Fue allí donde los aliados decidieron hacer una “operación ejemplar” contra los alemanes. Entre 13 y 15 de febrero de 1945, en cuatro ataques sorpresa, 1.300 bombarderos lanzaron más de 3.900 toneladas de dispositivos incendiarios y bombas altamente explosivas en la ciudad, la capital barroca del estado alemán de Sajonia. La tempestad de fuego resultante destruyó 39 kilómetros cuadrados del centro de la ciudad. El resultado fue la muerte de 135 mil personas (las cifras son imprecisas y van de 22 mil a 220 mil), la abrumadora mayoría mujeres, viejos y niños. Había pocos soldados en Dresde, pues era considerada como “ciudad abierta”, nombre que se daba a las ciudades que, por sus tesoros arquitectónicos, los dos lados concordaban en no bombardear. Pero aún así fue “pulverizada”. Después de todo, la guerra (en la práctica) no tiene reglamento, no tiene ni piedad.

Vale la pena la lectura. Vonnegut hace que la historia huya siempre del melodrama. Es irónico, satírico y delirante. Su personaje vuela por el tiempo, circula por la guerra, por la “manera” americana de vida y por el planeta de Tralfamador – que se encuentra a unos 718 cuatrillones de kilómetros de la Tierra. La maestría narrativa de Vonnegut pone al lector en alerta máxima permanente. La muerte circunda la historia hasta casi perder la importancia.

El libro fue adaptado para el cine y se estrenó en el año 1972. El director fue George Roy Hill y teniendo a Michael Sacks interpretando a Billy Pilgrim. Según la crítica: Es uno de los más niñitos y desesperados filmes gnósticos: sin salida, el hombre es prisionero en el tiempo y condenado por alienígenas a repetirlo por toda la eternidad. La película comienza en un momento en el futuro, donde Pilgrim mecanografía una carta al editor de un periódico con la famosa frase que abre el libro de Vonnegut: “” Escucha: Billie Pilgrim se está liberando en el tiempo. Pilgrim intenta explicar a todos su extraña condición adquirida después de haber sido abducido por seres alienígenos: él no sólo navega en el tiempo a través de los diversos momentos de su vida, pero todos los instantes se viven simultáneamente. Y … El resto, sólo ustedes viendo.

¿Qué tal? ¿Te gustó el post? Aprovecha el blog y lee la cantidad de mensajes que desea. Y deja tu comentario. Es muy importante. Si lo prefiere, dejar una sugerencia. Nos veremos en el próximo post.

Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

resumodopera.blogspot.com.br/2012/06/desafio-literario-2012-matadouro-5-kurt.html

pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Vonnegut

focoderesistencia.wordpress.com/2016/07/04/matadouro-5-kurt-vonnegut/

posfacio.com.br/2012/05/02/matadouro-5-kurt-vonnegut/

opoderosoresumao.com/livros/resenha-matadouro-5

pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamento_de_Dresden

en.wikipedia.org/wiki/Tralfamadore

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lpm-editores.com.br/livros/imagens/matadouro_5_8525413607_hd.jpg

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extincaodiscos.blogspot.com.br/2012/04/sabado-214-matadouro-5-cinextincao.html

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A Laranja distópica de Anthony Burgess

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O BLOG PHANTASTICUS EM DUAS VERSÕES – EM PORTUGUÊS E EN ESPAÑOL.

Versão em português: A Laranja distópica de Anthony Burgess.

Depois do meu último post, em que mencionei o romance distópico escrito e publicado por John Anthony Burgess Wilson no ano de 1962, bateu uma “insanidade” para ler e escrever sobre o livro.

“A Clockwork Orange” (Laranja Mecânica) marcou uma época.  Melhor, marcou um século.  Quem da geração 70/80 não conhece o romance que virou filme e foi para lá de marcante (vale lembrar as bolinhas pretas* impostas pela censura militar).

*Censura: No Brasil, o filme entrou na lista de obras proibidas pela censura, fazendo com que os cinéfilos fossem assistir a polêmica obra em países vizinhos, como o Uruguai. Quando foi liberado, só conseguiu ser exibido nas salas com ridículas bolinhas pretas sobrepostas nas cenas de nudez.

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O protagonista, narrador e anti-herói Alexander DeLarge impressionou – e muito – por sua insanidade e frieza.  Em uma Londres do futuro (e que futuro) o adolescente Alex, é retratado como um sociopata que rouba, estupra, espanca e escolhe pessoas aleatoriamente, para sua própria diversão, também não mostrando nenhum remorso quando ele percebe que matou acidentalmente uma mulher quando estava tentando roubá-la. Intelectualmente, ele sabe que esse tipo de comportamento é errado, dizendo que “não se pode ter uma sociedade com todo mundo se comportando na minha maneira de noite”. No entanto, confessa ser um pouco confuso com as motivações daqueles que desejam reformá-lo e outros como ele, dizendo que nunca iria interferir com o seu desejo de ser bom, mas apenas que “irá para a outra loja.” Alex acredita que o mal é o estado natural de todos os seres humanos. Na escolha de ser mau, ele está escolhendo ser humano.  Alex e seus amigos se drogam com frequência e saem pelas ruas da cidade aprontando todas, desde bater em pessoas à invasões de domicílios.  Alex começa como um líder de gangue de quinze anos da “juventude moderna”. Ele fala “Nadsat”, linguagem criada pelo autor britânico que é baseado na mescla da língua russa e no cockney, o linguajar da classe operária britânica.

Em uma das muitas invasões domiciliares, a vida de Alex toma um novo rumo ao escutar sirenes policiais, e é nesta mesma noite que ele é traído pelos seus amigos (comparsas) e acaba indo preso e futuramente sendo condenado por homicídio. Após um tempo se adaptando (mais provável que não) à realidade da prisão, Alex conhece (e se oferece) um método chamado “Ludovico”, no qual a pessoa submete-se à assistir cenas de violenta com ganchos no olho, o que faz com que ele assista detalhadamente todas as cenas.  O Tratamento “Ludovico” é uma representação artística do fenômeno psicológico conhecido como condicionamento respondente.  O tratamento “funciona”, e Alex se torna incapaz de cometer outros crimes, mas o tratamento também o deixa com algumas sequelas psicológicas.  Até que… Bem, chega de spoilers.

O livro “A Clockwork Orange” é narrado de forma profunda. Podemos lê-lo como um livro de sociologia, onde há a possibilidade de analisar a violência das tribos urbanas, tentar entender, perceber e aceitar questões filosóficas existencialistas e muitos outros argumentos, que irão depender da mente das pessoas que o leem.  O livro de Burgess recebeu o “Prometheus Hall of Fame Award” em 2008.

Joker

O comportamento de Alex, de certa forma, nos remete a um certo Edwin, também conhecido como “Joker” (no Brasil, ele é o Coringa) – com um alter ego de nome Jack Napier.  O psicopata com um sentido de humor sádico e doentio nos dá calafrios. O olhar ao mesmo tempo insano e de raciocínio frio nos impressiona.  Muito!! Você percebe as semelhanças?

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Nas telonas tivemos a espetacular (e marcante) adaptação britânico-americano que veio a público em 1971, adaptado, produzido e dirigido por Stanley Kubrick (o mesmo de filmes como “2001, Uma Odisseia no Espaço” e “O Iluminado” e considerado um dos maiores cineastas da história) e tendo o personagem Alex sido interpretado por Malcolm McDowell (hoje, figurinha conhecida do cinema).

Uma cena antológica: A gangue de Alex rouba um carro, e seguem até o local onde o escritor F. Alexander mora e espancam-no a ponto dele quase perder a vida. Alex então estupra sua esposa enquanto canta “Singin’ in the Rain”.  O importante é isolar o comportamento e entender as nuances da cena.

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“Laranja Mecânica” é um “requerimento” pelo livre-arbítrio. Burgess preocupava-se com a ampla utilização do behaviorismo (teoria e método de investigação psicológica que procura examinar do modo mais objetivo o comportamento humano e dos animais, com ênfase nos fatos objetivos – estímulos e reações – sem fazer recurso à introspecção) em clínicas, consultórios e prisões. O aumento a delinquência juvenil tanto no ocidente capitalista quanto na Rússia soviética foi outro catalisador do livro cuja língua, inclusive, é um inglês russificado, de gírias abundantes.

Gangue

Palavras de Stanley Kubrick: “… Laranja Mecânica é uma sátira social lidando com a questão de saber se a psicologia comportamental e o condicionamento psicológico são as novas armas perigosas para um governo ditatorial usar para impor grandes controles sobre seus cidadãos, e transformá-los em pouco mais do que robôs.”

É uma obra atemporal, que trata de aspectos que sempre estão em alta nas discussões, desde críticas políticas até as tendências psicológicas e sociais,

O importante é entender que o livro é recomendado para todos os públicos, desde que estes tenham maturidade suficiente para entender a obra como uma distopia.  Então “Laranja Mecânica” é uma apologia da violência? Não. É mais um manifesto à liberdade.  Ninguém nega que a sociedade está violenta demais. Aliás, o mundo todo está cheio de guerras, genocídios e violência urbana.  Mas será que é isso mesmo que queremos – a paz a qualquer custo? Nós não somos seres humanos, criaturas contraditórias, que criam e destroem, gozam e sofrem, desejam e rejeitam tudo ao mesmo tempo?  Para o Anthony Burgess, “É melhor ser mau a partir do próprio livre-arbítrio do que ser bom por meio de lavagem cerebral científica.”

Em resumo: Este é um livro para pensar.  Não enxergar exclusivamente a violência, mas buscar entender tudo o que ocorre com e ao redor do personagem.  Reforçando que devemos ter em mente que está é uma ficção distópica – mas algumas lições devem ser tiradas.

Gostou do post? Aproveite entre no blog e leia quantos posts você quiser.  E deixe seu comentário. É muito importante.  Se preferir, deixe uma sugestão. Te encontro no próximo post.

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Jota Cortizo

Versión española: La Naranja distópica de Anthony Burgess.

Después de mi último post, en el que mencioné el romance distópico escrito y publicado por John Anthony Burgess Wilson en el año 1962, golpeó una “locura” para leer y escribir sobre el libro.

“Clockwork Orange” (Naranja Mecánica) marcó una época. Mejor, marcó un siglo. Quien de la generación 70/80 no conoce la novela que se convirtió en película y fue para allá de marcante (vale recordar las bolitas negras * impuestas por la censura militar).

*Censura: En Brasil, la película entró en la lista de obras prohibidas por la censura, haciendo que los cinéfilos fueran a ver la polémica obra en países vecinos, como Uruguay. Cuando fue liberado, sólo logró ser exhibido en las salas con ridículas bolitas negras superpuestas en las escenas de desnudos.

El protagonista, narrador y anti-héroe Alexander DeLarge impresionó – y mucho – por su insanidad y frialdad. En una Londres del futuro (y qué futuro) el adolescente Alex, es retratado como un sociópata que roba, golpea, golpea y escoge a las personas aleatoriamente, para su propia diversión, tampoco mostrando ningún remordimiento cuando se da cuenta de que mató accidentalmente a una mujer cuando estaba tratando de robarla. Intelectualmente, él sabe que ese tipo de comportamiento es incorrecto, diciendo que “no se puede tener una sociedad con todo el mundo comportándose en mi manera de noche”. Sin embargo, confiesa ser un poco confuso con las motivaciones de aquellos que desean reformarlo y otros como él, diciendo que nunca interferirá con su deseo de ser bueno, pero sólo que “irá a la otra tienda.” Alex cree que el mal es el estado natural de todos los seres humanos. En la elección de ser malo, él está eligiendo ser humano. Alex y sus amigos se drogan con frecuencia y salen por las calles de la ciudad apuntando a todas, desde golpe a personas a las invasiones de domicilios. Alex comienza como un líder de pandilla de quince años de la “juventud moderna”. “Habla” Nadsat “, lenguaje creada por el autor británico que se basa en la mezcla de la lengua rusa y el cockney, el lenguaje de la clase obrera británica.

En una de las muchas invasiones domiciliares, la vida de Alex toma un nuevo rumbo al escuchar sirenas policiales, y es esta misma noche que él es traicionado por sus amigos (comparsas) y termina siendo arrestado y en el futuro siendo condenado por homicidio. Después de un tiempo adaptando (más probable que no) a la realidad de la prisión, Alex conoce (y se ofrece) un método llamado “Ludovico”, en el cual la persona se somete a ver escenas de violenta con ganchos en el ojo, lo que hace con el que asista detalladamente todas las escenas. El tratamiento “Ludovico” es una representación artística del fenómeno psicológico conocido como condicionamiento respondedor. El tratamiento “funciona”, y Alex se vuelve incapaz de cometer otros delitos, pero el tratamiento también lo deja con algunas secuelas psicológicas. Hasta que … Bueno, llega de spoilers.

El libro “A Clockwork Orange” es narrado de forma profunda. Podemos leerlo como un libro de sociología, donde hay la posibilidad de analizar la violencia de las tribus urbanas, intentar entender, percibir y aceptar cuestiones filosóficas existencialistas y muchos otros argumentos, que dependerá de la mente de las personas que lo leen. El libro de Burgess recibió el “Prometheus Hall of Fame Award” en 2008.

El comportamiento de Alex, en cierto modo, nos remite a un cierto Edwin, también conocido como “Joker” (en Brasil, él es el Joker) – con un alter ego de nombre Jack Napier. El psicópata con un sentido del humor sádico y enfermo nos da escalofríos. La mirada al mismo tiempo insana y de raciocinio frío nos impresiona. ¡Muy bien! ¿Usted percibe las semejanzas?

En las telones tuvimos la espectacular (y marcante) adaptación británico-estadounidense que vino a la audiencia en 1971, adaptado, producido y dirigido por Stanley Kubrick (el mismo de películas como “2001, Una Odisea en el espacio” y “El Iluminado” y considerado uno de los mayores cineastas de la historia) y teniendo el personaje Alex fue interpretado por Malcolm McDowell (hoy, figurita conocida del cine).

Una escena antológica: La banda de Alex roba un coche, y siguen hasta el lugar donde el escritor F. Alexander vive y lo golpean a punto de él casi perder la vida. Alex entonces violó a su esposa mientras canta “Singin ‘in the Rain”. Lo importante, es aislar el comportamiento y entender los matices de la escena.

“Naranja Mecánica” es un “requerimiento” por el libre albedrío. Burgess se preocupaba por la amplia utilización del conductismo (teoría y método de investigación psicológica que busca examinar del modo más objetivo el comportamiento humano y de los animales, con énfasis en los hechos objetivos – estímulos y reacciones – sin recurrir a la introspección) en clínicas, consultorios y prisiones. El aumento de la delincuencia juvenil tanto en el occidente capitalista y en la Rusia soviética fue otro catalizador del libro cuya lengua, incluso, es un inglés ruso, de jerga abundante.

Las palabras de Stanley Kubrick: “… Naranja Mecánica es una sátira social que se ocupa de la cuestión de si la psicología conductual y el condicionamiento psicológico son las nuevas armas peligrosas para un gobierno dictatorial usar para imponer grandes controles sobre sus ciudadanos, en poco más que robots.

Es una obra atemporal, que trata de aspectos que siempre están al alza en las discusiones, desde críticas políticas hasta las tendencias psicológicas y sociales,

Lo importante es entender que el libro es recomendado para todos los públicos, siempre que éstos tengan madurez suficiente para entender la obra como una distopía. ¿Entonces “Naranja Mecánica” es una apología de la violencia? No es otro manifiesto a la libertad. Nadie niega que la sociedad es demasiado violenta. Además, todo el mundo está lleno de guerras, genocidios y violencia urbana. Pero, ¿es eso lo que queremos – la paz a toda costa? ¿No somos seres humanos, criaturas contradictorias, que crean y destruyen, gozan y sufren, desean y rechazan todo al mismo tiempo? Para Anthony Burgess, “Es mejor ser malo desde el propio libre albedrío que ser bueno a través del lavado de cerebro científico.”

En resumen: Este es un libro para pensar. No ver exclusivamente la violencia, sino buscar entender todo lo que ocurre con y alrededor del personaje. Reforzando que debemos tener en mente que está es una ficción distópica, pero algunas lecciones deben ser tomadas.

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Jota Cortizo

Fontes/fuentes:

sobresagas.com/resenha-laranja-mecanica-de-anthony-burgess/

pt.wikipedia.org/wiki/Alex_(Laranja_Mecânica)

pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Burgess

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sindicatonerd.com.br/revelado-nome-de-um-dos-tres-coringas-presentes-no-universo-dc/

pt.wikipedia.org/wiki/Joker_(DC_Comics)#/media/File:Joker_(DC_Comics).jpg

pt.wikipedia.org/wiki/Joker_(DC_Comics)

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lerantesdemorrer.com/laranja-mecanica/

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pt.wikipedia.org/wiki/Laranja_Mecânica_(filme)

pt.wikipedia.org/wiki/Nadsat

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